Páginas

PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

ESPADAS APONTADAS PARA O NEÓFITO

Em 02.08.2024 o Respeitável Irmão Volnei do Lago, Loja Estrela Caldense, GOMG (COMAB), REAA, Oriente de Poços de Caldas, Oriente de Minas Gerais, apresenta o que segue:

SEMICÍRCULO E ESPADAS

Ao visitar uma Loja aqui de Poços de Caldas em uma Sessão de Iniciação, percebi uma mudança na ritualística, qual seja o posicionamento dos Irmãos com as espadas apontadas para os Neófitos. Ao invés de formarem um semicírculo de frente para eles, estavam 6 seis irmãos, naturalmente, em linha na Coluna do Sul e outros 6 irmãos em linha na Coluna do Norte e com as espadas sim apontadas para os Neófitos. Me informaram que esse posicionamento é de origem e se presta a permitir que o(s) Neófito(s) tenham uma visão do Livro da Lei. Pergunto: isso procede? É de fato um posicionamento original do REAA?

O correto para o REAA é que os Irmãos que apontam espadas para o Neófito fiquem na fileira da frente de cada uma das Colunas Norte e Sul. Ficam em pé, empunhando cada qual a espada com a mão direita na direção do(s) Neófito(s).

Quanto a quantidade de Mestres Maçons que apontam espadas no dispositivo, não existe número definido. Recomenda-se número par de Mestres distribuídos igualmente nas Colunas. O mais recomendado é que nunca seja menos do que seis Mestres Maçons - mínimo de três para cada lado.

No REAA não se forma nenhum semicírculo com Irmãos armados de espadas e voltados para o(s) neófito(s). Este semicírculo é prática de outro Rito que indevidamente foi enxertado nos rituais do REAA. Assim, as espadas são apontadas pelos titulares, porém das cadeiras frontais nas Colunas Norte e Sul.

No que diz respeito ao REAA, logo que o Neófito recebe a Luz, a sua visão não deve ser coberta ou ofuscada por nenhum objeto ou obstáculo, de tal maneira que ele possa, neste momento, enxergar ao fundo, à sua frente, o Livro da Lei, o Comp e o Esq sobre o Alt dos JJur.

Na alegoria do “Faça-se a Luz”, o Iniciado no REAA recebe a Luz no extremo do Ocidente. Nesse instante, voltado para o Oriente, ele vislumbra ao fundo o lugar da Luz, objetivo final que todo o iniciado deve alcançar para obter a sua plenitude maçônica.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

ALDRAVA E TERNO COM LISTRAS

Em 01.08.2024 o Respeitável Irmão João Jonas da Costa Júnior, Loja Estrela do Rio Formoso, 3036, REAA, GOB-MS, Oriente de Bonito, Estado de Mato Grosso do Sul, apresenta as questões seguintes.

ALDRAVA E TERNO COM LISTRAS

Estou com algumas dúvidas e preciso de sua orientação, por favor: 

1. Podemos usar aldrava na porta do templo ou as batidas do grau tem que ser com a mão fechada apenas, sem qualquer tipo de dispositivo? 

2. O terno e a camisa do traje têm que ser lisos ou podem ter listras na cor (terno com listras pretas e camisa com listras brancas)? 

CONSIDERAÇÕES:

Aldrava[1] - Não vejo problemas, desde que nos momentos antevistos pelo ritual a bateria seja dada conforme o que nele estiver previsto - com o punho cerrado, ou com o punho da espada. Ocasiões em que não se façam necessárias estas observações, nada impede bater à porta se utilizando da aldrava.

Listras - Deixando de lado os excessos de preciosismo, se as listras forem discretas, pouco perceptíveis, é aceitável. No entanto, alerta-se: o mais recomendável é que a vestimenta seja literalmente preta ou azul marinho, como está previsto no Ritual.

[1] Aldrava - Argola ou maça de metal com que se bate às portas, chamando a atenção de quem está dentro.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A LUZ

E Deus disse: Faça-se a luz, e a luz foi feita... (Génesis 1: 3-4)

A luz é para a Maçonaria, o mais importante de todos os símbolos. É o símbolo da verdade e da sabedoria. E, nisto, a Arte Real segue os passos do mais antigo sentimento religioso, pois a luz sempre foi considerada como objeto da realização e concretização das metas principais dos antigos mistérios.

Castellani afirma que a luz "figuradamente designa ilustração, esclarecimento, o que esclarece o espírito, claridade intelectual. A luz, não a material, mas a do intelecto e da razão, é a meta máxima do iniciado maçom, que vindo das trevas do Ocidente, caminha em direção ao Oriente, onde reina o sol, havendo, aí, sem dúvida, uma influência dos mitos solares da antiguidade, principalmente o de Mitra (persa) e o de Apoio (grego). Graças a essa busca da verdade, do conhecimento, da razão é que os maçons autodenominam-se "Filhos da Luz"; e talvez não tenha sido por acaso que a Maçonaria, em sua forma atual, a dos aceitos, nasceu no Século das Luzes, o século XVIII".

É, do oriente, que todas as manhãs, a luz jorra magnífica. O sol, luz e vida da Terra, brilha igualmente sobre todos, sem distinção de raças, de cores ou de credos.Os maçons sabem que o Oriente, fonte da luz material, é um dos símbolos da Arte Real, pois eles sabem que a Ordem contém em seu bojo a pura luz da verdade.

