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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

PRINCÍPIO FILOSÓFICO NA MAÇONARIA

Ir∴ José Geraldo de Lucena Soares

A Instituição Maçônica desde sua fase de nascimento passou a cultivar a Filosofia, pois sem essa medida não poderia mesmo, com o passar dos tempos, progredir, especialmente no início do Século XVIII quando se instalou o Departamento Especulativo, época da Franco-Maçonaria.

Naquela fase todos os ramos do conhecimento humano tiveram grande expansão e a Filosofia dos clássicos gregos (Sócrates, Platão e Aristóteles ) serviu de modelo principal para o rumo intelectual não só da Fraternidade, mas consolidar todo acervo cultural que já vinha se desenvolvendo desde a Antiguidade.

Sócrates marcou sua doutrina com o “Conhece-te a ti mesmo” para que gere sua felicidade com correção de suas falhas e harmonia na comunidade. Com esse autoconhecimento o Ser Humano irá refletir e será capaz de chegar ao ideal divino. Platão com o estudo das Ideias servindo para construção de uma sociedade justa e pacífica e Aristóteles com a criação da Lógica, cujos fundamentos ainda hoje são incontroversos.

Mas outros Sistemas Filosóficos também foram recepcionados pela Fraternidade Maçônica.

O ceticismo que elege a dúvida como resultado na investigação da verdade; o cinismo, criado por Antístenes, apregoando que os valores da vida deveriam amoldar-se à natureza e não somente as regras da sociedade; o estoicismo, proclamava uma blindagem no homem para torná-lo forte a suportar e revolver as dificuldades vividas com firmeza e pureza de caráter; o epicurismo, buscando o prazer pelo exercício da virtude e a escolástica, pensamento cristão medieval que enaltecia a Razão em consonância com a Fé.

Na Era Moderna adotou-se também o racionalismo que realça o pensamento na razão e a lógica aristotélica como instrumentos para cognição e descoberta da verdade. Só com estes elementos a inteligência humana é capaz de produzir um resultado correto da realidade. O empirismo doutrinando que todo conhecimento emana da experiência que se adquire com a vivência ao longo do tempo, surgindo daí o subjetivismo; o iluminismo do Século XVIII caracterizado pela concentração científica e da racionalidade com rejeição dos modelos políticos e religiosos daquela época; o liberalismo, preconizando a defesa da liberdade individual sobre questões econômicas, políticas, religiosas e intelectuais da intromissão indevida do poder público; o positivismo de Augusto Comte (Século XIX) que entende a predominância das ciências experimentais na investigação da verdade, como modelo, afastados conceitos ou versões metafísicas e teológicas dos temas estudados; Bentham e Stuart Mill (Século XIX) desenvolveram a teoria do utilitarismo, segunda a qual, as boas ações e regras de conduta conduziam a um prazer de utilidade para o seu próprio autor e, por via de regra, para toda comunidade e o pragmatismo, doutrinado por Charles Sanders Peirce (1839-1914), que somente a aplicação de conceitos e princípios na vida real levaria ao êxito do empreendimento, pois seria a prova concreta dessas idéias de conceitos e princípios postas em prática.

Outros ramos da filosofia são também aceitos, em maior ou menor extensão, dependendo da matéria em debate e a preferência do obreiro.

Entretanto, o maior destaque estudado na Ordem é a Filosofia Hermética (O Caibalion) atribuida a Hermes Trimegistro, o “Três Vezes Grande”.

Segundo essa teoria, “o Hermetismo acabou derivando da alquimia, que buscava transmutar chumbo em ouro. No entanto, o sentido do hermetismo é mais profundo. Trata-se de transformar tudo o que é grosseiro em algo sutil. Assim, seu significado maior é transformar não os metais, mas os homens… O primeiro princípio hermético descrito no “O Cabalion” é o do mentalismo: “tudo é mente”. De acordo com esse princípio, todo o mundo fenomenal é simplesmente uma criação mental do Todo “- (por Cláudio Blanc – Revista “Vida & Religião” – Ano 1 – Número 1 – Ed.On Line – págs. 29/31).

Ainda seguindo a explanação desse especialista Cláudio Blanc, a Filosofia Hermética reuniu sete fundamentos ou princípios sendo o primeiro o já enunciado “Mentalismo” e o segundo o da Correspondência, consistente na linguagem de alquimia – “o que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima.”, significando que tudo se origina da mesma fonte que em última análise, no meu entender, é a própria Natureza, podendo ser interpretado como o G∴A∴D∴U∴

O terceiro fundamento da Filosofia Hermética é o da Movimentação exprimindo a idéia que tudo está em movimento ou vibração; nada se encontra inerte ou parado. Tudo que imaginamos abrangendo o corpo físico e o espírito é o resultado de vibrações ou movimentos diferenciados; o quarto princípio refere-se à duplicidade das coisas com polos distintos e opostos. Os opostos se diferenciam apenas em escalas ou graus e os extremos se tocam. Este quarto princípio tomou o nome de Polaridade. O quinto fundamento é o do Ritmo: tudo o que sobe, desce; tudo o que entra sai; o ritmo é o elemento de compensação para justificar essas movimentações.

A Causa e Efeito marcam o sexto princípio hermético. Nada acontece por acaso e no mundo espiritual existe a máxima de que “colhe-se o que se planta”. Se a plantação é de Bondade, a colheita é, obviamente, de Bondade. Se o plantio é de Maldade, colher-se-á Maldade.

Finalmente, o sétimo fundamento refere-se ao Gênero.

“Ele atesta que o gênero não é característica apenas do plano físico, mas se manifesta também nos planos mental e espiritual. “Todas as coisas machos têm também o elemento feminino; todas as coisas fêmeas têm o elemento masculino”, afirma O CABALION. “Somados aprofundados os princípios herméticos permitiram ao estudante de ocultismo transmutar a mente: a razão da nossa evolução”. (autor e obra já citadas).

Este modesto trabalho é o terceiro de uma pretendida série sobre o primeiro artigo da Constituição do Grande Oriente do Brasil de 17 de março de 2007, E∴V∴, mas com vigência a partir de 25 de junho de 2007, E∴V.’., conforme Decreto número 0879 de 25 de junho de 2007, E∴V∴ emitido pelo Grão-Mestrado Geral do Brasil – Brasília – DF.

Fonte: http://redecolmeia.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

PEDRA CÚBICA - PRIMEIRO TRABALHO DO COMPANHEIRO

Em 02.03.2022 o Irmão Bruno Victor Santos, Companheiro Maçom da Loja José de Souza Marque, 2098, REAA, GOB-RJ, Oriente e Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

PRIMEIRO TRABALHO DO COMPANHEIRO

Na minha cerimônia de Elevação, houve o levantamento de uma dúvida:

Quando fui conduzido pelo Irmão 1º Experto para trabalhar a pedra polida, me deram o malho e o cinzel.

Alguns irmãos questionaram o uso do cinzel, já que a pedra está polida. Não obtivemos êxito em encontrar alguma referência no ritual.

Busco aqui, instrução e esclarecimentos de vossa parte para enriquecer meus estudos.

CONSIDERAÇÕES:

Essas orientações se encontram na página oficial do GOB, plataforma GOB RITUALÍSTICA – SOR - Sistema de Orientação Ritualística. Destaco que o SOR, amparado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral, é para aplicação imediata sobre os rituais do GOB.

No tocante à sua questão propriamente dita, o trabalho do Companheiro sobre a Pedra Cúbica é apenas como o Maço, isto é, sem o Cinzel. 

Como obreiro simbolicamente mais evoluído, o Companheiro sabe controlar a sua força no assentamento das pedras durante a elevação das paredes. 

Com discernimento ele ajusta o assentamento golpeando apropriadamente o Maço sobre a Pedra desbastada e esquadrejada o necessário para não a esfacelar.

Significa a força controlada. Note que o trabalho do Companheiro é sobre a Pedra Cúbica, isto é, desbastada e livre de arestas para servir como elemento construtivo no erguimento das paredes.

Sob o aspecto iniciático representa a evolução do obreiro.

T.F.A.

PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com

Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS


MAÇONARIA NA SUPERINTERESSANTE

Em um salão, senhores conversam sobre atualidades e amenidades. A noite termina com um jantar descontraído, alguns até acompanham a novela de relance. Normal, não fossem os chapéus e aventais com símbolos milenares, as colunas gregas e as imagens de sóis e luas. Mas, além das roupas e da decoração esquisitas, há uma diferença mais importante. Todos têm compromisso de ajudar uns aos outros, e vários têm como: são empresários, advogados, formadores de opinião. Por falar em opinião, tudo que é debatido ali fica entre aquelas quatro paredes - sem janelas, como toda Loja maçônica.

A Maçonaria pode não ter mais a influência de quando liderava revoluções e fundava países, mas continua atiçando a imaginação. Sabe-se que para entrar no clube é preciso ser homem e acreditar em algum deus, e pouco mais que isso. O maior best seller de 2009, O Símbolo Perdido, de Dan Brown, joga com essa curiosidade, decifrando quebra-cabeças maçons espalhados por Washington.

Conforme esperado, a 3ª aventura de Robert Langdon (herói dos romances Anjos & Demônios e O Código Da Vinci) obteve ótimas vendas e péssimas resenhas. Mas há uma crítica nova: dessa vez, Brown é acusado de não revelar tudo o que sabe. Uma colunista do New York Times insinuou que o autor teria sido silenciado pela sociedade secreta. Será que a Maçonaria tem poder para amedrontar o maior vendedor de livros do mundo? E que mistérios ela teria para revelar?

