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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

domingo, 1 de fevereiro de 2026

FRASES ILUSTRADAS

RAMO DE ACÁCIA - PAINEL REAA

Em 19.08.2025 o Respeitável Irmão Fábio Vivian, Loja Cidade de Montenegro, 230, REAA, GLMRGS (CMSB), Oriente de Montenegro, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

RAMO DE ACÁCIA

Dias atrás, um Ir. insistiu na informação de que o galho de acácia presente no Painel do 3° Grau do REAA usado pela GL, possui 3 ramos aludindo aos três graus simbólicos, enquanto um 4° ramo, mais baixo, faria referência ao Arco Real. Gostaria de saber das suas considerações sobre essa afirmativa, visto que não encontrei nenhum material que verse sobre o tema mencionando essa relação e particularmente tenho aversão à desinformação, achismos ou inventismos maçônicos. Razão pela qual apelo ao seu vasto conhecimento.

CONSIDERAÇÕES:

Sem dúvida esse é mais um desses achismos que, sem qualquer compromisso com a verdade, se reproduz pelo solo fértil da ritualística maçônica. Essa é mais uma dessas invencionices que deturpam o rito.

Nesse caso, essas coisas acontecem porque lamentavelmente, ainda há Obediências que insistem em adotar, no REAA, um Painel de Mestre errado, contrário ao original que primitivamente foi adotado na França.

Na verdade, esse painel falso utilizado em algumas Obediências brasileiras é produto de uma cópia indevida da Tábua de Delinear inglesa, original do CRAFT (Rito de York).

Enxertado no REAA, que é um rito de origem francesa, o verdadeiro Painel de Mestre Maçom do REAA é diferente do falso que vem sendo utilizado em alguns rituais brasileiros.

É oportuno mencionar que os elementos constitutivos do painel inglês são diferentes do corolário simbólico original do REAA. Por exemplo, nesse particular, o painel inglês traz no topo do fér um galho de Acácia com com quatro ramos, não obstante em outras versões apareça número diferente desses ramos. Por não existir uniformidade entre esses símbolos, também não se sustenta teoria de que um quarto ramo seria relativo ao sagrado Arco Real. 

Sem nenhum exercício de imaginação, o painel original do REAA, também traz os ramos de Acácia, porém representados de maneira diferente das que se apresentam no painel inglês, basta compará-los para se certificar. 

Finalmente, ainda vale a pena ressaltar que o Arco Real é conhecido como um grau lateral oriundo do sistema inglês de Maçonaria e nada tem a ver com a hierarquia de graus simbólicos do REAA, que é de origem francesa.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PEDIR A PALAVRA NO REAA

Em 20.08.2025 o Respeitável Irmão Reinaldo de Barros, Loja Humanidade e Progresso, 3623, REAA, GOB-PE, Oriente de Caruaru, Estado de Pernambuco, solicita o seguinte esclarecimento:

PEDIR A PALAVRA

Valoroso Ir Pedro Juk, venho por meio deste, solicitar de sua sapiência, uma dúvida que trago desde meu ingresso na Ordem nos idos de 2017.

Sempre me foi passada a informação de que na palavra a Bem da Ordem, o Irmão que dela queira fazer uso, faça pelo sinal de costume, sinal este que é o braço direito estendido à frente com a palma da mão voltada para baixo, sinal também utilizado em votações de algum assunto em assembleia.

Isto posto, certa vez indaguei a um mestre que, ao se pedir a palavra fazendo pelo sinal de costume, por que alguns irmãos batem palma, a resposta foi: para chamar a atenção do correspondente vigilante que poderia estar desatento a solicitação do Irmão. Afinal, o que é mito e o que é verdade nesse caso? Ou melhor dizendo, o que é certo e o que é errado?

Desde já agradeço a atenção dada a esta humilde solicitação. Parabenizo seu trabalho em prol de uma Maçonaria mais pujante, ordeira e pacífica!

 CONSIDERAÇÕES: 

Inicialmente, vamos tratar movimentos para pedir a palavra e aprovação como gestos, não como sinais, até porque os sinais maçônicos, tais como os de Ordem e Penais, encerram segredos reservados apenas aos iniciados e possuem um alto significado iniciático, sendo, inclusive, executados apenas em se estando em pé na forma de costume. Creio que assim fica mais apropriado.

Gestual para se pedir a palavra - A prática consagrada no REAA de se pedir a palavra é, estando sentado, bater com a palma da mão direita aberta sobre o dorso da mão esquerda fechada (para chamar atenção), em seguida levantar a mão direita espalmada o suficiente para se identificar.