E, se no mundo físico, a luz do sol é a grande dádiva da natureza, vivificadora distribuição de energia e fonte de vida, também isto acontece no mundo espiritual e no mundo moral.Quando a noite intelectual, nos tempos primitivos, pairava por sobre o mundo, foi do antigo sacerdócio, que vivia no Oriente, que a grande lição sobre Deus a natureza e a humanidade foi primeiramente emanada, e dirigindo-se para o Ocidente revelou ao homem seu destino futuro e sua dependência de um poder superior.

Era a luz vivificadora do Espírito que, do Oriente, esparzia luminosidade, através dos sábios persas, gregos, árabes e judeus, modificando inteiramente a visão dos que buscavam e ainda buscam o saber, na anciã incontida de encontrar a verdade. Daí porque luz - sinónimo do conhecimento e da verdade - se contrapõe ás trevas -sinónimo da ignorância, da mentira e da falsidade.

Em todos os antigos mistérios religiosos, a luz era o que todos buscavam, tal qual hoje, na Maçonaria.

Entre os egípcios, Osíris, a principal divindade, era o nome do sol. Entre os hindus, as três manifestações de sua divindade suprema - Brama, Shiva, Vishnu - eram os símbolos do sol: Brama, o sol no nascente; Shiva, o sol no zénite; Vishnu, o sol no poente.

Além disso, "a roda solar, como arma de Vishnu, como símbolo Cakravartin e como a lei que o Buda pôs em movimento, procede por, sua vez, de um simbolismo solar antiquíssimo e muito difundido. Luiz XIV da França imitou a fórmula, chamando a si mesmo de Rei Sol. O sol, luz e vida do mundo, brilha igualmente sobre todos nós" (Henrich Zimmer, Filosofia das índias).

A significação emblemática da luz, na Maçonaria, está presente em todos os Graus e em todos os Ritos. Em todos os sistemas antigos essa reverência pela luz, como símbolo da verdade, era predominante. Nos mistérios de todas as Nações, o candidato passava, durante suas iniciações, por cenas de mais profunda escuridão e, por fim, terminava suas provas pela entrada num santuário esplendidamente iluminado, onde lhe diziam que tinha alcançado a luz pura e perfeita e onde recebiam as instruções necessárias para investi-lo do conhecimento da Verdade Divina, cuja consecução fora o objeto de todos os seus trabalhos, e cujo fornecimento constituía o desígnio da ordem em que fora iniciado.

Quando o candidato diz querer ver a luz, ele está imerso em profunda escuridão, não está implorando a luz física, mas a Luz superior, a Luz do saber, para que possa, iluminando os caminhos da sua inteligência e do seu espírito, buscar uma outra vida, através da qual ele possa transformar-se em outro homem, passando de profano a maçom.

O que ele busca realmente é aquela luminosidade que lhe dissipará a escuridão da ignorância moral e mental, colocando-lhe diante dos olhos da inteligência as verdades maravilhosas da filosofia e da ciência, cujos ensinamentos se consubstancia na grande meta da Maçonaria.

O sol, a lua, a estrela flamejante, as luzes que iluminam os altares ali com uma significação muito além daquela que lhes emprestamos no mundo material.

Se a luz material nos informa, através de nossa visão, tudo o que existe ao nosso redor, há outras formas de luz que nos proporcionam uma visão de muito maior valor para a nossa vida, o caminho da existência espiritual que haveremos de percorrer, como, por exemplo, a luz da inteligência que na Maçonaria, é representada simbolicamente pela estrela flamejante, representação do homem, de suas faculdades e sentidos. Esta é a luz que nos faz enxergar os problemas interiores e os meios para enfrentá-los e, às vezes corrigi-los ou vence-los. A luz da inteligência é aquela que ilumina o mundo interior da consciência e da razão. Podemos chamá-la de luz espiritual.

Necessário é que não desfitemos os olhos de uma terceira luz, talvez mais importante que as duas primeiras: A Luz Divina.

É preciso que o maçom lance mão de todos os seus esforços, de todos os meios que a Maçonaria lhe oferece para conseguir iluminar o seu interior. Com o trabalho e o estudo diuturnos ele alcançará aquela claridade indicadora do seu progresso intelectual e, sobretudo, moral, e estará cumprindo fielmente as metas que a Arte Real lhe traçou: através do esforço de cada maçom em busca do seu aperfeiçoamento interior, conseguir- se-á o progresso moral e espiritual da humanidade.

Bibliografia

CASTELLANI, José e RODRIGUES, Raimundo. Cartilha do Companheiro. A Trolha: São Paulo, 2006.

Fonte: JBNews - Informativo nº 263 - 18/05/2011

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

AS LOJAS DE SÃO JOÃO

Em 01/08/2024 o Respeitável Irmão Helio Senra, Loja União Força e Liberdade, 272, REAA, GLMMG (CMSB), sem mencionar o Oriente, Estado de Minas Gerais, faz a pergunta seguinte:

LOJAS DE SÃO JOÃO

Pretendo fazer um trabalho sobre Telhamento e na resposta à pergunta "De onde vindes" gostaria de saber o porquê de as Lojas Maçônicas serem chamadas de Lojas de São João

 CONSIDERAÇÕES:


O título de Lojas de São João tem origem ainda nas Lojas Operativas ou de Ofício, quando as confrarias de construtores da Idade Média, sob influência da Igreja, comemoravam os Joões, Batista e Evangelista por correspondências às datas solsticiais de verão e inverno no hemisfério Norte. (épocas propícias para o trabalho e para o descanso).