A aura de mistério acompanha os maçons desde a sua origem. Origem, aliás, que vem sendo criativamente recuada: alguns maçons incluem entre seus antecessores guerreiros das cruzadas, arquitetos do templo do rei Salomão e até os egípcios responsáveis pelas pirâmides (importantíssimas em O Símbolo Perdido). Realmente, os maçons surgiram em canteiros de obras, mas já no fim da Idade Média, na Inglaterra. Daí o nome deles: mason - se diz "mêisson" - era o termo para pedreiro em inglês.

Mas os pedreiros da época equivaliam a arquitetos, engenheiros, empreiteiros. Para não perderem a hegemonia na construção civil, militar e religiosa, eles mantinham em segredo os macetes da profissão, passados só aos aprendizes mais confiáveis e em ocasiões especiais. Com o tempo, essas aulas viraram fóruns, atraíram gente de fora e foram transferidas para locais chamados lodges (em português, "Lojas"). Em 1717, 4 unidades se unificaram na Grande Loja de Londres. Surgia, oficialmente, a Maçonaria.

Estados Maçons da América

Assim como muitos europeus, foi emigrando para a América que a Maçonaria atingir o seu potencial. Na verdade, o grande "segredo" revelado no best seller de Dan Brown é consenso entre historiadores: em nenhum país a Maçonaria foi tão importante quanto nos EUA.

Para começo de conversa, os maiores acontecimentos que marcaram a independência do país foram decididos em Lojas maçônicas. Em 1773, não foi de improviso que comerciantes jogaram caixas e caixas de chá no mar, em protesto contra impostos extorsivos dos ingleses. A "festa do chá" de Boston foi um evento organizado por irmãos.

Nove dos 55 homens que assinaram a Declaração de Independência vinham da Maçonaria, assim como um terço dos 39 que aprovaram a Constituição. Benjamin Franklin era maçom convicto, e George Washington, grão-mestre da Loja Alexandria, teria aparecido de avental cerimonial no lançamento da pedra fundamental da nova cidade.

Por falar em capital, a cidade de Washington é cheia de referências à Maçonaria. Algumas são forçadas: encontram-se compassos e estrelas no traçado das ruas de qualquer cidade - como é esclarecido já no 6º dos 133 capítulos de O Símbolo Perdido. Outras são explícitas: o tema "George Washington foi maçom" inspirou pinturas e esculturas, marcando presença nas portas do Senado e no teto do Capitólio. Além disso, como Robert Langdon confere ao longo de 12 horas movimentadas, a cidade tem pelo menos 17 edifícios com arquitetura típica da ordem - uma mistura de estilo grego e romano, sempre acompanhada de esquadros, compassos e letras G (de God, "Deus" em inglês). Entre eles, a agora célebre Casa do Templo (no original, House of the Temple), sede americana do Rito Escocês Maçônico, cenário do prólogo e do clímax do livro.

Após o sucesso da independência americana, em 1776, a Maçonaria passou a ditar o passo das mudanças do planeta. Ser maçom no final do século 18 e no começo do 19 era muito cool: um clube que reunia as mentes mais inquietas e influentes.

Trazendo liberdade, igualdade e fraternidade no DNA, claro que a Maçonaria estava na Revolução Francesa, em 1789. Os principais líderes, Danton e Robespierre, não eram da ordem, mas a Marselhesa foi composta na Loja de Marselha. Em 1810, a Maçonaria inspirou a criação da Carbonária, sociedade secreta que buscaria a independência da Itália. Três futuros libertadores da América, o chileno Bernardo O’Higgins, o venezuelano Simón Bolívar e o argentino José de San Martín, frequentavam a mesma Loja em Londres, uma convivência que mudou um continente. "A Maçonaria participou da independência de todos os países da América do Sul", diz Andrew Prescott, diretor de estudos da Maçonaria da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.

O que inclui o Império Brasileiro, do início ao fim (ver quadro Pais do Brasil, na página 69). Em 1822, nossa independência de Portugal foi proclamada por um grão-mestre, dom Pedro 1º. E a Proclamação da República, em 1899, foi feita por outro, o marechal Deodoro da Fonseca. E os maçons continuaram atuantes durante a nossa República Velha, chegando inclusive à Presidência, com Nilo Peçanha e, na sequência, Hermes da Fonseca.

Mundialmente, a ordem viveu uma crise a partir da década de 1930, quando seus membros mais à direita (fascistas) e à esquerda (comunistas) não vestiam mais o mesmo avental. Aliás, os maçons também estão entre as vítimas do Holocausto - entre 80 mil e 200 mil irmãos morreram em campos nazistas.

Nos anos 50, a ordem chegou a ter uma filiação recorde nos EUA - até Fred e Barney, dos Flintstones, frequentavam uma paródia da Maçonaria, o Clube dos Búfalos D’Água. Mas, a geração seguinte, dos babyboomers, não se interessou - as revoluções passaram longe das Lojas. "Mas, mesmo onde não voltou a ter a influência de antes, a Maçonaria nunca ficou irrelevante", diz o historiador alemão Jan Snoek, que pesquisa o tema na Universidade de Heidelberg.

Prática da conspiração

A lista de maçons poderosos ainda é grande. Entre os 6 milhões de membros no mundo estão o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o príncipe Philip, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, e até Al Gore, vice-presidente de Bill Clinton - um quase maçom, como você vê na página ao lado. O fato de haver nos EUA muitos políticos e juízes membros da Maçonaria é explorado em O Símbolo Perdido: o vilão do livro ameaça colocar na internet um vídeo que flagra a elite de Washington em rituais maçônicos - se não abalasse os pilares da democracia, com certeza bombava no YouTube.

É inegável que a Maçonaria ainda possui membros influentes - o que não significa que ela ainda exerça influência. Um exemplo prático vem do Reino Unido, onde, a partir de 1997 todos os maçons trabalhando no sistema judiciário foram obrigados a declarar que eram membros da ordem. O argumento era de que a lealdade dos irmãos à irmandade poderia distorcer seu trabalho, e o público tinha direito de saber quem era maçom, para poder acompanhar sua conduta a partir desse fato. Em 12 anos, "nenhuma impropriedade ou má prática foi verificada por parte dos juízes pelo fato de eles serem maçons", declarou o secretário de Justiça inglês, Jack Straw, ele mesmo um apoiador da lei, que derrubou em 5 de novembro deste ano.

E quanto à Nova Ordem Mundial? Para quem não está por dentro dessa teoria da conspiração, seria um governo único, que comandaria todo planeta e que estaria sendo planejado por maçons - ou pelos illuminati, ou pelos cavaleiros templários, pelo 4º Reich, enfim. Não há informações sobre os últimos 3 grupos, até porque não consta que eles existam. Isso é impedido pela própria forma como a Maçonaria é organizada: as Lojas maçônicas são independentes, abrigam irmãos com pontos de vista muito diferentes e não têm de onde tirar uma ação global coordenada. Ainda mais secreta.

Na verdade, a grande mudança que espera quem entra na Maçonaria não é no mundo, mas na própria vida.

Maçom 24 horas

Tudo indica que uma ditadura mundial não está nos planos, mas não se engane: todo maçom tem uma agenda. Se não secreta, certamente lotada. Mas, para a maioria dos membros, compensatória.

As regras começam já na candidatura - geralmente posterior a um convite de um maçom. Não basta ter fé em um deus e cromossomo XY: é preciso ser maior de idade, ter endereço fixo e renda própria e declarar seus motivos para fazer parte da ordem (dica: "Li sobre vocês na SUPER e quis ver qual era" não vai levar longe). Se for casado, a patroa precisa estar de acordo. Se for homossexual, de acordo com as regras, não entra.

Os maçons também pesquisam os amigos, o emprego e a vida financeira e policial do irmão em potencial. Depois de investigado por 6 meses a 1 ano, o nome é avaliado por toda a Loja - e precisa ser aprovado por unanimidade. Aí basta participar da iniciação e prometer não revelar o que escutar - o tal pacto de silêncio da irmandade.

O iniciante é reavaliado com frequência, e tem a obrigação de participar de uma reunião semanal, que ocupa uma noite inteira em dia útil. Para faltar, só por causa de trabalho ou de estudo, vai ser necessário pedir autorização.

Além disso, as Lojas maçônicas da mesma cidade se visitam, e é aconselhável participar de alguns desses momentos de intercâmbio. Isso para não falar de viagens mais longas, no caso de visitas a maçons de outros estados. E, a cada 3 anos, é preciso se envolver na votação para grão-mestre, coordenada por um Tribunal Eleitoral Maçônico.

Tem mais: cada Loja cobra uma mensalidade que, em São Paulo, gira em torno R$ 150. Motivo: toda Loja tem um fundo de amparo que cobre despesas inesperadas de irmãos. O fundo também funciona como uma previdência paralela: viúvas de maçons recebem pensão mensal.

Nos fins de semana, os maçons ainda fazem trabalho voluntário nas instituições mantidas pela ordem - na maioria dos casos, creches e hospitais. Esse é o momento em que levar a esposa e os filhos não só é possível como recomendável. "Chamamos as esposas dos irmãos maçons de cunhadas e os filhos de sobrinhos", diz o aposentado baiano Paulo Borges, maçom em Salvador há 15 anos. É comum que um irmão em dificuldade seja socorrido a qualquer hora por outros maçons. Ótimo quando é você quem precisa, mas significa que o celular precisa estar ligado o tempo todo.

Clube de vantagens

Os irmãos garantem que dá um gás na autoestima: sentem-se parte de um clube exclusivíssimo, que seleciona seus membros com rigor. "A sensação de ser aceito depois de meses de investigação é muito boa. E a cerimônia de iniciação é um dos momentos mais gratificantes e emocionantes da vida de um maçom", afirma o empresário Adriano Aparecido Moraes, maçom há 19 anos, de Sorocaba. A Loja aparentemente até transforma o comportamento: "Eu era muito temperamental, agressivo. Com a Maçonaria, mudei", diz o baiano Paulo Borges.

