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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 22 de junho de 2022

ORIENTAÇÕES MAÇÔNICAS SOBRE A HISTÓRIA DA LOJA DE MESA

(republicação)

Em 13/09/2017 o Respeitável Irmão Juvenal Cordeiro Barbosa, Loja Novo Tempo, 19, REAA, Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (COMAB), Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, pede respostas para as seguintes questões.

ORIENTAÇÕES MAÇÔNICAS SOBRE A HISTÓRIA DAS LOJAS DE MESA

Volto a solicitar do estimado irmão orientações, se possível for, conforme abaixo segue:

1 - A terminologia da Loja de Mesa, sua ritualística e as alegorias dos brindes tem relação direta ou indireta com os Cavaleiros Templários?

2 - O brinde maçônico é um costume antigo, porém, como e quando surgiu?

3 - Quando e como surgiram as primeiras Lojas Militares?

4 - Quem concedia Cartas Constitutivas as Lojas Militares?

CONSIDERAÇÕES:

Antes das considerações propriamente ditas se faz necessário primeiro compreender que a Maçonaria não teve sua origem nos Templários.

Isso tem sido até agora um erro crasso cometido por alguns articulistas que insistem em misturar a história dos Cavaleiros Templários com a Maçonaria.

Infelizmente essa confusão tem feito com que muitos maçons atualmente fiquem se imaginando protagonistas dos contos de “capa e espada”. Não há como confundir os side degree ingleses, ou Ordens de Aperfeiçoamento, que não raras vezes utiliza alegorias templárias, bem como outras, com a história acadêmica da Ordem.

Na realidade essa associação com os Templários quando literalmente existiu, não foi nada mais, nada menos do que uma relação estritamente profissional.

Enquanto os Templários passavam pelo auge da sua existência e poder, não raras vezes eles contratavam maçons operativos para trabalhar em edificações de castelos, fortalezas, abadias, etc., por eles idealizados.

Com o declínio da Ordem Templária, o que se deu pela condenação à morte nas fogueiras da Inquisição do seu Grão-Mestre Jacques De Molay, o que levou praticamente ao quase extermínio dos Templários, muitos dos seus membros, ao se refugiarem no norte da Inglaterra, acabariam se empregando, sobretudo pela experiência adquirida nas suas andanças pelo Oriente Médio, nas associações de ofício de profissionais da pedra calcária (Maçonaria de Ofício) do norte da Inglaterra. 

Assim, foi essa à integração que existiu entre as duas corporações, mas nunca ao ponto de se afirmar que a Maçonaria se originou dos Templários - qualquer afirmativa desse tipo é temerária e não tem nenhum compromisso com a verdade.

A despeito dessa integração é que pode ter existido alguma influência, mas não de origem, porém aquelas adquiridas pela longa convivência entre os dois grupos – uns pedreiros operativos e outros soldados sob o comando do rei. Uma, a Francomaçonaria, que se originou das corporações de ofício da Idade Média, atuava principalmente nas construções com a pedra calcária, a outra, a dos Cavaleiros Templários, composta por cavaleiros que, sob a tutela dos reis e senhores feudais tinham a missão principal de proteger os peregrinos cristãos que transitavam entre a Europa e o Oriente Médio.

Com o advento da Maçonaria Especulativa e, sobretudo o que ocorreu especialmente na Moderna Maçonaria, é que houve o aparecimento e a profusão dos ritos maçônicos, principalmente a partir do Século XVIII. Foi através deles e pelos seus sistemas culturais, doutrinários e litúrgicos que muitos costumes templários “especulativamente” acabariam sendo incorporados à Ordem Maçônica, entretanto Não se admite que esse seja um elemento que possa ser considerado como um embrião da origem da Maçonaria. A Moderna Maçonaria, eclética por natureza não acolhe especulações que possam lhe construir uma falsa origem.

Dados esses comentários, seguem os apontamentos relativos às suas questões.

Respostas:

1. No que diz respeito à Maçonaria, o termo Loja deve-se as associações religiosas do século XII denominadas Guildas. O nome “Guilt”, de origem teutônica, se deriva de um antigo título dado a um ágape religioso na antiga região da Escandinávia. Durante esse ágape desenvolvia-se uma cerimônia especial quando eram despejados três chavelhos (copos de chifre) cheios de cerveja, cujos quais se destinavam, um a homenagear os deuses, outro pelos antigos heróis e o último a homenagear os parentes e os amigos mortos. Ao final da cerimônia, todos se comprometiam a defender uns aos outros, como irmãos e se socorrerem mutuamente nas oportunidades que se fizessem necessárias. 
As Guildas se caracterizavam por três finalidades: atuação nos direitos sociais, auxílio mútuo e reuniões em banquetes.

Na Maçonaria essa pode ser considerada como a certidão de nascimento das suas Lojas de Mesa.

A sua ritualística e os seus costumes foram adquiridos conforme evoluíam as Lojas Operativas e posteriormente as Especulativas.

Sob o ponto de vista da tradição, a liturgia da Loja de Mesa está intimamente ligada aos períodos solsticiais (Lojas de São João) e em alguns casos também nas datas equinociais, já que os ciclos naturais (estações do ano) coordenavam e coadunavam os trabalhos dos canteiros medievais. Assim, o comum é que as Lojas de Mesa sejam apenas realizadas nesses períodos e não aleatoriamente como se faz hoje em dia em algumas Lojas.
Ainda no que diz respeito à sua ritualística, muito dela se desenvolveu nas tabernas dos maçons antigos, sobretudo em um período que ainda não existiam templos e era comum que eles se reunissem nos adros das igrejas e nas tabernas. Há registros desde o século XVI.

Outro aspecto é o relativo à dialética utilizada com as quais se fazem os brindes nas saúdes de obrigação, das quais muitos são substantivos relativos ao ofício militar, isso porque as chamadas Lojas Maçônicas Militares, formadas principalmente a partir da expansão dos domínios da coroa inglesa, sem dúvida também muito influenciaram, principalmente nas práticas relativas aos “fogos maçônicos” realizados nas Lojas de Mesa. Por exemplo: Fogo! Alinhar os canhões! Armas em frente! Alfanje na mão! Pólvora forte, pólvora fraca, etc.

Já em relação à arte de construir e o ágape em Loja de Mesa, as denominações vão relacionadas aos materiais e utensílios de trabalho utilizados no ofício. Exemplo: pá, picareta, telha grande, telhas, bandeja grande, materiais, demolir os materiais, barrica, areia branca, etc.

Como se pode notar nada das terminologias e substantivos proferidos tem a ver com a Ordem dos Cavaleiros Templários.

2. Em síntese, isso já foi respondido, todavia reforçando, os brindes maçônicos em Loja de mesa são feitos principalmente nas datas solsticiais. 

Já como costume antigo veja o que foi mencionado no item 1 em relação às Guildas e os três primeiros brindes. 

O formato atual das saúdes de obrigação se deu por primeiro no XVII na Escócia e na Inglaterra nas Lojas das tabernas dos maçons antigos. Por segundo o formato sofreu grande influência das Lojas Maçônicas Militares, principalmente aquelas que se espalharam pelas colônias inglesas no Século XVIII.

