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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 15 de julho de 2020

REAA - GRAU 7 - AFORISMO LATINO

Em 26/02/2020 o Respeitável Irmão Eneias de Assis Rosa Ferreira, Supremo Conselho dos Graus Escoceses 4 a 33 para o Brasil de São Paulo, filiado ao Grande Oriente Paulista (COMAB), Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

AFORISMO LATINO

Caro e Eminente Irmão Pedro. Boa noite. Pergunta rápida: confeccionado trabalho da espécie, é cabível aplicar o conceito de "summum ius, summa iniuria" como exemplo de comportamento no grau 7 - Prebostes e Juízes? Dada a natureza do tema, pode ser encaminhado diretamente no e-mail supra.

CONSIDERAÇÕES:

"Summum jus, summa injuria" – Termo utilizado como uma máxima jurídica que adverte sobre a rigorosa aplicação da lei, podendo a mesma, nesse sentido, dar margem a grandes injustiças.

Numa tradução preliminar esse aforismo significa "o máximo do direito, o máximo da injustiça" – "suma justiça; suma injustiça".

É um alerta que se refere à aplicação excessivamente rigorosa da lei que facilmente pode redundar em injustiças.

Dado ao significado desse axioma jurídico, no meu modesto entender ele não faz sentido se aplicado sobre o contexto interpretativo do Grau 7º, Preboste e Juiz, já que a interpretação deste Grau trata mais da equidade severa com que devemos julgar as nossas ações. Essa rigidez trata da igualdade na aplicação da justiça. Em síntese, justiça igual para todos. Inclusive é o que trata o Grau onde os Prebostes eram designados para estudar apelações sobre as sentenças já aplicadas.

Assim, objetivamente a concepção do aforismo latino summum jus, summa injuria, no meu entender, está mais para o exame de consciência daquele que aplica os rigores penais para não transformar, quem sabe, justiça em injustiça.

É o que me cabe modestamente considerar a respeito, contudo alerto que essa opinião não deve ser tomada como laudatória, pois ela é apenas o parecer de alguém que não tem tanta intimidade com as práticas do direito, podendo eu estar equivocado.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

VIGILANTES

1º - Vigilantes. Esta é uma das características da Instituição Maçônica, tendo sido universalmente adotada e pode ser considerada como um Landmarque verdadeiro. 

2º - Os Maçons operativos escolhiam estes três Oficiais entre os mais inteligentes e peritos, vindo a sua denominação do fato destes dois oficiais terem a seu cargo a tarefa de vigiar os obreiros reunidos, velando pela ordem e pela compostura, e para que os trabalhos não sejam perturbados. 

3º - O Venerável e os Vigilantes ocupam, cada um, um dos três pontos do triângulo formado dentro do retângulo da Loja”. 

4º - 1º Vigilante, sua jóia é um Nível, símbolo da igualdade que deve existir entre os Irmãos enquanto estiverem trabalhando na Loja. Tem assento no Ocidente seu pilar representa a Força. 

5º - 2º Vigilante, sua jóia é o prumo, emblema da retidão de conduta que deve distinguir os irmãos, quando estiverem fora do recinto da Loja. Senta-se no Sul e representa o pilar da Beleza. 

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

A MARCHA DO APRENDIZ

A MARCHA DO APRENDIZ
Charles Evando Boller.

"Sinópse: Simbolismo, misticismo e esoterismo ligados à marcha do Aprendiz Maçom" 

Durante a marcha, na interpretação mística e esotérica da Maçonaria, o aprendiz maçom no Rito Escocês Antigo e Aceito não deve levantar o pé do chão, e sim arrastá-lo. 

O aprendiz maçom está ligado às coisas da matéria, ele constrói seu ser material, ligado à Terra. É o que significa o esquadro sobre o compasso. O aprendiz maçom está ligado às coisas materiais e depois, ao galgar outros graus ele passa a tirar os pés do chão.

Alguns irmãos brincam com a marcha do aprendiz maçom, chamando-a de a marcha do "manquinho", exatamente devido esta característica do pé esquerdo ser arrastado para frente e depois o calcanhar direito se junta em esquadro no calcanhar esquerdo.

Em nenhum momento, nenhuma das palmas dos pés, tanto direito como esquerdo descolam do chão. Há quem queira explicar este arrastar de pés como ligados ao fato do aprendiz maçom ainda não estar simbolicamente acostumado com toda a luz, então vai tateando.

De tudo o que se lê a respeito, o arrastar de pés está ligado unicamente ao fato do aprendiz maçom estar ligado ao chão, à Terra, um dos quatro elementos, porque ainda não galgou a escada em direção de sua espiritualização. Isto é simbólico, mas pretende passar sensibilidade com os assuntos da espiritualidade.

Pessoas como eu poderão dizer, num primeiro instante, que é bobagem, mas sabemos que a ritualística maçônica carrega em si mensagens em seus símbolos que talvez um dia o iniciado vai descobrir o significado. Daí, se mudar o símbolo, muda-se a mensagem, então é importante executar a ritualística com rigor, senão ela realmente não passa de atitude fingida e não de um símbolo esotérico. E sabemos que estamos na Maçonaria para nos influenciarmos mutuamente. As quatro linhas de pensamento básicas da Maçonaria devem fundir-se numa só para preparar o homem em sua caminhada pela sociedade, onde fará sua obra.. A marcha do aprendiz maçom tem relações com as três colunas do templo: sabedoria, força e beleza. Sabedoria porque se destaca a cabeça como se estivesse numa prateleira quando se coloca a mão em esquadro na garganta; Beleza porque a postura e a marcha devem ser feitos com garbo, energia, elegância; Força porque devem ser feitos de forma enérgica, orgulhosa e denotando força moral.

Além disso, o posicionamento da marcha do aprendiz é emblema de três passagens: nascimento, vida e morte. Quando bem feito representa discernimento, retidão e decisão. Quando a marcha é torta e frouxa representa: Inépcia, farsa, vacilação.

Os três esquadros formados pela mão, braço e pés significam: podem me degolar que não conto os segredos; o braço e antebraço em esquadria significam força à disposição da Ordem; a esquadria dos pés significa que o caminho do maçom deve sempre ser pautado pela retidão do ângulo reto. São três os esquadros porque três é a idade do aprendiz maçom.

Acima de qualquer especulação ou consideração, é importante lembrar que existem duas maneiras de efetuar qualquer tarefa: fazer bem feito ou mal feito: implica que, tanto para fazer bem feito, como para fazer mal feito leva-se quase o mesmo tempo e se gasta quase o mesmo recurso; então faça bem feito! Ademais, como estudante da arte real é importante fazer tudo bem feito, para escalar a Escada de Jacó com galhardia e progredir espiritualmente para honra e à Glória do Grande Arquiteto do Universo.

Bibliografia:

1. CASTELLANI, José, Consultório Maçônico XI, ISBN 978-85-7252-286-1, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 176 páginas, Londrina, 2011;

2. PIKE, Albert, Morals and Dogma, of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, primeira edição, Supreme Council of the Thirty Third Degree for the Southern Jurisdiction of the United States, 574 páginas, Charleston, 1871.

Data do texto: 09/09/2008

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.
Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná, Local: Curitiba, Grau do Texto: Aprendiz Maçom. Área de Estudo: Filosofia, Maçonaria, Ritualística, Simbologia.

Fonte: http://joseroberto735.blogspot.com

terça-feira, 14 de julho de 2020

COLUNETAS JÔNICA, DÓRICA E CORÍNTIA NO REAA

COLUNETAS JÔNICA, DÓRICA E CORÍNTIA NO REAA
(republicação)

Em 13/10/2015 o Respeitável Irmão Paulo Fagundes de Lima, Loja Basiléia, no 4.109, REAA, GOSP/GOB, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:
paulo.lima@sgcib.com

Venho mais uma vez solicitar seu auxilio e abusar de seus conhecimentos. Outro dia estando na Sala dos Passos Perdidos esperando para o inicio de uma sessão em uma Loja que estava visitando, presenciei uma acirrada discussão sobre a presença e uso das colunas Jónica, Coríntia e Dórica em uma Loja do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Enquanto alguns Irmãos sustentavam a existência destas como partes da decoração da Loja (tínhamos Irmãos da GLESP, e aparentemente elas estão explicitamente citadas em seu ritual), outros se baseavam em nosso ritual para condenar sua utilização e presença em Loja.