Consulte o meu blog - http://pedro-juk.blogspot.com.br - Lá o Irmão encontrará várias respostas que eu dei a respeito desse tema. Pesquise sobre o significado do símbolo “círculo entre paralelas tangenciais verticais”.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

LITURGIA E RITULAÍSTICA - QUESTÕES RITUAL DE APRENDIZ 2024 - REAA

Em 01.08.2024 o Poderoso Irmão Charles Fabiano Machado, Secretário Estadual Adjunto para o REAA, GOB-SC, Oriente de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, apresenta as dúvidas abaixo elencadas: 

LITURGIA E RITUALÍSTICA DO REAA

Vou tirar mais umas dúvidas, embora eu já tenha minha convicção, mas prefiro ir pela opinião do nosso Secretário Geral de Orientação Ritualística.

Estou fazendo Seminários de Ritualística em todo o Estado, e pairam sempre dúvidas dos irmãos no Geral. Vou enumera-las e se o irmão puder responder ficaria agradecido. 

1.    Terno preto de risca, pode?

2.    VVen Mestres têm assento no Oriente junto aos Mestres Instalados ou do lado das Autoridades?

3.    Ordem de assinatura da ATA: Secr - V M e por último Orad?

4.    Sinal de aprovação do REAA, mão reta para frente ou levantada?

5.    Vigilantes não devem mais usar avental e punhos, conforme SOR?

6.    Autoridade quando for trabalhar em Loja, a exemplo de um Deputado, usa seus paramentos ou o colar do cargo que for exercer?

7.    Ordem correta de saudação na hora da palavra estando presente um Grão-Mestre?

8.    Quanto o Tesoureiro anuncia o troco de beneficência, o Venerável Mestre anuncia logo em seguida ou deixa para o momento de sua fala?

9.    Quanto as substituições em Sessões ordinárias, 1º Vig substitui o VenMestre, 2º Vig substitui o 1º Vig, 2º Exp substitui o 2º Vig?

10.  Na mesma linha, quando ocorrem as substituições o substituto, substitui o cargo com os seus paramentos? No caso 1º Vig assume o cargo de Ven Mestre com os paramentos de 1º Vig, e assim sucessivamente?

Acredito que essa são os questionamentos que sempre vem à tona com mais frequência no Seminário, e para continuar com as instruções, acho que grande valia as respostas desse Irmão pelo seu elevado conhecimento.

ORIENTAÇÕES:

  1. Sem os excessos de preciosismo, sendo um terno preto ou azul-marinho com riscas bem finas e discretas, não existem óbices;
  2. Tanto faz, pois ambos, Venerável Mestre e Mestre Instalado, também são tratados como autoridade da Faixa 01;
  3. Venerável Mestre, Orador e, por fim, o Secretário, que assina depois de ter recebido de volta a Ata assinada pelas outras duas Dignidades.
  4. Mão espalmada para baixo no alinhamento antebraço que vai esticado horizontalmente à frente. Isto não é Sinal, mas um "gesto de aprovação". Ninguém faria Sinal sentado;
  5.  Os Vigilantes continuam usando os aventais próprios para Vigilantes, com o colar, a joia e os punhos. Estes paramentos constam no novo ritual de 2024. Isso foi melhor avaliado e optou-se por não mudar;
  6. Autoridade ocupando cargo se mantém com seus paramentos completos (avental, colar/joia). Veste por cima do seu colar, o colar correspondente ao cargo que ele estiver preenchendo naquela na Loja. É imprescindível o uso do colar do cargo ocupado em Loja. Tudo isso está previsto no Ritual 2024 de Aprendiz, REAA, página 214;
  7. Ao se dirigir protocolarmente à Loja (isto não é saudação), dirige-se por primeiro às Luzes da Loja (detentores do malhete), depois as Autoridades presentes, sem a necessidade de nominá-las individualmente, e finalmente, de modo genérico, “demais Irmãos”. Mesmo que o Grão-Mestre esteja ao lado do Venerável Mestre, o usuário da palavra deverá se dirigir primeiramente às três Luzes;
  8. É recomendado que ele fale nas suas considerações finais. O Tesoureiro deve pedir, em momento apropriado, ao Vigilante para informar o valor da coleta. Vale salientar que a coleta deve ser conferida e anunciada na sessão, sendo proibido deixá-la lacrada para posterior conferência;
  9. Sim, esta é a ordem de substituições nas sessões ordinárias;
  10. Na substituição das Luzes, o substituto usará os seus paramentos, vestindo apenas a joia do cargo de quem ele estará substituindo. O 1º Vigilante, com avental e punhos dele, ocupará o lugar do Venerável Mestre vestindo a joia de Venerável; o 2º Vigilante substituirá o 1º com os seus paramentos (avental e punhos) vestindo o colar com a joia do 1º Vigilante; o 2º Experto substituirá o 2º Vigilante com o seu avental de Mestre, usando o colar e a joia do 2º Vigilante.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail..com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A CARBONÁRIA


A Carbonária foi uma das mais poderosas e famosas sociedades secretas do século XIX. Recrutava secretamente aqueles que estavam dispostos a agir e velar pela liberdade humana. Tinha uma organização excelente e seu objetivo era destruir a monarquia absolutista e o estabelecimento da Liberdade.