3. No século XVIII, aproximadamente em 1732 devido à expansão do colonialismo inglês surgiam, acompanhando esse desenvolvimento, corporações maçônicas especulativas ligadas às forças armadas britânicas. Essas Lojas itinerantes muitas vezes se reuniam sob a presidência de um Mestre da Loja que era o mesmo comandante do regimento. Essas Lojas, também conhecidas como Lojas de Campo reuniam oficiais das mais elevadas patentes, bem como os seus subalternos. 

Devido ao seu regime militar, essas Lojas Maçônicas ao se reunirem em Loja de Mesa acabariam trazendo consigo costumes hauridos da disciplina militar. É daí que muitas exclamações e ordens de comando passaram também a fazer parte da liturgia maçônica em banquetes ritualísticos.

4. Desde a inauguração do primeiro sistema obediencial criado pela Primeira Grande Loja em Londres no ano de 1717, até a sua união com os Antigos de 1751 no que resultaria na Grande Loja Unida da Inglaterra em 1813, a Grande Loja era a responsável pela carta constitutiva das Lojas Maçônicas Militares. Entretanto, antes da união entre os Antigos e os Modernos, a concessão das Cartas ficava apenas a cargo da Primeira Grande Loja – aquela ligada à coroa britânica.

A título de ilustração, segundo alguns autores, a primeira Loja Maçônica Militar que existiu nas Forças Armadas Britânicas foi a First Foot em 1732, cuja qual seria mais tarde a Royal Scots Lodge. Em 1734 já havia cinco Lojas como essa e, em 1755 elas já eram em número de 29.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

AUMENTO DE SALÁRIOS

É a promoção de grau concedida aos irmãos, por antiguidade, serviços e talentos. A jurisprudência normalmente observada nesse caso é a seguinte: As promoções do grau de Aprendiz ao de Companheiro e deste ao de Mestre, devem ser justificadas por:
  • Uma conduta irrepreensível, tanto no mundo maçônico como no profano.
  • Instrução completa do grau em que se acha.
  • Idade maçônica necessária.
  • Haver completado o tempo mínimo exigido no seu grau atual.
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

OS ATUAIS INIMIGOS DA MAÇONARIA…

OS ATUAIS INIMIGOS DA MAÇONARIA…

Antes, há muito tempo, todos os Maçons se precaviam e se protegiam contra inimigos externos.

O Clero, governos extremistas e outras forças ameaçavam, constantemente, a sobrevivência da Instituição, perseguindo, prendendo e julgando os maçons como criminosos.

Estes tempos já passaram, o que não quer dizer que não poderão voltar.

A inquisição dorme apenas, daí a necessidade de permanente vigilância.

Se analisarmos, com isenção, o quadro atual, aceitaremos sem reservas que os maiores inimigos da Maçonaria, hoje, são os próprios Maçons.

Mal selecionados, não convictos e não vigilantes, legam perigo constante à nossa Ordem.

A falta de instrução e de estudos maçônicos, portanto, o desconhecimento de nossa Filosofia, dificultam ou até mesmo impedem, a reforma íntima de cada um, prevalecendo “vícios” como vaidade, orgulho, arrogância e tantos outros.

A indisciplina tem causado sérios problemas em Loja.

Alguns Irmãos se dão ao luxo de ignorar Leis e Regimentos Internos.

A omissão, a conivência e a tolerância excessiva têm feito da Moral um código adaptável ao momento, às circunstâncias e às conveniências de cada um.

Há a necessidade de uma conscientização intensa e geral.

Entramos para a Ordem por vontade própria. Não fomos obrigados a nenhum juramento.

Quando o fizemos não foi sem antes nos oferecerem inúmeras oportunidade de recuo.

Ainda há tempo para uma atitude menos indigna: se nos sentirmos decepcionados, desiludidos ou desapontados afastemo-nos da Maçonaria com a mesma espontaneidade com que entramos.

Se, decididos a continuar, lembremo-nos de todas as nossas obrigações, especialmente a de cumprir e fazer cumprir a obrigação jurada.

Convençamo-nos, somos os atuais inimigos da Maçonaria.

Reformemo-nos, eliminando em nós próprios muitos dos inimigos internos da nossa Instituição e, assim, estaremos combatendo, natural e intensamente, os inimigos externos..

Lembremos e pratiquemos todos os nossos deveres maçônicos.

Afastem-se os derrotistas, os omissos e os acomodados.


LUTEMOS, TODOS, POR UMA MAÇONARIA DE MAÇONS!!!

(Extraído do livro “Maçonaria, uma Esperança”, de Armando Righetto)

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2022

CIRCULAÇÃO POR TRÁS DO TRONO

Em 20.11.2021 o Respeitável Irmão André Corado, Loja Mahata Gandhi, 90, GLMERJ, sem mencionar o Rito e Obediência, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

POR TRÁS DO TRONO

Eu gostaria de saber o significado de alguns Ritos principalmente no Adonhiramita por que passar por trás do trono de Salomão?

Ou se essa pratica foi extinta?

CONSIDERAÇÕES:

São práticas distintas por ritos. No caso do REAA, por exemplo, isso não existe.

No caso do Rito Adonhiramita, existe esse tipo de circulação que, embora não seja original, acabou consagrado no Rito para atender um deslocamento em forma de “8” que é, segundo alguns ocultistas, o símbolo do infinito.

Graças a isso, durante alguns deslocamentos em Loja, existe um espaço para passagem por trás do trono para compor essa figura em forma de “oito” que se expressa nas perambulações do Oriente ao Ocidente, ou vice-versa.

Reitero que essa prática não existe no escocesismo, muito embora alguns rituais deturpados até nele trouxessem essa prática, porém isso, em se tratando do REAA, nunca passou de um enxerto.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

SOLSTÍCIO DE INVERNO

SOLSTÍCIO DE INVERNO
Pesquisa realizada pela Biblioteca Mário Behring – GLMMG

Para todos os efeitos, o Solstício de Inverno marca a noite longa do ano. É o apogeu do inverno, o ponto culminante da escuridão e do frio que afasta a vida.

Como todo apogeu, marca também o início da decadência.

Se este é o apogeu da sombra, ela agora entra em decadência, e temos então o retorno da luz.

Gradualmente, a noite começa a encolher, começa a durar menos, até que, no Solstício de Verão, os papéis se invertam na eterna gangorra que determina o equilíbrio da natureza.

Vivendo no Hemisfério Sul, onde as estações do ano são invertidas com relação ao Norte, estamos atravessando agora em junho os últimos momentos do outono – a estação da colheita – que nos leva ao inverno.

Afinal, é um período que marca um ciclo da Terra Viva e de sua relação com o Sol – independente da religião adotada, um Solstício de Inverno é sempre um Solstício de Inverno…

Mas quais são os significados deste momento?

As culturas europeias do neolítico atribuíam grande importância a este período, como atestam as muitas construções megalíticas a ele relacionadas.