Fui pesquisar e confesso que fiquei confuso. Olhando nosso ritual (2009) é transparente que estas colunas não são citadas como peça de decoração do Templo (pg. 14 a 21). Porém na 2ª instrução (pg. 174) as três colunas são citadas explicitamente como peças de sustentação da Loja, sendo a Sabedoria, a Beleza e a Força e representando respectivamente, o Venerável Mestre, o 2º Vigilante e o 1º Vigilante.

Ao concordar com os Irmãos que constatam que estas colunas não fazem parte da decoração da Loja, pois não está escrito, noto que também não é citado no ritual, pelo menos do de Aprendiz, as colunas (ou meia colunas) que sustentam os signos do Zodíaco. Sabemos que estão lá por conhecermos o Templo, e sabemos que os signos estão lá, pois consta no mapa da Loja (pg. 22) e na sua descrição quanto ao desenho e significado (pg. 24 e 25).

Do mesmo modo, quando da descrição sobre o que fica sobre a mesa do Venerável Mestre, não há qualquer citação quanto à existência de um relógio, ou de uma ampulheta, instrumentos tão comuns de se encontrar em uma Loja.

Pensando na lógica de nosso simbolismo, e considerando que estas colunas estão explicitamente citadas na 2ª instrução, e que todo o simbolismo utilizado por nossa Ordem aparece sempre nos símbolos ou nos instrumentos expostos em Loja quanto aplicáveis a seu grau, me pergunto:

A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA REVOLUÇÃO FRANCESA

A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA REVOLUÇÃO FRANCESA
(Desconheço o autor)

A hierarquia da Igreja Católica, apesar de não haver evidências históricas, continua atribuindo à Maçonaria, um papel relevante na Revolução Francesa, acusando-a de ter colaborado efetivamente para a perda de seus privilégios sociais e para a nacionalização de todas as suas propriedades imobiliárias. Essa posição oficial da Igreja, contrária a Maçonaria, revela um desconhecimento total da história desta tão grave conturbação social que foi a Revolução Francesa.

Não se pode certamente afirmar, que Maçons não estiveram de algum modo, presentes em algum momento do desenrolar das primeiras etapas e no desfecho final da Revolução, porque nenhuma classe, categoria ou segmento social pôde deixar de se envolver nesse conflito ou de sofrer as suas conseqüências.

Um dos grandes responsáveis pela revolução, claro que não o único, foi sem dúvida o clero católico francês, que ao final do século XVIII, detinha a propriedade de uma parcela respeitável do território nacional francês, e que ainda em pleno final do século continuava explorando esses seus direitos territoriais, aplicando o injusto sistema feudal de exploração da terra, um sistema que mantinha os camponeses semi-escravos, presos a terra e continuamente a beira da completa miséria. Nos invernos muito rigorosos, muitos desses trabalhadores semi-escravos, pereciam pela fome, quando não conseguiam armazenar alimento suficiente.

Estes camponeses que jamais tiveram algum contato com a Maçonaria, foram os primeiros revolucionários a invadir as vastas propriedades dos mosteiros e dos aristocratas, expulsando os monges e os proprietários, rasgando os seus títulos de propriedade e tomando posse das terras. Eles agiram, movidos por um ódio represado por séculos, não contra a Maçonaria que nem conheciam, mas contra o clero e os aristocratas.

Também não se pode deixar de considerar, que a hierarquia da Igreja Católica durante séculos vinha tentando eliminar ou expulsar os judeus, onde quer que se encontrassem. A partir da Reforma, tentou o clero francês, não só reprimir o protestantismo, mas eliminar os protestantes da França, os huguenotes, e para conseguir seu intento, valia-se de sua influência sobre os reis católicos.

Os dois fatos históricos, de resultado mais funesto para os protestantes, foram sem dúvida a Noite de São Bartolomeu em 1572, e a Revogação do Edito de Nantes, em 1685, que levou à expulsão do país, à miséria e à simples execução, mais de um milhão de protestantes. Além desses atos verdadeiramente bárbaros, havia as permanentes guerras de religião contra os protestantes.

A história, em nenhum momento refere-se à Maçonaria como um agente revolucionário.

No início da Revolução, as classes sociais dominantes nas Lojas do Grande Oriente da França, eram da alta burguesia e a aristocracia, havendo uma presença menor de clérigos. Um levantamento feito pelo escritor Estevão de Rezende Martins (Quem fez a Revolução Francesa - Rev. Humanidades, 1981, vol.7, n° 2, p. 168) mostra que havia 200 deputados Maçons nos Estados Gerais em maio de 1789, e destes 79 eram nobres e os 121 restantes estavam divididos entre o clero e a alta e média burguesia, portanto o mais maçônico dos Estados era o Primeiro Estado, justamente o formado pelos inimigos da revolução.

Quando a aristocracia e o clero se retiraram da Assembléia Nacional, na esperança de que isso provocaria a dissolução dos Estados Gerais, houve um razoável número de aristocratas e de deputados do baixo clero que permaneceu ao lado do Terceiro Estado. Justamente onde estavam os burgueses, que foram os grandes condutores da Revolução, com exceção do período do Terror, quando o comando esteve sob a direção da Comuna de Paris, dominada pelo proletariado.

Havia Maçons na Assembléia Nacional, e depois na Assembléia Constituinte? É provável que grande parte daqueles duzentos deputados mencionados na Revista Humanidades, pertencentes a aristocracia, ao clero e a burguesia, estivessem entre os que permaneceram ao lado do Terceiro Estado. Mas a própria presença do clero, indica que também estavam presentes muitos católicos.

No período revolucionário, em que se promoveu a nacionalização dos bens da Igreja e se promulgou a Constituição Civil do Clero, havia ainda deputados Maçons ou Clérigos entre os convencionais? Jamais se saberá, mas certamente, não eram em número suficiente para impor a sua vontade de mudar os rumos da Revolução.

Uma outra circunstância que sempre se deixa de mencionar por causa de uma visão míope da realidade, é que entre os componentes da Assembléia Constituinte, havia também católicos, com certeza porque a totalidade dos fieis, não estavam de acordo com os costumes dos mandatários católicos.

Pretender culpar a Maçonaria pelos danos sofridos pela Igreja, só porque havia alguns Maçons entre os constituintes, deve-se evidentemente atribuir ao Catolicismo a mesma culpabilidade, por causa do grande número de católicos que lá estava.

Essa é evidentemente uma hipótese absurda, pois como não são alguns poucos católicos que fazem o catolicismo, assim também não são alguns poucos Maçons que fazem a Maçonaria.

No momento do Terror, quando foram barbaramente liquidados milhares de aristocratas, clérigos e burgueses ricos, certamente pereceram entre eles muitos Maçons, pois eram justamente essas as categorias sociais que abrigavam a maioria dos Maçons franceses. E importante lembrar também, que durante o Terror, a Maçonaria estava praticamente liquidada na França, e a condução revolucionária, estava totalmente nas mãos do proletariado parisiense.

Não se pode, contudo dizer, que a Maçonaria esteve totalmente afastada das causas da Revolução Francesa. A queda do Antigo Regime era desejado e esperado entre os cidadãos da camada culta francesa, que estavam tanto na aristocracia como no clero e na burguesia. A mais interessada, era justamente esta última, porque o absolutismo prejudicava o seu progresso e a sua chegada ao poder. Outro motivo forte para a mudança de regime, era a característica feudal da propriedade da terra, que impedia o crescimento da burguesia, ao impedir sua chegada às propriedades.

Mas nem aos aristocratas liberais, nem aos burgueses cultos, nem ao clero culto, interessava uma revolução do gênero da Revolução Francesa. Eles lutavam pela limitação dos poderes reais, lutavam por uma monarquia constitucional, uma nação governada por um primeiro-ministro e com leis votadas por um sistema bicameral eleito livremente pelo povo.