Bonito, bonito. Mas, além das recompensas psicológicas, há critérios mais palpáveis. "Não fosse a Maçonaria, a gente não teria acesso a diretor da Polícia Federal, a funcionário público do alto escalão, a empresários que são possíveis clientes", diz Adriano. "Não é privilégio, porque o maçom deve corresponder às expectativas profissionais. Mas ajuda bastante, cria oportunidades."

Um maçom do Rio de Janeiro, que prefere se manter anônimo, afirma: "Se o maçom é vendedor e o comprador da empresa é irmão, ele vai ser atendido mais rápido. Conheço filhos de maçons que, graças aos contatos do pai, conseguiram estágios em empresas com irmãos na diretoria". E conclui: "Claro, o talento é o que consolida profissionalmente, mas a Maçonaria abre portas em todos os lugares".

Em uma grande metrópole, onde as relações de poder são mais diluídas, as amizades da Loja talvez não façam tanta diferença. Mas imagine o impacto desses contatos em uma cidade pequena, em que o delegado, o prefeito, o dono do jornal e o do supermercado são maçons. Na verdade, não precisa nem imaginar: em São Vicente, praia no litoral paulista ao lado de Santos, o ex-prefeito Márcio França disponibilizou um assessor maçom para atender as demandas da ordem. França hoje é deputado federal e líder do "bloquinho" (formado por PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB).

A influência também se dá em outras esferas do Estado. Funcionários e pessoas ligadas à Petrobras se reúnem por todo o país em Lojas maçônicas chamadas Monteiro Lobato - que não era maçom, mas disse que "o petróleo é nosso". Dizem que há dinheiro da empresa nisso, mas a Petrobras não confirma o envolvimento com os "irmãos monterianos", que fazem debates e ações junto a políticos em defesa do patrimônio nacional.

Independentemente da ambição dentro da estrutura da Maçonaria, é preciso manter a linha. Barracos, bebedeiras, adultério e prisões são inaceitáveis. "Temos o objetivo de fazer homens bons ser ainda melhores e levamos essa meta muito a sério", diz o maçom paulistano Fábio Amauchi, engenheiro de 37 anos. É esse conceito de "homens bons" que explica a recusa de gays, por exemplo. "Não se pode dizer que esse seja um bom costume", diz Fábio.

Secretos não, discretos

"Os maçons já foram secretos. Ao longo do século 20, passaram a se definir como discretos. Hoje, caminham para se tornar uma sociedade civil aberta", diz o ex-maçom britânico Martin Short, autor de Inside the Brotherhood, que critica a ordem.

No entanto, a abertura da sociedade secreta mais conhecida do mundo incomoda alguns irmãos, que vêem a proliferação de sites, jornais e revistas como um afastamento das origens. De fato, hoje já é possível se candidatar a maçom por e-mail (apesar de que um convite pessoal é, de longe, a forma mais garantida de entrar). Em seu site, a Grande Loja Maçônica do Espírito Santo mantém uma Rádio Cultura Maçônica. E a página do Grande Oriente do Brasil, seção Rio de Janeiro, oferece um tour virtual pelo Palácio Maçônico do Lavradio.

"Não existem mais segredos na Maçonaria. Eles vêm sendo revelados lentamente", diz o historiador britânico W. Kirk MacNulty, maçom há 4 décadas. "Se existe algum segredo, ele é individual, intransferível - é a experiência dos rituais maçônicos. Como explicar o gosto de uma laranja para quem nunca a comeu?", diz o pesquisador alemão Snoek.Por outro lado, se faltam mistérios, sobram boatos.

Que tal uma bancada maçônica? Um grão-mestre garante que, nas últimas eleições para prefeitos e vereadores, a Maçonaria no estado de São Paulo fez campanha interna para que maçons votassem e apoiassem candidatos maçons. Segundo ele, deu certo: a Maçonaria teria emplacado 13 prefeitos e 54 vereadores - ele só não diz quem e onde. Pretendem fazer o mesmo com deputados em 2010.

E esta é internacional: em Israel, a Grande Loja de Tel-Aviv é um espaço de encontro de cristãos, judeus e muçulmanos. Apesar de a Maçonaria ser contra discussões políticas nos templos, todos ali estão dispostos a encontrar soluções para os problemas milenares da região. "Só em um local fechado e completamente sigiloso esse tipo de reunião improvável pode acontecer regularmente", afirma o historiador alemão Jan Snoek, que pesquisa o tema na Universidade de Heidelberg. Ou seja: se qualquer plano de paz surgir daqui para a frente para resolver a questão entre israelenses e palestinos, é possível que haja o dedo da Maçonaria.

E o que os maçons acham de toda a curiosidade em torno da ordem? Em conversas privadas, reclamam muito dos livros, filmes e sites que prometem revelar seus segredos - de reportagens como esta também. Argumentam que o tratamento é injusto e exagera aspectos menos importantes. Nesse caso, a postura oficial é não se manifestar publicamente.

Mas há uma corrente do "falem mal, mas falem de mim", da qual faz parte Christopher Hodapp, um americano ex-mestre maçom e autor de livros sobre Maçonaria, grato ao que Dan Brown e outros fizeram pela ordem. "Tínhamos dificuldades para atrair novos membros. Assim, o interesse é renovado", diz. "De certa forma, a divulgação até ajuda, porque cria um fascínio que atrai muita gente para a ordem", diz Adriano Moraes. "Enquanto o mundo externo se preocupa excessivamente com detalhes pouco importantes, os verdadeiros mistérios estão bem guardados."

(Revista Superinteressante, dezembro de 2009)

Fonte: https://liberdadeeamorcassia.mvu.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

BALANDRAU

(republicação)
Em 03/10/2017 o Respeitável Irmão Leonardo Pavani, Loja Perseverança e Fidelidade, 2.968, REAA, GOB-SC, Oriente de Araranguá, Estado de Santa Catarina, formula a seguinte questão:

BALANDRAU

Meu Irmão, vou recorrer novamente ao seu brilhante conhecimento em relação ao uso do balandrau.

Vejamos, conforme RGF Art. 110, onde diz: "Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito, com gravata na cor por ele estabelecida, terno preto ou azul marinho, camisa branca, sapatos e meias pretas, podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos”.

§ 1º - Nas demais sessões, se o rito permitir, admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnia estampado.

Isso gerou um debate em nossa oficina, de fato o balandrau é permitido durante as sessões? Ou, o maçom deve usa-lo somente em casos esporádicos?

O que o Irmão entende sobre isso?

CONSIDERAÇÕES:

Sem muitas delongas e nem outros exercícios de interpretação, eu entendo que o balandrau é, no caso do REAA⸫ perfeitamente permitido, exceto nas Sessões Magnas. Obviamente que ela deve ser uma veste talar (vai até os talões) e deve ser de cor negra sem estampas.

No REAA⸫ o uso do balandrau negro está previsto no respectivo ritual.

Segue um dos comentários que já fiz a respeito do balandrau e que foi publicado no Blog do Pedro Juk:

A questão do uso do balandrau na Maçonaria tem causado, em não raras vezes, muitas discussões, sobretudo no que diz respeito à regularidade do seu uso.

O balandrau menciona, dentre outros, ser uma antiga vestimenta de capuz e mangas largas, abotoado na frente às vezes usados por membros de confrarias e geralmente por comunidades religiosas. 

Na Moderna Maçonaria, provavelmente por influência das antigas Associações Monásticas medievais (uma das ancestrais da Ordem), ele tem tido o seu uso permitido em alguns ritos maçônicos, geralmente nas sessões econômicas (ordinárias), porém como veste talar (até os tornozelos) e de cor negra. 

Segundo Steinbrenner in História da Maçonaria, amplamente mencionado por José Castellani em algumas de suas obras, o balandrau teve origem entre construtores à época do Imperador romano Numa Pompílio (século VI a. C.) [1] e os Collegia Fabrorum, cujos componentes eram os Collegiati e formavam a primeira associação de ofício organizada que se tem notícia e que acompanhavam as legiões de soldados romanos pela Europa com a finalidade de reconstruir o que fosse destruído nos conflitos deflagrados pelas conquistas de novas regiões. 

No intuito de diferenciar os construtores dos legionários, os Collegiati usavam uma túnica escura, o que seria também adotado mais tarde pelas Associações Monásticas, Confrarias Leigas e por fim pelas Associações de Ofício operativas dos francos-maçons medievais, as quais tinham como característica particular a liberdade concebida pela Igreja para viajar de um lugar para o outro. Durante esses deslocamentos, os construtores tinham o hábito de se vestir com um balandrau negro, geralmente na época com capuz. 

Como a Moderna Maçonaria é herdeira dessas confrarias medievais, o costume do uso do balandrau é nela perfeitamente justificado, a despeito de que ele não seja permitido em determinadas ocasiões da atualidade, a exemplo das sessões denominadas “magnas” onde nelas se exige geralmente o uso do terno preto ou escuro.

De fato, alguns ritos maçônicos a exemplo do York e do Schröder têm o hábito conservacionista de não permitir o uso do balandrau, salvo em casos excepcionais e relativos a visitantes que não pertençam a esses ritos.

Comentários à parte é discutível a obrigatoriedade do uso de trajes como o terno preto (paletó, calça e colete), ou a parelha preta (paletó e calça) acompanhados de camisa branca e gravata preta na Maçonaria, até porque isso tem mesmo é uma forte dose de influência clerical – o traje como sinal de respeito - do que um pretenso simbolismo que possa envolver uma vestimenta.

Há que se levar em conta também, que o traje masculino vem sofrendo variações através dos tempos e de acordo com os costumes dos povos, assim é temerário se querer estereotipar um traje único para a Maçonaria.