Dentre estas, a mais conhecida é Stonehenge – um verdadeiro computador para calculo de solstícios e equinócios. Mas seguramente a mais impressionante é Brú na Bóinne, na Irlanda – também conhecida como Newgrange.

Essa enorme estrutura, erguida pelos habitantes da Irlanda neolítica há mais de 4500 anos, é uma obra prima da engenharia pré-histórica. Trata-se de um monte artificial erguido sobre uma câmara em forma de cruz que penetra mais de 24 metros no interior do monte. Lá dentro, escuridão total e silêncio. A não ser durante três dias por ano: o Solstício de Inverno e os dias imediatamente antes e depois dele.

Atualmente, com o auxílio de computadores e cálculos de precisão, é possível determinar com exatidão o ponto exato no horizonte oriental em que o Sol nasce num determinado dia, mas naquela época, em 2500 a.C., seriam necessários muitos anos de observação e conhecimento da movimentação da Terra e dos astros para definir com precisão esse momento celeste.

Isto por si só já mostra claramente que o Solstício de Inverno é uma data importante para a humanidade desde há muito tempo.

Mas tem mais: nenhum povo dedicaria tanto esforço físico e mental para construir tamanha estrutura se não fosse por um motivo muito forte.

Mas qual seria este motivo?

As pesquisas arqueológicas indicam que, no interior da câmara subterrânea de Newgrange, eram depositados os corpos e as cinzas dos mortos daquela cultura ancestral. Permaneciam, intocados, durante a escuridão que ali reinava durante praticamente todo o ano.

MaS nos três dias próximos ao Solstício de Inverno, um milagre: entram na câmara os primeiros raios do sol nascente, o Novo Sol que voltará a crescer depois do inverno, trazendo consigo a certeza de que, após o frio invernal, sem dúvida virá o brilho e o colorido da Primavera e da vida que renasce.

Pois esse é o tema de Brú na Bóinne.

A entrada dos raios solares somente no Solstício de Inverno – o Novo Sol – ilumina todo o interior da câmara interna, num espetáculo disputado a peso de ouro pelos neo-pagãos da Europa e de todo o mundo.

Só quem já entrou em Brú na Bóinne é capaz de descrever o maravilhamento causado por esse fenômeno. Ao iluminar o interior da câmara, os raios de sol – um verdadeiro falo celeste – penetram no útero da Terra, onde as cinzas dos mortos haviam sido depositadas, fecundando-as novamente, e assim garantindo a continuidade da vida após a morte.

Esse é o tema do Solstício de Inverno: a união do Sol (masculino) com a Terra (feminino) é o milagre do renascimento e a preservação da vida.

É essa união em equilíbrio que traz a certeza de que a Primavera retornará, e com ela a alegria, a fertilidade e o amor da Terra e de suas criaturas.

Desenvolvendo seus mitos através dos tempos, a humanidade sempre fez o Solstício de Inverno o momento de nascimento de deuses e heróis: Arthur, Dionísio, Mithra, Átis, Osíris, entre outros.

Nós que vivemos no Hemisfério Sul, no paraíso de Hi-Brasil, temos o privilégio de viver junto a uma natureza mais amena e menos hostil do que na Europa. Por aqui, é bom que se diga, o deus sol nunca morre, nem mesmo no Solstício de Inverno.Mas com certeza nós sentimos nesse período que algo está mudando – a natureza, em sua imutável (posto que é eterna) transformação, dá prosseguimento à sua ciclicidade.

Podemos sorrir felizes, pois nossos invernos são mais brandos do que os dos outros; e sorrimos ainda mais com a certeza de que, a partir de 13h38 do dia 21 de junho, o retorno do Sol nos trará de volta a alegria da Primavera em setembro.

Essa certeza nos ajuda – como ajudava os povos da Antiguidade – a suportar os rigores do inverno que se anuncia, enchendo-nos de esperança e de energia para aguardar a próxima estação.

É simples assim…E é por ser simples que é belo.

Para a Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, em especial, a celebração desse Solstício marca mais um ciclo na administração, oportunidade em que o novo Grão-Mestre e seus Grandes Vigilantes tomam posse. É o momento em que as Lojas e Irmãos se unem no compromisso institucional de se fazerem presentes, lembrando que a Sublime Ordem é formada por todos nós e que ninguém faz nada sozinho. O trabalho vindouro é árduo, mas exequível, sendo de suma importância nossa participação nos projetos como formadores de opinião e construtores sociais.

Que como o Sol, que a partir de agora se fará mais presente, tenhamos o mesmo vigor em expressarmos o nosso de “De Pé e a Ordem”.

Bom Solstício de Inverno, e que a Roda jamais pare de girar.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

segunda-feira, 20 de junho de 2022

QUAL O CORRETO - BOAZ OU BOOZ?

Em 17.11.2021 o Respeitável Irmão João Cesar Monteiro dos Santos, Loja Colunas em Progresso, 2.618, REAA, GOB-SP, Oriente de Guaratinguetá, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

BOOZ ou BOAZ

Face a discussão que ora se opera em minha Loja, solicito esclarecimento para o correto uso de BOAZ ou BOOZ.

COMENTÁRIOS:

Já escrevi bastante a respeito. Apontamentos sobre podem ser encontrados no meu blog http://pedro-juk.blogspot.com.br

Em um breve comentário, destaco aqui que a explicação mais aceita é a de que a palavra correta é BOAZ, pois etimologicamente, na língua hebraica BOOZ (com vogais dobradas) não existe. Basicamente parece que este foi um erro haurido da versão bíblica latina (a Vulgata) onde o tradutor, São Jerônimo equivocadamente trocou a grafia BOAZ por BOOZ, o que resultou numa corruptela linguística.

A outra versão bíblica, a Septuaginta, que fora traduzida do hebraico para o grego na intenção de atender aos judeus helenistas, traz a palavra certa, BOAZ.

É muito provável que essa corrupção linguística tenha sido adotada na Maçonaria Brasileira devido a utilização da Vulgata, versão bíblica latina.

Na Vulgata a corruptela linguística BOOZ fora mantida, segundo a Igreja, em respeito ao tradutor São Jerônimo. Como a Maçonaria Brasileira é filha espiritual da França, portanto latina, o equívoco acabou se consagrando devido à utilização da Vulgata, sobretudo naqueles ritos que nasceram em solo francês.

Nos países de língua anglo-saxônica, contudo, a versão bíblica utilizada tem sido geralmente a versão “Dos Setenta”, ou “Septuaginta”. Graças a isso é que a vertente anglo-saxônica de Maçonaria utiliza a palavra original, ou seja, BOAZ, como é o caso do Craft, por exemplo.

Por fim, vale mencionar que em se tratando da Maçonaria Brasileira, muitos rituais trazem apenas a letra inicial B∴, nesse caso a utilização correta da palavra depende ainda dos costumes e das instruções, o que acaba trazendo muitas vezes a duplicidade de aceitação.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O CHAPÉU NA MAÇONARIA

Qual a origem do chapéu na maçonaria, usado pelo Venerável Mestre nas reuniões de Aprendiz e Companheiro e por todos os Mestres nas reuniões de Mestre Maçom?