Evidentemente, a Maçonaria tendo entre seus membros, especialmente pessoas cultas, com predileção pelos iluministas congregados em suas lojas, contribuiu para que essas novas idéias se tornassem aos poucos, uma aspiração nacional.

Diz ainda o citado escritor Estevão de Rezende Martins da Revista Humanitas, que havia uma significativa presença de liberais, tanto entre os deputados nobres quanto entre os deputados burgueses, e justamente entre os mais jovens, porque eram mais abertos às novas idéias iluministas. E provável que, entre os 141 deputados do clero que se juntaram ao Terceiro Estado, na Assembléia Nacional de maio de 1789, houvessem padres liberais, à semelhança do encontrado na Maçonaria Brasileira, no início do século XIX, poucos anos após a Revolução.

Não resta dúvida, portanto, que os Maçons franceses do século XVIII, eram de uma forma geral cultos, mas não é possível definir até que ponto essa condição possa ter influído efetivamente na Revolução. Sabe-se que no período pré-revolucionário, estavam em evidência os iluministas, e muitos deles eram Maçons. Sabe-se também, que eles discutiam suas idéias livremente nas Lojas Maçônicas, e pode ser acertado dizer, que a Maçonaria influenciou o desenvolvimento do Iluminismo e a condenação da tese do catolicismo francês, da origem divina da investidura dos reis.

Na verdade, a Revolução não precisou de muitas causas para justificar a primeira fagulha nesse imenso palheiro de descontentamento que era a França. Essa fogueira foi ateada pelo próprio Rei, ao ceder à convocação dos Estados Gerais, para confirmar seu pretendido aumento de impostos, pois ele não necessitava da aprovação dos Estados Gerais.

Talvez pela primeira vez na história da França, começou-se a ouvir a voz de um povo sufocado e revoltado, que para os reis e imperadores nunca fora mais que um celeiro para fornecimento de combatentes para suas guerras. Quando a pressão dos representantes do Terceiro Estado conseguiu transformar os Estados Gerais em Assembléia Nacional, e logo a seguir em Assembléia Constituinte, o destino do absolutismo estava lançado, num caminho sem volta.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

SÍMBOLOS SOBRE OS CAPITÉIS DAS COLUNAS VESTIBULARES (SOLSTICIAIS)

Em 22/02/2020 uma questão sobre o REAA apresentada por um Poderoso Irmão do GOB-ES, Oriente de Vitoria, Estado do Espírito Santo:

SOBRE OS CAPITÉIS DAS CCOL∴ B∴ E J∴

Uma Loja cujo templo está sendo construído consultou o GOB-ES se o topo de cada uma das colunas B e J é ornado com um globo terrestre em uma e com 3 romãs em outra; se o mesmo ornamento para as duas ou nenhum ornamento. Por fim, em sendo distintos, que ornamento recebe cada coluna. o Ritual não faz referência e a informação de fontes não oficiais me deixa inseguro de dar uma resposta.

Recorro então ao socorro do meu eminente irmão para me ajudar a dar uma resposta correta. 

CONSIDERAÇÕES:

A rigor, cada Templo recebe decoração pertinente ao grau de trabalho da Loja. Em se tratando do REAA, é costume se utilizar um mesmo espaço para a realização dos trabalhos do simbolismo, decorando-o conforme o grau.

Destaque-se que nos dois primeiros graus há poucas diferenças na decoração, o que economicamente reforça a utilização de um mesmo recinto, fazendo-se, evidentemente as necessárias adaptações.

No caso das Colunas Vestibulares, as romãs e os globos, no rito mencionado, os capitéis recebem sobre si, comumente agrupadas sobre cada capitel, três romãs entreabertas. Geralmente essa tem sido uma decoração definitiva, embora raramente algumas Lojas até façam a troca dos símbolos conforme o Grau de trabalho - ou as romãs, ou os globos. A rigor isso seria excesso de preciosismo, pois os símbolos correspondentes aos graus aparecem definitivamente nos respectivos Painéis, como se verá adiante.

No tocante aos trabalhos do 2º Grau, os globos sobre os capitéis aparecem no Painel do Grau, como também acontece com as romãs no Painel do 1º Grau. Desse modo, como se pode observar, não existe a necessidade premente de que esses símbolos (romãs ou globos) estejam palpáveis sobre as Colunas B e J no átrio, juntas à porta de entrada (vestibulares – de vestíbulo, átrio), pois como já observado, eles aparecem nos respectivos Painéis onde se localiza o conjunto de símbolos obrigatórios de cada grau – vide as CCol∴ do Pórtico no Painel.

Dado ao comentando, tem sido costume, quase que generalizado, de que os templos maçônicos do REAA tragam definitivamente agrupadas sobre os capitéis das Colunas Vestibulares as três romãs, bastando, no caso de os trabalhos ocorrerem em 2º Grau, que os globos (o Mundo e o Universo) apareçam no Painel do respectivo grau.


Se faz oportuno comentar que existem costumes que aplicam os trabalhos maçônicos, como por exemplo o Craft praticado na Grã-Bretanha, onde as Colunas B e J aparecem muitas vezes em lugares distintos na sala da Loja tendo, sobre elas, os mencionados globos. 

Contudo, para o REAA, rito de vertente francesa, embora com influências anglo-saxônicas, o trato com esses símbolos (romãs e globos) é o que fora aqui considerado. 

Por fim, cabe mencionar que, em se tratando de romãs, como está no Painel do 1º Grau, vão três sobre a Col∴ B∴ e mais outras três sobre a Col∴ J∴. Quanto aos globos (são dois de significados distintos), também como está no Painel do 2º Grau, vai um sobre a Coluna B∴ e outro sobre a Coluna J∴.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A LOJA DE ESCOTEIROS

A LOJA DE ESCOTEIROS DOS MESTRES DA MAÇONARIA DA MARCA Nº 1907

Sábado, 31 de outubro viu a consagração da Loja de Escoteiros dos Mestres Maçons da Marca nº 1907. Enquanto existem por volta de 40 Lojas de Maçonaria por toda a Inglaterra e Gales que tem alguma ligação com o Movimento de Escoteiros, esta é a primeira loja do tipo formada no interior da Maçonaria da Marca. O objetivo da nova Loja é conseguir uma via para que a Maçonaria da Marca possa apoiar de maneira efetiva o Escotismo.

A ideia de fundar a Loja foi colocada a Tony Harvey depois que ele ligou A Grande Caridade Fanco-maçônica com a Associação de Escoteiros, tendo como resultado a arrecadação de 500.000 libras pela A Grande Caridade para ajudar o desenvolvimento do Escotismo local para que ele possa reduzir a espera de 30.000 jovens que desejam participar.

Durante 20 anos Tony presidiu os encontros locais de Escotismo tanto no Condado como no Distrito e por mais de 25 anos ele foi membro de vários comitês e grupos nos quartéis generais do Escotismo nacional. Ele é um voluntário nacional sênior na Associação Nacional de Escotismo., e também a ligação da Associação das Lojas Congêneres com a Associação de Escoteiros e o autor de Escotismo e Franco-Maçonaria: Dois Movimentos Paralelos .

Na Maçonaria da Marca ele é o Grande Secretário Provincial da Província de Deryshire e foi instalado como o Primeiro Mestre da Loja.

Todas as províncias da Marca foram abordadas pela Loja e apoiaram essa fundação. Muitos ficaram felizes em tornar seus membros cônscios da fundação e como resultado os fundadores vieram de doze províncias bastante espalhadas. Embora baseada na província de Derbyshire, ela faz seus encontros por toda a constituição, colocando a Maçonaria da Marca local em contato com o Escotismo local.

Ela não busca candidatos, mas promoverá a aproximação de irmãos proeminentes com um papel nacional no Escotismo ou na Franco-Maçonaria. Em tais casos isso os encorajará a se unirem às lojas locais em suas províncias natais. Agora ela está entusiasmada para atrair novos membros que reconhecem os paralelos entre o Escotismo e a Franco-Maçonaria e que tem interesse em apoiar o Escotismo.