As roupas do século XVIII, época em que floresceu a Moderna Maçonaria, eram bem diferentes das atuais, além do que muitos povos usam ainda suas roupas típicas; os militares maçons, não raras vezes nas sessões das Lojas, usam os seus uniformes. Então nos parece um pouco contraditório que se estabeleça um traje padrão universal para a Maçonaria com base apenas na cultura ocidental contemporânea como é o caso do terno preto (no Brasil era o antigo traje de missa).

No que diz respeito ao verdadeiro traje maçônico e sua universalidade, indiscutivelmente ele é o avental, já que é regra indispensável seu uso pelos maçons nas sessões maçônicas, a despeito, obviamente, de que por baixo do avental o maçom esteja trajando roupa decente e apropriada para a sessão, coisa que, sem qualquer dúvida, o balandrau supre perfeitamente esse objetivo. Nesse sentido, afirmar que o balandrau não é trate maçônico parece ser irrelevante já que o verdadeiro traje maçônico é o avental e que, por debaixo dele, o balandrau, desde que preto e talar, poderia perfeitamente ser vestido.

Destaque-se que a adoção do uso do balandrau nas sessões maçônicas, em muitos países, é até mesmo desconhecida, ou raramente é mencionado, já que cada país geralmente adota o traje que lhe é tradicional por uso e costume ou mesmo que se adeque ao conforto relativo às condições de temperatura. Em muitos países que costumeiramente a temperatura é elevada os maçons se reúnem trajando camisas de mangas curtas. Os árabes, por exemplo, usam albornozes e na Escócia é comum o uso do kilt (saia escocesa). Já os ingleses costumeiramente usam ternos pretos, etc. Obviamente que sobre a vestidura, em Loja o maçom estará sempre vestindo o seu avental.

Apenas a título de ilustração, me recordo que quando das minhas andanças maçônicas pelo Brasil, me deparei com inúmeras fotografias antigas relativas aos obreiros e suas respectivas Lojas. Eu sempre chamei atenção nessas oportunidades para uma particularidade que envolvia o traje usado pelos Irmãos do passado, além do avental. A grande quantidade dessas fotos trazia irmãos trajados para as sessões sem estarem necessariamente usando terno preto e nem balandrau, mais sim paletós, pulôveres, calças e camisas de diversos matizes, o que mostra que um traje específico não era regra na Maçonaria brasileira, salvo o uso do avental.

No Brasil, o terno preto é oriundo de costume clerical e muito conhecido como o traje de missa. Essa tendência inclusive viria influenciar muitos dos costumes maçônicos brasileiros ao ponto de atualmente algumas Obediências o adotarem como uso obrigatório. (Pedro Juk – publicado em junho/2017).

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

JERUSALÉM

1º - Palavra que se escreve, em grego, Hierosolyma e que, na sua forma hebraica, Yarasalém ou Yarahsalém, significa "morada da paz", da raiz yara, ou "visão da paz", se a raiz for yarah. Situada a 33 milhas do Mediterrâneo.

2º - Supõe-se que foi Salém, mencionada nas Escrituras, cidade sobre a qual reinava Melquisedeque. Antes de Daví, chamava-se, porém, Jebus, tendo sido conquistada por este rei aos jebusitas e fortificada. No reinado de Salomão, Jerusalém tornou-se, pela construção do Templo e do palácio real, o centro da nação judaica.

3º - Depois da separação das dez tribos de Israel, sofreu, durante três séculos, as invasões sucessivas dos egípcios, dos filisteus e das tribos árabes. Assolada pelos assírios que queimaram o templo. (587 A.C.)

4º - Durante a Idade Média era considerada como o centro do mundo. "O umbigo da terra". Acha-se ligada com a história da Maçonaria Operativa como com os Altos Graus.

5º - Esta cidade tornou-se memorável na história da Maçonaria não somente como lugar em que foi erigido o Templo de Salomão, mas também por ser o lugar em que foi crucificado Jesus Cristo.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

AO NOVO VENERÁVEL MESTRE

Ninguém é forçado a assumir um compromisso, mas, se o fizer tem a obrigação de cumpri-lo!

Desempenho Corporal - O Venerável é eleito não para condenar, ficar irritado, encolerizar-se porque não compreendem suas idéias, mas para dirigir a loja e guiar os IIr∴, ouvindo-os. Sorrindo diante daquilo que lhe dá motivo para irritação, vencerá os sentimentos negativos que só destroem a personalidade, prejudicam a saúde, corroem seus relacionamentos e o fazem sofrer. Ciente do peso de suas palavras, fala calmo, firme e objetivamente. Cala-se mais do que fala e reflexiona, antes de expor sua opinião, com convicção e serenidade.

Deve ter sempre em mente que não possui qualquer poder, ele é o resultado da vontade dos IIr∴. Inicialmente, ele deve se conscientizar que, eleito para o cargo, está a partir de sua posse exposto a permanentes críticas favoráveis ou adversas, expressas ou veladamente. Deve aceitar as críticas, pensa a respeito e ver o que elas têm de verdadeiro.

Enquanto isso procurar acalmar as tempestades das paixões; manter a calma não significa alienar-se. Pode manter-se calmo e ainda assim estar totalmente engajado e ativamente envolvido nos acontecimentos. Aprende a ficar firme na fé, no meio das ondas das opiniões divergentes. Não são seus amigos, aqueles que lhe trazem o lixo da notícia maldosa. Não deve dar importância a fofocas, pois modifica a visão dos fatos, e deve procurar soluções e não culpados.

Um Veneralato fraco ou equivocado faz do Ven∴, quase sempre, passar em brancas nuvens e ser mal qualificado pelo próprio quadro, transmitindo o “Malhete da Sabedoria” com muita decepção aos que esperavam um comportamento à altura de quem mereceu a confiança geral de seus pares. Constatará então, que tudo se desvaneceu nas rotinas desencantadoras da baixa freqüência e do refúgio de vários Irmãos no quit-placet.

Para bem desempenhar a missão e satisfazer seus compromissos deve antes cuidar daquilo que lhe foi confiado e que terá que passar ao sucessor em melhores condições do que àquelas que recebeu.

Deve tentar sempre vencer o mal com o BEM, as trevas com a LUZ e o ódio com o AMOR.

Deve lembrar-se de que os adultos têm muita coisa de infantil e se sentem feridos com palavras fortes, gestos violentos e olhares severos, por isso, deve amparar e ouvir seus IIr∴, guardar como segredo suas confissões e fraquezas, mas enaltecer para todos as suas virtudes.

A Loj∴ organizada deve ser conduzida para altos desempenhos. Há que ser respeitada sua história e suas tradições. Guiá-las bem, resulta em menor soma de prejuízos para si ou para os outros. Dirigir bem a Loj∴ é uma arte cujo desempenho exige muitas qualidades, sacrifícios, privações, renúncias e requer ao mesmo tempo, tato para “desbastar arestas”, ou seja, para evitar a formação de áreas de atrito e descontentamento. A sabedoria não está em castigar os erros, mas em procurar-lhes as causas e afastá-los. Elogiar ou criticar a atitude, e nunca a pessoa. Evitar comparações e trocar o “não concordo” pelo “o que você acha?”.

O Ven∴ não pode ser radical nem arbitrário em suas decisões. Nem, tampouco, tíbio ou covarde. Tem que ser enérgico sem descambar para o despotismo; acessível sem descer a bajulação; tolerante sem pusilanimidade. Para tanto deve saber perdoar, e muito mais pedir perdão, por entender que as falhas são inerentes à condição humana.

Missão do Ven∴Mestre − Deve ser justo com todos e pródigo quando a generosidade é devida. Não poupar elogios às qualidades dos outros. Os elogios aumentam as qualidades. Aumentando as qualidades, os defeitos acabam desaparecendo, assim como a treva desaparece quando aumentamos a luz. Deve ser um líder inspirador, tentando incutir, junto aos OObr∴os direitos e obrigações de cada um, para que seja enérgico na disciplina e com harmonia, aplicar a retidão da justiça do esquadro, ensinar o simbolismo do nível da Igualdade Social, para que cada Obr∴não exija nada além daquilo que representa seus direitos e que cumpra realmente com suas obrigações.

Ser Ven∴Mest∴significa ser mais sábio, mais elevado, ter mais bondade para suportar o peso de uma imensa responsabilidade. Precisa superar-se intelectual e espiritualmente; possuir a qualidade de conquistar pelo próprio esforço a suprema autoridade de quem já varreu a ignorância, o egoísmo e os medos que mantém o homem num estado de inferioridade e escravidão.

Este é o cargo obtido pelo merecimento; sem merecimento e esforço ninguém pode se realizar como Ven∴ Mest∴mesmo que o elejam; que lhe outorguem títulos, diplomas e honrarias. Esta é a missão do Ven∴: árdua, difícil e espinhosa, mas ao mesmo tempo, sublime, nobre e encantadora. Especialmente em se tratando de Maçonaria, a qual se dá tudo sem nada pedir.

Deve aceitar riscos. Na condição de dirigente e responsável pela administração, sua tarefa não é de preservar a Loj∴, mas de fazê-la crescer. Assim, deve fazer um programa positivo para o seu veneralato. Os que ousam em direção a seus sonhos presenteiam o mundo e a si próprio com proezas memoráveis. Os que hesitam e agem timidamente, ao contrário, criam apenas mais frustrações e desilusões à sua volta.

Deve ser grande nas pequenas coisas, para não se apequenar nas grandiosas.

Deve deixar que o resultado de seu desempenho fale por ele. Haverá momentos em que suas credenciais e suas experiências serão questionadas. “O ingrediente mais importante na fórmula do sucesso é saber como se dar bem com os outros”. Uma parte dos IIr∴age sem pensar, a outra, pensa sem agir.

