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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quarta-feira, 25 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

O USO DA SIGLA M. I. PELO EX-VENERÁVEL

Em 06.11.2024 o Respeitável Irmão Antônio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, faz a pergunta seguinte:

M I NA ASSINATURA

Gostaria de ser esclarecido a respeito da assinatura livro de presença onde o Mestre Instalado assina M I. Está correto esse procedimento?

CONSIDERAÇÕES:

Antes de mais nada é bom ressaltar que Mestre Instalado não é grau iniciático, senão um título honorífico dado àquele que foi eleito Venerável Mestre, Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal, Grão-Mestre Estadual ou do Distrito Federal Adjunto, Grão-Mestre Geral e Grão-Mestre Geral Adjunto.

No que diz respeito à sigla M I após a assinatura, conforme o Decreto vigente de nº 2085, datado de 11/06/1968, do então Grão-Mestre Geral Ir Álvaro Palmeira, o qual menciona que o Mestre Instalado “tem o direito" de usar esta sigla após o seu nome.

Não obstante esse Decreto não obrigar o uso dessa sigla, ele menciona que o Mestre Instalado tem o direito de usá-la. Assim, legalmente os IIr têm o direito de usá-la, ou não, como é o meu caso, que prefiro apor à minha assinatura apenas o grau de M M.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 100 - Atersata

Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como “artezata”, ou “aterzata”, é de dificil localização nos dicionários maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua inglesa). Na língua inglesa é escrito como “athersada”.

É uma palavra de origem Persa, com o significado de “mão forte, mão poderosa”. Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: “o Governador que dirige com total poder, com mão forte!”.

Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias (vide “Esdras” II. 63; “Nehemias” VII. 65-70, descritos abaixo).

E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem encontrar um sacerdote...
Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada... pelos nossos sacerdotes. Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de Helquias...

Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é o nome do presidente do “Sublime Capítulo Rosacruz” do Rito Escocês Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.

Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12 tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruida por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro Templo, o de Salomão, construido em 980 a.C, foi totalmente destruido e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.

Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.

Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de judeus”, o que anteriormente, era usado somente para os pertencentes aos nascidos em Judá.

titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia, provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova Judéia.

Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construido, denominado de templo de Zorobabel.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

O MESTRE INSTALADO

O Mestre Instalado é o Mestre que tendo sido eleito Venerável Mestre, passa pelos ritos iniciáticos de Instalação, em que lhe são transmitidos, por uma Comissão Instaladora formada por três Mestres Instalados, os segredos que lhes são privativos.

Também na Igreja Católica observa-se a exigência da presença de três bispos na cerimônia de consagração de um novo bispo.

Numa sessão iniciatória de qualquer grau, na falta do Venerável Mestre da Loja, caso os Vigilantes não sejam Mestres Instalados, não poderão portar a Espada Flamejante nem consagrar o grau, tarefa que deverá ser transferida para um Mestre Instalado presente.

Um Grande Inspetor Geral, um grau 33, ou um detentor do grau máximo de seu Rito se não for Mestre Instalado, não poderá assistir a certos ritos da cerimônia de Instalação, devendo retirar-se do templo com os demais Mestres.

A cerimônia de Instalação inicia-se no grau de Aprendiz, passando sucessivamente pelos graus de Companheiro e de Mestre, após o que só podem permanecer no templo os Mestres Instalados.

Sua joia distintiva, dependendo do Rito e da Potência, é um Esquadro sob o Compasso num arco de círculo, com o Sol e um Olho no centro ou um Esquadro com um pingente formado por uma lâmina onde está inscrito o Postulado 47 de Euclides, também conhecido como Teorema de Pitágoras.

O avental do Mestre Instalado é igual ao do Mestre, porém com taus (letra grega semelhante à latina T) invertidos no lugar das rosetas ou das letras M.’. e B.’., no caso do Rito Escocês Antigo e Aceito de Lojas confederadas à COMAB.

Os Mestres Instalados, sejam eles da própria Loja ou visitantes possuem a prerrogativa de ter assento no Oriente.

Pelo menos os da própria Loja devem estar dispostos, preparados e se oferecerem para exercer quaisquer cargos cujo titular esteja ausente.

