O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. A verdade não pode ser trazida para baixo; é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela. A vida é a imortalidade do amor. No amor não existe tu nem eu.
Quando o homem se torna consciente do movimento de seus próprios pensamentos, ele verá a divisão entre o pensador e o pensamento, o observador e o observado, o experimentador e a experiência. Este vislumbre atemporal traz uma mutação profunda e radical na mente.
O importante é o ser e não o vir a ser; um não é o oposto do outro, havendo o oposto ou a oposição, cessa o ser. Ao findar o esforço para vir-a-ser, surge a plenitude do ser, que não é estático; não se trata de aceitação; o vir-a-ser depende do tempo e do espaço. Esta maneira de ser é a própria vida, não mero padrão social.
O autoconhecimento é o começo da sabedoria, em cuja tranquilidade e silêncio encontra o imensurável. Você mesmo é o professor, o aluno, você é o mestre, você é o guru, você é o líder, você é tudo. A liberdade não é uma reação, nem tão pouco uma escolha. É pretensão do ser humano achar que, por ter escolha, ele é livre.
A liberdade não é uma reação, nem tão pouco uma escolha. É pretensão do ser humano achar que, por ter escolha, ele é livre. A liberdade é sem nenhum motivo, a liberdade não está no fim da evolução humana, mas, se encontra no primeiro passo da sua existência. A liberdade é encontrada no estar atento, sem escolha, à nossa existência e atividades diárias.
A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas, a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade. A forma mais elevada da inteligência humana é a capacidade de observar sem julgar.
Jiddu Krishnamurti (Madanapalle, 11 de maio de 1895 — Ojai, 17 de fevereiro de 1986)
Nenhum comentário:
Postar um comentário