Tinha o nome de “Carbonária” por ter sido fundada pelos carvoeiros de Hanover (uma cidade dos Países Baixos). Fundada na Itália por volta de 1810, depois que irrompeu na França, foi chamada de “Maçonaria Florestal” (também se ramificou para Portugal e Espanha). “Maçonaria” porque os maçons a propagavam e protegiam. “Florestal” porque as Iniciações dos seus membros lembravam as dos antigos carvoeiros do Hanover, realizadas nas florestas mais densas, a coberto das vistas estranhas.

Os Carbonários, antes de adentrarem nos segredos da Ordem, passaram por duras provas e prestavam os mais terríveis juramentos, assinados com o próprio sangue do candidato. Após iniciado, recebia o nome de “Bom Primo”, e se tornava carbonário ou executor das ordens da “Alta Venda”. As sessões eram ao ar livre, possuíam sinais e palavras de reconhecimento, etc. Cultivavam a beneficência mútua, a diversão e a alegria franca.

A Carbonária não tem ligação formal com a Maçonaria nem com Obediências Maçônicas, e foi extinta por volta de 1926.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONARIA: UMA SÍNTESE


A maçonaria, uma organização fraternal com raízes históricas, sociais e filosóficas, é marcada por eventos significativos que moldaram sua evolução. Aqui estão alguns dos fatos mais importantes de sua história:

1. Origem Medieval
Guildas de Pedreiros: A maçonaria moderna surgiu das guildas de pedreiros e construtores da Idade Média na Europa, especialmente aquelas associadas à construção de catedrais.

Simbolismo Operativo: Essas guildas usavam ferramentas de construção como símbolos para transmitir lições práticas e morais.

2. Transição para Maçonaria Especulativa (século XVII e XVIII)
Aceitação de Não-Operativos: Durante o século XVII, a maçonaria começou a aceitar membros que não eram construtores, tornando-se uma organização especulativa, focada em valores filosóficos e éticos.

Fundação da Grande Loja da Inglaterra (1717): Este evento marca o início da maçonaria organizada, com a unificação de quatro lojas em Londres. É considerada a base da maçonaria moderna.

3. Iluminismo e Influência Intelectual
A maçonaria floresceu durante o Iluminismo, promovendo valores como liberdade, igualdade, fraternidade, tolerância e razão.

Participação de Intelectuais e Líderes: Figuras como Voltaire, Mozart, Benjamin Franklin e George Washington foram membros.

4. Expansão Global
Durante os séculos XVIII e XIX, a maçonaria se espalhou pelo mundo, acompanhando o colonialismo europeu e os movimentos de independência.

Influência na América Latina: Maçons como Simón Bolívar e José de San Martín desempenharam papéis importantes nos movimentos de independência.

5. Maçonaria e Revoluções
Revolução Americana (1776): Muitos líderes revolucionários americanos eram maçons, e os ideais maçônicos influenciaram a Declaração de Independência.

Revolução Francesa (1789): Embora controversa, há indícios de que os ideais maçônicos influenciaram a revolução.

6. Perseguições e Controvérsias
Proibição pela Igreja Católica: A maçonaria foi condenada pela Igreja Católica em 1738, sob a bula "In Eminenti" do Papa Clemente XII. A oposição continua até hoje.

Perseguição em Regimes Totalitários: Durante o século XX, a maçonaria foi perseguida por regimes fascistas, como o de Hitler, e comunistas, como o de Stalin.

7. Declínio e Renovação (século XX e XXI)
Queda de Membros: No século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, a maçonaria enfrentou um declínio no número de membros em várias regiões.

Abertura e Transparência: No século XXI, muitas lojas maçônicas têm buscado ser mais abertas, promovendo atividades públicas e combatendo estereótipos.

8. Contribuições Sociais
Beneficência e Caridade: A maçonaria tem sido uma força importante em projetos de caridade, saúde e educação.

Defesa de Valores Universais: Continua a promover valores como liberdade, igualdade, justiça e fraternidade.

A maçonaria, ao longo de sua história, influenciou profundamente a cultura, a política e a sociedade, mantendo-se como uma das organizações mais misteriosas e debatidas do mundo.

Fonte: Facebook_Estrela de Davi

domingo, 23 de fevereiro de 2025

FRASES ILUSTRADAS

ESCLARECIMENTOS - NOVO RITUAL DE APRENDIZ, 2024

Em 14.02.2025, um Poderoso Irmão Secretário Estadual de Orientação Ritualística, GOB, REAA, pede esclarecimentos ao Secretário-Geral de Orientação Ritualística, para o que segue:

ESCLARECIMENTOS – RITUAL 2024

Tem algumas questões que tem surgido nesta edição do Ritual de 2024, que se possível, gostaria de receber a orientação do Irmão como nosso Secretário-Geral de Or Ritualística. 

1) - Na pág. 19, consta que o “2º Exp” será o substituto do 2º Vig. Por questão de hierarquia, não seria o “1º Exp”?

2) - Na pág. 41, na Senha de Reconhecimento, a resposta correta não seria: MM IIr c t m “rrec” (saiu “r”).

3) - Também na pág. 41, no como realizar ou executar o “Trip Frat Abr”, não faltou estabelecer a *posição do Rosto ou da Face*?