Do livro O que um Mestre Instalado deve saber

Irm∴ Almir Sant’Anna Cruz

Fonte: http://www.brasilmacom.com.br

terça-feira, 24 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

IMPEDIMENTO DO VENERÁVEL MESTRE E A PALAVRA SEMESTRAL

Em 06.11.2024 o Respeitável Irmão João Capistrano Ferreira Neto, Loja Major Adolfo Pereira Dourado, 1632, REAA, GOEPA (GOB), Oriente de Belém, Estado do Pará, faz a pergunta seguinte:

IMPEDIMENTO DO VENERÁVEL

A Situação é a seguinte:

Nosso Venerável Mestre, encontra-se enfermo. Sou o Primeiro Vigilante da Loja. A palavra semestral é transmitida aos irmãos do quadro da Loja, REGULARES, pelo Venerável, EM LOJA, formando a cadeia de união, SOMENTE para este fim.

Como fica essa situação, haja vista que o Venerável está impossibilitado de fazê-la?

CONSIDERAÇÕES:

No impedimento do Venerável Mestre por motivos de saúde é perfeitamente aceitável que o seu substituto legal (1º Vig) transmita a Palavra Semestral aos Irmãos Regulares do Quadro em Cadeia de União, dentro do Templo, tão logo os trabalhos tenham sido encerrados, a Loja fechada e todos os IIr visitantes tenham se retirado.

A título de instrução, a Pal Sem foi criada pelo Grande Oriente da França em Paris no ano de 1777 com o objetivo único de barrar o ingresso de irmãos irregulares e ggot∴ nos trabalhos das Lojas. Tudo em uma época em que a Maçonaria francesa regular enfrentava sérias dificuldades pela desorganização que imperava no seu seio, proporcionada principalmente por dirigentes descomprometidos que nomeavam prepostos em seus lugares.

Junto com a Pal Sem era também criada a Cadeia de União com um mecanismo ritualístico único para a transmissão individual de uma palavra senha que era expedida pelo Grão-Mestre, a cada seis meses. 

A posse dessa palavra conferia penhor de regularidade àquele que a recebia de modo peculiar. No Brasil a Pal Sem foi adotada a partir de 1832.

No GOB o REAA genuinamente preserva a formação da Cadeia de União exclusivamente para a transmissão da Pal Sem.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


EGBERT AUSTIN WILLIAMS (Nassau, 1874 - New York, 1922). Foi um dos artistas mais importantes e influentes da era do vaudeville nos Estados Unidos. Ele se destacou como comediante, cantor, ator e compositor, sendo um dos primeiros artistas afro-americanos a alcançar sucesso nacional e internacional em um período marcado por profundas divisões raciais e segregação. Teve um funeral maçônico.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O QUE É MAIS IMPORTANTE, O CARGO OU O GRAU NA MAÇONARIA?

Márcio dos Santos Gomes*

Em determinados contextos, desenvolve-se um diálogo sutil e investigativo, possível tanto em encontros sociais quanto em congressos maçônicos ou visitas a outras Lojas/Potências. Surgem perguntas como: Qual o seu Grau? Que função exerce em sua Loja? E na Potência? Já percorreu os Graus Superiores? Qual sua ocupação fora da Maçonaria? Frequentemente, esse tipo de abordagem, ainda que indesejada, limita-se a ambientes sociais ligados à Ordem.

Respondidas essas e outras indagações, o altivo demandante então avalia se vale a pena prosseguir o diálogo com seu interlocutor. Nesse jogo velado de hierarquias, muitos acreditam que o capital social maçônico[1] deve gerar retornos concretos, e não se deve investir tempo onde não há perspectiva de vantagem. No entanto, se o irmão mais simples deixa escapulir algum vínculo com figuras influentes dentro ou fora da Maçonaria – como ser vizinho da prima da esposa de certa autoridade – o semblante do demandante logo se suaviza, e o sorriso oportunista desponta, semelhante ao do gato de Cheshire, sinalizando que o papo pode, enfim, prosperar.

Esse comportamento, infelizmente, revela uma distorção dos princípios fundamentais da Ordem. Para alguns, mais importante do que o conhecimento simbólico e a vivência filosófica dos Graus é a visibilidade dos Cargos. São esses que acreditam que somente acumular títulos, comendas, medalhas, diplomas, pins, alfaias corruscantes e homenagens construirão uma “carreira” dentro da Maçonaria — como se esta fosse uma instituição burocrática comum, e não uma escola iniciática.