Uma das obras de José Castellani declara que herdamos o chapéu preto dos judeus ortodoxos, e que o chapéu em Loja é a “coroa maçônica”, influência da realeza européia, usada pelo Venerável como símbolo de sua posição de liderança.

Afinal de contas, herdamos dos judeus ou dos reis europeus? E os judeus ortodoxos, usam o chapéu preto porque se consideram reis? Não há como misturar uma coisa com a outra, chapéu de judeu com coroa de europeu. Mas Castellani e muitos outros irmãos tentaram.

Se herdamos o chapéu dos judeus ortodoxos, será que não deveríamos adotar também a circuncisão? Ou talvez as tranças nas orelhas e a barba longa?

Na verdade, o uso do chapéu na Maçonaria é praticamente inverso ao uso do chapéu pelos judeus! Os judeus utilizam o chapéu obrigatoriamente durante as orações e cerimônias religiosas, em sinal de temor a Deus. Já o maçom utiliza durante toda a reunião e retira o chapéu exatamente nos momentos de orações, em sinal de respeito! Dessa forma, fica claro que o uso do chapéu pelos maçons não tem nenhuma relação com o uso do chapéu pelos judeus ortodoxos, como pensava Castellani. 

Já a teoria do chapéu ser um símbolo da “coroa maçônica”, influenciada pelo símbolo de liderança que distingue o rei dos demais, seria mais plausível, afinal de contas, o Venerável Mestre representa o Rei Salomão, não é mesmo? Porém, porque o Venerável não utilizaria uma verdadeira coroa em Loja? Uma coroa de louros, ou flores, ou de metal? Porque seria um chapéu preto de abas caídas (REAA) ou mesmo uma cartola (Rito de York)? E por que todos os Mestres usariam em reuniões de Mestre, se o representante do rei Salomão é apenas o Venerável?

Na Grécia Antiga o chapéu era símbolo de sabedoria e liberdade. O famoso escritor maçom Oliver comenta sobre o mesmo significado para os romanos, tendo sobrevivido na maçonaria desde as Guildas Romanas. Sua relação com a sabedoria permaneceu na Idade Média, como os chapéus dos magos denunciavam, os quais foram adaptados para cartolas pelos mágicos. O chapéu representa proteção. Se na prática o chapéu protege a cabeça do dono contra o sol, simbolicamente, o chapéu é como um elmo que confirma e protege a sabedoria que se encontra na cabeça do Venerável Mestre. Assim sendo, o chapéu do Venerável Mestre pode realmente ser interpretado como uma coroa representativa de sua autoridade. Porém, uma autoridade com base na Sabedoria, assim como a de Salomão. E é por serem detentores da sabedoria maçônica que todos os Mestres utilizam o chapéu nos ritos originados na França.

O costume do uso de chapéu pelo Venerável Mestre era um costume na maçonaria inglesa até a fusão que originou a Grande Loja Unida da Inglaterra. Após a fusão, os antigos costumes foram “reformulados” para agradar ambas as partes, e a tradição do chapéu simplesmente foi descartada. O único ritual na Inglaterra que mantém o uso do chapéu pelo Venerável Mestre é o Bristol. Mas por uma ironia do destino, essa tradição permaneceu viva nos EUA. E os ritos de origem francesa também mantiveram esse antigo costume, tão presente no Brasil.

Fonte: JBNews - informativo nº 0176 - 19/02/2011

domingo, 19 de junho de 2022

ALFAIAS DO SUBSTITUTO

ALFAIAS DO SUBSTITUTO
(republicação)

Em 13/09/2017 o Respeitável Irmão Afonso Barros Machado, Loja União Fraternal nº 12, REAA, GLMMG, sem mencionar o nome do Oriente, Estado de Minas Gerais, solicita o seguinte esclarecimento.

Recorro à sabedoria do Irmão no intuito de dirimir uma polêmica surgida quando de uma discussão sobre procedimentos ritualísticos do REAA.

O Primeiro Vigilante ao substituir, provisoriamente, o Venerável Mestre, numa determinada reunião da Loja, porta a sua Alfaia ou a do Venerável Mestre?

Partindo do entendimento de que o Avental indica o Grau e a Alfaia o Cargo, como ficaríamos diante dessa situação? Por quê?

CONSIDERAÇÕES:

Porque a substituição não é definitiva, mas precária. Assim num caso da ausência do titular, assume para dirigir os trabalhos naquela oportunidade o Primeiro Vigilante que usará apenas a joia correspondente ao cargo de Venerável. Não se muda o avental.

Na realidade o avental do Venerável Mestre não indica nenhum grau, mas sim uma distinção pelo cargo. Um Venerável Mestre é sempre um Mestre Maçom que foi instalado para dirigir os trabalhos. Em síntese, Mestre Instalado não é grau, mas um título honorífico.

Substituições precárias cumprem apenas o preenchimento extraordinário de um cargo, bastando para tal identifica-lo pela respectiva joia distintiva. O Primeiro Vigilante como substituto imediato usa o seu próprio avental.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com.br
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PALAVRA TOLERANCIA NA MAÇONARIA

PALAVRA TOLERANCIA NA MAÇONARIA
Autor: José Valdeci de Souza Martins[i]

A definição de TOLERÂNCIA no Novo Dicionário Aurélio é em parte como segue "... subst. 1. Tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos. 2. Diferença máxima admitida entre um valor especificado e o obtido; margem especificada como admissível para o erro em uma medida ou para discrepância em relação a um padrão."

Neste meu artigo maçônico, não se trata de discutir a tolerância como tal, já que a tolerância é um pequeno desvio do padrão por definição.

Em uma solene sessão ritualística maçônica, nunca me esqueci das sabias palavras do Irmão Jordão Abreu da Silva Junior Grão Mestre da Mui Respeitável Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul – GLEMS - sobre o tema acima nominado: "A Tolerância tem como limite a estupidez". Afinal, nesta Sessão Ritualística, os que participaram, com certeza tiveram uma reflexão do seu quê de enriquecedor.

Sem duvidas alguma a ausência da TOLERANCIA, tem sido um dos motivos que tem posto os homens a aderir mais ao brilho dos estopins dos canhões e do deflagrar das munições do que o brilho do olho do próximo. Às vezes, como uma só palavra derrubamos todo um edifício, assim como nos ensina o Livro da Lei em Tiago - a intolerância vem do agir impensável da língua.

Tolerância, estas dez letras está em falta no mundo. Desde pequenos somos ensinados a vê sô uma verdade ninguém nos ensina a ouvir e meditar sobre o que outras pessoas pensam. Se todos fizéssemos nossa "MORAL DA HISTÓRIA", o Mundo seria mais FRATERNO e os Homens mais TOLERANTES.

Tolerância é respeito, aceitação é o apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. Portanto, a tolerância é sinal de que se está aberto às novidades. Boas ou ruins.

Diria até, que as novidades desagradáveis são enriquecedoras se encaradas sem paixão.