O Grande Mestre da Grande Loja dos Mestres Maçons da Marca, H.R.H.Prince Michael of Kent concedeu uma permissão para a Loja com o número 1907. Especialmente adequado, já que em1907, foi o ano em que Lt.Gen. Robert Powell montou seu campo experimental para vinte garotos na Ilha Brownsea em Dorset. Em seguida ao sucesso do campo ele publicou “Escotismo para Garotos” em seis partes quinzenais começando em janeiro de 1908. A publicação delas foi o catalizador para garotos se reunirem em Patrulhas e o Movimento de Escoteiros celebrou seu centenário com um encontro mundial de escoteiros em Essex. A Loja se encontrará três vezes ao ano no terceiro sábado em fevereiro, (Instalação), junho e setembro. O encontro de Instalação será em Derbyshire e os outros dois encontros (para os visitantes e membros que serão convidados a usar os uniformes de suas organizações juvenis) serão em outras províncias onde a Loja pode ver e apoiar o Escotismo local. Para esses encontros a loja convidará líderes do Escotismo local para falar a eles sobre o desenvolvimento local e necessidades, e da Maçonaria da Marca local para tentar conseguir seu apoio prático.

A loja fará seus dois primeiros encontros “fora” em Dorset, e na Ilha de Brownsea ou próximo a ela, em Essex, ou perto do Gilwell Park, o Centro Internacional de Treinamento em Escotismo e a casa espiritual do Escotismo de todo o mundo.

A Loja foi consagrada no Sábado, 31 de outubro de 2009 na Sede Maçônica em Derby, por Robert Poxon, Grande Mestre Provincial para a Província da Marca de Derbyshire, assistido por um time de consagração constituído pelos oficiais presentes da Grande Loja Provincial. O Oficial de Instalação foi Colin Cantrell. Por volta de 150 irmãos participaram da consagração para testemunhar a cerimônia magnífica conduzida de maneira esplêndida , incluindo uma oração muito pertinente feita por Arthur Youell, Grande Capelão Provincial.

A Loja já foi aceitada como membro da Associação de Lojas Congêneres (Kindred) (KLA), um corpo do qual participam as Lojas que tem um interesse em auxiliar o trabalho de jovens, e é a primeira Loja fora da Maçonaria a fazer isso. A KLA organiza encontros duas vezes ao ano, em diferentes partes do país, recebida por Lojas Locais.

Entre as “tradições” que a nova Loja consentiu em adotar foi o uso de uniforme em seus encontros fora, ou sem roupas de gala (mas não na instalação), o uso do Hino dos Escoteiros como a música de fechamento e o canto do primeiro e terceiro versos do Hino Nacional. Depois da consagração o menu baseado em comida de acampamento, embora de muito maior qualidade do que teríamos experimentado como escoteiros, pode ser até que o alimento se tornará uma tradição futura.

Texto de Wagner Veneziani Costa
Grão Mestre da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca

Fonte: https://www.deldebbio.com.br - 5 de fevereiro de 2011

domingo, 12 de julho de 2020

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Neste dia de comemoração do centenário do armistício de 1918, esta imagem foi tomada na cena da batalha de Passendale, uma das mais terríveis da Grande Guerra e enviada por François:

Estou enviando uma foto tirada no cemitério CWGC Tyne Cot, um cemitério militar da Commonwealth, onde quase 12.000 soldados mortos na Batalha de Passchendaele durante a Primeira Guerra Mundial estão enterrados. 

Está localizado na Bélgica (Passendale em holandês e francês - comuna de Zonnebeke), a cerca de cinquenta quilômetros de Lille.

Você verá no centro uma coroa fúnebre das Lojas do Circuito de Serviço que, segundo o site, foram criadas para promover a camaradagem e o contato fraterno entre pedreiros militares.

À esquerda, uma segunda coroa provavelmente depositada em nome do Victoria Rifles Lodge Lodge No 822, Lodge originalmente criada dentro do 9º Batalhão (Condado de Londres), Regimento de Londres (Rifles da Rainha Vitória).

Aparentemente nada maçônico, aparentemente, uma coroa da The Royal British Legion (RBL), uma instituição de caridade britânica que presta apoio financeiro e social a membros e veteranos das Forças Armadas Britânicas, bem como a suas famílias. Essa associação é muito conhecida na Grã-Bretanha pela campanha anual de doação de papoula (em inglês Poppy Appeal), na qual os doadores usam uma papoula de papel nas roupas.

A alegoria da papoula é baseada em um poema da primavera de 1915, escrito pelo tenente-coronel John McCrae, médico do Royal Canadian Medical Corps que testemunhou a terrível segunda batalha de Ypres. Chama-se In Flanders Fields. De fato, as papoulas floresceram nos piores campos de Somme e Flandres, e sua cor vermelha era um símbolo apropriado para o banho de sangue da guerra de trincheiras.

Alguns links para visitar:

https://www.cwgc.org/find/find-cemeteries-and-memorials/53300/tyne-cot-cemetery (em inglês)
https://www.passchendaele.be/fr/Musee/Tyne_Cot_Cemetery/Cimetiere (em francês)
https://fr.wikipedia.org/wiki/Bataille_de_Passchendaele (em francês)
http://www.militarymasons.org.uk/ (em inglês)
http://www.militarymasons.org.uk/Lodge%20Pages/VicRifles.html (em inglês)
https://en.wikipedia.org/wiki/Queen_Victoria%27s_Rifles (em inglês)
https://fr.wikipedia.org/wiki/The_Royal_British_Legion (em francês)
https://fr.wikipedia.org/wiki/Campagne_du_Coquelicot (em francês)

Se você também estiver perto de sua casa ou em uma viagem, perceber um prédio, um objeto ou decoração maçônica ou evocar alvenaria, não hesite em nos enviar fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

SINAL, MARCHA E BATERIA

SINAL, MARCHA E BATERIA
(republicação)

Em 10/10/2015 o Respeitável Irmão Ranulpho Augusto de Almeida Martins, Loja “DEUS E FRATERNIDADE” nº 51, REAA, GLEB, Oriente de Cruz das Almas, Estado da Bahia, apresenta o seguinte:
ranulphom@hotmail.com

(...) venho utilizar e encarecer seus bons ofícios, no sentido de nos orientar nos assuntos que abaixo exponho, elementares até mesmo, mas, ainda, pendentes de entendimento uniforme entre os Irmãos desta minha Oficina Maçônica (...).

PÍLULAS MAÇÔNICAS

A LETRA "G" DENTRO DO ESQUADRO E COMPASSO

Não há nenhuma razão específica para que não use a letra “G” no emblema formado pelo Esquadro e o Compasso, sobrepostos, e com a letra “G” entre eles.

Não há, é claro, nenhuma regra vinculativa sobre este assunto pois é uma questão de usos e costumes, comum a diversos países.

Essa formação é comum na Inglaterra, Escócia, Europa e nas Américas. Aparece muito pouco na Nova Zelândia e Austrália. Na maçonaria brasileira é extremamente comum e quase todos os Maçons usam, ou já usaram, “button” na lapela com o emblema descrito acima.

Os seguintes pontos descritos abaixo, são somente considerações:

a) Na Iniciação, a atenção do candidato é atraída, propositalmente, para as Três Grandes Luzes emblemáticas da Maçonaria: o Esquadro, o Compasso e o Livro da Lei. Os dois primeiros são instrumentos reais da Maçonaria Operativa, bem como possuindo atributos também na Maçonaria Especulativa.

b) Somente no Segundo Grau, de Companheiro, é que a letra “G” é mencionada e a sua importância, significado e valores são discutidos. Na verdade, a letra “G” começou a ser mencionada somente em 1730 (vide Pílula Maçônica nº 27). É surpreendente que somente depois de 1850, aproximadamente, que a letra “G” começou aparecer no meio do Compasso e do Esquadro entrelaçados, como se vê hoje em dia em distintivos de lapela ou emblemas. E é suposto que tenha sido originado por projeto de algum criativo joalheiro e não por ação de alguma autoridade Maçônica.