Gestual de aprovação em votações nominais - Estender o braço e respectiva mão direita aberta, dedos unidos, levemente ao alto para a frente. Para se abster de votar, no caso do REAA, fica-se à Ordem.

Em linhas gerais, são estas as orientações no GOB para o REAA.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PORTA-BANDEIRA NO REAA


Em 19/08/2025 o Respeitável Irmão que se identifica como Samuka, Loj Templários do Sétimo Milênio, 3449, REAA, GOB-SP, Oriente de Votuporanga, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte.

PORTA-BANDEIRA

Porta-Bandeira em minha loja. Em sessões ordinárias, onde não há entrada de Pavilhão Nacional, onde deve me sentar? No Oriente a frente do Orador como nas sessões magnas ou na nave do templo no Ocidente.

CONSIDERAÇÕES:


Conforme encontra-se previsto no Ritual de Aprendiz do REAA, GOB, 2024 em vigência, páginas 22 e 23, Planta do Templo e Legenda do Templo, o Porta-Bandeira, nas sessões ordinárias e magnas, senta-se no Oriente, próximo e à frente do Orador.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

A CONSCIÊNCIA

O homem apresenta, grosso modo, três momentos: a consciência, a subconsciência e a hiperconsciência.

Esses momentos podem receber outras nomenclaturas; usam-se os mais comuns, uma vez que pouco importa a definição, mas a compreensão exata.

Diz-se consciência, a sala dos passos perdidos; subconsciência, o átrio e hiperconsciência, o templo.

Assim, a consciência do maçom será a manifestação externa de seu ser; a subconsciência, o homem íntimo, o que afine com o coração e a hiper-consciência, é a sua parte divina, mística, esotérica, enfim, seu templo interior.

Com essa simples divisão, compreenderemos a diferença entre ego e eu. Alexis Carrei é autor de um livro magnífico: O homem, esse desconhecido.

O homem viaja pelo cosmos exterior e vislumbra o infinito, porém tem dificuldade para incursionar dentro de si mesmo, onde poderá encontrar tanto infinito como jamais pensou que possa existir.

A busca é uma experiência particular de cada maçom que, através da meditação, pode "adentrar-se" e "descobrir-se", mesmo que alcance apenas o umbral.

Cada um de nós deve encetar essa busca o quanto antes.

Hoje mesmo.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 100.

APRENDIZ SEGUNDO BENIMELLI

É o primeiro ano da Maçonaria. O "período de ensaio" nas antigas corporações durava vários anos, e só depois de fazer seus testes foi adicionado ou incorporado; daí o nome de Entered Apprentíce que a Maçonaria Inglesa manteve e que poderia ser traduzido por "Aprendiz registrado".

O avental do Aprendiz é feito de pele de cordeiro, branca, símbolo de inocência, e deve usar o rebordo levantado - pois ainda não sabe trabalhar - para se proteger.

Desde o dia da sua iniciação começa "a trabalhar a pedra bruta"; o que o Rito Escocês Antigo e Aceito simboliza colocando-o na mão o malhete para que ele bata simbolicamente os primeiros golpes destinados a desbastá-la.

Os materiais que a Maçonaria lhe confia são a regra de 24 polegadas, o malhete e o cinzel. Cada um destes úteis tem uma utilidade construtiva própria, mas a maçonaria moderna, não construindo já edifícios materiais, aplica-lhe um segundo sentido, que é esotérico. Todo útil tem um significado moral que lhe é explicado no ritual da "apresentação dos úteis".

Na Sociedade, os Aprendizes estão localizados ao lado da coluna do Norte, em frente à do Sul.

A regra gera a linha reta, direção da nossa conduta.

O Cinzel simboliza as vantagens da educação. Segurado com a mão esquerda você deve ser aplicado sobre a pedra bruta para trabalhar. Mas para que este trabalho seja eficaz é indispensável que o útil complementar, o malhete, segurado com a mão direita, bata a cabeça do cinzel corretamente.

Caso contrário, o malhete não seria mais do que um instrumento de destruição impróprio, sem o cinzel para transformar a pedra bruta em pedra cúbica.

O significado alegórico e moral do que precede é: o trabalho do homem sobre si mesmo para realizar a sua própria perfeição, trabalho difícil e árduo, mas que a Maçonaria pretende finalmente facilitar colocando nas mãos daquele que quer tentar sinceramente este acésit os "úteis", isto é, as ensinamentos e exemplos necessários.

Fonte: Facebook_Soy Mason