Poucos, contudo, atingem os postos almejados; a maioria se frustra ou abandona a busca quando percebe que o reconhecimento verdadeiro é sutil, silencioso e raramente vem do palco, mas da consciência tranquila e do respeito dos que caminham com integridade. Afinal, o Grau representa a elevação interior, o progresso pessoal e espiritual. Já o Cargo, embora necessário para a organização da Potência, é transitório, funcional, e jamais deveria se sobrepor à essência iniciática da jornada maçônica.

Assim, a verdadeira pergunta não deveria ser “qual o seu Cargo?” ou “qual o seu Grau?”, mas sim: “o que você tem feito com o que aprendeu?” ou “como a sua vida mudou depois que você foi iniciado?”, porque na Maçonaria — como na vida — mais importante do que títulos é a transformação real do ser.

É pensamento majoritário na Maçonaria de que o Grau mais instigante é o de Aprendiz Maçom e o melhor e o maior Cargo é o de “irmão” e esta é a forma mais afetuosa que podemos tratar uma pessoa. Senão vejamos. Pode parecer paradoxal, sobretudo àqueles que projetam sua jornada como uma escada hierárquica rumo a cargos e títulos, mas não há nada mais profundo, simbólico e transformador do que o primeiro grau ou o primeiro, libertador e decisivo, passo no Templo do autoconhecimento.

O Aprendiz não é um iniciado em formação — ele é a própria essência da iniciação. Sua postura de escuta, seu silêncio reflexivo, sua atenção às lições básicas da arte real representam o espírito ideal do maçom em todos os estágios. Quem permanece, mesmo em altos graus, com a alma de um verdadeiro Aprendiz, demonstra humildade, abertura e disposição constante para aprender. A sabedoria começa exatamente aí: no reconhecimento de que jamais saberemos tudo e de que sempre haverá uma pedra a desbastar.

Na mesma linha, não é exagero dizer que o maior de todos os Cargos é simplesmente o de Irmão. Títulos administrativos vêm e vão – Grão-Mestre, Venerável Mestre, Vigilante, Orador, Tesoureiro, Secretário, Chanceler, Delegado, Deputado, etc., – todos são funções úteis, sim, mas temporárias. O título efetivo de Irmão, porém, é eterno dentro da Ordem. Ele não é dado por eleição, não é conquistado por influência, nem é perdido com o fim de um mandato. É um laço que une todos os obreiros, independentemente de Potência ou Rito.

Chamar alguém de irmão é reconhecer nele um semelhante, alguém com quem se compartilha valores, aspirações e responsabilidades. É, sobretudo, um gesto de afeto e respeito. Ao tratarmos alguém como irmão, afirmamos que não há superioridade, apenas fraternidade. E, no mundo profano cada vez mais marcado por disputas de vaidade, egos inflados e relações utilitárias, a Maçonaria se mantém firme como um refúgio onde o título mais nobre é o de quem estende a mão e caminha ao lado.

Não são todas as Oficinas que estão preparadas para um diálogo aberto e franco sobre esse e outros temas momentosos, mormente em face do medo de instaurar-se clima desfavorável, agora que a peste do “nós x eles”, ódio do bem e ódio do mal, está até mesmo dentro de nossas famílias. E aí, fazer o quê? A opção costuma ser a de ceder a qualquer nova ideia, na expectativa de parecer moderno, sem se envolver, ou recorrer à estratégica política da cara de paisagem e continuar o jogo dentro das quatro linhas do campo, concebendo que a bola está sempre do outro lado. Porém, na Maçonaria, o trunfo ainda é ser irmão e aí reside a esperança de tempos melhores.

E que assim permaneça. Que nunca esqueçamos que o verdadeiro progresso não se mede por quantos graus acumulamos ou quantos cargos exercemos, mas sim por quanta luz conseguimos refletir – como obreiros em permanente estágio de aprendizagem – e por quantas mãos fomos capazes de apertar sinceramente, como irmãos desinteressados e de bom coração.

“A beleza do aprendizado é que ninguém pode roubá-lo de você.” (B. B. King).

(*) *Márcio é Mestre Instalado da Loja Maçônica Águia das Alterosas Nº 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte; Membro da Academia Mineira Maçônica de Letras e da Academia Maçônica Virtual Brasileira de Letras; Membro da Loja Maçônica de Pesquisas “Quatuor Coronati” Pedro Campos de Miranda (BH); Membro Correspondente Fundador da ARLS Virtual Luz e Conhecimento Nº 103 – GLEPA; Membro Correspondente da ARLS Virtual Lux in Tenebris Nº 47 – GLOMARON; Membro Correspondente da Academia Maçônica de Letras de Piracicaba (SP); Membro Correspondente da Academia Internacional de Maçons Imortais; e, colaborador do Blog “O Ponto Dentro do Círculo”.