Com a tolerância, devemos ter a seguinte diferenciação entre “o remédio e o veneno” e chegarmos à conclusão que a diferença é a dose. Creio que o mesmo se aplica a tolerância, na dose certa é uma boa virtude para se chegar onde se quer inclusive em todos os caminhos que queremos percorrer, onde aliada a atitude produz o equilíbrio. Quanto às mudanças, nada irá reprimi-las, pois a mudança tem força própria e nunca se pode deter. O dinamismo é sempre maravilhoso e com certeza as novas implementações acontecerão e trarão oportunidades e amadurecimento onde quer que estejamos, assim, a resistência inicial será sempre superada.

Infelizmente, ninguém tolera esse tipo de acontecimento por princípio. A maioria foi educada para ignorar o acontecimento momentâneo (quando algo pode ser feito) e depois, quando o mesmo é colocado no imaginário geral, surge à culpa que precisa ser descarregada com seus devidos custos e conseqüências.

Não quero com isso dizer que os desvios (tolerância) não sejam relevantes, mas devemos ter em mente, que só o tempo achará preceitos para se discutir um tema tão relevante.

Talvez, a reedificação da tolerância se dê devido à enorme dificuldade que a maioria de nós tem de vislumbrar o cultural como algo contingente e extremamente moldado historicamente. Ao esquecer esse “pequeno detalhe” passa-se a tolerar certos “eventos” sociais por se crer que não há maneira deles serem diferentes, tolera-se então… os resultados por vezes podem ser positivos ou negativos!

[i] Valdeci Martins-M∴ M∴, Membro da ARLS Ordem e Progresso nº 25 – GLEMS

Fonte: http://filhosdehiran.blogspot.com

sábado, 18 de junho de 2022

TÍBIAS OU FÊMURES - EMBLEMA DA CÂMARA DO MEIO

TÍBIA OU FÊMUR
(republicação)

Em 12/09/2017 o Respeitável Irmão Rodrigo Torres, Loja Reinaldo Alioti, 4.463, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

Entrei em contato para tirar uma dúvida com você pelo Facebook e você pediu para mandar a dúvida pelo e-mail. Então vamos lá:

Cheguei a encontrar, em trabalhos diferentes, Irmãos afirmando que, no conjunto crânio e ossos cruzados, os ossos são fêmures e não tíbias.

COMENTÁRIOS:

O mais comum como símbolo maçônico são duas tíbias cruzadas tendo logo acima delas um crânio cujos quais formam um dos emblemas da mortalidade – “do pó vieste e ao pó voltarás”. É o alerta para o destino final de todos os homens. 

Em Maçonaria, embora ele até se apresente na Câmara de Reflexão dos ritos que a possuem, o mesmo é emblema mais comumente usado na Câmara do Meio (Loja de Mestre), já que ela, mormente dentre outros significados, também representa o luto pela última fase da transição humana – a Meia-Noite, ou o final da vida terrena. 

Como aspecto iniciático esse emblema esotericamente lembra também o Inverno e a morte do Sol, época em que a Terra dele fica viúva (a morte de H⸫).

Símbolo da consternação, sua composição mais comum é ter duas “tíbias”, entretanto, nesse sentido não existe nenhuma diferença se em lugar delas aparecerem dois “fêmures”. Em qualquer caso, ambos simbolizam a morte.

Na realidade, iniciaticamente o que o envolve a liturgia do Terceiro Grau é a sua mensagem como símbolo e, nesse caso, um ou outro ensejam o mesmo significado. Em síntese, sem a necessidade de dourar a pílula, tanto faz. Podem ser tíbias, ou fêmures.

Os que defendem o contrário, que então apresentem suas justificativas plausíveis.

Outros comentários a respeito, prudentemente ficam velados, pois é conhecida a presença dos “puristas de plantão”. Estes, na realidade e com raríssimas exceções pouco ou quase nada entendem do assunto, entretanto mesmo assim eles não pouparão críticas em nome de um segredo que nem mesmo eles sabem onde encontra-lo. 

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE WINSTON CHURCHILL

WINSTON LEONARD SPENCER CHURCHILL (Woodstock, 30 de novembro de 1874 — Londres, 24 de janeiro de 1965). político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. Ele é o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Depois de 1912 desligou-se da Maçonaria devido a sua atividade política que lhe tomava todo o tempo.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 24 de maio de 1901 (Sexta-feira)

Loja: United Studholm Alliance nº 1591, Londres, Inglaterra.

Idade: 27 anos.

Oriente Eterno: Faleceu aos 90 anos de idade, vitima de trombose cerebral.

Elevação: 19 de junho de 1901, na Loja Rosemary nº 2851, Londres.

Exaltação: 23 de maio de 1902, na Loja Rosemary nº 2851, Londres.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA
José Luiz Ribeiro de Melo

Existem fatos importantes da história do Brasil que ao longo do tempo são esquecidos e pouco, muito pouco, ou nada, acontece para ilustrar esses acontecimentos quando se deveria comemorar a cada ano, a data histórica ou o feito dos heróis.

A abolição da escravatura, último país a declarar a fim dessa prática abominável, é uma dessas datas que, nos dias atuais, não tem merecido o destaque que o ato da Princesa Isabel trouxe ao Brasil, não somente no aspecto econômico, mas, principalmente, pelo seu alcance humanitário, de respeito aos direitos humanos.

Nestas reflexões, a abordagem fica restrita ao papel desempenhado pela maçonaria como instituição, no processo abolicionista, sabendo-se de antemão que não há muitos trabalhos publicados sobre o assunto.

O que se tem claramente é a participação de maçons, principalmente porque faziam parte do governo imperial ou porque exerciam atividade como escritores e jornalistas conceituados e influentes na formação da opinião pública, e essencialmente através da ação isolada e integrada de seus membros e das Lojas Maçônicas.

Prova disso foi o apoio dos maçons à criação da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, concebida pelo maçom Joaquim Nabuco que, tanto quanto a Maçonaria, utilizava de códigos secretos para proteger seus componentes, isto, em meados de 1883.

Outra instituição, também de inspiração maçônica, foi a Confederação Abolicionista, indicada pelo maçom José do Patrocínio, tendo como princípio defender a abolição de forma pública, mas, também, através de ações secretas, pois “seus agentes ocultos aconselhavam a fuga das fazendas, criavam esconderijos para os escravos fugidos, despachavam outros para o Ceará, dispunham de cartas de liberdade, mandavam castigar por seus capoeiras os secretas que os queriam prender em flagrante roubo de escravos, cometiam, enfim, uma série de proezas que entusiasmava tanto o público, que os seguia com interesse, como os apóstolos, que os realizavam”.

Provas há de que as Lojas Maçônicas passaram a recomendar aos seus membros a compra de cartas de alforria de escravos, prática comum dentro da Instituição, conforme escreve o renomado autor Rizzardo da Camino:

“( ... ) não havia festividade maçônica ou evento histórico que fosse comemorado sem que um maçom não colocasse dentro do “Saco de Beneficência” uma carta de alforria de um escravo; essa prática, rara no início, foi-se repetindo com mais frequência até que nos últimos anos, consistia um motivo de grande júbilo quando eram contadas, no fim de cada coleta, o número das cartas de alforria”.

