Em 15.09.2025 o Respeitável Irmão Dyogner do Valle Mildemberger, Loja Gralha Azul, 2514, REAA, GOB-PR, Oriente de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, faz a seguinte colocação:
PURISTAS
Espero que esteja bem. Tenho acompanhado seu blog e admiro a forma como você aborda diversos aspectos da Maçonaria, sempre trazendo reflexões interessantes e acessíveis.
Em um dos artigos, notei o seu comentário: “Outros comentários não são possíveis por aqui, pois os puristas de plantão devem estar a postos para destilar a sua ira sobre aqueles que ‘revelam segredos.”
Isso me trouxe uma dúvida prática. Também iniciei um blog sobre Maçonaria em março deste ano e ainda estou buscando um caminho para selecionar os temas e conteúdo que posso publicar sem ultrapassar limites impróprios. Gostaria de saber como você define o que pode ou não pode ser escrito, especialmente em relação ao equilíbrio entre o que é público, o que é simbólico e o que deve permanecer reservado aos trabalhos internos.
Acredito que sua experiência pode me ajudar a ter mais clareza nessa escolha editorial.
CONSIDERAÇÕES:
Na execução desse ofício eu evito esmiuçar temas relativos aos sinais, toques, palavras, marchas, etc., que possam revelar algo que não seja permitido aos não iniciados. No caso, é preciso ser prudente na abordagem de temas que envolvem os Cobridores do Grau (onde estão os verdadeiros segredos da Moderna Maçonaria).
Dentre outros, o maior problema tem sido os “puristas de plantão” que, por entenderem pouco e "acharem muito", destilam o seu ódio sobre qualquer abordagem acadêmica da história, liturgia e ritualística maçônica. Acham esses “paladinos” que tudo é capaz de expor a Maçonaria ao mundo profano.
Entendo que as coisas não são assim, sendo possível, com cautela, discrição e responsabilidade, se abordar inúmeros temas relativos à Ordem Maçônica, sem, contudo, expô-la aos olhos dos não iniciados.
Desafortunadamente os tais puristas de plantão, por pouco, ou quase nada conhecem das entranhas da Maçonaria, ficam a se agarrar em anacronismos e fantasias, como fossem esses os verdadeiros e reais segredos da Sublime Instituição. Isso sem contar com os adoradores de autores temerários que poluem a literatura maçônica com falsos conceitos, mentiras e exacerbadas superstições.
À vista disso, cabe a quem escreve com seriedade, avaliar cada uma das possíveis circunstâncias que poderão se apresentar, sobretudo pela vastidão da cultura maçônica – da verdadeira cultura, e não de elementos mentirosos que vivem protegidos pela ignorância.
No caso do Blog do Pedro Juk, para me proteger de ataques odiosos, sobretudo quando abordo temas que envolvem sinais, toques e palavras, tenho me utilizado do artifício da abreviatura maçônica na primeira letra do vocábulo, onde o leitor, realmente preparado, pode compreender perfeitamente o encadeamento daquilo que se pretende expor, sem prejuízo de se revelar matéria protegida e reservada somente aos iniciados.
São muitas as situações. Uma boa proteção para quem escreve sobre Maçonaria é antes de tudo ser prudente e amante da verdade, fora isso, é estar preparado para enfrentar os ataques dos vaidosos e presunçosos invejosos.
T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

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