4) - Na pág. 45, no primeiro parágrafo: Entrando em "em família", os “AApr, CComp MMestr visitantes” darão entrada depois que entrarem os *Apr, CComp e MMestr da Loja?” Se a entrada é "em Família", não poderiam entrar simultaneamente, independente se são do Quadro da Loja ou Visitantes?

5) - Na pág. 48 na verificação se todos nas CCol são Maçons, os Irmão não deveriam ficar em Pé e a Ordem, “voltados pra o Oriente”? 

Desculpe incomoda-lo com essas coisas pequenas, porém entendo importante falarmos a mesma língua nesse momento de transição de Rituais, e a palavra oficial tem que vir do Estimado Irmão. TFA.

ORIENTAÇÕES:

1)    O 2º Exp, por ocupar lugar na Coluna do Sul, é quem substitui o 2º Vigilante. Entende-se que entre as Luzes da Loja, Dignidades e Oficiais, há hierarquia, o que ocorre somente entre as Luzes. No caso dos Expertos, como Oficiais de uma Loja, o numeral serve apenas como identificação.

2)    De fato, foi um erro de impressão e constará no novo SOR como uma “errata”.

3)    A colocação simultânea do br de um Ir por cima do ombr do outro já é o suficiente. Mencionar face com face pode induzir à prática do ósculo, o que não está previsto nos três movimentos.

4)    Por uma questão de padronização, no ingresso no Templo para a abertura dos trabalhos, há formação de préstito na ordem prevista no ritual. Aqui, o temo “em família” significa a entrada de visitantes que não ingressarão após a Orddo Dia. Assim, a prática menciona apenas organização para a entrada.

5)    No 1º Grau não, até porque é apenas o 1º Vig que faz a verificação, do seu lugar. À vista disto, não faria sentido que todos do Ocidente se voltassem para o Oriente, ficando todos praticamente de costas para o examinar. É por isso, como consta no ritual, que o 1º Vigilante se coloca em pé com o malhete apoiado no peito, razão pela qual, ele assim procedendo, hipoteticamente não mostra o Sinàqueles que devem se identificar pelo “Sin que fazem”.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MANEIRA DE PEDIR A PALAVRA

Em 29/07/2024 o Irmão André Marcchione, Loja Aurora II, 2017, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta o que segue:

 PEDINDO A PALAVRA

Hoje, como Companheiro do quadro de minha Loja, carrego uma dúvida desde minha iniciação: o pedido de fala no momento da Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular.

No REAA percebo que os irmãos pedem a palavra às Luzes dando um tapa na mão para fazer barulho.

Já presenciei em sessões de loja do Rito de York que os irmãos dão tapas na perna para fazer
barulho e pedir a palavra.

Pois bem, não encontrei isso nos rituais. Poderia auxiliar-me nessa questão?

1) Qual a origem dessa prática? 

2) Tem alguma fundamentação legal?

3) Quais assuntos podem ser abordados neste momento?

4) E a principal questão: Qual a forma correta de pedir a palavra às Luzes?

CONSIDERAÇÕES.

1. Cada rito, em muitos aspectos ritualísticos, possui particularidades próprias. Assim, um Irmão, para pedir a palavra, antes precisa chamar a atenção. Nesse sentido, em alguns ritos é comum bater-se com a palma da mão sobre a coxa, geralmente com a mão direita. Entretanto, em outros ritos chama-se a atenção batendo-se a palma da mão direita sobre o dorso da mão esquerda, levantando-se, em seguida, o respectivo braço à frente para chamar atenção. Normalmente, todos esses procedimentos são feitos sentados. Deste modo, quem pede a palavra, depois de autorizado, fala em pé, de acordo com o que prescreve o rito.

A origem desses costumes é imemorial. Não há registro de quando isso começou. Vale salientar que o gestual utilizado para se pedir a palavra não é um sinal maçônico, senão apenas um gesto que, na maioria das vezes, se faz sentado.

  1. Ora, a fundamentação legal é seguir o que o ritual determina para o caso.
  2. São inúmeros, e não caberia lista-los aqui. O uso da palavra será de acordo com os assuntos previstos nos períodos previstos pelo Ritual. A Loja deve orientar os seus obreiros a respeito.
  3. Depende do Rito. Isto, como dito, geralmente está contido nos respectivos rituais, além dos ensinamentos que a Loja deve prestar aos seus obreiros nesse sentido. No caso do REAA, pede-se a palavra batendo, com a palma da mão direita, no dorso da mão esquerda fechada, levantando-se, depois, o braço direito à frente com a respectiva palma da mão voltada para baixo, tendo os dedos unidos. Ressalte-se, mais uma vez, que este aceno não é sinal maçônico, senão um gesto visando chamar atenção efetuado por quem estiver pedindo a palavra. 
T.F.A
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

O ALTRUÍSMO

Termo aplicado por Augusto Comte, fundador do positivismo, para expressar o sentimento de "dação", fundamento do amor fraterno. Esse termo, que tem a raiz latina alter, "outro", tem sido usado pelos maçons para expressar o culto à Fraternidade; é o termo oposto a "egoísmo", expressa o amor ao próximo e é colocado entre as maiores virtudes.

Quando surgir inopinadamente algum distúrbio entre Irmãos, é dever iniciático a busca da reconciliação.

O mais idoso deve ser a iniciática de pôr em prática a virtude do altruísmo e procurar o desafeto (mesmo que de leve) para a reconciliação.

Não se admite que entre Irmãos se possa, às vezes por mínimo desajuste, criar-se antipatia ou malquerença.

A virtuosidade do altruísmo está no exercício que ele inspira, e assim, tonando-se hábito, jamais um mal-entendido será alimentado pelo egoísmo.

Se tu, meu irmão, tens alguma diferença co outro irmão, deves procurá-lo e lhe dar um abraço fraternal.

Esse é um passo para trilhar o caminho da perfeição.

Deves agir de imediato, pois os minutos contam para alargar uma distância.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 49.

O LAMPIÃO E A CARREIRA MAÇÔNICA

Vilson Marion Flores da Silva

Aqueles que viveram em algum lugar, sem luz elétrica como eu, que fui criado na campanha, devem lembrar-se do velho e saudoso lampião. Para quem não o conheceu, deve-se destacar que o lampião é um utensílio que serve para iluminar. Normalmente, tem um depósito de combustível (querosene, quase sempre), um pavio (normalmente de tecido, para pegar fogo), um regulador, para o tamanho do pavio, e consequente intensidade da chama e um vidro protetor, para evitar que o vento apague o fogo. Esse vidro suja muito e é necessário limpá-lo constantemente.

Assim, um lampião com combustível, pavio bem regulado e vidro limpo, quando aceso gera luz. Brilha no escuro.

Quando somos exaltados a Mestre, dizem-nos que, agora, temos luz própria, que devemos iluminar o caminho dos que nos seguem. Portanto, o Mestre Maçom, também, é um lampião, e assim como este, devemos ter um depósito de combustível (conhecimento, sabedoria) bem cheio. Da regulagem de nosso pavio dependerá a clareza e intensidade da chama, da luz que queremos transmitir aos Irmãos. Uma boa frequência, saber manifestar-se de maneira oportuna, equilibrada, são condições importantes para que nossa chama brilhe com força. Finalmente, nosso vidro deve estar bem limpo para a passagem da luz. Devemos saber falar de maneira a sermos entendidos, convencermos, ensinarmos aquele grupo de Irmãos ao qual nos dirigimos.

Portando, é necessário estarmos atentos mais e mais ao que o cargo que ocupamos nos exige. Estudando, participando de seminários, encontros, treinamentos, palestras, lendo muito, etc., para termos uma boa bagagem e ferramentas para atendermos às expectativas em nós depositadas. A leitura constante e a participação em eventos mantêm cheio nosso depósito de combustível, atualizando nossos conhecimentos. O entusiasmo, a participação em Loja, o interesse faz com que nosso pavio seja grande e forte, proporcionando uma chama brilhante, que a todos atinge. Nosso vidro limpo é nosso bom relacionamento e conhecimento dos Irmãos, fazendo com que haja uma harmonia entre todos e deixando a luz passar.

Este vidro, que no lampião funciona como uma proteção para o vento não apagar o fogo, em nossa vida maçônica, também, funciona como uma proteção contra o descaso, o ostracismo, a falta de interesse. O vidro não é inquebrável (não somos insubstituíveis), mas quanto maior a espessura desse vidro, maior será a proteção.

Pergunte-se para que serve um lampião estragado? Ou seja, sem tanque de combustível, ou sem pavio. Certamente a resposta será: não serve para nada. É inútil!

Pois se em nossa vida maçônica faltar bagagem de conhecimentos (depósito de combustível), falta de equilíbrio emocional (“pavio curto”), ou estivermos desatualizados (com o vidro opaco/sujo), talvez, para nada serviremos. Seremos inúteis, ao ponto de ficarmos na prateleira (sem nenhum cargo) e um dia sermos jogado fora.

Portanto, estude, participe de eventos, leia bastante, atualize-se, transmita sua sabedoria, seja um Mestre, e brilhe mais e mais.

Fonte: https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/

sábado, 22 de fevereiro de 2025

DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM

FRASES ILUSTRADAS

ESTANDARTE NA CONSAGRAÇÃO DE UM IRMÃO

Em 29/07/2024 o Respeitável Irmão Luiz Carlos Tinta, Loja O Pacificador, 2199, REAA, GOB-RJ, sem mencionar o Oriente, Estado do Rio de Janeiro, faz a pergunta seguinte:

POSICIONAMENTO  COM O  ESTANDARTE

Solicito vossa fineza em esclarecer qual deva ser o posicionamento do Estandarte da Loja por ocasião da consagração de um Irmão. O mesmo deve ser posicionado atrás do irmão e voltado para o altar do Venerável, ou seu posicionamento deve ocorrer de frente para o irmão, ou seja, voltado para o ocidente?

Finalmente, se há obrigatoriedade de posicionar o estandarte, ou esse procedimento ė facultativo ou mesmo inexistente? 

Cumpre-me esclarecer-vos que possuo em arquivo diversos questionamentos feitos ao eminente irmão e definitivamente solucionados. Deixo aqui meus agradecimentos e receba meu fraternal abraço.

 CONSIDERAÇÕES:

No que diz respeito ao REAA, durante o ato de consagração de um candidato, o que significa conferir dignidade ao grau, não está previsto nenhum deslocamento ou apresentação do Estandarte, o qual deve permanecer no seu lugar, isto é, ao fundo, no oriente da Loja (sudeste), como especifica o ritual. 

O Ir Porta-Estandarte não sai do seu lugar nessa ocasião.

Finalizando, reitero: é inexistente qualquer prática de deslocamento do Estandarte pela Loja no ato de consagração de um Irmão. Aquilo que o ritual não preconizar, obrigatoriamente não deve ser feito.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

EXISTE CONSAGRAÇÃO DE ESPADA FLAMÍGERA?

Em 25.07.2024 o Respeitável Irmão Hisemberg Nunes, Loja Acácia da Boa Vista, sem mencionar o Rito e a Obediência, Oriente de Boa Vista, Estado de Roraima, apresenta a seguinte questão:

 CONSAGRAÇÃO DE ESPADA

 Existe algum Ritual de Consagração de espada Flamejante? Pois tem alguns Irmãos "pseudos doutores em ritualística", em minha Loja que afirmam a existência de tal Ritual.

CONSIDERAÇÕES:

É como diz o caso, se só existe no Brasil e não é jabuticaba, ou é besteira ou é privilégio de alguns.

No mais, é mesmo impressionante até aonde chega à imaginação de alguns Irmãos. 

Ora, consagração de Espada Flamígera é mesmo d’escrachar.

Isso não existe, simplesmente porque não faz nenhum sentido consagrá-la. Sem mais comentários.


T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


Nilo Procópio Peçanha (Campos dos Goytacazes, 1867 – Rio de Janeiro, 1924). Ele chegou ao cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 23 de julho de 1917 a 24 de setembro de 1919, quando renunciou ao cargo, devido a divergências internas e conflitos políticos dentro da organização. Na época, o GOB enfrentou disputas entre grupos com visões distintas sobre a atuação da Maçonaria na política brasileira.

Nilo Peçanha foi ainda Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

COMO É QUE O ORGULHO DO MAÇOM SE MANIFESTA?

Porquê abordar este assunto, que parece mais uma questão de sociologia do que de Maçonaria, numa loja onde o trabalho sobre o simbolismo é primordial?

A resposta é simples: “O orgulho é para um Maçom o que uma miragem é para um errante desesperado no deserto”. É uma ilusão necessária e irresistível. Por conseguinte, é necessário tornar-se seu senhor através de um trabalho árduo, correndo o risco de permanecer seu escravo submisso.

Como todos sabemos, tudo na Loja é uma dualidade:

  • Sol / Lua
  • Branco / Preto do pavimento
  • Meio-dia / Meia-noite
  • Zénite / Nadir
  • Este / Oeste
  • Norte / Sul
  • Coluna J / B
  • Espada / Bastão
  • 1º Vig. / 2º Vig.

Podemos, portanto, deduzir que o orgulho também tem o seu binómio, é uma realidade. Chama-se humildade. Este termo grego é mais conhecido por “húmus”, a terra, que quase beijámos quando passámos pela porta inferior durante a nossa iniciação.

Voltemos ao orgulho para o definir melhor. Peço a Henri Bergson que o faça por mim:

“Há uma diferença entre o orgulho e a vaidade. O orgulho é o desejo de estar acima dos outros; é o amor solitário de si próprio. A vaidade, por outro lado, é o desejo de ser aprovado pelos outros. No coração da vaidade está a humildade, uma incerteza sobre si mesmo que é curada pelo elogio”.

Bergson diz-nos que o orgulho é compararmo-nos com os outros. Não certamente para nos alimentarmos deles e crescermos, mas para os anularmos, a fim de nos tranquilizarmos quanto aos nossos medos fundamentais. O orgulho é uma manifestação de esquizofrenia: é dizer ao outro: “Preciso de ti para que me reconheças”, mas ao mesmo tempo dizer-lhe: “Nego-te para não perder o meu lugar de escolhido, de mais amado”.

Assim, tudo o que vou dizer baseia-se no seguinte princípio: “A escuridão não existe como entidade, é apenas o resultado de uma ausência de luz. Da mesma forma que o frio é uma ausência de calor”. Assim, parece-me que o orgulho é uma ausência de humildade. Se a humildade é terrena, sólida, concreta, a sua antítese é a vacuidade ou a ilusão.

O Maçom que cresceu de acordo com as etapas convencionais da Maçonaria (Aprendiz, Companheiro e Mestre), aquele que estudou os símbolos e os integrou, para lhes dar sentido na vida quotidiana e na fraternidade, torna-se como um fio de prumo. É equilibrado, alinhado, justo e ocupa o seu próprio lugar, com os dois pés bem assentes na terra. Não procura ocupar o lugar do vizinho. Não procura ser considerado mais do que aquilo que se considera ser, simplesmente É.

Por outro lado, o Maçom que perdeu a verdadeira intensidade das provas de iniciação sabe muito bem que lhe faltam peças, partes do seu todo pessoal. Não está completamente cheio de si e esta falta leva-o a intelectualizar-se, a fantasiar com o seu espírito. Então, ele pensa! Pensa, encontra respostas lógicas. Discute e, sobretudo, agita-se. Cria perturbações, porque o que é na sua essência mais profunda diz-nos muito mais sobre ele do que aquilo que nos diz com as suas palavras ou gesticulações estéreis.