Mas, quem foram esses maçons que se empenharam em defesa dos escravos, que combateram com coragem a escravidão e se tornaram relevantes no processo da abolição? Muitos, senão a maioria, são poucos citados nos bancos escolares e desconhecidos da própria Instituição Maçônica, mas que devem merecidamente ser reconhecidos.

Somente para ilustrar, faço a menção a quatro nomes, simbolizando toda gama de irmãos maçons que colocaram suas virtudes, inteligência e trabalho na luta pela Abolição da Escravidão em nosso país:

Luiz Gonzaga Pinto da Gama, negro, poeta, escritor, jornalista e advogado, iniciado na Loja América; Antônio Bento de Souza e Castro, Juiz de Direito; Francisco Barbosa Gê Acayaba Montezuma, Visconde de Jequitinhona, negro, médico, exerceu o cargo de Grande Comendador Soberano do Supremo Conselho do Grau 33; Adolfo Bezerra de Menezes, médico, espírita, escreveu o livro “A Escravidão no Brasil” e, nele, inseriu:

“Nenhuma questão, segundo penso, reclama tão serenamente a atenção de quem se interessa pelo bem estar e futuro do paíz, como a emancipação da escravatura”.


Registre-se o Projeto de Lei da Loja América, de autoria do maçom Ruy Barbosa, encaminhado ao Grande Oriente Brasileiro, que estabelecia como princípio o combate à escravidão, nos seguintes termos:

“A Loja América apresenta à sábia consideração do Grande Oriente do Vale dos Beneditinos o seguinte projeto, requerendo sua conversão em lei geral e obrigatória para toda a Maçonaria estabelecida no país.

Art. 1º. Sendo verdade inconcussa que a emancipação do elemento servil e a educação popular são hoje duas grandes ideias que agitam o espírito público e de que depende essencialmente o futuro da nação, a Maçonaria brasileira declara-se solenemente a manter e propagar esses dois princípios, não só pelos recursos intelectuais da imprensa, da tribuna e do ensino, como também por todos os meios materiais atinente a apressar a realização dessas ideias entre nós. (...)

O que se tem na memória são fragmentos da história, da história pouco difundida da presença da Maçonaria no movimento abolicionista desde muito cedo, diferentemente da Igreja Católica que somente se fez presente no final do processo, mas, que corrobora com a persistente intenção de desqualificar o trabalho maçônico e a sua participação efetiva em todos os movimentos políticos brasileiros, sempre em defesa da Liberdade.

Bibliografia

  • O Contributo da Maçonaria para a Abolição da Escravatura, Márcio Antônio Silva de Pontes.
  • A Maçonaria e a Abolição, Odálio Botelho.
  • Considerações acerca da participação Maçônica na libertação dos escravos, Carmem Gessilda Burgert Schiavon
Fonte: https://opontodentrocirculo.com/revista-libertas/

sexta-feira, 17 de junho de 2022

CIRCULAÇÃO DO TRONCO DE BENEFICÊNCIA - REAA

Em 17.11.2021 o Respeitável Irmão Romeu Mattar Filho, Loja Bartolomeu Bueno da Silva, 71, REAA, GLEGO (CMSB), Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, formula a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO DA BOLSA

Minha dúvida é a Circulação da Bolsa de Beneficência. Fui indicado para o cargo de Hospitaleiro e me sinto um pouco inseguro.

CONSIDERAÇÕES:

Sob o ponto de vista da originalidade do REAA, a circulação consagrada é a de que o Irmão Hospitaleiro se coloque entre as colunas do Norte e do Sul (sobre o eixo), no extremo do Ocidente com o recipiente aberto e seguro pelas duas mãos junto ao quadril esquerdo. Essa é a postura que deve ser mantida pelo Oficial, estando ele parado ou em deslocamento na Loja.

Qualquer Irmão quando abordado pelo Hospitaleiro durante coleta, sentado, deve depositar o óbolo com a mão direita fechada. O único que deposita em pé é o Hospitaleiro no exercício do seu ofício.

A regra de abordagem tradicional dos seis primeiros cargos é a seguinte: Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes (as Luzes da Loja); Orador e Secretário (demais Dignidades); e o Cobridor Interno (importância pelo Landmark do sigilo). Prosseguindo, os ocupantes das cadeiras de honra se ocupadas, à direita e a esquerda do Venerável Mestre (se elas estiverem previstas no ritual); os demais ocupantes do Oriente; Mestres das Colunas do Sul e do Norte (com cargo e sem cargo – sem distinção), Companheiros e Aprendizes e, por fim, o próprio Hospitaleiro que, geralmente auxiliado pelo Cobridor Interno, deposita o seu óbolo.

Esse é o percurso tradicional dos seis primeiros cargos, cuja sequência nada tem a ver com uma suposta estrela de seis pontas que, de fato nem mesmo existe no REAA. De qualquer modo, sugiro ao Irmão que siga o ritual da sua Obediência em vigor, pois sabemos perfeitamente que podem existir variações nesse trajeto por conta dos inúmeros rituais que já foram impressos, principalmente no Brasil.

Basicamente é isso, lembrando que uma Loja somente pode ser aberta com a presença mínima de sete Mestres Maçons, nesse caso, é obrigatório o preenchimento dos seis primeiros cargos acima mencionados que, somados ao oficial que recolhe a coleta, perfaz o número mínimo obreiros necessários para que uma Loja possa ser aberta REAA.

Vale ainda mencionar que quando se fala em originalidade, menciona-se as fontes primárias que deram corpo ao primeiro ritual para o simbolismo do REAA na França a partir de 1804. Temos assim como fontes principais o “Regulador do Maçom” (1801) do Grande Oriente da França, a exposure relativa aos Antigos Ingleses intitulada “As Três Pancadas (Batidas) Distintas na Porta da Antiga Maçonaria” (1760) e, por fim, as influências da Loja Geral Escocesa que fora criada em outubro de 1804 para elaborar o primeiro ritual. O primeiro composto desse ritual seria editado na França em 1820, 1820 com o título de Guia dos Maçons Escoceses, embora já deturpado e influenciado pela criação das Lojas Capitulares (1814) e pelo Regulador do Rito dos Sete Graus.

Por fim, lembro também que na Moderna Maçonaria tradicional, isto é, naquela sem invenções e enxertos, Aprendizes e Companheiros não ocupam cargos.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MÁXIMAS MAÇÔNICAS

MÁXIMAS MAÇÔNICAS
Ir∴ Marcos Alberto Moreira Menezes (33ºManaus – AM )

01) Adora o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. 

02) Ama o teu próximo como a ti mesmo.

03) Não faças mal a ninguém, mas antes, faze o bem que puderes, pelo amor ao próprio bem, mesmo aos inimigos, se e que aspiras à perfeição; porque não só és responsável pelo mal que fizeres, mas também pelo bem que deixares de fazer.