O Ven∴ age sob o comando da razão, refreia os impulsos, sem o gelo da lógica racional e a frieza da emoção; cérebro e coração atuando juntos em busca do equilíbrio e do comedimento. Deve avaliar constantemente. A avaliação não deve ser ocasional, mas uma prática constante e freqüente. Deve fazer perguntas certas, acompanhar a execução das atividades e avaliar o que é importante para um desempenho sempre melhor.

Aqui vale citar: O sucesso não deve ser medido pelas culminâncias que o Ven∴ atinge, mas pelos obstáculos que teve de transpor para alcançá-lo. Não há vitória sem conflitos, nem arco-íris sem nuvens e temporais.

Deve contribuir para o crescimento da lealdade na Loja demonstrando verdadeira preocupação com a vida dos Irmãos fora da Loj∴. Isso não significa ser paternalista ou se intrometer em situações que não lhe dizem respeito. Significa, sim, demonstrar uma atitude de empatia, de forma a engajar seus colaboradores e procurá-los para conselhos.

O seu maior aliado: Deus! Deve preparar-se para os dias difíceis. Há uma coisa certa com que pode contar na vida: os dias difíceis virão! A paciência da adversidade é o sinal de um coração sensível. No inverno e na dor, quase sempre esquecemos que a vida é uma série de começos e fins – então vem a primavera.

Verdadeiramente sábio, dá de sua sabedoria, de sua fé e de sua ternura, pois no orvalho das pequenas coisas, o coração encontra sua manhã e sente-se refrescado.

Sua consciência sabe como satisfazer qualquer necessidade, incluindo o amor, a paz, o riso e a harmonia; sabe que para ter amor, é preciso dá-lo antes, se quer alegria, precisa alegrar os outros e se quer bens materiais precisa ajudar os outros a ficarem ricos. As mãos são feitas para dar, para ajudar, para erguer. Não feche as mãos. As mãos servem para colocar em prática nossos princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Use a verdade com o objetivo de ajudar, jamais como uma arma de agressão ou revide. Conserve o amor como a conquista mais valiosa de sua vida, repartindo-o com todos, pois tudo nesta vida é efêmero.

Dizem que o homem perfeitamente realizado é aquele que gerou um filho e plantou uma árvore. É bem provável que tudo isso seja uma grande verdade, até incontestável, dirão alguns. Eu me reservaria a possibilidade de acrescentar a essas verdades, o designativo: ser maçom é realização do homem livre e de bons costumes. A excelência é ser M∴M∴. Porém a glória é ser Ven∴ Mest∴ de uma Loj∴!

Que os paramentos que agora se reveste nunca sejam, para seu espírito, apenas uma vistosa vestimenta indicadora do mais alto cargo de dirigente de sua oficina, e sim, o lembre diuturnamente a missão sublime que terá que exercer no sentido de aprender sempre mais a utilizar a força, a beleza e a sabedoria em defesa da Loj∴, da Ord∴, da Pátria, e principalmente em favor dos IIr∴.

Que o Gr∴Arq∴do Univ∴lhe dê a bênção, o amor, a paz e a tolerância para fazer suas partes em prol do todo, motivando os Irmãos a trabalhar harmoniosamente com o mesmo objetivo.

Difunde a esperança em dias melhores; a esperança da força aos ideais e coragem às criaturas, renovando-as mesmo quando tudo parece preste a perder-se. Assim, para o Ven∴Mest∴, cada dia será uma nova bênção que Deus lhe concede, dando-lhe provas de seu amor, onde a vida se expressa, multiplicando as oportunidades de crescer contribuindo para o progresso e a felicidade de toda a humanidade.

Prezado Ven∴Mest∴, ao assumir seu novo cargo, ame verdadeiramente a vida e ao seu próximo como a si mesmo. Desejamos todos acompanhá-lo com nossas preces fraternas para que conte com a colaboração de todos os OObr∴de sua Loja e seja largamente abençoado pelo Gr∴Arq∴do Univ∴. Pelas suas mãos, Deus fala e através de seus olhos, sorri para o mundo. Não se ausente um minuto da presença DELE!

*matéria publicada em abril/05 no Jornal “A Voz do Oriente” – órgão oficial de divulgação do G∴O∴E∴G∴.

Fonte: Revista Arte Real nº 5

terça-feira, 23 de agosto de 2022

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS

(republicação)
Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Juvenal Alves de Moura, Orador da Loja João Braz, 1.116, GOB⸫, REAA⸫, Oriente de Trindade, Estado de Goiás. jmoura57@gmail.com

Tenho duas dúvidas. Gostaria da ajuda do valoroso Irmão. Primeira; antes do início dos trabalhos ao adentrar o templo devemos fazer em fila dupla, essa deve ser feita somente pelos Aprendizes seguidos pelos Companheiros, ou Companheiros e Aprendizes simultaneamente? É claro que estavam postados corretamente no Átrio. Segunda; os Vigilantes quando forem fazer uso da palavra, antes devem solicitá-la ao Venerável Mestre com um pequeno golpe de malhete? Sendo que a mesma encontra em sua Coluna. Ou não é necessário?

CONSIDERAÇÕES:

A Ordem de ingresso no Templo antes do início dos trabalhos segue geralmente a seguinte ordem:

No lado esquerdo (Norte do Átrio) primeiro os Aprendizes, Mestres sem cargo que ocuparão a Coluna do Norte, Oficiais do Norte, Oficiais que trabalham no Oriente no seu lado Norte, Tesoureiro, Orador e autoridades que se posicionarão no Oriente à direita do Venerável e abaixo do sólio. 

No lado direito do Átrio (Sul) primeiro os Companheiros, Mestres sem cargo que ocuparão a Coluna do Sul, Oficiais do Sul, Oficiais que trabalham no Oriente pelo seu lado Sul, Chanceler, Secretário, Mestres Instalados que ocuparão o Oriente no lado esquerdo do Venerável e abaixo do sólio. 

Logo atrás da fileira Norte o Primeiro Vigilante e da fileira Sul o Segundo Vigilante. Entre os Vigilantes e por último o Venerável Mestre que é conduzido ao seu lugar em Loja pelo Mestre de Cerimônias. 

Dado o ingresso que é comandado pelo Mestre de Cerimônia as fileiras entram na ordem posicionada cada qual pela sua coluna sem circulação.

Essas regras às vezes podem sutilmente variar de acordo com o regimento das Obediências, todavia a maneira acima descrita é a mais usada pelos ritos que compõem préstito no Átrio.

Um dos preceitos para essa formalidade é a de que os que se posicionam no lado esquerdo da Sala da Loja entrem pela esquerda e os da direita, pela direita, tomando como referência a linha imaginária que parte do meio da porta de entrada até o Delta.

Daí o Venerável ficar no centro.

No caso do GOB⸫ o procedimento está claramente explicado no Ritual de Aprendiz – Rito Escocês Antigo e Aceito em vigência (2.009).

Se a palavra já estiver na Coluna correspondente não existe necessidade, pois seria redundante fazer uma solicitação que está previamente concedida. É sempre de boa geometria que o Vigilante ao fazer uso da palavra o faça por último em referência aos ocupantes da sua Coluna.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JBNews n. 793, 28/10/2012

O RAMO DA ACÁCIA

Quem me conhece sabe que não sou dado a grandes explicações simbólicas, nem tão pouco tenho seguido a via do esoterismo.

Acredito que as coisas têm um fundamento e que esse fundamento poderá ser encontrado na História, nos Usos e Costumes, ou em Livros Sagrados.

O que fazemos com as coisas pode derivar da interpretação dada, tenha ela sido a mais correcta ou não, ou simplesmente diferente.

Hoje decidi pegar na Acácia.

A Maçonaria elegeu como um dos seus símbolos a Acácia, outros, e apenas a título de exemplo, são o Esquadro e o Compasso.

Porquê a Acácia e não o Cedro? Sabemos pela tradição e pela História que estas madeiras foram usadas no Templo de Salomão, base simbólica da Maçonaria Especulativa tal como a conhecemos actualmente.

Aliás o Cedro é muito mais mencionado como material de construção do Templo que a Acácia, mas não é utilizado na simbologia Maçónica.

E a Acácia, ou mais propriamente o Ramo de Acácia (Inglês: Sprig; Francês: Rameau) passou a ser claramente um símbolo.

As primeiras referências à Acácia aparecem no Antigo Testamento no Livro do Êxodo. Aqui Deus determina que será esta a madeira e não outra a que será utilizada para a construção da Arca a Aliança onde estão depositadas as Tábuas da Lei, bem como para a construção da mesa Para os Pães da Preposição e outros objectos de culto utilizados naquele que foi na verdade o primeiro Templo.

Não um templo de pedra como o que o rei Salomão constrói ( ou manda construir), mas um templo móvel que era erguido nos acampamentos do Povo Judeu.

A estrutura deste Templo Móvel é depois emulada por Salomão para a construção do Templo em Jerusalém, respeitando as proporções e os compartimentos. Nesse Templo foi depositada a Arca da Aliança e os demais objectos de culto.

Ora o Templo era revestido a cedro, mas os Objectos de Culto em Acácia.

O termo hebraico é Shittah e pensa-se que referencia a espécie de Acácia hoje conhecida por Nilotica ou Seyal. Sendo que na região também existem a Albida, Tortilis e Iraqensis.

Mas esta referência é à madeira de Acácia. Todavia como já disse antes o Símbolo é o Ramo de Acácia.

E as referencias ao Ramo de Acácia aparecem também relacionadas com os Hebreus, mas não com o Templo.
De entre as tribos do Povo Judeu uma originou a linhagem dos Sacerdotes. Primeiro no Templo móvel e depois no Templo de Jerusalém. Ora por uma questão religiosa estes Sacerdotes não podiam aproximar-se de cadáveres humanos e por consequência das respectivas campas.