Notas

[1] Ver artigo “O Capital Social da Maçonaria”, publicado no Blog “O Ponto Dentro do Círculo”, em 04.09.2015: https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2015/09/04/o-capital-social-da-maconaria/

A elaboração deste trabalho contou com o uso da Inteligência Artificial, por intermédio do Chat.GPT, subsidiando as pesquisas: https://chat.openai.com/.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

segunda-feira, 23 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

OCUPAÇÃO DO TEMPO DE ESTUDOS

Em 05/11/2024 o Respeitável Irmão Rafael Teixeira, Loja Fraternidade Sul Mineira, 1093, REAA, GOB MINAS, Oriente de Pouso Alegre, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida que segue:

TEMPO DE ESTUDOS

Tomo a liberdade de novamente solicitar a sua opinião sobre qual seria a melhor opção quando um irmão utiliza o Tempo de Estudos (agora de 30 minutos) para fazer a sua explanação. Tendo em vista que no novo ritual o tempo é de 30 minutos, quando o irmão necessitará de mais tempo, como por exemplo: 1 hora, para expor o seu estudo, seria melhor ficar definido que aquele irmão irá proferir uma palestra? O quer é correto fazer?

COMENTÁRIO

 

O Tempo de Estudos, agora com 30 minutos no ritual do REAA vigente (2024), deve ser utilizado sempre dentro do tempo previsto.

Outras instruções ou peças de arquitetura que exijam um tempo maior deverão ser desmembradas, adequadas ou levadas para uma Sessão de Instrução, cujo tempo é apropriado para este mister. 

Dependendo da demanda, há temas que o mais apropriado seria apresenta-los em palestras ou conferências.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

O QUE SÃO RITOS NA MAÇONARIA


Os Ritos Maçônicos são uma série de cerimônias e procedimentos que fazem parte da prática da Maçonaria. Eles incluem a realização de Cerimônias de Iniciação, graus e ordens maçônicas, que são acompanhadas de simbolismos e ensinamentos que buscam incentivar o desenvolvimento pessoal e moral dos membros da fraternidade.

Em outras palavras, e um conjunto de preceitos e obrigações gerais que produz efeitos sobre aqueles que estão sob seu alcance. Assim como uma lei, um Rito reflete princípios que o orientam, possui elementos históricos, além de buscar um objetivo específico.

Existem vários Ritos Maçônicos praticados em todo o mundo, cada um com suas próprias tradições e cerimônias. Alguns dos ritos mais conhecidos incluem o Rito de York, o Rito Escocês Antigo e Aceito e o Rito Schroeder.

Os Ritos Maçônicos têm um forte valor simbólico e ritualístico, que serve como um meio para ensinar lições importantes sobre Moralidade, Ética e Filosofia. Eles também desempenham um papel fundamental na criação de um senso de comunidade e solidariedade entre os membros da Fraternidade Maçônica.

O Grande Oriente do Brasil, por exemplo, pratica 7 Ritos Maçônicos atualmente:

Rito Adonhiramita.
Rito Brasileiro.
Rito Escocês Antigo e Aceito.
Rito Escocês Retificado.
Rito Moderno (ou Francês).
Rito Schröder (ou Schroeder).
Rito de York.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

GRANDE LOJA UNIDA DA INGLATERRA

Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães ARLS Presidente Roosevelt 025 Grande Loja - Belo Horizonte – MG

Tema: United Grand Lodge of England*

Saudações estimado Irmão, estou em Londres e trataremos da UNITED GRAND LODGE OF ENGLAND. Em 13 de dezembro de 2009 escrevi sobre este tema (227-Grande Loja Unida da Inglaterra, disponibilizado pelo Irmão Tibério Sá Maia no site www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/sq0000artigos.html ), porém neste gostaria de apresentar a U∴G∴L∴E∴ no sentido material, organizacional e com detalhes simbólicos que muitas vezes passam despercebidos pelos que já visitaram a Freemasons’ Hall na 60 Great Queen Street. O prédio é muito bonito, sendo considerado um dos mais perfeitos dentro do estilo Art Decó. Inicialmente pensou-se em construir um Memorial aos Maçons que tombaram durante a Primeira Guerra Mundial, mas durante os cinco anos que durou a construção (inaugurada em 1932) foram dadas novas diretrizes e hoje abriga não só a administração, como um fantástico Museu, uma maravilhosa Biblioteca, um Templo Nobre ou como eles dizem “Grand Temple” com 1.700 lugares e vários departamentos que trabalham em prol de aproximadamente 250.000 membros distribuídos em mais de 8.000 Lojas espalhadas por toda Orbe Terrestre. Além dos trabalhos administrativos, neste prédio se reúnem muitas Lojas em 23 Templos e também são planejados e executados importantes trabalhos de filantropia; pelo que eu pude compreender no ano de 2000 foram arrecadados mais de 20 milhões de Libras Esterlinas (valor que ultrapassa 53 milhões de reais) que foram aplicados em “Brotherly Love, Relief, and Truth".