04) Escuta sempre a voz da tua consciência. Ela é um dos teus juízes.

05) Conhece-te a ti mesmo: corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões. 

06) Nos teus atos mais secretos, sabe que há o olho onividente da providência: ele te vê. Supõe sempre que tens o mundo por testemunha.

07) Estima os bons, alenta os fracos, atende aos maus e não odeies a ninguém.

08) Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos; Louva pouco e censura muito menos ainda; Lembra-te que, para julgar o homem, é necessário sondar-lhe a consciência e esquadrejar-lhe as intenções. ºO julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só ele pode sondar o coração das criaturas.

09) Dize a verdade, pratica a justiça, procede com retidão.

10) Nunca bajules: É uma traição; Se alguém te bajular, toma cuidado, para que não te corrompa.

11) Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.

12) Deixa falar os homens: cada um só dá o que tem.

13) Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro, pois se agires corretamente, nenhuma força te impedirá de chegares ao bom termo.

14) Respeita a mulher, não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desonrá-la.

15) Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.

16) Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com o grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral. 

17) Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflete e trabalha, ocupa-te do bem estar dos seus irmãos e assim contribuirás para o bem coletivo.

18) Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra nem te desagrada; O modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens. 

19) Nunca prometas com a intenção de não cumprir. Ninguém é obrigado a prometer, mas, prometendo, é responsável.

20) A tolerância não vai a ponto de proteger atos imorais.

21) Sê o amparo dos aflitos. Tolera todas as crenças e todos os cultos, mas tens o dever de lutar contra a superstição e a ignorância.

22) Educa, ensina; Esclarece, inspirado pela circunspeção e pela benevolência, aos outros com o teu conselho.

23) Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.

24) Procede de tal maneira que a razão fique sempre ao seu lado.

25) Ama a pátria e a liberdade; Sê bom cidadão, bom esposo, bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo.

26) Com o faminto reparte o teu pão, aos pobres e forasteiros dá hospitalidade.

27) Cumpre o teu dever, aconteça o que acontecer.

28) Trabalha sobre o pedestal da justiça, da verdade. da honra e do progresso.

29) Tem por divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. 

30) Tem fé, esperança e caridade: Fé - como que vê o infinito; Esperança - Como que olha para o céu e Caridade como quem vê o céu e a terra.

31) Não sejas fácil em te encolerizares. A ira é sinal de fraqueza.

32) Faz do teu corpo um tempo, do teu coração um altar, e do teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça. 

33) Sê justo, porque a equidade é o sustentáculo do gênero humano.

Fonte: JBNews - informativo nº 0176 - 19/02/2011

quinta-feira, 16 de junho de 2022

LUGAR DA SAUDAÇÃO AO VENERÁVEL MESTRE

Em 15.11.2021 o Respeitável Irmão Marcus Vinicius Mendes dos Santos, Loja Amor e Luz, REAA, GOB-GO, Oriente de Pires do Rio, Estado de Goiás, apresenta a seguinte questão:

LUGAR DA SAUDAÇÃO

Minha dúvida é: ao entrar no Oriente onde se deve saudar o Venerável Mestre, no degrau abaixo do piso do Oriente (último antes de entrar) e na saída saúda também deste degrau ou ainda dentro do Oriente. Desde já agradeço sua sabedoria.

CONSIDERAÇÕES:

Caro Irmão, conforme menciona o Sistema de Orientação Ritualística do GOB RITUALÍSTICA, Aprendiz, REAA, item 31 a saudação é feita em se tendo como referência a linha da balaustrada, tanto para entrar, como quando sair. Ainda como referência, ingressa-se no Oriente pelo lado do Orador e, dele se sai pelo lado do Secretário.

No ingresso, assim que o protagonista pisar no Oriente, ao lado da balaustrada e em seu nível de chão abaixo do sólio, ocorre a saudação. À saída, ainda no Oriente, no nível de chão abaixo do sólio, imediatamente antes de descer, ao lado da balaustrada, faz a saudação.

O SOR - Sistema de Orientação ritualística - GOB RITUALÍSTICA, www.ritualistitica.gob.org.br é uma ferramenta hospedada na plataforma que orienta e corrige os rituais do GOB e devem ser aplicados sobre os mesmos até que haja nova impressão. Esse dispositivo (o SOR) está amparado pelo Decreto 1784/2019 do Soberano Grão-Mestre Geral que é o guardião dos rituais. Nesse sentido, o SOR é para ser aplicado e está em vigência. Lá existe mais de uma centena de orientações e informações. Confira.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

ANTIGOS DEVERES E NOVAS OBRIGAÇÕES

ANTIGOS DEVERES E NOVAS OBRIGAÇÕES
Ir∴ Antônio do Carmo Ferreira
Grão Mestre do GOI-PE - Or∴ Recife - PE


Tenho alertado nossos irmãos Maçons a respeito dos compromissos para com a comunidade em que nos encontramos por ser aí que residimos ou em face de, em seu âmbito, achar-se instalada a nossa Loja. Em ambos os casos, direta ou indiretamente, o Maçom tem a ver com essa comunidade, como qualquer outro cidadão o tem em iguais circunstâncias, devendo com ela contribuir para melhoria de seus costumes e bem estar de todos que ali habitam. Mais ainda porque é para tornar felizes as pessoas que nós nos entranhamos de Maçonaria. Pelo menos este é o objetivo. E mesmo porque ao se beneficiar o todo, a parte do mesmo termina por usufruir desses benefícios.

Quando, em meus artigos, refiro-me à Maçonaria comunitária, quero tratar deste assunto. Digo que cada Loja deve ter o seu projeto e até pareço exagerar nestas referências.

Entendo que é através desse instrumento que se põe em prática o que foi a prendido durante a formação templária, como também que o projeto estimulará a permanência do Maçom, por muito mais tempo, em atividade na Ordem. Basta constatar que a execução do projeto leva o Maçom a envolver-se com ele, constituindo-se num desafio, seja por sua condição de contribuinte dos meios, seja como dirigente. E nestas condições, decerto, não serão regrados esforços para que a missão tenha pleno êxito.

Quero ressaltar, porém, que o envolvi mento, tal como foi exposto acima, torna-se um fato circunstancial. Enquanto que o caráter de construtor social que se assume ao ser iniciado Maçom adverte-me que este envolvimento deve ser inerente. A construção social é compromisso que o Maçom deve resgatar não por uma obrigação (entendida aqui como um gesto forçado), mas sim por amor à realização do que lhe é devido.


A filantropia que está na definição da Ordem, é o nome deste compromisso, sendo seu exercício parte exotérica da vida do Maçom. Falhar para com ele nem pensar, dado que tal indiferença, todos sabemos, seria desonroso para o Iniciado.

“Amar ao próximo” foi um mandamento que se tornou evidente com o nascimento da civilização cristã e está catalogado entre as virtudes Maçônicas que nos são da das a conhecer desde a passagem pelo “banco das reflexões”, claro que chamando a atenção para o fato de que a prática dessa virtude ilustrará nossos dias, daí em diante e por toda a vida. O apóstolo Paulo, ao escrever aos Coríntios, estabeleceu esta marca que a Maçonaria tomou como mote: “Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo” (I Cor 10, 24).