Na altura os cemitérios não estavam tão organizados como actualmente e os defuntos eram inumados nos terrenos fora das cidades mas muitas vezes sem critérios de localização. Ora isto representava um problema para os Sacerdotes pois para cumprirem os preceitos religiosos tinham que saber onde estavam essas campas.

Como sabemos a Acácia é considerada em muitos sítios uma praga, pois precisa de poucos recursos para viver e em caso de incêndio é a primeira planta a aparecer, não deixando que as espécies autóctones voltem e assim causando desequilíbrios ambientais.

Esta característica seguramente levou a que as campas passassem a ser marcadas com um Ramo de Acácia para assim serem facilmente reconhecidas pelos Sacerdotes.

Daqui à Lenda de Hiram é um passo, pois a lenda situa no espaço e no tempo a estória da morte de Hiram , espaço e tempo que são os que acabo de referir , Jerusalém na época da construção do templo.

Na Lenda Hiram é assassinado e o seu cadáver enterrado fora da cidade para encobrir o crime. Todavia a regra mandava marcar a sepultura com um Ramo de Acácia.

Temos aqui a ligação.

Hoje o ramo de acácia continua a ser usado como símbolo, sendo que e tanto quanto consegui perceber é o Ramo da Acácia Nilotica ou Seyal, ou eventualmente o da Acácia Robinia.

Ficam aqui as imagens de cada um deles e cada um de vós que tire as conclusões.


Acacia Nilotica

Acacia Robinia

JoseSR

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

LEGISLAÇÃO MAÇÔNICA E A OCUPAÇÃO DE CARGOS EM LOJA

Em 02.03.2022 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Junior, Loja a Pioneiros de Mauá, 2000, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta o que segue:

OCUPAÇÃO DE CARGOS EM LOJA

Hoje mais uma vez venho até ao Ir∴ para tirar uma dúvida que pairou sobre mim, após uma discussão em um grupo de WhatsApp que iniciou quando postaram uma das explicações do Eminente a responder aos IIr∴ do GOB que aprendiz e companheiro não pode ocupar cargo em loja, e essa dúvida vem ocorrendo porque IIr∴ de outras potências vem de forma difusa dando informações adversas a essa porque em suas potências são permitido, porém nós do GOB e desta forma, então temos de entender está diferença e cumprir o determinado por nossa legislação. até aí tudo bem.

Bom após averiguar mais profundamente a lei disposta pelo Eminente Ir∴, me permitiu duas conjecturas distintas que apesar da minha discordância em parte devemos cumprir.

"Sem querer dar mais valor ao molho do que a carne" parafraseando o Eminente, penso eu que temos as Leis e os Decreto, e é nossa obrigação cumpri-las mesmo discordando, o que podemos fazer é tentar mudá-las. Acho que vai gerar algumas polêmicas depois da divulgação destas indagações, pois no grupo de WhatsApp deu.

Após a discussão podemos concluir que conforme o RGF em seu Art. 116 somente compete ao Venerável Mestre nomear para o exercício de qualquer cargo, tanto os oficiais da loja quanto os membros das comissões da loja, de forma definitiva (artífice) ou precária (ad hoc), independente se foi pelo ato formal (cerimônia de posse) caracterizando a nomeação direta ou pelo ato Informal (fica aí quebrando o galho) não caracterizando a nomeação direta, porém independente da forma, para isso o Venerável Mestre deve atentar para dois requisitos distintos: (RGF, Art. 116 Compete ao Venerável Mestre:, II – nomear os oficiais da Loja; III – nomear os membros das comissões da Loja;")

O primeiro deles está no Art. 229 § 1º os cargos são privativos de Mestre Maçom. Neste caso é óbvio; aprendiz e companheiro não exercem cargo tanto os de oficiais quanto os de membros das comissões da loja de forma definitiva ou precária no GOB. (RGF Art. 229, § 1º Os cargos são privativos de Mestre Maçom.)

Já o segundo conforme disposto no RGF no Art. 229 em seu caput que é indispensável que o nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade. Já neste caso podemos averiguar que mesmo sendo Mestre Maçom se não for membro do GOB ou seja, membros da CMSB ou COMAB não pode exercer cargo tanto os de oficiais quanto os membros das comissões da loja de forma definitiva ou precária mesmo que para uma única sessão. (RGF Art. 229 Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade. “Grifo meu”)

Porém se sondarmos a lei maior o assunto é mais restrito, pois a Constituição no Art. 20 determina explicitamente que os nomeados sejam somente Mestres Maçons que forem membros efetivos de seu Quadro da loja e que estejam em pleno gozo de seus direitos maçônicos. Como podemos constatar em nossa carta magna, ela é mais gravosa ao afirmar que mesmo sendo Mestre Maçom e membro do GOB não basta para exercer cargos tanto os de oficiais quanto os membros das comissões da loja de forma definitiva ou precária mesmo que para uma única sessão. (CONSTITUIÇÃO Art. 20. Os cargos de Loja são eletivos e de nomeação, podendo ser eleitos ou nomeados somente Mestres Maçons que forem membros efetivos de seu Quadro e que estejam em pleno gozo de seus direitos maçônicos. “Grifo meu”)

Gostaria de saber por quê um Mestre Maçom de outras potências (membros da CMSB ou COMAB) não pode ocupar alguns cargos de forma precária, pelo menos para o melhor desenrolar dos trabalhos tipo Mestre de Harmonia, Cobridor Interno, Diáconos e etc. em uma loja do GOB?

Baseado nestas informações por quê para exercer qualquer cargo em loja, os nomeados sejam para oficiais ou membros das comissões somente podem ser Mestres Maçons que forem membros efetivos de seu Quadro os visitantes mesmo do GOB não podem trabalhar em alguns cargos de forma precária, pelo menos para o melhor desenrolar dos trabalhos tipo Mestre de Harmonia, Cobridor Interno, Diáconos e etc. em outra loja da federação que não seja a sua?

O quadro da loja é formado pelos IIr∴ Efetivos e Filiado que são obrigados a desempenhar funções em loja conforme a Constituição no Art. 29, inciso III, os cargos eletivos que são prioritariamente dos membros do quadro e os de oficiais dos visitantes?

Em tese há diferença entre o ato formal (cerimônia de posse) caracterizando a nomeação direta o oficial definitivo (artífice) ou pelo ato Informal (fica aí quebrando o galho) não caracterizando a nomeação direta o oficial precário (ad hoc), isso tem diferença para a permissibilidade de visitantes de outros potência ou do GOB a esses cargos de oficiais?

Peço ao querido Eminente Ir∴ Pedro Juk, me responda mesmo que não seja de forma laudatória e publiquei o disposto para que os demais IIr∴ que reflitam sobre o disposto da lei peçam a sua melhora aos seus Deputados Federais.

CONSIDERAÇÕES:

Devo mencionar que analiso essa questão apenas sob o ponto de vista daquilo que eu entendo na Maçonaria, ou pelo menos tenho me esforçado para entender. Isto é, me limito a decifrar assuntos relacionados ao meu ofício e que envolvem o caráter iniciático e filosófico da Sublime Instituição.

Destaco que o caráter iniciático é a razão da existência da Moderna Maçonaria.

Desse modo, todas as citações e colocações que o Respeitável Irmão aqui menciona com base no Regulamento Geral e na Constituição do GOB, devem ser dirigidas àqueles que militam na área do direito maçônico, não cabendo à minha pessoa, como historiador, pesquisador e ritualista, me envolver em assuntos que não sejam acentuadamente do meu conhecimento.

Nesse contexto (da questão em si), me atenho a comentar o porquê - sob o ponto de vista iniciático - de os Aprendizes e Companheiros não ocuparem cargos em Loja. Obviamente que o legislador também levou em conta esse lado da moeda ao redigir o Art. 229 do RGF.

Sob o ponto de vista iniciático (sem ele a Maçonaria deixa de ser Maçonaria) eu já escrevi bastante sobre o porquê de os Aprendizes e os Companheiros não ocuparem cargos em Loja, assim como não ingressarem no Oriente.

Em síntese, significa que respeitando a regra iniciática do franco-maçônico básico (Maçonaria Universal), os portadores do 1º e 2º Grau ainda não atingiram a plenitude maçônica. Em linhas gerais, a ocupação de cargos em Loja é restrita àqueles que de fato passaram por todas as etapas iniciáticas do simbolismo.

De modo prático isso significa que o obreiro primeiro deve se submeter e cumprir todos os ciclos e etapas iniciáticas propostas, ou seja, deve se aprimorar pela aquisição de conhecimentos hauridos dos três graus iniciáticos. Vale mencionar que todas as escolas iniciáticas dos ritos maçônicos convergem para um só ponto – o de melhorar o Homem para consertar o Mundo. Nesse contexto, a cada um é dado conforme as suas aptidões.

Dito isso, essas são as minhas limitadas colocações. No mais, não devo me envolver em seara alheia.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

OS AVENTAIS DOS ALTOS GRAUS DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

Tradução J. Filardo

Os Graus do Rito Escocês são peças de um só ato, muitas vezes encenadas com roupas, cenários, efeitos especiais e o aparelhamento completo de qualquer produção. Seu objetivo é examinar diferentes filosofias, religiões antigas e sistemas de ética. Através de tudo isso, as pessoas tentaram responder a certas questões universais. Os Graus do Rito não dizem a ninguém o que ele deve pensar sobre essas questões. Em vez disso, eles lhe contam sobre o que os grandes pensadores e civilizações do passado pensaram, e tentam criar uma situação na qual o candidato ou o Irmão possa obter uma percepção profunda. Concordando com Sócrates que a vida não examinada não vale a pena ser vivida, o Rito ajuda com esse auto-exame fornecendo pontos de referência.