O material de divulgação explica: “aqui nos encontramos para praticar o Amor Fraternal, Assistência e Verdade. Os Maçons são ensinados a praticar a caridade e a assistência, não apenas entre si próprios, mas também para a comunidade como um todo - tanto por trabalhos de caridade, por voluntariados e obras como indivíduos.”. Entre vários departamentos destaco: Canonbury Masonic Research Centre; Freemasonry Today Magazine; Letchworths' Shop; MQ Magazine; Quatuor Coronati Lodge of Research; Sheffield University Centre for Masonic Research; Supreme Grand Chapter of England; The Cornerstone Society e outros quatro onde os trabalhos filantrópicos são a mola motriz: The Grand Charity; The Royal Masonic Trust for Girls and Boys; The Royal Masonic Benevolent Institution e The Masonic Samaritan Fund. Logicamente, também vou escrever detalhes instigantes com o único propósito de despertar em você a vontade de saber um pouco mais sobre o assunto, fazer uma Prancha de Arquitetura e quando ela estiver pronta, levar para sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos. Lembrem-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas. Observem a figura abaixo que também está em anexo, farei apenas sete comentários e deixarei os senhores à vontade para pesquisar:


O brasão da Grande Loja Unida da Inglaterra foi criado por Jehudah Leoni Jacob no final do século XVII e está coberto de simbolismo, alguns interessantes outros que já nos trazem problemas.
 
1) A expressão AUDI – VIDE – TACE, significa OUÇA – VEJA – CALE-SE ou Ouça, veja e mantenha-se em silêncio, quem sabe sobre tudo aquilo que ouviu e viu? 2) Temos a presença do trino e tudo o que ele nos ensina através das Três Torres. 3) Temos a visualização fácil do Compasso no sentido habitual, mas falta o esquadro. Se o esquadro for a parte branca sob o compasso, fica a pergunta por que não está no sentido habitual? 4) Observe que tanto os seres alados ao redor do escudo quanto os dois nas pontas da Arca têm patas de bode. 5) Oh Senhor meu Deus! Por que será que temos a figura de um homem com os braços estendidos para cima? 6) Pelo que eu pude compreender a frase escrita sobre a Arca está em hebraico e traduz-se como “Santidade ao Senhor“. Peço aos estudiosos da língua que verifiquem a tradução. 7) Os três animais que aparecem do lado direito do escudo são o Leão, o Boi e a Águia. E com certeza algum Irmão vai me perguntar por que estando aqui, não esclareci estes e muitos outros detalhes. Peço mil desculpas, mais meu Inglês (ainda mais o inglês britânico) não vai muito além de um Ai Love iú meus Irmãos. Espero que as fotos que disponibilizei no site http://picasaweb.google.com/irquirino , tiradas durante minha estada em Londres e da visita à "Grande Loja Mãe" possam ser mais esclarecedoras que estas linhas (não há fotos internas, pois atualmente estão proibidas), não lhes enviei diretamente para não sobrecarregar sua caixa postal.

*DEDICO este artigo ao Irmão Silvio Haddad Ex-Secretário de Relações Exteriores da CMSB, que às vezes sem saber, me inspira quando de minhas visitas ao Exterior a procurar conhecimentos maçônicos em bibliotecas e museus, mesmo que eles perteçam a Potências com as quais a minha ainda não tem um Tratado de Reconhecimento. Não podemos participar dos trabalhos ritualísticos, mas o legítimo Maçom é um Livre Pensador e sendo estes setores abertos ao público é uma oportunidade de crescimento não só individual como coletivo, pois o pesquisador aprende unicamente para ensinar e não há nada mais regular na Maçonaria do que o desejo de compartilhar.