Por conseguinte, não é um símbolo “base”, como o Esquadro e o Compasso. Não teve uma aplicação na Maçonaria Operativa, como tem na Maçonaria Especulativa.

c) Sem querer diminuir da letra “G” a sua importância, seu significado e o grande valor como um símbolo, mas temos que ser realistas ao afirmar que a sua inclusão, entre o Esquadro e o Compasso é uma associação com pouca ou nenhuma base concreta.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

BALANDRAU

BALANDRAU
Carlos Alberto dos Santos

Abrindo o presente trabalho, nos valeremos do auxílio do resumo do verbete, conforme consta às folhas 152/153 do volume I do “Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia”, do saudoso Mestre e escritor maçom Nicola Aslan:

“Espécie de opa ou beca com mangas, o Balandrau é fechado até o pescoço, sendo confeccionado de tecido preto que pode variar de acordo com o clima. O Balandrau é usado por certas irmandades em atos religiosos, tendo sido adotado como vestuário pelos Irmãos de várias Lojas do Brasil.

O Balandrau do Ir∴ Experto, bastante comprido, é munido de uma capa ou mantelete e de um largo capuz, a fim de não ser reconhecido pelos profanos antes de receberem a Iniciação Maçônica.

O uso do Balandrau, segundo nos parece, é uma particularidade da Maçonaria brasileira, pois nenhum autor ou dicionarista maçônico, fora do Brasil, refere-se a ele como indumentária maçônica. A nosso ver, o uso do Balandrau remonta à última metade do século XIX, tendo sido introduzido na Maçonaria pelos Irmãos que faziam parte, ao mesmo tempo, de Irmandades Católicas e de Lojas Maçônicas, Irmãos estes que foram o pivô da famigerada Questão Religiosa, suscitada no Brasil em 1872.

Esta peça de vestuário parece ter sido adotada pelos maçons brasileiros como substituto barato e confortável do traje a rigor preto, exigido nas Cerimônias Maçônicas, que é o smocking com gravata borboleta e luvas brancas. Esta indumentária tinha a vantagem de poder ser confeccionada com qualquer tecido leve e barato, o que, além de não ser dispendiosos, permitia suportar, em tempo de canícula, altas temperaturas em recintos fechados. Estas razões ponderáveis o fizeram adotar por muitas Lojas no Brasil, e o seu uso não foi objeto de qualquer objeção por parte das altas autoridades maçônicas.

Assim, o uso do Balandrau não foi aprovado nem desaprovado; foi simplesmente tolerado, não constituindo, portanto, um traje litúrgico.

Atualmente, nas Sessões Magnas, admite-se o traje de passeio em cores escuras, dando-se, porém, preferência ao preto.”

Apesar de o resumo acima quase dispensar outros esclare- cimentos, acrescentaremos mais alguns dados, objetivando enri- quecer e dissecar o assunto.

Indispensável acrescentar que o Balandrau deve ser usa- do sempre com sapatos e meias pretos.

“O Balandrau é traje eminentemente maçônico, não sen- do encontrado em lojas de modas, e iguala a todos os Iniciados, lembrando-lhes sempre sua condição de Maçons. Tendo o comprimento adequado, até os pés, devendo, preferencialmente, estar complementado pelo uso do capuz, tem, esotericamente, a função de manter a energia interna circulando, sem perdas para o exterior. Deixando à mostra somente as feições e mãos que, exprimindo inteligência, ges- tos e emoções, distinguem o Homem do restante da Criação, uma vez que somente aquele pode usar de expressões faciais e gesticulação para exteriorizar as faculdades e os sentimentos mais nobres de que é dotado.” (Nota: trecho extraído do livro “TEMAS PARA A REFLEXÃO DO MESTRE MAÇOM”, de Marcos Santiago).

Importante se frisar, ainda, que, apesar do seu uso já incluído nos “Usos e Costumes” maçônicos, não é difícil observar-se o “torcer de nariz” de alguns maçons “puristas”, que não aceitam o Balandrau, sendo rigorosos na exigibilidade do uso do terno.

Como o assunto diz respeito à indumentária maçônica, ou seja, o traje maçônico, importante que reproduzamos o pensamento do não menos culto e grande escritor maçônico, que foi o nosso Ir.: JOSÉ CASTELLANI, que dizia (No seu “DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO MAÇÔNICO”):

“BALANDRAU - substantivo masculino, designa a antiga vestimenta, com capuz e mangas largas, abotoada na frente e, também, certo tipo de roupa usada por membros de confraria, geralmente religiosas. O Balandrau é largamente utilizado em Maçonaria, durante as Sessões de Loja, sendo uma forma de uniformização; no Grau de Mestre Maçom, em quase todos os Ritos, é obrigatório para todos os maçons presentes à Sessão, enquanto o V.: M.: usa um manto de veludo negro. Embora alguns autores insistam em afirmar que o Balandrau não é veste maçônica, na realidade o seu uso remonta à primeira das associações organizadas de ofício (hoje chamada de Maçonaria de Ofício, ou Operativa), a dos ‘Collegia Fabrorum’, criada no século VI a.C., em Roma: quando as legiões romanas saíam para as suas conquistas bélicas, os ‘collegiati’ acompanhavam os legionários, para reconstruir o que fosse destruído pela ação guerreira, usando, nesses deslocamentos, uma túnica negra;da mesma maneira, os membros das confrarias operativas dos franco-maçons medievais, quando viajavam para outras cidades, feudos, ou países, usavam um Balandrau negro. 

Assim, o Balandrau, que é veste talar (deve ir até os talões, ou calcanhares), foi uma das primeiras vestes maçônicas, sendo plenamente justificado o seu uso nas Sessões de Loja”.

Transcreveremos, ainda, a seguir, um pequeno trecho (Pág. 136) do livro “A Maçonaria Operativa”, do escritor Nicola Aslan, por julgá-lo um importante acréscimo:

“A vestimenta do Maçom operativo medieval, conforme J. Fort Newton, citando “History of Masonry” de Steinbrenner é descrita no texto: ‘A vestidura consistia numa túnica curta e negra; no verão, de linho, e, no inverno, de lã, aberta aos lados, com uma gola à qual ia unido um capucho, ao redor da cintura traziam um cinturão de couro, do qual pendiam uma espada e um surrão”.

Segundo o escritor maçônico Marcos Santiago, em sua obra “Temas para Reflexão do Mestre Maçom”,supracitada, à pagina 100, “...Em gravuras de época do século XVIII, vemos maçons trazendo o Avental por sobre calções bufantes, casacos com peitilhos rendados, e usando meias três quartos e sapatos alambicados, como se usava então; (...) se o personagem fosse realmente Maçom seria essa roupa sobre a qual envergaria o Avental nas reuniões de Loja”.

Acrescenta, ainda, o supracitado escritor que “mesmo considerando que há de haver um traje definido por sob o Avental, penso, quer por motivos históricos ou esotéricos ou simbólicos, que o indicado seria mais o Balandrau que o terno, o qual, aliás, para ser mesmo “terno” deve se compor de calça, paletó e colete (três peças). Este traje é de uso comum em várias situações do mundo profano, no que é uma imitação terceiro-mundista - dos que vivem em clima tropical – dos hábitos do primeiro mundo, de climas mais frios”.

O Balandrau, diferentemente do terno, é traje extremamente maçônico. É a conclusão a que chegamos, através das pesquisas.

Esta é a nossa opinião a respeito do assunto.

*O autor desta matéria é M∴M∴da A∴R∴L∴S∴Renascimento no 8 – oriente de Cabo Frio, jurisdicionada ao GOIRJ; Deputado da Soberana Assembléia Legislativa do GOIRJ; Titular da Cadeira no 14 da Academia Niteroiense Maçônica de Letras, História, Ciências e Artes e Editor Responsável do informativo maçônico O Pesquisador Maçônico..