Existem quatro corpos coordenados dentro do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito – Jurisdição Sul dos Estados Unidos:
  • Loja de Perfeição, 4 ° -14 ° (presidente – Venerável Mestre)
  • Capítulo de Rosa Cruz, 15 ° -18 ° (presidente – Sapientíssimo Mestre)
  • Conselho de Kadosh, 19 ° – 30 ° (presidente – Comandante)
  • Consistório, 31 ° – 32 ° (presidente – Mestre de Kadosh)
  • Tribunal de Honra
A Loja de Perfeição

Grau 4 – Mestre Secreto
Esses graus, do 4º ao 14º, são chamados Graus Inefáveis porque seu objetivo principal é a investigação e contemplação do nome inefável da Deidade. Seguindo cada um dos graus listados abaixo, fornecemos uma breve afirmação dos ensinamentos morais encontrados em sua palestra.

Seus primeiros passos em nosso santuário são dever, reflexão e estudo. Eles nos ensinam a honrar aquelas relações com Deus, família, país, maçonaria. O avental é branco e preto, com uma letra “Z” e olho que tudo vê. A joia é uma chave de marfim com a letra “Z” nos dentes. As lições do grau 4 são segredo, obediência e fidelidade.

Grau 5 – Mestre Perfeito
O grau ensina que a honestidade e a confiabilidade são a pedra angular da fundação da honra maçônica. 

Essa virtude deve estar em todos os nossos empreendimentos. O avental é branco e verde, com uma pedra cúbica e um YOD hebraico. 

A joia é um compasso aberto sobre um segmento de um círculo, a um ângulo de sessenta graus. As lições do grau 5 são Honestidade, Sinceridade e Boa Fé.


Grau 6 - Secretário Íntimo
Neste grau devemos aprender o dever, caridade e tolerância. Dizem-nos para remodelar-nos e nosso pensamento para caridade, autocontrole e sucesso. Ser um pacificador. O avental é branco e vermelho, com letras hebraicas YOD HEH no centro e um pequeno triângulo contendo as letras hebraicas (no sentido horário a partir do topo) BETH, NUN e SHIN. A joia é um triângulo de ouro com as mesmas três letras inscritas.





Grau 7 – Reitor e Juiz
Aprendemos que a justiça imparcial protege a pessoa, a propriedade, a felicidade e a reputação. Esse grau nos ensina a julgar com paciência e imparcialidade. O avental é branco, debruado em vermelho, com chave e cinco rosetas. A joia é uma chave de ouro.







Grau 8 - Intendente do Edifício
Devemos lutar pela perfeição, usando os grandes princípios do “amor inerente, caridade, moralidade e bondade de Deus.” O avental é branco, com vermelho e verde, com uma balança, uma estrela de cinco pontas e um triângulo com as letras hebraicas BETH (para Ben-khurim), YOU (para Jakinah) e ALEPH (para Achar). A joia é um triângulo de ouro com as mesmas três letras.





Grau 9 – Eleito dos Nove
(Cavaleiro Eleito dos Nove)
As virtudes do Rito Escocês estão no coração deste grau, verdade, sinceridade e generosidade. Devemos usá-los para moldar nossas vidas e conduta. O avental é branco, forrado de preto e salpicado de sangue, com um braço segurando uma adaga e uma cabeça decepada presa pelos cabelos. A joia é um punhal, punho de ouro e lâmina de prata.






Grau 10 – Eleito dos Quinze
(Ilustre Eleito dos Quinze)
Este grau ensina a tolerância com os outros. Todos têm o direito de suas próprias visões políticas ou espirituais. O avental é branco, com uma aba preta e três portões em forma de arco – sobre cada uma delas uma ponta de lança. A joia é uma adaga como no grau anterior.







Grau 11 – Eleito dos Doze
(Sublime Cavaleiro Eleito dos Doze)
Este grau ensina simpatia. Devemos simpatizar com nossos irmãos maçons e com toda a humanidade também. O avental é branco, forrado de preto, com um coração flamejante no centro. A joia é um punhal suspenso de um cordão preto inscrito com as palavras “Vincere aut Mori”, a promessa “de que você preferirá morrer a trair a causa do povo ou ser vencido por seu próprio medo ou falha”.






Grau 12 – Arquiteto Mestre
Este grau ensina fé em moral e virtudes e em Deus. “A vida é o que cada homem faz dela; o otimista transforma um julgamento em uma bênção. O avental é branco, forrado de azul e dourado (simbolizando os graus da Maçonaria), com um transferidor, escala simples, setor e compassos. A joia é um triângulo de ouro, com um hebraico ALEPH no anverso e os cinco tipos de colunas no verso.




Grau 13 – Arco Real de Salomão
(Cavaleiro do Nono Arco)
Este grau ensina liberdade em nossa mente e em nossos corações, motivados pelo dever e pela honra. O avental é roxo, delimitado por branco e com o “delta enoquiano” (hexagrama com tetragrama inscrito) no centro. A joia é um triângulo de ouro com o delta de Enoch no verso, e uma cena mostrando dois homens abaixando um terceiro em uma abóbada subterrânea recentemente descoberta, no anverso.





Grau 14 – Perfeito Eleito (Grande Eleito,
Perfeito e Sublime Maçom)
No grau aprendemos a refletir e olhar para dentro de nós mesmos. Devemos nos esforçar para sermos fiéis a nós mesmos e ao nosso Deus. O avental é de seda branca, bordada em ouro, com o Delta Inefável no Centro. A joia é um quadrante (compasso aberto a noventa graus) encimado por uma coroa, e com uma estrela de nove pontas no anverso, e uma estrela flamejante de cinco pontas (com o Tetragrammaton) no verso. O compasso está aberto em um segmento de um círculo, inscrito com os números 3, 5, 7, 9.
Capítulo Rosa Cruz

Os graus do Capítulo de Rosa Cruz são muito complexos. Eles tentam investir o candidato com uma compreensão mais profunda de Religião, Filosofia, Ética e História. Os desafios intelectuais apresentados nesses graus são às vezes esmagadores e podem levar anos para serem dominados. Uma leitura completa dos capítulos relacionados a eles em Morals and Dogma de Pike e em Legenda and Readings é essencial para alcançar até mesmo uma compreensão básica de seu verdadeiro significado.

Grau 15 – Cavaleiro do Oriente,
da Espada ou da Águia
Neste grau “aprendemos a fidelidade às obrigações e a perseverança de propósito sob dificuldades e desânimo”. O avental é de veludo carmesim, debruado em verde, com uma cabeça sangrando acima de duas espadas cruzadas, e um triângulo (parte superior à esquerda) com três triângulos entrelaçados dentro dele. A joia consiste em três triângulos concêntricos de ouro, com duas espadas cruzadas dentro deles.





Grau 16 – Príncipe de Jerusalém
Este grau ensina “heroísmo de paciência, a nobreza do auto-sacrifício” e julgamento compassivo, juntamente com a caridade, fidelidade e fraternidade. O avental é carmesim, debruado em ouro e cor de aurora, e com um quadrado, escudo, Delta (com três YODs), balança e uma mão de justiça. A joia é um losango de madrepérola, com uma mão segurando uma balança em equilíbrio; no verso uma espada com cinco estrelas ao redor da ponta. Na esquerda é um D hebraico, à direita é um Z hebraico.



Grau 17 – Cavaleiro do Oriente
e do Ocidente
As lições deste grau são que a lealdade a Deus é a lealdade primária do homem, e os governos temporais não fundados em Deus e Sua justiça inevitavelmente cairão. O avental é de cetim amarelo, com carmesim e ouro, e com uma espada e Tetractys (do Tetragrammaton) sobre ele. A joia é um heptágono de prata e ouro, com espadas cruzadas sobre uma balança no anverso e um cordeiro no Livro dos Sete Selos no verso. A joia é pendurada em uma ordem dupla – uma preta (da esquerda para a direita) e outra branca (da direita para a esquerda), representando o bem contra o mal. Uma coroa de ouro também é apresentada.


Grau 18 – Cavaleiro Rosa Cruz
Este grau ensina que a vida e suas forças vêm de Deus. A rosa significa a aurora e a cruz é um símbolo sagrado da antiguidade em muitas culturas. Ser tolerante com os erros e falhas dos outros. O avental é de couro branco ou cetim, com bordas em vermelho, com uma caveira e tíbias cruzadas, uma cruz vermelha e três rosetas vermelhas. A grande joia é um compasso de ouro aberto em um quarto de círculo. Uma cruz de rosas está entre as pernas do compasso, e sob ela está um pelicano, arrancando o peito para alimentar seus sete filhotes no anverso, e uma águia com asas estendidas no reverso. No círculo estão as letras I.N.R.I.



Conselho de Kadosh

Os graus do Conselho de Kadosh são cavalheirescos e filosóficos, mas também contêm material místico. A palavra “Kadosh” é uma palavra hebraica que significa “Santo”. A complexidade desses graus não pode ser exagerada e é exemplificada pelo número de páginas atribuídas a eles em Morals and Dogmade Pike. O grau vinte e oito, sozinho, representa mais de um quarto do volume de mais de 1000 páginas.

Grau 19 – Grande Pontífice (não usa avental)

As lições deste grau são aprendidas com o passado e como isso afeta o presente e a maneira como vivemos no futuro. Nós sempre nos esforçamos para suportar, produzir e melhorar o mundo que nos rodeia. Não há avental, mas a joia é um “paralelogramo” de ouro (retângulo) com um alfa hebraico de um lado e um ômega do outro.

Grau 20 – Mestre da Loja Simbólica
Este grau nos mostra Liberdade, Fraternidade e Igualdade. Estes ensinam compreensão moral, religiosa e filosófica. Este grau ajuda a compreender a Deidade, as forças da natureza, o bem e o mal. O avental é amarelo, com bordas azuis, com três triângulos concêntricos, com o Tetragrammaton (horizontal) e o “Fiat Lux” (vertical) ao centro, formando uma cruz. Sua forma triangular se relaciona com a “quarta grande luz, que nos lembra a Divindade e seus atributos”. A joia é de ouro, com os mesmos três triângulos concêntricos.