Fonte: JBNews - Informativo nº 273- 28.05.2011

domingo, 22 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

SUBSTITUIÇÃO NO TREINAMENTO - 2º VIGILANTE

Em 05.11.2024 o Respeitável Irmão Aurionte Luiz Sassi Júnior, Loja Cavaleiros da Arte Real, 3245, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

SUBSTITUIÇÃO DO VIGILANTE

Estou querendo esclarecer um fato ocorrido recentemente na Loja que eu participo. Vou lhe explicar o fato: Teremos uma Sessão de Exaltação, de dois Irmãos Companheiros, e foi marcado um ensaio para um determinado dia, sou o Segundo Vigilante da Loja, não pude comparecer, pois no dia e horário marcados eu trabalho e por não ter participado do ensaio queria me substituir por outro Irmão do quadro. Pergunto se isso poderia ocorrer se nossas Leis permitem que um Vigilante seja substituído.

CONSIDERAÇÕES:

Embora esta não seja propriamente uma questão de liturgia e ritualística, a seguir acompanham alguns comentários, porém sem o fito de serem laudatórios.

Na minha opinião, o Irmão, como 2º Vigilante de ofício, deveria ter comunicado, com devida antecedência, que não poderia estar presente nos ensaios programados, devendo, para tal, assumir o seu lugar o seu substituto legal.

No tocante ao dia da Exaltação, sob a óptica da legalidade, salvo melhor juízo, entendo que a sua pessoa, eleita para o cargo, é de fato e de direito o 2º Vigilante de ofício da Loja, portanto é seu o direito de ocupar o cargo em qualquer ocasião.

Nesse sentido, caberia à sua pessoa, como titular da 2º Vigilância, se assim entendesse, ceder o seu cargo àquele que participou do treinamento, mas isto apenas como um ato de colaboração, nunca por obrigatoriedade.

Nessa conjuntura, vale lembrar ainda que legalmente o substituto imediato do 2º Vigilante é o Irmão 2º Experto (vide o ritual de Apr, REAA vigente), o qual deveria ter sido o substituto no dia do treinamento, caso isso não tenha ocorrido.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

OS BASTÕES

O surgimento dos Bastões na Maçonaria, usados pelo Mestre de Cerimônias e os Diáconos ocorreu na Maçonaria Inglesa, do Tempo da Cavalaria e das pompas dos reis, significando comando.

Na Loja de aprendizes, o Mestre de Cerimônias e os Diáconos transitam pela Loja, sempre portando seus bastões.

A origem procede da "férula", que na mitologia grega significa o bastão oco em que Prometeu escondeu o fogo furtado dos deuses, quando passeava pelos céus no carro do sol.

Os bastões usados pelos Diáconos são encimados por uma pomba, símbolo do mensageiro; ao formarem o baldaquim, sob o qual o Venerável de Honra ou o Orador abre o Livro Sagrado, os Diáconos e o Mestre de Cerimônias cruzam seus bastões.

Quando por acaso (o que é raro) algum maçom não mantém a postura recomendada, o Diácono da respectiva coluna posta-se à sua frente e bate no piso com seu bastão, à guisa de advertência.

Todo maçom que se preza tudo fará para evitar a silenciosa censura, que lhe será humilhante.

Dentro do Templo, o maçom deve comportar-se à altura do local que sabe ser sagrado.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 68.

O QUE É A MAÇONARIA?

— A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

★Por que é Filosófica?
— É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

★Por que é Filantrópica?
— É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.

★Por que é Progressista?
— É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.

★Quais são os seus princípios?
— A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.

★Qual é seu objetivo?
— Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.

★O que entende a Maçonaria por Moral?
— Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.

★O que entende a Maçonaria por virtude?
— A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.

★O que entende a Maçonaria por dever?
— A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.

★A Maçonaria é religiosa?
— Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contra posição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.

★A Maçonaria é uma religião?
— Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.

★Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a qual se pertence?
— Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus.

★A Maçonaria é tolerante?
— A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus. membros a mais ampla tolerância. Respeita as. Opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.

★O que a Maçonaria combate?
— A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.

★A Maçonaria é uma sociedade secreta?
— Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.

★Quais as principais obras da Maçonaria no Brasil?
— A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os maçons tomaram parte ativa.
Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer a Maçonaria?- Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou oficio lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.

★O que se exige dos Maçons?
— Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E em particular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas partidárias e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.

★O que é um Templo Maçônico?
— É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.