A mim me parece que já se torna necessário a Ordem repensar seu dicionário no tocante à expressão “amor fraternal”. É o “espírito do tempo” que exige isto. Os Estatutos das Potências estão cansados de repetir que a “Maçonaria é uma Instituição Iniciática, Filantrópica...” Mas já está no momento de ir mais além, explicitando que “filantropia” não é teoria, é prática e, como tal absolutamente necessária, distinguindo-se de “caridade”, a qual, embora contida na filantropia, é de menor hierarquia.

Em nossos dias, fazer caridade é dar uma esmola, isto é, colocar, por exemplo, algum dinheiro na bacia do pedinte postado na cabeceira da ponte, ou servir um prato de sopa na calçada de sua residência a alguém que passa faminto, ou dar um velho e surrado cobertor a quem treme de frio de baixo da marquise, etc. Houve um tempo distante, mais de 2 mil anos, em que a palavra “caridade” era sinônimo perfeito de pleno
“amor ao próximo”, a ponto de ser uma das três virtudes teologais. As duas outras eram Fé e Esperança, mas elas ambas subalternas à caridade (I Cor 13, 13).

Filantropia, nos tempos de hoje, ocupa um espaço mais amplo. É um estágio mais evoluído dessa caridade. Esse gesto de dar esmola, e não são poucos que entendem as sim, contribui para corromper os costumes Já a filantropia não. É a contribuição não somente destinada a atender a carências imediatas, mas também e sobretudo o caminho para fomentar a melhoria das condições de sobrevivência seja de uma
organização, se ja de uma coletividade. É uma contribuição para o progresso, o qual também se inclui na definição da Ordem: Iniciática, Filantrópica, Progressista ... daí ser preciso e urgente reformar nosso dicionário!

O projeto de filantropia é uma proposta da Loja. Não deve ser uma imposição do Venerável nem de qualquer obreiro isolado.

Pois, por seu significado e destinação, é um instrumento consensual. Todos os membros da Loja deverão estar engajados. Será uma imensa Oficina. Tanto que se me proponho a realmente ser um Construtor Social, tenho que me debruçar sobre esta nobre missão, conhecendo minha comunidade e suas carências, interpretando os seus sonhos, avaliando suas possibilidades, estabelecendo prioridades, colaborando,
enfim, com a pavimentação de seus grandes caminhos.

Se o quadro da Loja é de poucos obreiros, juntem-se várias Lojas. Se já existe um projeto vitorioso, procuremos nos associar à iniciativa. Que a Loja não seja o limite, mas a vertente. Não esquecer que antes como agora a Ordem é construir. Que à responsabilidade individual sobreponha-se o compromisso coletivo da Oficina, como o “Orvalho do Hermon” da Maçonaria comunitária do mundo atual.

Fonte: Fonte: omalhete.blogspot.com

quarta-feira, 15 de junho de 2022

LUGAR DO 2º DIÁCONO EM LOJA NO REAA

Em 10.11.2021 o Respeitável Irmão Jocely Xavier Araújo, Loja Herbert Jurk, 2.818, REAA, GOB-SC, Oriente de Timbó, Estado de Santa Cataria, solicita esclarecimentos.

LUGAR DO SEGUNDO DIÁCONO

Mais uma vez, venho incomodá-lo, desde já desculpe. REAA. Qual o local correto do segundo Diácono? Ritual 1º GRAU, Página 46 - VEN∴ Ir∴ 2º. Diác∴, qual é o vosso lugar em Loja? 2º Diác∴ - À direita do Ir∴ 1º Vig∴

Esse à direita do 1º Vig∴ significa a sua cadeira está realmente à direita da mesa do Ir∴ 1º Vig∴ encostada na parede, ou à direita do Ir∴ 1º Vig∴, mas um pouco à frente deste isso é aproximadamente na metade da mesa?

COMENTÁRIOS:

Na realidade, no REAA, o 1º Vigilante não fica de fato “encostado” na parede ocidental, mas um pouco afastado dela, isto é, mais ou menos de 1,00m a 1,20m da parede.

Contudo sabemos perfeitamente que às vezes o mobiliário da Loja precisa se adequar ao tamanho do espaço. Assim, num caso desses, o “à direita do Irmão 1º Vigilante” não carece ser simétrico, mas pelo seu lado direito um pouco mais à frente.

Agora quando o espaço for suficiente e o Vigilante não precise ficar encostado na parede ocidental, aí o “à direita” deve ficar simétrico, ou quase simétrico, ao conjunto mobiliário do 1º Vigilante, ou seja, de fato à direita.

Via de regra, tudo depende do espaço, adequando-se conforme a necessidade. Agora em ambientes espaçosos, o 2º Diácono deve ocupar lugar à direita e simétrico ao 1º Vigilante (como se apresenta na página 22 do ritual de Aprendiz em vigência, item 1.3.2 – Planta do Templo), ambos na Coluna do Norte.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

KADOSCH

1º - Palavra hebraica significando "santo, purificado, consagrado". É o nome de um anjo, mas, principalmente, o de um grau maçônico.

2º - No REAA, segundo as Potências, o grau relembra as perseguições de que foram objeto os Cavaleiros Templários por Felipe o Belo e o Papa Clemente V.

3º - Composto de um corpo de doutrinas progressistas em que se propagam os pontos fundamentais maçônicos da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, com um caráter eminentemente filosófico e instrutivo.

4º - Existem vários graus de Kadosch. Oliver enumera cinco e os rituais franceses se referem a sete; mas, em todos eles, a doutrina e os modos de reconhecimento são substancialmente os mesmos.

5º - Na maçonaria designa ora um grau ora um sistema e implica ou deveria implicar conhecimento de profundos e misteriosos ensinos maçônicos.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

PEDRA BRUTA

PEDRA BRUTA
Afonso Estebanez

Eu pedra bruta do tempo
que me passou esquecido
no inventário do momento
de viver de eu ter morrido
percorro o longo decurso
de todo o tempo perdido.

Eu profetas de gomorras
ruir de torres tombadas
sodomas de meus sentidos
de extintas almas salgadas
artesão de antigos sonhos
de mãos rudes algemadas.

Eu perdido se me encontro
sensível ao que não sente
descaminho de um futuro
de algum passado presente
vou pedra fingindo a carne
e sangue fingindo a gente.

Eu castelos de crepúsculos
naus sombrias sobre vagas
eu mortalha dos moluscos
de esperanças naufragadas
faz-se em mar a minha vida
das marés que são choradas.

Eu templo de deuses mortos
becos tortos sem calçadas
vendo o mundo das janelas
que o amor deixou fechadas
sou um elo entre essas vidas
que se atraem separadas.

Hoje sou pastor de rios
sentinela das colinas
mirante das fortalezas
nas ameias das neblinas…
É por mim que à noite
os ventos vêm chorar
sobre as ruínas.

Fonte: rimad.net