Grau 21 – Noaquita ou
Cavaleiro Prussiano
A lição deste grau é aprender que a arrogância, a difamação e a covardia são atributos indignos de um maçom e que a humildade, a modéstia e a cortesia são as três verdadeiras virtudes dos homens e dos maçons. O avental é amarelo, e contém um braço segurando uma espada, e uma figura alada segurando uma chave na mão esquerda, e o indicador direito nos lábios (a “figura egípcia do Silêncio”). A joia é um triângulo pontiagudo, com uma flecha, apontando para baixo, um braço segurando uma espada e o lema “Fiat Justitia, Ruat Coelum”.




Grau 22 – Cavaleiro do Real
Machado,
Príncipe do Líbano
Este grau ensina, “se um trabalho vale a pena fazer, vale a pena fazê-lo bem”. Fazendo um bom trabalho, melhoramos o caráter e nos tornamos melhores cidadãos. O avental é branco, com bordas roxas, e contém uma serpente de três cabeças e uma mesa com instrumentos e planos. A joia é um machado e cabo de ouro. No topo da alça estão as iniciais de Noé e Salomão. No meio da alça estão as iniciais de Libanus e Tsidun. Na lâmina estão as iniciais de Adoniram, Ciro, Dario, Zorobabel, Neemias, Esdras (de um lado), Shem, Kham, Yapheth, Moisés, Ahaliab, Betselal (de outro).



Grau 23 – Chefe do Tabernáculo
Este grau ensina que o homem que esquece seu dever para com Deus, família, país e ele mesmo estará em perigo de destruição moral e espiritual por pensamentos indignos de ambição. O avental é branco, com bordas vermelhas, azuis e roxas. Essas cores, das cortinas do Tabernáculo, representam terra, fogo, ar e mar, respectivamente, assim como a beneficência, glória, sabedoria e poder do Senhor. No avental está o castiçal de ouro de sete braços, representando os sete planetas e virtudes: Sol, fé (“aspiração para o infinito”); Lua, esperança; Vênus, caridade; Marte, fortaleza (“vitória sobre raiva e raiva”); Mercúrio, prudência; Saturno, temperança; Júpiter (conquistador dos Titãs), justiça. A joia é um pequeno incensário prateado, ou taça ornamentada, segura por uma alça em forma de mão aberta.

Grau 24 – Príncipe do Tabernáculo
Neste grau, um Maçom deve mostrar evidências de compaixão, piedade e justiça. Depois da iniciação ele pode “manifestar fielmente as virtudes sociais para receber as recompensas”, para servir a humanidade através de nossa irmandade. O avental é de pele de cordeiro branca, com escarlate, verde e azul. Sobre ele está uma árvore de murta violeta e uma representação em ouro de uma tenda árabe. A joia é a letra hebraica ALEPH, suspensa de uma fita violeta.




Grau 25 – Cavaleiro da Serpente
de Bronze
Este grau aborda o conceito da alma pura, celestial e eterna do homem. Ele olha dentro de sua fé, vida e Deus e para obter uma visão clara do seu eu interior. O avental é branco, forrado e bordeado de preto, com estrelas douradas no lado branco (Pleiades, Hyades, Orion, Capella) e com estrelas prateadas no lado negro (Perseus, Scorpio, Bootes). Também nele há uma serpente, ouroboros, cercando um escaravelho, um triângulo em glória com o Tetragrammaton em seu centro, e as quatro iniciais das estrelas Regulus, Aldebaran, Antares e Fomalhaut. A joia é uma cruz Tau de ouro (cruz ansata) com uma serpente entrelaçada em torno dela, e as palavras hebraicas HLThI (“ele sofreu ou foi ferido”) e NChShThN (“a Serpente de Bronze”) sobre ele.

Grau 26 – Príncipe da Misericórdia,
ou Escocês Trinitário
Neste grau, procuramos “as recompensas dos atributos da trindade de Deus – sabedoria ou inteligência, força ou força, harmonia ou beleza”. O avental é escarlate, bordeado de branco, com um triângulo verde no centro. No triângulo estão as iniciais de Força, Sabedoria e Harmonia, e um coração flamejante de ouro com as iniciais I.H.S. (Jesus Hominum Salvator; ou Imperium, Harmonia, Sapientia). A joia é de ouro e é o mesmo triângulo, suspenso por uma fita roxa.





Grau 27 – Cavaleiro Comandante
do Templo
Esta lição deste grau nos ensina a desprezar o egoísmo e a defender as virtudes cavalheirescas da caridade, verdade e honra. Devemos sempre nos esforçar para ajudar os pobres, desamparados e enfermos. O avental é de pele de cordeiro escarlate, forrado de preto, com uma Cruz Teutônica (sable potente cruzado, carregado com uma cruz dupla menor potente ou, sobrecarregada com o escudo do Império – a águia negra de duas cabeças) e uma chave preta cercada por uma coroa de louros. A joia é um triângulo dourado, no qual a palavra I.N.R.I. é esmaltada.



Grau 28 – Cavaleiro do Sol
ou Príncipe Adepto
Este grau ensina que nosso amor por Deus se manifesta em nosso amor pela Verdade, Justiça e Nobreza da Alma. O avental é de cordeiro branco, com um pentagrama vermelhão. A joia é um sol dourado no anverso e um hemisfério, mostrando a metade norte da eclíptica (Touro a Libra) e o zodíaco.







Grau 29 – Cavaleiro Escocês de Santo André (não usa avental)

As virtudes deste grau são “Amor de Deus, lealdade aos superiores, fiel adesão à promessa e resistência ativa ao julgamento injusto”. Não há avental. A joia tem duas partes: no topo é um hexagrama de ouro, feito de triângulos côncavos para fora, com um compasso aberto a 25 graus dentro dela. Na parte inferior está suspensa uma cruz de ouro de St. Andrew (“X”), com o elmo de um cavaleiro, ouroboros de serpente alada, chave e um triângulo apontando para baixo. No centro da cruz está um YOD hebraico, e em suas pontas, no sentido horário a partir de baixo, as letras hebraicas N M I N.

Grau 30 – Cavaleiro de Kadosh, ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra (não usa avental)

A lição deste grau é ser fiel a nós mesmos, defender o que é certo e justo em nossas vidas hoje. Acreditar em Deus, pátria e nós mesmos. Não há avental, mas a joia é uma cruz Teutônica de ouro, esmaltada em vermelho, com as letras J. ‘. B.’. M ‘. no anverso, e uma caveira transpassada por um punhal no reverso.

Consistório

Os Graus de Consistório são muito diferentes de todos os graus anteriores. Eles tentam ilustrar a criação do equilíbrio ideal entre o espiritual e o temporal.

Grau 31 – Inspetor Inquisidor
Este grau ensina autoexame em oração. Os erros de hoje não devem ser cometidos amanhã. Simplesmente, o olhar diário de si mesmo para aprender a viver com o futuro. Nenhum avental é usado no Supremo Tribunal, mas em corpos inferiores, um avental de pele de ovelha branca com uma cruz Teutônica de prata pode ser usado. A joia é uma cruz Teutônica de prata. A joia pode ser suspensa de um colar branco, com um triângulo de ouro com um “31” dentro dele. Mas em corpos inferiores ela pode ser suspenso de uma corrente de ouro, cujos elos formam os oito graus fundamentais da Maçonaria: O grau 1, 2, 3, 4, 14, 16, 18 e 30


Grau 32 – Mestre do Real Segredo
As lições deste grau são que “a fraternidade genuína exige respeito mútuo, opinião, estima e caridade”. Sempre procuramos o bem de todos, fazemos concessões para as deficiências dos outros. Nós confiamos no Arquiteto Supremo para nos levar à amizade, moralidade e amor fraterno. O avental é branco, forrado de preto, com uma águia de duas cabeças e um plano do Acampamento dos Príncipes. A joia é uma cruz teutônica de ouro, com uma águia branca e preta de duas cabeças no centro.



Tribunal de Honra

Cavaleiro Comandante do Tribunal de Honra
Na sessão bienal do Supremo Conselho, alguns Mestres do Real Segredo, que tenham mantido o título por pelo menos quarenta e seis meses antes da sessão, são escolhidos para receber o grau e a Condecoração de Cavaleiros Comandantes do Tribunal de Honra. Estes são escolhidos das fileiras do Consistório por serviço especial à Maçonaria, ou à humanidade, pelo Soberano Grande Inspetor Geral ou seu Adjunto. O Cavaleiro Comandante do Tribunal de Honra pode ser reconhecido pelo chapéu vermelho que eles têm o direito de usar. A classificação de CCTH, se solicitada ou requerida, deve ser recusada.

Grau 33 – Inspetor Geral Honorário
O Grau Trinta e Três é conferido pelo Conselho Supremo aos membros do Rito em reconhecimento pelo trabalho notável no Rito ou na vida pública. O grau 33 não pode ser solicitado e, se solicitado, deve ser recusado. Em sua sessão bienal, o Conselho Supremo elege membros do Rito para receber o Grau. Esses Maçons de grau 33 são Inspetores Gerais honorários e membros honorários do Supremo Conselho. Os membros ativos do Supremo Conselho são escolhidos entre eles.




Grã-Cruz do Tribunal de Honra

Esta é a maior honra individual que o Supremo Conselho concede. Ela é votada muito raramente para Maçons de grau 33 apenas para os serviços mais excepcionais e extraordinários. O boné da Grande Cruz é branco com uma faixa azul.

Na frente há uma réplica da joia da Grande Cruz, que é composta por uma Cruz Teutônica, com uma rosa vermelha bordada com folhas verdes no centro.


Fonte: https://bibliot3ca.com