★O que se obtêm sendo Maçom?
— A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas.

Fonte: Facebook_Átrio do Saber

sábado, 21 de junho de 2025

FRASES ILUSTRADAS

PEDINDO A PALAVRA EM LOJA

Em 05.11.2024 o Respeitável Irmão Wellington Trindade Rodrigues, Loja Alferes Tiradentes, 2101, REAA, GOB MINAS, Oriente de São João Del Rei, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão seguinte:

PEDINDO A PALAVRA

Gostaria de saber, qual é a forma certa de pedir a palavra quando é oportunizada no final da reunião. Já vi alguns IIr, batendo palmas, batendo no dorso da mão, levantando a mão e inclusive outros somente se levantando sem a devida autorização dos Vigilantes para tal. Então ficou a dúvida, como proceder?

CONSIDERAÇÕES:

Conforme é explicado no novo Ritual de Aprendiz do REAA, Edição de 2024, pede-se a palavra batendo com a palma da mão direita no dorso da mão esquerda; depois leva-se o braço direito à frente para se identificar. 

Sendo autorizado a falar, o solicitante se coloca à Ord e faz uso da palavra. Concluída a mesma, desfaz o Sin e volta a se sentar.

Esta é a forma consagrada de se pedir a palavra no REAA. No caso dos VVig, por um golpe de malhete eles pedem a palavra diretamente ao Ven Mestre. Para autoriza-la, o Ven também responde com um golpe de malhete. Dos seus lugares, os VVig falam sentados. Caso por deferência resolvam falar em pé, ficam à Ord

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MAÇONS FAMOSOS


Charles Webster Leadbeater (1854-1934) foi ordenado padre anglicano em 1878 e posteriormente consagrado bispo na Igreja Católica Liberal em julho de 1916.

Muita controvérsia está ligada à sua vida. Ele frequentemente alegava, sem razão aparente, ter nascido em 17 de fevereiro de 1847, mas os registros de nascimento apontam claramente para uma data posterior. Ele foi condenado em "The Equinox", vol. x, revista editada por Aleister Crowley, como um "maníaco sexual senil". Em 1906, ele foi forçado a renunciar à Sociedade Teosófica por ensinar masturbaçãoa jovens sob a sua tutela, mas, apesar das objeções de alguns membros, ele foi readmitido em 1909.

Sua iniciação na Maçonaria Mista, sua associação com muitos dos " maçons marginais " e seus escritos subsequentes sobre temas maçônicos levaram os antimaçons a presumir erroneamente que ele fala com alguma autoridade maçônica e frequentemente citam, fora do contexto, seus escritos sobre teosofia e ocultismo.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

NINGUÉM É MAÇOM, SOMOS RECONHECIDOS COMO TAL

Um dos grandes dilemas maçônicos é saber se podemos nos intitular maçons (Sou maçom!) ou se essa afirmativa não nos pertence e só pode ser feita por um outro maçom.

De fato, temos uma visão míope de nós mesmos. Tendemos a uma hipervalorização do nosso eu e, não raras vezes, em detrimento do outro… Explico melhor, fomos educados em um sistema de comparações em que um ponto geralmente é explicado ou visto em relação a outro. Tendemos ao comparativo e assim nos sentimos mais ricos quando vemos mais pobres, sentimo-nos mais bonitos quando vemos mais feios e assim por diante.

Ocorre que por vezes nossa miopia egocêntrica é tão grande que nos assustamos com nós mesmos ao vermos nossa imagem refletida em um espelho. Tendemos a não acreditar no que vemos… não é possível que seja eu…

Mas por vezes forçamos a barra e influímos na imagem do espelho, ou pelo menos no que ela está nos revelando. O feio se torna belo e assim por diante.

Assim, ao nos considerarmos maçons, em detrimento de sermos reconhecidos como tal, chamamos para nós um conjunto de características do “ser maçom” que muitas vezes não apresentamos, não temos.

Claro, sempre se pode invocar o formalismo. Sou maçom porque fui iniciado. Sou maçom porque pertenço à obediência tal… e etc. … Mas isso realmente nos confere a autoridade para nos denominarmos maçons?

O que é ser maçom ??? É somente ter sido iniciado ??? Não implica mais nada ???

Desde meus tempos de aprendiz escuto um trocadilho muito usual em nosso meio, principalmente quando não gostamos de um determinado Irmão: “fulano é um profano de avental” ou então, quando encontramos qualidades em um não iniciado: “é um maçom sem avental”…

Por certo ser maçom implica muito mais que ter passado por uma iniciação.