Surgem então os debates e as rivalidades. Como dizia Augusto Comte: “O orgulho divide-nos ainda mais do que o interesse”. O Maçom torna-se incapaz de reunir o que está disperso, porque está agora num estado de separação, de divisão e, sobretudo, de discriminação de todas as coisas. O masculino e o feminino já não são duas faces da mesma moeda, mas dois géneros humanos distintos que devem ser colocados em dualidade e mesmo em conflito. Para ele, os aprendizes tornam-se pequenos principiantes. Os companheiros são de baixo nível e facilmente humilhados, e todos os outros mestres são rivais que devem ser ultrapassados o mais rapidamente possível. Este tipo de Maçom orgulha-se do seu avental e das suas promoções no seio da loja. Alguns chegam mesmo a pensar que os cargos são uma forma de reconhecimento, uma forma de patente. Deve ser verdade, porque durante a distribuição dos cargos no início do ano, ouvimos outros irmãos ou irmãs virem felicitá-los pela sua nova nomeação. Pensemos bem: as únicas felicitações possíveis são as que devem vir no fim do ano, quando o oficial fez um bom trabalho.

No século XVIII, Antoine de Rivarol dizia:

“É preciso fazer morrer o orgulho sem o ferir. Porque se o ferirmos, ele não morre”.

O orgulho é um animal duro. Quanto mais é ferido, mais incha. Está desligado da realidade das coisas, não tem contacto com os seus vizinhos, refiro-me à inteligência do coração ou à da razão. Todos nós conhecemos pessoas eruditas ou muito cultas, mas totalmente cheias de um orgulho que tenta desesperadamente mantê-las acima dos outros, como se os outros pudessem diluí-las. Conheço até uma categoria de orgulhosos que ultrapassam todos os outros. Chamam-lhes os modestos. Como escreveu La Rochefoucauld nos seus Pensamentos: “A modéstia é o mais alto grau de orgulho”. Não devemos confundir humildade com modéstia. Jules Renard escreveu: “Sê modesto! É o tipo de orgulho que menos desagrada”.

Gostaria agora de vos falar de um outro tipo de orgulho. Chama-se “orgulho espiritual”. O seu representante é um escolhido. Ele é o embaixador do Grande Arquitecto na Terra. Está em ligação directa com ele. Foram-lhe atribuídos superpoderes. Faz questão de ser o líder indiscutível da prática do ritual. Pode mostrar-vos a lista dos seus títulos e distinções… em suma, diz-vos com falsa modéstia que o seu percurso maçónico o tornou melhor. Pode até ser condescendente. Este tipo de pessoa é bastante perigoso, porque avança sorrateiramente com a máscara de um Maçom que só trabalha para si e não se interessa pela sua própria vida. Poderíamos dar-lhe Deus sem confissão. Bem, quando eu digo Deus, quero dizer GADO!

Parafraseando Auguste Detoeuf, eu diria:

“Os maçons dividem-se naturalmente em três classes: os vaidosos, os orgulhosos e os outros. Mas eu ainda não conheci os outros”.

Esta afirmação, deliberadamente provocadora, não tem por objectivo magoar ninguém. Quero simplesmente afirmar que todos nós, e eu sou o primeiro, somos dotados desta função que é específica do ser humano. Como podemos viver com este sentimento e usá-lo como uma bússola para nos mostrar o caminho errado e ajudar-nos a encontrar o caminho certo?

Antes de mais, entendamos que “o que torna o orgulho dos outros insuportável é o facto de ferir o nosso próprio orgulho”. Então, porque não usar esta reacção comum para trabalhar o nosso próprio orgulho? Imaginemos que, sempre que nos sentimos incomodados por uma pessoa orgulhosa, é o nosso próprio orgulho que é afectado. Porque não tentar ser grato e agradecer a esse parceiro involuntário do seu orgulho, para nos ajudar a libertarmo-nos do nosso próprio orgulho. Para além da ajuda que estaríamos a dar a este Maçom que precisa de brilhar em vez de irradiar, poderíamos finalmente tornar-nos um exemplo e, acima de tudo, poderíamos finalmente deixar o mundo infernal da comparação para SER.

As iniciações maçónicas são uma série de dissoluções e coagulações ou, se preferirem, uma série de destruições e reconstruções que permitem a transmutação no sentido alquímico do termo e convidam o Maçom a passar da Obra em preto para a Obra em vermelho. É o dissolve e coagula, o “dissolver e coagular” dos alquimistas. Se ousássemos tomar o nosso orgulho como antimónio, essa matéria-prima, e tentar transformá-lo em pedra filosofal, então poderíamos produzir uma essência de humildade que seria um perfume de humanidade, como gostamos de cheirar nas nossas Lojas.

Para concluir este trabalho, gostaria de citar um pensamento de Thich Nhat Hanh, esse sábio que está actualmente a lutar contra a morte enquanto leio o meu trabalho: “A humanidade sofre de 3 complexos, o complexo de superioridade, o complexo de inferioridade… e o complexo de igualdade”. Como todos compreenderam, isto remete-nos para o “Torna-te quem tu és” de Nietzsche e, sobretudo, para o nosso “Conhece-te a ti mesmo…” que nos é citado quando entramos na Loja. De facto, como vejo com demasiada frequência, os verdadeiros problemas de orgulho surgem no momento em que vestimos o avental de Mestre. Para alguns, o avental torna-se um ecrã que nos separa, em vez de uma ponte que nos liga.

Frank Fouqueray
Tradução: António Jorge, M∴ M∴

Fonte: Fremason.pt