Fonte: www.revistaartereal.com.br

sábado, 11 de julho de 2020

POSIÇÃO DO ALTAR DOS JURAMENTOS

POSIÇÃO DO ALTAR DOS JURAMENTOS
(republicação)

Em 01/06/2016 o Respeitável Irmão Hercule Spoladore, Loja de Pesquisas Brasil, COMAB, Oriente de Londrina, Estado do Paraná, solicita as seguintes informações:
hercule_spolad@sercomtel.com.br

Por favor, me tire uma dúvida. No Rito Escocês Retificado existe Altar dos Juramentos? Onde ele fica localizado? No Oriente ou no Ocidente? Quantos aos demais Ritos que ele existe, apenas no REAA ele está situado agora no Ocidente?

CONSIDERAÇÕES:

O Rito Escocês Retificado que, embora possua no seu título distintivo o termo “escocês”, nada, mais nada mesmo, tem a ver com o nosso conhecido Rito Escocês Antigo e Aceito.

O Rito Escocês Retificado é um rito essencialmente cristão e filho espiritual do da Estrita Observância do maçom Barão Von Hundt. É um rito que em partes ainda segue a conta de uma “religião que todo o cristão concorda”, de tal modo como o exigido no século XVIII pelos deveres prescritos aos maçons livres.

Historicamente o Rito, segundo Alec Mellor, é de procedência tumultuada e confusa, principalmente naquilo que diz respeito aos seus Altos Graus.

Atualmente muitos especialistas têm discutido bastante sobre “qual cristianismo” trata a essência do Rito, o que acabou por resultar no aparecimento de duas tendências, sendo uma essencialmente amparada pela tradição, cuja característica principal é a de rejeitar qualquer descristianização no seu processo litúrgico doutrinário, e a outra tendência àquela que já não admite mais a exclusão de não cristãos dos seus quadros.

Em ambas as tendências, entretanto, o Rito procura permanecer muito fiel às práticas ritualísticas do século XVIII.

Dentro dessa concepção, dentre outros, tradicionalmente o Rito Escocês Retificado não adota nenhum único e específico “Altar dos Juramentos”, senão a tomada das obrigações (juramento) diante das Luzes Emblemáticas sobre o altar, ou mesa que é ocupada pelo Venerável Mestre. Em síntese a tríade emblemática (Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso) ficam na mesma mesa ocupada pelo Venerável.

O RER∴ atualmente faz parte da constelação de Ritos adotados pelo GOB.

Em relação ao Altar dos Juramentos no Rito Escocês Antigo e Aceito, infelizmente à moda do Craft Americano, comumente conhecido como Rito de York, algumas Obediências brasileiras o transportaram para o centro do Ocidente. O Grande Oriente do Brasil, ao contrário e respeitando a tradição, o mantém no Oriente logo à frente do altar ocupado pelo Venerável Mestre. Diga-se de passagem, que no simbolismo do REAA constituído a partir de 1.804 na França (primeiro ritual simbólico), o juramento era tomado sobre o mesmo altar do Venerável. Com a evolução dos rituais escoceses no século XIX e por uma questão de praticidade, foi criada uma extensão desse altar o qual ficou colocado logo à frente do mesmo com a única finalidade de servir como Altar dos Juramentos.

Em resumo, no verdadeiro escocesismo simbólico o Altar dos Juramentos fica no Oriente.

Fontes bibliográficas – MELLOR, Alec, Dictionnaire des Franc-Maçons et de La Franc- Maçonnerie – Belfond, 1971, Paris. Grande Oriente da França e Grande Loja Nacional Francesa – Paris, 2015.

T.F.A. 
PEDRO JUK –jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.076 – Melbourne (Vic.) quarta-feira, 8 de junho de 2016

AVENTAIS

Master Apron mosaic France - séc XIX

sexta-feira, 10 de julho de 2020

PALAVRA SAGRADA

PALAVRA SAGRADA
(republicação)

Em 09.10.2015 o Respeitável Irmão Marcius Valerius Gomes Delalibera, Loja Fraternidade Jandaiense, 1.750, REAA, GOB-PR, Oriente de Jandaia do Sul, Estado do Paraná, solicita esclarecimento para o seguinte:
mv_gd@yahoo.com.br

Solicito esclarecimentos sobre o significado da transmissão da Palavra Sagrada.

CONSIDERAÇÕES:

ORIGEM:

Prática do REAA, a transmissão da Palavra Sagrada alude simbolicamente a um costume extraído dos Canteiros Operativos. À época da Maçonaria de Ofício, obviamente não existia transmissão da Palavra, todavia esse costume fora implantado na Moderna Maçonaria com a finalidade de simbolizar o ofício das aprumadas e nivelamentos dos cantos das obras do passado.

Naquela oportunidade, antes de se iniciarem os trabalhos da construção, o Mestre da Obra (atual Venerável) solicitava aos seus auxiliares imediatos, os Wardens (atuais Vigilantes) que verificassem se tudo estava nos conformes para se iniciarem os trabalhos.

Assim, munidos do Prumo e do Nível eles faziam a aferição vertical e horizontal dos cantos da construção. Estando tudo nos conformes (nivelado e aprumado) eles comunicavam através dos seus oficiais de chão (os atuais Diáconos) ao Mestre que tudo estava correto no canteiro de obras, cujos cantos esquadrejados estavam então “justos e perfeitos” propícios para o trabalho. Por assim ser, o Mestre da Obra declarava imediatamente que os trabalhos poderiam ser iniciados.

É oportuno salientar que na Maçonaria Operativa tratava-se de imensos canteiros de obra, daí a exigência profissional de mensageiros para transmitir ordens – considere-se a construção, por exemplo, de uma catedral gótica no século XIII.

No final da jornada de trabalho os procedimentos eram idênticos, já que a resolução era para que os cantos fossem agora aferidos no intuito de se constatar a qualidade dos trabalhos para que os operários pudessem ser recompensados recebendo os justos salários pelo labor.

Dado o ocorrido, os Vigilantes então mediam e conferiam a obra. Estando tudo correto, comunicavam o Mestre que tudo permanecia “justo e perfeito”. Feita à comunicação, o Mestre da Obra solicitava ao Primeiro Vigilante que fechasse o canteiro de trabalho (atual Loja), pagasse os obreiros e os despedisse contentes e satisfeitos até a próxima jornada.

Com o advento da Moderna Maçonaria e o seu aspecto Especulativo, a prática construtiva passaria a ser eminentemente simbólica, porém se fazendo valer de antigos costumes como referência - é o caso da aferição dos trabalhos pelos Vigilantes. Para tanto, adotou-se simbolicamente nesse caso a Palavra Sagrada do Grau para representar essa antiga reminiscência conforme a regra litúrgica e ritualística do procedimento.

Assim sendo, em havendo a transmissão correta da Palavra, o ato passaria a representar a antiga prática “justa e perfeita”, tanto para o início como para o final dos trabalhos de uma sessão maçônica no simbolismo do REAA. Note que no Ritual para a abertura ritualística o procedimento somente se dará após a transmissão da Palavra e a declaração dos Vigilantes que tudo está “justo e perfeito”. Do mesmo modo essa prática se sucede por ocasião do encerramento – não confundir com a declaração do Orador que é sob o ponto de vista legal.

A título de ilustração, há de se notar que as joias distintivas dos Vigilantes permanecem ainda representando o Nível e o Prumo em alusão aos Vigilantes operativos. Do mesmo modo que os antigos oficiais de chão passariam a ser atualmente simulados pelos Diáconos como mensageiros da Loja.

SIGNIFICADO:

No aspecto doutrinário da Moderna Maçonaria, a transmissão da Palavra sendo “justa e perfeita”, em linhas gerais significa que a Loja está propícia para a construção e o aperfeiçoamento do Homem Maçom (elemento primário para edificação do Templo à Virtude Universal), seja na ocasião propícia para o início dos trabalhos (ao Meio-Dia - Juventude), bem como na oportunidade do seu encerramento (a Meia-Noite – maturidade e morte).

Por fim, os rituais simbólicos escoceses a partir do século XIX acabariam dando destaque para esse antigo costume através da transmissão da Palavra como estrutura doutrinária. Enfim, essa é a sua origem e o seu significado.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte:JB News – Informativo nr. 2.074 – Melbourne (Vic.) segunda-feira, 6 de junho de 2016

PALAVRAS DEVEM SER MAIS QUE PALAVRAS

PALAVRAS DEVEM SER MAIS QUE PALAVRAS
“Levantam-se templos à virtude e cavam-se masmorras ao vício”

A Maçonaria tem certos procedimentos que, muitas vezes, passam despercebidos em seu conteúdo à maioria dos Irmãos, no que concerne à alta significância do que representam. Um exemplo disso é o enunciado acima. Respondido durante o episódio do telhamento, as palavras deveriam tocar profundamente quem as pronuncia e quem as ouve, mas elas se perdem no vácuo das sensibilidades, sem que se aperceba da profunda exortação expressada.

Aliás, esse fato é comum na Maçonaria atual.

As palavras são ditas apenas pelo aparelho fonador de quem fala e registradas no aparelho auditivo de quem ouve. São apenas registros físicos que não motiva quem fala ou quem ouve. Para que as palavras surtam o efeito esperado e desejado elas necessitam ser sentidas, tocar o sentimento, o íntimo da pessoa, causando motivação, que transforma comportamentos.

Tudo que penetra em nossos sistemas, pelos órgãos dos sentidos comuns, só conseguirá causar transformação se produzir sentimento motivador. Os fatos indiferentes são inócuos. A repetibilidade de um fenômeno indiferente causará habituação e/ou extinção da resposta provocada inicialmente. Esse preceito é bem conhecido nas ciências biológicas.

A repetição continuada e desmotivada de nossas sessões cria o efeito da habituação ou extinção do sentimento de transformação nos ouvintes das palavras do ritual. Por isso, em nossas sessões maçônicas, o que se diz deveria ser recebido com motivação interior. Para isso acontecer, o maçom necessita estar interessado no desenrolar dos diálogos dos trabalhos e não apenas marcar presença para não se tornar irregular em Loja. Cada palavra que se diz nessas sessões não são palavras vãs. Elas possuem forças concentradas, em sua expressão, que transformam o ouvinte interessado num verdadeiro maçom, transmutando vícios em virtudes.

A história nos mostra que líderes da humanidade, para o bem ou para o mal, transformavam as multidões em aríetes de seus desejos, pela força de sua eloquência.

As palavras faladas com sentimento, atingem a quem ouve com a energia de quem fala. Daí a grande importância do Venerável dirigir os trabalhos com o sentimento na voz e não apenas com a voz da palavra. Se assim proceder, os seus comandados recebem uma parcela de sua energia interior, tanto maior, quanto maior for sua força moral. Os trabalhos se tornarão mais agradáveis, por mais que se tornem rotineiros, pois, cada sessão nunca será igual a anterior, porque estará acrescida de maior vigor, pela somatória das energias passadas e presentes. Os maçons, por seu turno, se começarem a ouvir sentindo as palavras, irão meditar no seu significado moral com maior interesse em vivenciá-las, pois que acordará do sono letárgico em que se encontram.

É claro que tudo isso depende da vontade interior de cada um em ser ou em se tornar um bom e legítimo maçom.

“Levantam-se templos à virtude” – são belas palavras de exortação. O seu significado não é literal, bem o sabemos. É dever do maçom o cultivo das forças morais, o exercício dos abstratos substantivos tais como paciência, amor, caridade, humildade, perdão, amizade, sinceridade, tolerância, etc., tornando-os concretos adjetivos do maçom. Não podem ser apenas exortações doutrinárias ou religiosas, como alguns imaginam. 

Para o maçom são comandos interiores que operam a transformação de seu comportamento profano. A Ciência tem provado que o exercício dessas virtudes gera energias positivas nas pessoas, que podem modificar seu estado patológico em estado fisiológico ou sadio, enfim curar doenças. Esse estado energético interior tem a dimensão do tamanho da vontade do indivíduo. A expressão também indica ao maçom que deverá realçar as virtudes encontradas nos Irmãos e não evidenciar os seus defeitos ou vícios na maledicência comum. Se o Irmão apresenta um defeito moral o exercício da virtude nos manda ajudá-lo na sua transformação, usando os meios de que dispomos e os que sejam necessários para essa tarefa. 

Levantar templos à virtude também está presente quando nos esforçamos para manter a harmonia do lar, onde exercitamos a tolerância, o perdão, a compreensão e sobretudo o amor. Quando trabalhamos para minorar a ignorância e o sofrimento da sociedade também estamos levantando templos à virtude, pois, ela é a extensão do nosso lar.

O objetivo basilar da Maçonaria é promover a evolução moral do maçom, para que ele, moralizado, seja o agente multiplicador dessa moral, na sociedade em que se encontra inserido. Não só agente verbalizador da moral, mas também, e mais importante, um silencioso vivenciador dela, porque o exemplo vale por mil palavras. O levantar templos à virtude toca profundo o ser-maçom, mas se torna apenas belas palavras no estar-maçom.

“Cavam-se masmorras ao vício”- é o corolário do “levantam-se templos à virtude”. Acabar com os vícios significa extinguir o ódio, o rancor, a vingança, a mágoa, a maledicência, a intransigência, a vaidade, o orgulho, o egoísmo, a prepotência, o comodismo, etc., e tantos outros defeitos morais. Os concretos vícios orgânicos como a glutonaria, a sexolatria, a dependência de drogas, jogos de azar, alcoolismo são também alvos da artilharia maçônica, porque são escravizadores do homem. O princípio basilar da liberdade não é apenas o físico, mas também moral e psíquica.

Vício é tudo que degrada o ser humano, portanto, as masmorras são símbolos que nos diz para enterrarmos nossos defeitos, antes que eles nos enterrem (no amplo sentido do termo). Não é fácil realizar isso, porque o prazer que nossos vícios produz em nós é uma enorme força a nos prender. Esse prazer é tão real que nos entorpece a consciência e passamos a não senti-lo como vício. Se alguém assim o diz, duvidamos ou buscamos as devidas desculpas ou explicações para os manter. Entretanto, tocados pelo sentimento maçônico da transformação moral, desenvolvemos uma energia interior para desalojar esses vícios, grandes ou pequenos, de nosso ser. Essa energia a aurimos principalmente durante as sessões ou trabalhos maçônicos, quando comparecemos a eles com a motivação da autotransformação. Essa força de vontade, desenvolvida pela vontade de fazer força, é o instrumento de burilar a pedra bruta, que somos nós próprios.

Quando os maçons se conscientizarem e entenderem o significado moral de cada palavra que se diz em Loja, durante seus trabalhos, e passarem a vivenciá-las no dia a dia, veremos que nos tornamos uma poderosa força de transformação do mundo em todos os sentidos. 

A expressão “Educa-te a ti mesmo que o mundo se educará” não é expressão apenas das escolas propriamente assim configuradas, mas de todos que trabalham para a evolução da humanidade.

Autor: Joaquim Tomé de Souza
Membro da ARLS Luz e Saber, 2380 – Oriente de Goiânia – GO

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

quinta-feira, 9 de julho de 2020

BALAÚSTRE

BALAÚSTRE
(republicação

Em 09/10/2015 o Respeitável Irmão Sadi Luis Shoeler, Loja Universo III, nº 77, sem declinar o nome do Rito, GLSC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina apresenta a seguinte sugestão: sadi@eletrosul.gov.br

Caro Irmão Pedro Juk. Tenho lido com muita satisfação e atenção a sua coluna Perguntas & Respostas no JB New, pela qual manifesto os meus Parabéns!!! Apresento como sugestão para um próximo artigo, abordar a razão para utilizarmos o termo Balaústre para o registro dos trabalhos em Loja, uma vez que o dicionário Michaelis nos apresenta definições bastante adversas, como a seguir:

“Balaústre ba.la.ús.tre sm (ital balaustro) 1 Pequena coluna ou pilar que sustenta uma travessa ou corrimão. 2 Pequena coluna que adorna as costas de uma cadeira. 3 Porção mais grossa ao meio da haste ou do pé de alguns candelabros e lustres. 4 Parte lateral da voluta de capitel jônico. 5 Coluneta de madeira ou metal instalada em certos veículos para apoio dos passageiros. Fonte: Michaelis”.

Agradeço pela atenção e incentivo-o a permanecer firme nessa sua bela tarefa de nos elucidar no polimento da Pedra Bruta.

CONSIDERAÇÕES:

O termo “Balaústre” de uma sessão maçônica - que infelizmente algumas Obediências deixando a tradição maçônica de lado nomearam profanamente o registro como Ata - significa para a Maçonaria em geral e à Loja em particular o relato escrito dos acontecimentos de uma sessão maçônica.

Assim, esse substantivo masculino significa figuradamente na Maçonaria o “apoio e a sustentação” da história da Loja. É nesse sentido que a Ordem Maçônica - sempre envolvida com a disciplina da arquitetura - viria adotar essa baliza ao longo dos tempos, já que graças a esse apoio e sustentação é que boa parte da história autêntica da Sublime Instituição pode e poderá futuramente ser relatada academicamente conforme a sua existência – obviamente me refiro à “história documental”.

Daí me parece que a designação dada no item nº 1 do Dicionário Michaelis se coaduna bem com a simbologia maçônica do termo.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.071 – Melbourne (Vic.) sexta-feira, 3 de junho de 2016

FRASES ILUSTRADAS


A PIOR COISA DO MUNDO

A PIOR COISA DO MUNDO
Escritor Adilson Martins

"A lingua é, sem duvida, a melhor coisa do mundo e, contraditoriamente, pode ser a mais perigosa e ruim de todas. Quando é usada para coisas boas tais como abençoar."

Quando Obatalá chegou neste mundo, nada conhecia sobre ele e tinha curiosidade de saber de todas as coisas.

Foi por esse motivo que um dia pediu a Exu, que era seu empregado que lhe servisse no almoço aquilo que houvesse de melhor sobre a face da terra.

Exu, então, foi ao mercado e ali comprou língua bovina que, com as próprias mãos, limpou, temperou e, depois de assar, serviu a Obatalá.

Finda a refeição, muito agradecido, Obatalá disse a Exu:

- O prato que me serviste é realmente delicioso; jamais, em minha vida, experimentei algo tão bom!

Envaidecido, Exu retrucou:

- Realmente, a melhor coisa do mundo é a língua!

- Quero agora, amigo Exu, que me servas a pior coisa que possa existir neste mundo – pediu o Orixá Funfun.

No dia seguinte, Exu foi novamente ao mercado, de onde retornou com mais língua bovina. 

Novamente preparou-a da mesma forma que a anterior e serviu-a a seu amo.

Depois de comer, Obatalá repreendeu Exu.

- Que me parecer que não entendeste bem o meu pedido. Ontem me serviste uma língua como sendo a melhor coisa do mundo, comi e gostei, aprovando inteiramente a tua escolha. Em seguida te pedi que me servisses hoje, a pior coisa do mundo e, mais uma vez, me serves língua. O sabor é exatamente o mesmo da que me foi servida ontem e gostaria de saber como pode uma coisa ser, ao mesmo tempo, a melhor e a pior coisa do mundo. Ou será que se trata de mais uma das tuas brincadeiras?

- Não, Grande Orixá, não se trata de nenhuma brincadeira. Jamis agi com tanta seriedade e segurança! – assegurou Exu.

- Explica-me então o que pretendes pois, confesso, não consigo entender onde queres chegar – replicou o Orixá Funfun.

Com ar serio, Exu começou a explicar:

- A lingua é, sem duvida, a melhor coisa do mundo e, contraditoriamente, pode ser a mais perigosa e ruim de todas.

Quando é usada para coisas boas tais como abençoar, fazer preces em louvor aos Orixás, orientar corretamente, cantar a boa musica, recitar poesias, falar de amor e ensinar os bons costumes é, então, a melhor coisa do mundo.

Quando, ao contrario, é utilizada para caluniar, amaldiçoar, mentir, fomentar a discórdia e a guerra, torna-se letal. Éa pior de todas as invenções de nosso pai Olodumare e melhor seria que nunca tivesse existido.

Tudo depende da forma como é usada por seu dono, para que possa ser classificada como a melhor ou a pior coisa do mundo.

E foi então que Obatalá, compreendendo o ensinamento que lhe era dado por Exu, nunca mais aceitou língua em suas refeições.

Fonte: Facebook

quarta-feira, 8 de julho de 2020

VOTAÇÃO

VOTAÇÃO
(republicação)

Em 08/10/2015 o Respeitável Irmão Morel Marques de Andrade, Loja Luz e Liberdade, 1.191, GOB, REAA, Oriente de Morrinhos, Morrinhos, Estado de Goiás, formula as seguintes questões: leromma@yahoo.com.br

Mano, nas cerimonias de votação na Ordem do Dia: qual o procedimento correto do Mestre de Cerimonias, votar? E venerável vota? Só no Escrutino Secreto que o Venerável Mestre não vota com os demais membros? (Art. 117 RGF).

CONSIDERAÇÕES:

Quanto ao Mestre de Cerimônias, ele exerce sim o direito do voto – ou seja, vota como todos os demais.

Ocorre, entretanto, que muitas Lojas confundem o procedimento desse Oficial porque ele também tem como dever de ofício auxiliar, após a votação, o Venerável na apuração do resultado (contagem de votos) – não confundir o ato com proclamar o resultado pela apuração dos votos. Nesse sentido, geralmente o Mestre de Cerimônias em atitude de auxiliar o Venerável, levanta e à Ordem faz e informa a contagem dos votos. Por exemplo: tantos votos a favor, tantos contra, tantas abstenções. De posse desse resultado é que o Venerável proclama a deliberação.

O que não é permitido ao Mestre de Cerimônias é ele proclamar o resultado da votação, já que essa é atribuição do Venerável (Art. 116, item VIII – RGF).

No que concerne ao Venerável Mestre, o Art. 117 do RGF é bem claro: “O Venerável Mestre só vota (o grifo é meu) nos escrutínios secretos, sendo-lhe reservado o voto de qualidade no caso de empate nas votações nominais”.

Isso significa que ele só vota com os demais nos escrutínios secretos.

Já nas outras votações, naquelas que ocorrem por ocasião da Ordem do Dia na qual cada votante manifesta pelo sinal de costume abertamente o seu voto (nominal), caso o sufrágio venha apresentar empate, então é reservado ao Venerável Mestre o voto de minerva (desempate).

Essas considerações não abordam procedimentos relativos às eleições para Grão-Mestres, diretorias das Lojas, Deputados, etc. As regras para esses eventos são ditadas pelos respectivos Tribunais Eleitorais da Obediência.

T.F.A. 
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 2.069 – Melbourne (Vic.) quarta-feira, 1º de junho de 2016

MINUTO MAÇÔNICO

VENERÁVEL

1º - Primeiro Oficial e Presidente de uma Loja simbólica. O Venerável Mestre deve ter estudado a ciência maçônica e desempenhado os postos e dignidades inferiores. 

2º - As atribuições e deveres dos Veneráveis são muitos e de várias índoles e acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com o Rito e a Constituição da Potência de sua jurisdição. 

3º - O título surgiu no século XVII, quando as guildas inglesas começaram a denominar-se “Worshipful”, isto é, Venerável. 

4º - Na Inglaterra, desde a Idade Média, a Corporação os Freemasons era dirigida por um Mestre, que assumiu várias denominações. Era auxiliado por oficiais dos quais os principais eram o tesoureiro e o secretário. 

5º - Em determinada época, as Lojas operativas foram dirigidas por um Mestre e dois Vigilantes, títulos que passaram aos três primeiros oficiais das Lojas especulativas e se espalharam pelo mundo inteiro, onde houvesse Loja maçônica.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br