Também reverbera em meu pensamento uma frase muito pronunciada em iniciações: “bem-vindo meu Irmão; esperamos agora que assim como você entrou para a Maçonaria que deixe que essa entre em você, em seu coração e atitudes…”

Minha angústia, que motiva essa reflexão sobre SER MAÇOM, é a inépcia de nossos métodos “maçônicos” em muitos de nós. Não raro vemos Irmãos colados no grau de mestre, mestres instalados e, até no grau 33º, com exposições diametralmente opostas à nossa filosofia, com atitudes antagônicas ao que se desprende de nossas alegorias e símbolos.

Bem sei que deveria estar preocupado acima de tudo com a minha pedra bruta, evitando de reparar nas imperfeições de outras pedras, mas isso está se tornando impossível para mim, pelo que peço humildes desculpas aos meus Irmãos, mas não dá para “tapar o sol com a peneira”, empresto aqui voz há muitos que têm se chocado com palavras e atitudes de outros Irmãos.

Abate-me saber que Irmãos são indiciados civil ou criminalmente pelos mais variados delitos ou crimes.

Abate-me ter conhecimento de Irmãos que batem em suas esposas, filhos e familiares.

Abatem-me as disputas para saber quem é mais maçom, quem tem o maior grau… quem foi melhor Venerável Mestre.

Não consigo entender também como alguns insistem em trazer o pior de suas práticas profissionais para o seio das Lojas. Estive em Lojas onde me senti como em um tribunal de justiça, onde se fazia de tudo menos aquela egrégora gostosa de estar entre Irmãos. Todas as palavras eram medidas com cuidado, os pronunciamentos eram cheios de erudição jurídica, menos maçônica. A sessão travava com os famigerados “pela ordem Venerável”…

E o que falar dos Irmãos entendidos em política. Raro é os ver apresentando um trabalho sobre alegoria ou simbolismo maçônico… a tônica é uma só: política.

Voltamos então ao fulcro desta reflexão: sou maçom ou sou reconhecido como tal ? O que significa ser reconhecido como maçom?

O que ou quem é o maçom ? Há algo que o diferencia de outro ente?

Se nos orientarmos pelos rituais e pela literatura maçônica teremos uma visão superidealizada do SER MAÇOM. Ele mais se parece com um super-homem, dotado de poderes extraordinários. Mas no convívio, no dia a dia, se desfaz essa visão do super-homem. Eu pelo menos nunca o encontrei entre nós, pelo menos não na forma idealizada. Muito menos em mim mesmo…

Está mais do que na hora de nos despirmos do modus profano. De tirarmos as nossas máscaras e darmos um passo em direção ao autêntico “ser maçom”. Está na hora de sermos maçons.

Reconheça que você não é o centro do universo!

Reconheça que outros podem vivenciar mais a maçonaria do que você!

Reconheça que graus de nada servem se seu coração e atitudes não passaram daquelas do grau 1 (pedra bruta)!

Reconheça que ser Mestre Instalado não lhe dá direitos acima de seus Irmãos!

Reconheça que tem pesquisado, estudado e refletido muito pouco em nossos símbolos, alegorias e ritualística!

Reconheça que tem faltado às sessões porque se acha melhor que aqueles que estão sempre lá, gostando ou não, ajudando nos trabalhos em Loja.

Reconheça que se é verdade que Maçonaria não se faz somente em Loja, também o é verdade que sem estar em Loja não se faz Maçonaria! É na Loja que exercitamos o submeter minhas vontades e fazer novos progressos na maçonaria. Não se iluda.

Reconheça que a Maçonaria não é clube social, partido político, confraria da cerveja ou o quintal de sua casa, terraço de seu apartamento, sala de seu trabalho, mas uma Ordem INICIÁTICA.

Deixe que as alegorias e símbolos tomem forma em seu interior e se manifestem em suas atitudes, não em meras palavras.

Deixe que o movimento da egrégora maçônica lhe tome a mente, o coração.

Deixe que a humildade aflore em suas palavras e ações. Não tema, pode baixar a guarda, você está entre Irmãos.

Por fim, receba seu prêmio, não é um avental mais bonito que o dos outros Irmãos ou um título de MI ou 33º mas, tão somente uma ação: você é reconhecido como tal , sem sombras de dúvidas!

(Recebido por Emai, aguardando o autor.)

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom