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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 26 de abril de 2024

REFLEXOS DA ÉTICA MAÇÔNICA

Charles Evaldo Boller
Carlos Alberto Peixoto Baptista
O Rito Escocês Antigo e Aceito tem rica filosofia da qual o Maçom dispõe para a sua autoconstrução. Este cabedal filosófico reflete-se na sociedade na forma de mudanças que promovem libertação do sistema humano que subjuga o pensamento das pessoas. E todas as mudanças sociais e políticas ocorrem antes na mente e depois se materializam na forma de ações e produtos em constante evolução e graus de complexidade. A transformação é obtida aos saltos pelos que trabalham os neurônios constantemente. Abruptamente, despertam, fixam-se e mudam conceitos, verdades. Ao longo da história humana os saltos intuitivos sempre foram influenciados por fatores ambientais, genéticos e culturais. O software da mente gravado no hardware do cérebro humano só progride em resultado da troca de informações entre indivíduos em debates, conversas ou leituras. O método maçônico visa estes saltos intuitivos dos seus adeptos para encontrar a solução de problemas que se refletem na sobrevivência pacífica da espécie humana.

O homem sempre usou dos pensamentos dos seus semelhantes para desenvolver máquinas, escrita, arte, ciência e toda a cultura existente. O Maçom usa os seus companheiros para deles extrair e desenvolver pensamentos que mudem a sua forma de pensar e agir no campo moral. Da camaradagem desenvolvida nas reuniões brota a força que muda intelecto, emoção e espiritualidade. É a energia condicionadora que o grupo social exerce sobre o indivíduo. E isto é realidade desde a época das cavernas, onde um ser humano influiu na educação do outro, até acumular no presente toda a vasta cultura política, metafísica, social e tecnológica. O Maçom é multiplicador da filosofia político-social da Maçonaria. Do conjunto de atividades do filosofar maçônico ele desenvolve posturas que constituem o código de ética que dirige os seus passos e que se reflete no meio social. E como ética e moral se confundem, pois é tênue a sua diferença e profundo o seu alcance, convém esclarecer o que é a ética maçonicamente orientada.

Na conceituação da Ética é possível identificar dois grandes campos de concepções fundamentais: na primeira concepção, “o bem seria para onde se dirigiria o homem”, e na segunda concepção, “o bem seria uma realidade, embora não inscrita na natureza, humana e alcançável” (Abbagnano, 1998, página 380 e 381).

A Ética, um ramo da Filosofia que busca os princípios ou fundamentos da natureza das ações humanas, pode também referir-se a princípios que fundamentam o pensar humano, sem formular ações ou regras de conduta, precisas e fechadas. Ética, também chamada de Filosofia da Moral, é caracterizada por ser um pensar reflexivo dos princípios ou fundamentos que determinam os valores e as normas que governam a conduta humana. Nesta perspectiva, a Ética, enquanto Filosofia da Moral, mantém ampliadas ligações de natureza prática com outras áreas do conhecimento humano, dentre as quais, a biologia, a antropologia, a economia, a sociologia, a teologia, a história e a política. São áreas do conhecimento caracterizadas por serem disciplinas regidas pela lógica cartesiana da sistematização, com ordenamento racional e perda do caráter sagrado, portanto, ciências descritivas ou experimentais.

A Ética, enquanto Filosofia da Moral, ao contrário, busca a determinação dos fundamentos ou princípios que justificam a natureza de teorias normativas e estando determinados os fundamentos ou princípios, aplica-os, se necessário, e quando for o caso, aos dilemas morais.

Algumas áreas do conhecimento que eram objeto de estudo da filosofia, em especial da Ética, após a revolução industrial e a consequente profissionalização e especialização do conhecimento, estabeleceram-se como disciplinas independentes e científicas. Assim, pôde a Ética ser definida como a área da Filosofia que estuda as normas morais nas sociedades humanas e que pretende explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como, solucionar dilemas a ela inseridos.

A Moral é um conjunto de normas e regras estabelecidas por cada sociedade e aplicadas ao quotidiano de cada pessoa. A Moral ocorre em dois planos: o normativo e o factual. De um lado, nela encontramos normas e regras que tendem a regulamentar a conduta dos homens e, de outro lado, um conjunto de atos humanos regulamentados por eles; cumprindo assim a sua exigência de realização (Vásquez, 1998, página 51-64). A Moral, com as suas normas e regras, que orientam e julgam as ações do indivíduo sobre o que é certo e errado, bom e mau, moral e imoral. Um pensar sobre a conduta.

A Ética investiga justamente o significado e propósito desses adjetivos, tanto em relação à conduta humana, como no seu sentido fundamental e supremo. Um pensar a partir de princípios ou fundamentos. Um infindável pensar, refletir e construir.

Noutra perspectiva, existe a Moral como primazia exclusiva, defendida por um sistema filosófico, o Moralismo, que fundamentou ideologias de intolerância, de preconceito e de puritanismo. Para alguns, a palavra Moral foi desqualificada por esta associação a Moralismo e, deste modo, justificaram a preferência em associar à palavra Ética as regras e os valores por eles consagrados. No campo das ideologias, não se pode deixar de apontar a diferença que se estabeleceu entre a lógica dos que associaram a palavra Ética às regras e valores por eles consagrados e a lógica dos moralistas, onde a Moral aparece como primazia exclusiva. Passou a referir-se a julgamentos éticos, ou princípios éticos, quando seria mais pertinente falar de juízos morais ou princípios morais.

Assim, existem pessoas que possuem um valor e por um processo psicológico que legitimam as normas ou regras decorrentes e pautam a sua conduta por elas, sem controle externo, só porque estão emocionalmente convictas de que esta regra representa um bem moral. Outras pessoas por costume e por hábito validam certas condutas.

Há aquelas que consideram determinadas condutas como boas, e assim, devem ser praticadas. Aqui o juízo de valor como matriz para a legitimação das normas. São exemplos de conduta Moral, de Moralidades. Existem pessoas em que os processos inconscientes seriam os determinantes da conduta moral, que são oriundos da sua individualidade pessoal e social, responsável pela forma habitual e constante de agir do caráter e da personalidade. Este é um exemplo de Ética, enquanto Filosofia da Moral.

A partir do final do século XIX, da era dos sofistas e início do século XX, observa-se na Ética ocidental três perguntas constantes:Seriam os juízos éticos reflexos dos desejos dos que os criam ou verdades inseridas neste mundo?;
Seria a ação boa, fruto da racionalidade construída, introjetada ou inculcada ou simplesmente ação vinculada ao interesse próprio?; e ainda,
Qual seria a natureza do certo, do errado e do bem?

Desde o início do século XX estes temas desenvolveram-se nas mais variadas formas, com ênfase na aplicação da Ética para problemas práticos e descritos como Ética normativa, Ética aplicada e Meta-ética. Esta última como estudo que, diferente de se prender à análise de teorias éticas ou julgamentos morais, dedica-se à busca da natureza dos juízos morais, se objetivos ou subjetivos.

Por óbvio, pode-se estar a inserir aqui a Ética Maçônica como estudo contemporâneo e ajustado ao paradigma deste milênio, quando ela busca ajudar os irmãos a legitimar intimamente valores, pela introjecção de princípios ou fundamentos que os farão conduzir-se, coerentemente, por normas e regras consagradas como boas e virtuosas. Abordam-se os princípios ou fundamentos filosóficos que pretendem ser valores intimamente legitimados pelos maçons e passem a ser sistema de regras e normas que os norteiem e os qualifiquem nas relações entre irmãos e sociedade.

Considera-se que o Maçom se aperfeiçoa gradativamente, lentamente acordando dentro de si mesmo, pela auto-educação, autoconhecimento e relações fraternas. Esta ética maçonicamente orientada, onde algumas etapas o levam a evoluir como pessoa humana pertencente a um único corpo vivo e interdependente ao qual se denomina humanidade.

E esta humanidade é o que o Maçom desenvolve em si na sua caminhada, na sua busca por religação ao divino e para cumprir a especificação de projeto do Grande Arquiteto do Universo. A ética maçônica tem reflexos imediatos na vida do cidadão formado nas colunas da Maçonaria. O Maçom que muda a si mesmo influencia o Universo inteiro e não apenas a circunvizinhança. Isto é perceptível na sua vida quando ao mudar paradigmas se torna dono do seu próprio futuro.

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

quinta-feira, 25 de abril de 2024

QUESTÕES SOBRE RITUALÍSTICA

(republicação)
O Respeitável Irmão Bartholomeo Freitas, sem declinar o nome da Loja e Obediência, Oriente de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, apresenta as questões seguintes:
bartholomeofreitas@gmail.com

Inicialmente parabenizo pelo essencial trabalho de orientação que vem exercendo, pois se não fosse ele, as divergências e a ciência do "achismo" já tinham criado um rito sobrenatural. Para discernir algumas dúvidas pergunto o seguinte:

a) Qual a forma correta de segurar a espada, tanto a ordem como ao andar em loja e quando fazer? 

b) É possível durante a fala de um Irmão que está de pé e a ordem que esse sinal tenha seu desfazimento autorizado pelos Vigilantes, quando nas Colunas, e o Venerável, quando o Irmão estiver no Oriente? 

c) Ao sair do Oriente e depois de saudar o Venerável para descer os degraus deve o Irmão que está a descer e depois de desfazer o sinal, virar sua frente para o Ocidente girando sua fronte que está voltada para o Venerável sempre no sentido para sua direita? 

d) O Irmão que está no Oriente pode falar sentado? 

e) Como deve ser usado o Saco de Proposta e Informações? Pergunto por que na Palavra ao Bem da Ordem é frequente se ver em Lojas o uso para diversos pedidos de pranchas de pesar, congratulações de entrega de documentos e outros pleitos para a Secretaria. 

f) O Irmão que chegar atrasado e após o início da sessão pode entrar em qual momento? E quando e como o Irmão Primeiro Vigilante deve proceder para avisar o Venerável sobre a presença do Irmão fora do templo? Nessa ocasião o Cobridor Interno avisa com Loja aberta diretamente ao 1º Vigilante? Se existir Cobridor Externo o Irmão atrasado por ele visto espera o Cobridor Externo avisar o 1º Vigilante quando entrar? 

g) Se a sessão existir vícios/defeitos de ritualística e/ou legais como o Orador deve proceder? Ele ao final pode deixar de concluir que a sessão foi "justa e perfeita"? 

h) O 1º Vigilante, como responsável pela instrução dos Companheiros e o 2º Vigilante, como responsável pela instrução dos Aprendizes, podem, durante determinados atos da sessão e sem atrapalhar a palavra de outros Irmãos, falar livremente com Aprendizes ou Companheiros explicando o ato ou dar outras orientações? 

i) Na ausência de Metre de Harmonia, o Cobridor Interno pode auxiliar na sonorização da sessão?

Considerações:

a) A espada é empunhada pela mão direita com o punho junto ao quadril direito com o braço e antebraço afastados do corpo e a lâmina em riste (verticalmente apontada para cima). Tanto estando em pé e parado (pés em esquadria) ou em deslocamento. Formas diferenciadas somente aquelas que estiverem previstas no Ritual (apresentando armas ao Pavilhão Nacional, bateria na porta, etc.). Situação que não esteja prevista para o ato de empunhar a espada, esta deve estar embainhada, ou mesmo presa a um dispositivo geralmente colocado atrás do encosto da cadeira. No Ritual de Mestre está previsto junto à fita com a joia um dispositivo para prender a espada. Não está previsto o ato de o Cobridor sentado manter a espada sobre as coxas e nem mesmo apoiá-la pelo punho com a ponta no piso.

b) Vigilantes não autorizam ninguém a desfazer o Sinal. Isso é prerrogativa apenas do Venerável somente quando realmente houver necessidade. Por exemplo: durante a leitura de um texto. Essa regra deve ser rigorosamente observada para não atentar contra a ritualística e prevenir certos discursos providos de extenso e rançoso lirismo, bem como manifestações repetitivas. O Obreiro compondo o Sinal atende a exigência da prática ritualística e não prolonga pronunciamentos pelo desconforto da posição assumida.

c) O Obreiro saúda o Venerável na forma de costume de frente para o mesmo. Terminada a saudação ele se vira normalmente para o Ocidente para dar continuidade ao seu trajeto. Ao se voltar para o Ocidente, não está previsto pelo qual lado ele deve girar. Tanto faz. Ele procede da maneira que melhor lhe convenha. O ato de girar no sentido horário apenas está previsto durante a circulação no Ocidente apenas ao se cruzar a linha imaginária do equador.

d) Esse costume aleatório de se falar sentado no Oriente caiu em desuso. Quem fala sentado no Oriente, salvo quando o ritual determinar o contrário é o Venerável, o Orador e o Secretário, todavia se os mesmos resolverem falar em pé, estes se posicionam à Ordem, inclusive o Venerável que deixa pousado o respectivo malhete sobre o Altar. Aproveitando: no Ocidente somente falam sentados os Vigilantes quando o ritual não determinar o contrário, porém se resolverem falar em pé, se posicionam à Ordem (também deixam os malhetes sobre suas respetivas mesas).

e) Por si só o título já determina: colhem-se propostas e informações. A questão é a de que se as propostas e as informações sejam realmente passíveis de assim serem definidas. O Orador deve observar se o conteúdo está de acordo com os princípios e leis da Maçonaria.

f) O bom mesmo é que ninguém chegue atrasado. Um atrasado não ingressa no Templo durante a abertura dos trabalhos ou em andamento de um procedimento. O Cobridor Interno ao ouvir a bateria maçônica (de Aprendiz), em qualquer grau que a Loja esteja trabalhando, se o momento for propício, ele anuncia ao Primeiro Vigilante que por sua vez anuncia ao Venerável dando-se o andamento dos métodos necessários. Se no momento estiver ainda presente no átrio o Cobridor Externo, ele bate na porta. Em qualquer situação quem bate na porta pelo lado externo aguarda. Se o momento não for propício para entrada o Cobridor Interno responde pela bateria de Aprendiz o que significa que se deve aguardar e nunca elevar a bateria para outro Grau. Dada essa prática, ninguém mais bate na porta. Havendo Cobridor externo ele verifica se o “atrasado” tem qualidade de Grau para adentar na Loja. Não havendo Cobridor Externo, no momento apropriado o Interno devidamente autorizado faz a verificação entreabrindo a porta. Outras observações. Após a circulação do Tronco ninguém mais ingressa no Templo. Da mesma forma em Sessões que demandem do ingresso formal do Pavilhão Nacional, após a sua entrada ninguém mais adentra na Loja.

g) Isso seria um verdadeiro contrassenso. Se o Orador está presente como fiscal da Lei e, em havendo descumprimento da mesma, o Guarda da Lei interfere imediatamente e não espera o final para declarar uma sessão injusta e imperfeita. Se ele assim proceder estará incorrendo no mesmo erro. Afinal o mal deve ser cortado pela raiz.

h) Obviamente que sim. Existe a regra formal que se embasa nas tradições, usos e costumes da Maçonaria, todavia isso não impede que outros Mestres ocupem o período de instrução contribuído para a formação de Aprendizes, Companheiros e de outros Mestres, todavia com bem disse o Irmão, esse processo deve ser preparado e organizado para que realmente atinja o objetivo.

i) No caso do Cobridor preencher esse ofício, na atualidade ele é perfeitamente exequível, posto que os aparelhos eletrônicos de som sejam geralmente acionados por controle remoto. No caso do Cobridor, há que observar que ele auxilia do seu lugar em Loja, nunca o abandonando para o exercício do ofício deficitário. Essa precariedade não é recomendável nas Sessões Magnas de Iniciação, dado que nessa cerimônia é imprescindível a presença do Mestre de Harmonia.

T.F.A. PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.088 - Florianópolis (SC) – segunda-feira, 26 de agosto de 2013

FRASES ILUSTRADAS

O PADRINHO (II)

Rui Bandeira
Para além da indispensável função de auxiliador da integração do novel elemento na Loja, o Padrinho deve assumir uma outra função em relação àquele que propôs para integrar a Loja, relacionada com a formação do Aprendiz.

A formação dos Aprendizes decorre sob a direção do 2.º Vigilante, seu responsável. O Padrinho não pode, nem deve, substituir-se-lhe. Mas pode, é é útil que o faça, exercer um precioso papel complementar. Não nos esqueçamos que o 2.º Vigilante tem de coordenar a formação de um conjunto de Aprendizes, com diferentes personalidades, variados percursos de vida, diversas preparações, separados interesses, para além do comum, relativamente à Arte Real, vários tempos de permanência no grau - e, portanto, dissemelhantes estádios de evolução no conhecimento e tratamento dos elementos simbólicos catalisadores da evolução de cada um. O 2.º Vigilante elabora um plano de formação que, necessariamente, é um máximo denominador comum em relação a todo este conjunto de variáveis - e, logo, um programa apenas básico, que carece de ser desenvolvido e completado por cada um dos próprios Aprendizes.

É no auxílio personalizado ao seu afilhado que o Padrinho tem, neste campo, um particularmente útil papel. O seu afilhado tem dificuldades em encontrar bibliografia para estudar qualquer tema? Deve recorrer ao Padrinho. Pelo contrário, o Aprendiz depara-se com uma extensa lista de elementos bibliográficos, com muito lixo e muita esotérico-birutice misturados com elementos relevantes? Cabe ao Padrinho guiar o seu afilhado, apontar-lhe o que é válido, adverti-lo em relação ao que não tem valor ou interesse. O Aprendiz está num estádio mais avançado que o plano de formação geral proporcionado? Incumbe ao Padrinho complementar essa formação genérica, apontando-lhe pistas de investigação ou meditação, exortando-o a ir mais além ou estudar com maior profundidade e a registar o resultado do seu labor, e seguidamente, criticando construtivamente esse resultado, iluminar insuficiências, expor contradições, indicar caminhos de exploração alternativos, enfim, corresponder ao interesse e capacidade do Aprendiz e ajudar a que seja frutífero um tempo que, sem essa ajuda, seria sentido como uma desilusão. Pelo contrário, o Aprendiz tem dificuldade em entender a simbologia, em tratar determinado tema, em assimilar certo ensinamento? O Padrinho deve ser o auxiliar que ajuda à ultrapassagem da situação.

Em matéria de formação do Aprendiz, o Padrinho deve ser um verdadeiro tutor, no sentido (em inglês) do termo que lhe é dado pelas Universidades anglossaxónicas: um guia, um auxiliar, um apontador de caminhos, um crítico, um gestor e disciplinador do processo de aquisição de conhecimentos.

Mas - atenção! - nunca um substituto do responsável da formação e nunca um substituto do próprio Aprendiz. O trabalho que o Aprendiz deve fazer deve ser feito por ele - não pelo Padrinho. "Fazer a papinha toda" ao Aprendiz é o mesmo que não o formar, método quase assegurado de falhar a sua formação. O tutor (em português) da árvore auxilia-a, enquanto pequena e frágil, a manter-se direita e a resistir ao vento, proporcionando-lhe tempo e condições para que cresça, robusteça, se fortaleça - não é seu objetivo que cresça em vez dela...

Este papel do Padrinho na formação do seu afilhado termina ou, pelo menos, atenua-se muito sensivelmente, quando ele finda o seu período de aprendizagem e é passado a Companheiro. Aí o tempo é já outro, a independência do obreiro cresce, em conjunção com a sua aumentada capacidade, o seu desejo de começar a trilhar por si os seus próprios caminhos emerge. Cabe ao Padrinho então afastar-se e observar à distância, só intervindo em duas situações: ou perante pedido expresso do afilhado ou se verificar evidente e grave desvio de percurso, que levará o obreiro a falhar a sua caminhada, em intervenção de urgência para tentar voltar a pôr nos carris o que porventura tenha descarrilado. Mas, na maior parte das situações, quando o seu afilhado passa a Companheiro, o Padrinho passa a ser apenas um atento e disponível observador do seu afilhado, na caminhada que o levará, no passo seguinte, à plena igualdade de ambos.

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

quarta-feira, 24 de abril de 2024

SAUDAÇÃO

(republicação)
O Respeitável Irmão Luiz Antonio Cunha Barreto, Secretário, sem declinar o nome da Loja, GOIPE (COMAB), Oriente de Recife, Estado de Pernambuco, apresenta a questão que segue:
luizantonio2005@hotmail.com

Gostaria da ajuda do Irmão para uma dúvida que surgiu em Loja no dia de ontem. Ontem houve a apresentação, por parte de um Aprendiz, de uma Peça de Arquitetura. Ocorre que, ao ser colocado entre Colunas, o Irmão foi instruído por mim, previamente, a fazer a saudação (em silêncio) encarando o Oriente, repetir a saudação voltando à cabeça (só a cabeça e não o corpo - em silêncio) energicamente para a direita; repetir a saudação, voltando à cabeça energicamente para a esquerda - em silêncio, olhando em cada uma delas ao Venerável Mestre, 1º Vigilante e 2º Vigilante, respectivamente. Considerando que o Ritual é omisso com relação à apresentação de Peça de Arquitetura, ao instruí-lo tomei por base o princípio da analogia, pois levei em consideração que o mesmo já se encontrava entre Colunas, e usei por base a instrução da marcha do Grau. Fui questionado com relação ao silêncio na saudação, pois alguns Irmãos foram incisivos dizendo que devia se falar os cargos (Venerável Mestre, 1º Vigilante, 2º Vigilante) no instante da saudação. Gostaria de um momento de luz para a dissolução deste impasse.

Considerações:

Um obreiro ao fazer o uso da palavra, primeiramente menciona: Venerável Mestre, Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes, meus Irmãos. Ele pode também proferir: Luzes, meus Irmãos. 

Um Irmão em pé em Loja aberta estará à Ordem (corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso). Caso ele precise ler um texto ele não comporá o Sinal, todavia segura o texto escrito com as duas mãos, porém com o corpo ereto e os pés em esquadria. Primeiro ele faz menção às Luzes e demais Irmãos e lê o escrito. 

Quem faz a apresentação de uma Peça de Arquitetura não precisa necessariamente se posicionar entre Colunas. É sempre preferível que o procedimento seja feito do seu próprio lugar. O protagonista se preferir mencionar os cargos das Luzes da Loja dirige discretamente o olhar a cada um deles sem qualquer movimento enérgico. Estando com o Sinal composto ele não o desfaz a cada citação senão ao término de sua fala. 

Como descreve o Irmão com movimento enérgico e em silêncio não faz parte dos nossos costumes no momento do uso da palavra. O movimento de virar o olhar para a saudação de entrada às Luzes é apenas aquela feita por ocasião da Marcha do Grau. 

O que realmente existe é a distinção de procedimentos, ou seja: aquele referente ao ingresso pela Macha onde existe a saudação pelo Sinal feito às Luzes da Loja imediatamente após o encerramento da Marcha quando o Obreiro na forma de costume executa o procedimento pelo Sinal girando o pescoço na direção daquele que está sendo saudado, enquanto que o outro se refere não a saudação, porém a prática de mencionar os cargos estando à Ordem o que não pode ser confundido com saudação. 

Finalizando a questão: não existe na ocasião mencionada esse movimento “enérgico”. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.087 - Florianópolis (SC) – domingo, 25 de agosto de 2013

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 44 - Esotérico e Exotérico

Vejam duas palavras muito semelhantes, mas de significado totalmente diferente. O “Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa – Aurélio” nos relata:

ESOTÉRICO: 1) diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antiguidade grega, era reservado aos discípulos completamente instruídos. 2) todo ensinamento ensinado a circulo restrito e fechado de ouvintes. 3) diz-se de ensinamento ligado ao ocultismo. 4) compreensível apenas por poucos; obscuro; hermético.

EXOTÉRICO: 1) diz-se do ensinamento que, em escolas filosóficas da antiguidade grega, era transmitido ao publico sem restrição, dado o interesse generalizado que suscitava e a forma acessível em que podia ser exposto, por se tratar de ensinamento dialético, provável, verossímil.

Referente à Maçonaria, temos alguns relatos de conceituados Mestres:

Octaviano Bastos: “na Maçonaria, a parte esotérica ou interna só é conhecida dos estudiosos e compreendida dos homens de alma e faculdades privilegiadas, e por isso o esoterismo da Ordem constitui a Iniciação íntima em todos os segredos e tendências Maçônicas”.

Albert G. Mackey: “as palavras esoterikós, interno, e exoterikós, externo, derivam do grego e foram usadas, em primeiro lugar, por Pitágoras, cuja filosofia foi dividida em exotérica, isto é, aquela que ensinava a todos; e a esotérica, ou aquela ensinada a alguns poucos selecionados; dessa forma, os seus discípulos foram divididos em duas classes, de acordo com o grau de Iniciação que tinham atingido ... esse modo dúplice de instrução foi imitado por Pitágoras dos sacerdotes egípcios, cuja teologia eram de duas espécies – uma exotérica dirigida para o público em geral e a outra esotérica, e limitada a um número selecionado de sacerdotes e aos que possuíam ou estavam para receber o poder real. Dois séculos mais tarde, Aristóteles adotou o sistema de Pitágoras, e no Liceu de Atenas, de manhã, comunicava aos discípulos selecionados as suas sutis e ocultas doutrinas, e a tarde, ensinava sobre assuntos elementares a uma assistência indistinta”.

Nicola Aslan: “como em todas as escolas filosóficas e iniciáticas são inúmeros aqueles que não passam do umbral. Por isso, inúmeros Maçons, que não passaram do estudo do aspecto social da Maçonaria, não tendo conseguido compreender ou se interessar ao aspecto esotérico e iniciático da Instituição, tem-se mostrado desiludidos. Porem, se por seus próprios esforços conseguirem retirar a venda que tem sobre os olhos, há de lhes aparecer uma visão deslumbrante da “Luz” iniciática e maçônica”.

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO

Como funciona o Mundo Corporativo...

'Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório
e pegava duro no trabalho
A formiga era produtiva e feliz.
O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída
da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.A barata, então, contratou uma mosca,
e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial..

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior)
para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente besouro, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o besouro, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente nesta empresa!!

E adivinha quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. '

Já viu esse filme antes?

Bom trabalho a todas as formigas!

Fonte: JBNews - Informativo nº 238 - 23.04.2011

terça-feira, 23 de abril de 2024

APLAUSOS

(republicação)
Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Marco Henry Cacciacarro, Mestre Instalado da Loja Concórdia e Caridade, 3.790, REAA, GOB, Oriente de Capão Bonito, Estado de São Paulo.
mhcvideo@ig.com.br 

Mais uma vez recorro os seus conhecimentos, me desculpando desde já pela frequência das minhas consultas. 

Em nossa Loja tínhamos como tradição aplaudir com bateria incessante após a apresentação (leitura) da Peça de Arquitetura no Tempo de Estudos das Sessões Ordinário-administrativas da Loja. Esse assunto foi colocado por um Venerável Mestre suprimindo essa Bateria. 

Pergunto para elucidação dos Irmãos que compõem a nossa Loja: “A bateria após a apresentação da Peça de Arquitetura é legal, ou trata-se de lei consuetudinária (usos e costumes de cada Loja ou Rito)”?

Considerações:

Em relação ao ritual esse costume não está previsto, todavia no meu ponto de vista, desde que isso não seja uma obrigação e não comporte as raias do exagero, penso ser perfeitamente exequível. 

Esse é um costume antigo haurido dos primórdios da Maçonaria Especulativa, hoje praticamente em desuso. Tudo é uma questão de bom senso, relegando-se ao ato ao aplauso, não a bateria. Existiu também o costume de se estalar os dedos, hoje também procedimento superado.

Às vezes penso que o aplauso seria muito mais próprio do que ouvir certos Irmãos pedindo a palavra em pronunciamentos repetitivos no afã de saudar o autor da Peça de Arquitetura. Esses pronunciamentos não raras vezes são desprovidos de conteúdo, não acrescentam nada, dão trabalho ao Secretário e são providos de longo lirismo que se bem observado, em muitas oportunidades, nada tem a ver com o tema exposto. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.086 - Florianópolis (SC) – sábado, 24 de agosto de 2013

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS, O PRUMO, O NÍVEL E O COMPASSO

A Régua de 24 polegadas, o Prumo, o Nível, o Esquadro e o Compasso são instrumentos simbólicos que o maçon deve aprender a manejar com maestria.

Filosoficamente, o homem constrói a si mesmo, e, para que resulte em um templo apropriado para glorificar o Grande Arquitecto do Universo, torna-se indispensável saber usar cada um dos principais instrumentos da construção.

Dos alicerces ao tecto, todos eles são indispensáveis, e quando surgir em nosso caminho algo em aparência de incontornável lancemos mãos da alavanca. Removido o obstáculo, teremos uma edificação gloriosa que nos honrará. O Compasso é, em Maçonaria, um dos máximos Símbolos, ao lado do Esquadro e do Livro da Lei Moral, formando, com esses dois, o conjunto chamado de Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria.

Compasso – É um instrumento de metal, ou de madeira, composto de duas hastes, utilizado para traçar circunferências, arcos de círculo e para tomar medidas.

O Compasso é um dos instrumentos de trabalho e um dos tributos da Maçonaria. Este instrumento de medida e de comparação deve permitir que sejam apreciados o alcance e as consequências dos actos que devem permanecer fraternos para com todos e, muito particularmente para os Maçons. É, portanto, o emblema da Sabedoria visto que, graças ao Compasso, todas as coisas podem ser medidas ao seu justo valor.

Com o Compasso, descrevem-se círculos cujo centro ele indica nitidamente, assim como os raios e o diâmetro. Intelectualmente, o Compasso é a imagem do pensamento nos diversos círculos que ele percorre; o afastamento de seus braços e sua aproximação representa os diferentes modos do raciocínio que, de acordo com as circunstâncias, devem ser abundantes e amplos, ou precisos e estreitos, mas sempre claros e persuasivos.

O círculo centrado pelo ponto é a primeira figura que se pode traçar com a ajuda de um compasso; essa figura é o emblema solar por excelência. Ela combina o Círculo (infinito) com o ponto (símbolo do início de toda manifestação). O absoluto e o Relativo estão, portanto, representados pela acção do Compasso, que é também a figura da dualidade (braços) e da união (a cabeça do Compasso). É um dos atributos que a Divindade é representada e explicada, visto ser o vértice do mesmo uma alegoria do olho de Argos da Divindade que tudo vê, e seus ramos a claridade dos eflúvios que se derramam sobre o homem ou a matéria, neste caso, estão representadas pelo Esquadro.

É por isto que, no 1º Grau, vê-se o Esquadro colocado sobre o Compasso, manifestando assim que o homem que não vencer o seu “Eu” material, invadido pelo erro e preconceito, não pode receber completamente estas emanações da Divindade, até que lho permita seu próprio esforço por vencer suas paixões e seus vícios, por meio de uma vontade firme e incontestável.

O Compasso representa o céu, para onde o Iniciado deve dirigir suas vistas; o Esquadro representa a Terra onde o acorrentam os seus vícios e paixões.

Por isto que o Compasso simboliza o dever imperativo de dominar nossas paixões e refrear nossos desejos nos devidos limites. É o emblema mais notável da virtude e a única e verdadeira medida do Maçom. Podemos dizer que ele nos ilumina em nossos deveres para connosco mesmo.

Sabe-se que o Compasso é usado como símbolo de perfeição nas artes, visto que dele surgem as mais complicadas figuras, todas elas perfeitas e obedecendo a um centro comum, e desse mesmo modo pretende-se explicar que a Divindade, foco central de toda beleza e inspiração, derrama sobre os homens seus dons por igual.

Entrelaçado ao Esquadro, ele é usado como emblema da Ordem Maçónica. O simbolismo do Compasso é muito extenso. Além de ser o emblema da justiça com que devem ser medidos os actos dos homens, ele simboliza a exactidão, medida na pesquisa dos sentimentos pelos quais devem ser pautados os actos de cada um, a perfeição industrial, artística e científica.

O Compasso é rectidão, harmonia e compreensão da Lei e de uma realidade superior. É a moderação dos nossos desejos, a compreensão e o conhecimento da verdade, estabelecendo as perfeitas relações entre as coisas.

O Compasso é um símbolo das relações do Maçon com seus Irmãos e com os demais homens. Um dos seus ramos fixa-o num ponto, ao redor do qual a outra ponta pode traçar inúmeros círculos, de acordo com a abertura, e esses círculos são símbolos de nossas Lojas e da Maçonaria, cuja extensão pode ser indefinida.

No plano exotérico o Compasso simboliza a justiça pela qual devem ser medidos os actos dos homens, significando a prudência nas buscas empreendidas pelo Maçon. O Compasso é um instrumento que proporciona o traçar de círculos cada vez maiores, indo do zero ao infinito expressando a abrangência da arte do saber.

Do ponto de vista esotérico, o Compasso simboliza as qualidades do espírito ou mente e os atributos do conhecimento filosófico do ser infinito, o corpo astral. A amplitude de acção sugerida pelos movimentos circulares e progressivos de suas hastes expressa o quanto o conhecimento humano é capaz de atingir, quando bem dirigido, muito embora a circunscrição da totalidade seja competência única e exclusiva do Grande Arquitecto do Universo.

Segundo um autor, “o Compasso descreve círculos que se dirigem aos céus, dos quais descem as influências fecundantes. De facto, o Compasso é um símbolo masculino e representa a Potência geradora ou a Energia criadora da Divindade”.

A ponta do Compasso colocada sobre o peito desnudo do Recipiendário, assento da consciência, recorda-nos a vida passada, na qual, não só os nossos passos, como ainda as nossas ideias, ainda não eram guiados por esse símbolo de Exactidão, que, no Maçom, regula pensamento e acções.

O compasso mede os mínimos valores até completar a circunferência e o círculo. O Círculo centrado pelo ponto é a primeira figura que é possível traçar com o auxílio do Compasso. Sejamos o centro desse círculo, onde fixamos uma das hastes do compasso e, girando sobre nós mesmos, executaremos com facilidade o projecto perfeito.

O entrelaçamento do compasso com o esquadro será o distintivo permanente da Maçonaria. Nossa vida é uma prancha onde grafamos os projectos que, estudados e calculados os seus valores, resultarão no caminho completo para a construção de nosso ideal.

Uma Loja Maçónica é o único lugar onde o Esquadro se entrelaça com o Compasso, numa demonstração de aliança perfeita dos sentires de rectidão dos seus obreiros militantes. Quando unidos, deles deflui a lição que manda o Iniciado regular sua vida e acções. Lembramos que no Grau de Aprendiz, o Esquadro deve ser colocado por cima do Compasso, isto é, o Esquadro cobre os dois braços do Compasso, indicando que nesse grau não se pode exigir mais do neófito além de sinceridade e confiança, consequências naturais da equidade e da rectidão. Nesta ocasião, o Esquadro simboliza a Matéria e o Compasso o Espírito. Assim, no simbolismo do 1º Grau, esta posição significa que, no Aprendiz, a Matéria ainda domina o Espírito.

Apontando para baixo, o Compasso designa a instância da terra, onde todas as criaturas desenvolvem suas respectivas missões humanas. O Esquadro, pelo contrário, estabilizando na situação inferior com as extremidades voltadas para cima, indica as alturas celestiais para onde os homens retornarão após o término de seus dias neste mundo.

Este instrumento de medida e de comparação deve permitir que sejam apreciados o alcance e as consequências dos actos que devem permanecer fraternos para com todos e muito particularmente para os Maçons.

Fonte: Facebook_Pedreiros Livres

segunda-feira, 22 de abril de 2024

VISITANTE SE APRESENTANDO PARAMENTADO CONFORME O SEU RITO

(republicação)
Em 06/05/2018 o Respeitável Irmão Cícero Ramos Loja Rui Barbosa, Rito Brasileiro, GOB-MT, Oriente de Sinop, Estado do Mato Grosso, apresenta a dúvida seguinte:

USO DO CHAPÉU POR IRMÃOS VISITANTES

Uma pergunta. Quando um visitante de um Rito, por exemplo, Schröder, Adonhiramita ou Escocês Retificado que adotam o uso do chapéu e luva, eles podem usar esses trajes numa visita a uma loja que adota um Rito que não usa chapéu, exemplo Brasileiro, Moderno, REAA?

CONSIDERAÇÕES:

Eu tenho dito que um visitante deve chegar com antecedência mínima para expor os costumes do seu Rito em relação ao Rito da Loja que está sendo visitada.

Isso se aplica principalmente no que diz respeito à adequação dos sinais, toques e palavras.

Já no que diz respeito à indumentária, um visitante deve se apresentar paramentado conforme o seu rito. Nesse caso ele não precisa se adaptar aos paramentos do rito da Loja visitada, salvo no que diz respeito à obrigatoriedade do uso de terno, pois alguns ritos não admitem o uso de balandrau. 

Agora, quanto à utilização de chapéu, luvas, etc., o visitante se apresenta conforme o seu Rito, sem maiores problemas. Nesse caso o que se sugere adequar ao rito da Loja visitada, se for o caso, são os sinais, toques e palavras, a despeito de que a Loja anfitriã também pode, na oportunidade, analisar a real necessidade dessas adequações, sobretudo se essas diferenças não parecerem tão acentuadas.

Assim, com respeito diretamente à sua questão, um visitante, mesmo que de outro rito, deve se apresentar vestindo o seu próprio avental, além de luvas e chapéu se eles forem componentes da sua indumentária.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

A CERTIDÃO DE NASCIMENTO DA MAÇONARIA

Francisco de Assis Carvalho

Para se falar na Origem Documentada da Maçonaria, foi preciso fazer esse giro pelos arraiais da Maçonaria Mística. E depois demonstrar que até o ano 1000, o que servia de proteção, como Casa e Lar do homem – era a Madeira. E que a profissão que predominava e sobressaia, era a de Carpinteiro e Marceneiro. Tanto era verdade, que as primitivas Organizações – as Guildas – eram compostas de homens que praticavam essas duas Antigas Profissões.

Com o advento das Construções de Pedras e Alvenarias, começa a florescer e destacar-se outra profissão – a dos Canteiros, Entalhadores. Isso começou a acontecer a partir do século XII. Grandes quantidades de guerreiros seguiram na Primeira Cruzada, rumo à Cidade Santa de Jerusalém, que estavam nas mãos dos Sarracenos, dos Infiéis. Nas Estradas precárias da Europa, grupos de Salteadores e Bandoleiros cresciam em número e em audácia. As Propriedades do começo do 1º século do 2º milênio eram atacadas por hordas de famintos e estrangeiros. Daí a necessidade de se erguerem muralhas, fortalezas para proteger os Burgos e seus proprietários, famílias e servos.

O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos etc. foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até a Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.

Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356.

Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo.

Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:

“O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datado de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.”

Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship os Masons) durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.

Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo da “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.”

Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

*Colaboração do Ir.·. Renato Burity extraído de “O Aprendiz Maçom” de Francisco de Assis Carvalho, saudoso Xico Trolha.

Fonte: Fonte: Revista Arte Real nº 8

domingo, 21 de abril de 2024

HIERARQUIA NA CIRCULAÇÃO

(republicação)
O Respeitável Irmão Washington Luiz Tarnowski, Mestre de Cerimônias da Loja Estrela Mística, 3.929, REAA, GOB-SC, Oriente de Itajaí, Estado de Santa Catarina, apresenta a questão seguinte.
wlt@univali.br

Em nossa última sessão, passei algumas orientações ritualísticas e surgiu uma discussão em torno da circulação do Primeiro e Segundo Diácono sendo: 

No início da Sessão, Segundo Diácono deve ou não circular o Painel do Grau na busca da Palavra Sagrada e ao levar a Palavra ao Segundo. Vigilante? 

No início da Sessão, o Primeiro Diácono deve ou não, antes de sair e entrar no Oriente, fazer reverência ao Venerável Mestre.

Considerações:

A partir do momento em que o Venerável Mestre toma assento e profere: “Meus Irmãos, ajudai-me a abrir a Loja”, fica abolido apenas o Sinal, salvo aquele inerente ao reconhecimento perpetrado pelo Vigilante, ou os Vigilantes conforme o caso antes da abertura da Loja. Assim, os outros procedimentos, como é o caso da circulação, prevalecem na forma de costume.

Durante a abertura dos trabalhos na transmissão da Palavra seguem os seguintes apontamentos: O primeiro Diácono recebe regularmente a Palavra do Venerável saindo do Oriente pelo seu lado sudeste, sem saudação, passa pela Coluna do Sul, cruza o eixo entre o Painel da Loja e a porta do Templo, abordando então o Primeiro Vigilante. Transmitida a Palavra o Primeiro Diácono de retorno passa diretamente pela Coluna do Norte, ingressa no Oriente sem saudação pelo lado nordeste e se dirige até o seu lugar. 

O Segundo Diácono do seu lugar se dirige diretamente até o Primeiro Vigilante, recebe a Palavra e em seguida vai até o Segundo Vigilante passando pelo Norte, cruza o eixo entre o Painel da Loja e a entrada do Oriente, abordando em seguida o Segundo Vigilante quando lhe transmite a Palavra. Transmitida esta o Segundo Diácono passa do Sul para o Norte cruzando o eixo entre o Painel e a porta do Templo até o seu lugar em Loja. 

Pelo exposto, a Loja está ainda em procedimento de abertura assim o Primeiro Diácono ao entrar e sair do Oriente não faz saudação pelo Sinal - não existe o termo “reverência”. Quem saúda, saúda sempre pelo Sinal. Em Loja aberta quem ingressa no Oriente saúda o Venerável. 

No caso em que aquele que ingressar estiver empunhando (segurando um objeto de trabalho) ele fará uma parada rápida e informal, sem inclinação do corpo ou mesmo maneio de cabeça. 

Durante o encerramento dos trabalhos a Loja está aberta, assim o procedimento de circulação é análogo ao da entrada, todavia quando necessário compõe-se o Sinal. 

Ainda em relação à abertura dos trabalhos, a regra serve também para o Mestre de Cerimônias no que trata o seu deslocamento em Loja. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.085 - Florianópolis (SC) – sexta-feira, 23 de agosto de 2013

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

CARISMA

Do grego _Kháris_, com o significado de alguém possuidor de um dom. É a qualidade que uma pessoa tem de atrair sobre si a atenção, o interesse e a curiosidade.

Os líderes têm como ponto de partida esse dom, e é por isso que conseguem liderar um determinado movimento.

A liderança não exige beleza física, simpatia, bondade, mas inteligência para aproveitar o dom recebido.

A Maçonaria em si é uma escola de liderança, pois exercita em suas sessões a liberação das qualidades que por timidez são sufocadas; toda vez que encontramos um líder no mundo "profano", podemos ter a certeza de que as suas raízes estão profundamente, e com muita solidez, fixas em terreno fértil.

Cultiva-se o carisma; basta evidenciar-se com humildade e simplicidade.

A Maçonaria transforma o pusilânime em líder; o fraco em forte, o tímido em ousado.

Todos podem ter uma liderança, iniciando-a na própria família, o trabalho e na Loja, local onde será fácil, uma vez que as oportunidades são maiores, não havendo constrangimento, dado que todo o grupo é considerado como conjunto de Irmãos.

Seja, cada maçom, um líder no seu meio ambiente, e assim terá construído a sua vitória.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 86.

TIRADENTES FOI MAÇOM?

Muitas pessoas questionam que Tiradentes foi Maçom. Até alguns Irmãos da Ordem, divulgam que ele teria sido. Para analisarmos se Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, teria sido Iniciado, logo veremos que a própria História afasta esta possibilidade. Vamos à análise dos fatos:

No Brasil existe uma disputa entre Bahia e Pernambuco sobre em qual dos dois estados se iniciaram as primeiras manifestações maçônicas do país.

Na Bahia, em 1797, dizem que houve a primeira Sessão Maçônica em território brasileiro, dentro de uma fragata, na região de Salvador, a chamada Loja Cavaleiros da Luz, feita por alguns maçons, estrangeiros em sua maioria, ou em trânsito no país.

Já os pernambucanos, um ano antes, criaram uma suposta Loja, chamada Areópago de Itambé, em 1796, mas, os historiadores negam como sendo a primeira, pois em suas reuniões, entravam Maçons e Profanos (não-maçons).

Esses são os nossos primórdios, os primeiros e mais antigos "registros" de grupinhos de Maçons, que se uniram em Loja. Antes disso, não existiu nada, nem mesmo boatos.

Agora observem as datas que citamos: 1796 e 1797. Tiradentes, que tantos defendem como Maçom, faleceu no início de 1792 (quatro ano antes de 1796). Não dá nem para especular Tiradentes na condição de Maçom, e, ainda que fosse possível, teria sido iniciado por comunicação, ou seja, sem os trâmites pré-iniciáticos (ex.: sindicâncias), mas isso é uma possibilidade muito remota, pois isso é uma prerrogativa apenas de um Grão-Mestre e naquele ano, nenhum grão-mestre do mundo tinha pisado no Brasil. Além do mais, um Grão-Mestre só pode tornar alguém Maçom, desta forma, em sua jurisdição. A Iniciação de Tiradentes no exterior tamném é insustentável, por faltas total de documentos comprobatórios.

Diante desses fatos e da total falta de qualquer prova, é mais prudente reconhecê-lo como não maçom.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

DIA DO HOLOCAUSTO E DO HEROÍSMO

Dia do Holocausto e do Heroísmo (Yom Ha Shoá Ve Hagvurá)

Hoje, quinta-feira, dia 21 de abril de 2011, dia 27 do mês de Nissan pelo calendário judaico, os judeus do mundo inteiro prestam homenagem aos seis milhões de mártires, vítimas do Holocausto (Shoá em hebraico), e aos heróis (Gvurá, heroísmo) que tombaram resistindo ao genocídio nazista. O dia 27 de Nissan marcou o inicio do Levante do Gueto de Varsóvia, na Polônia, uma insurreição contra a ocupação nazista, em 19 de abril de 1943.

Quando o governo nazista instalou-se na Polônia, em outubro de 1939, uma de suas primeiras providências foi transferir e aprisionar, no exíguo espaço do antigo bairro judeu, os 400 mil judeus de Varsóvia, aos quais se somaram rapidamente 100 mil outros, evacuados de povoados vizinhos. Toda essa população vivia em condições sub- humanas, numa área de 2.1 km2, que em condições normais tinha a capacidade de abrigar apenas 60 mil pessoas.

Muitos morreram de fome e doenças e, no final do verão de 1942, cerca de 300.000 pessoas do gueto foram levadas para o campo de extermínio de Treblinka, onde foram assassinadas imediatamente após a sua chegada. Os restantes habitantes do gueto, sabendo o que os esperava, preferiram morrer lutando, em vez de morrer numa câmara de gás. Uma resistência organizada foi formada e, em 19 de Abril de 1943, na noite da páscoa judaica (Pessach) quando os judeus celebram a saída do Egito e a conquista da liberdade, os 35 mil judeus que restaram iniciaram uma revolta. Durante 27 dias eles resistiram bravamente, em uma última demonstração para o mundo de que morriam pela liberdade, conforme os apelos transmitidos pelo rádio para fora do gueto. Ao final, este foi totalmente incendiado e destruído. No entanto, esta foi a primeira resistência civil ao nazismo e inspirou o grande Levante de Varsóvia de 1944, desta vez de toda a população da cidade.

Uma das principais lições do Holocausto é que devemos providenciar para todos, independente de sua raça, religião ou sexo, a proteção do Estado e os direitos humanos fundamentais, bem como devemos buscar a eliminação total do racismo ou anti-semitismo em qualquer forma através do mundo. Esses princípios são parte integral da ideologia básica do Estado de Israel, aonde todos os anos o país pára por dois minutos para lembrar-se das vítimas do Holocausto. Sirenes antiaéreas soam e todas as atividades são interrompidas nas ruas, no comércio, em escritórios e em colégios. Até mesmo os motoristas param seus carros para ficar em pé ao lado dos veículos.

Em novembro de 2005, 60 anos após o final da 2a Guerra Mundial, a Assembléia Geral da ONU através de uma Resolução instituiu o dia 27 de janeiro como o “Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto”. Esta data marca o dia da libertação do primeiro campo de concentração, o de Auschwitz-Birkenau no sul da Polônia, em 1945. A resolução foi co-patrocinada por 104 países, incluindo o Brasil, e aprovada por consenso (sem necessidade de votação). O texto rejeita qualquer questionamento de que o Holocausto foi um evento histórico, enfatiza o dever dos Estados-membros de educar futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença religiosa.

Fonte: JBNews - Informativo nº 236 - 21.04.2011

sábado, 20 de abril de 2024

HIERARQUIA NA CIRCULAÇÃO

(republicação)
Questão que faz o Respeitável Irmão Marcos Vinicius Garcia Joaquim, Loja Fraternidade Josefense, 30, Grande Loja de Santa Catarina, REAA, Oriente de São José, Estado de Santa Catarina.
marcosgarcia@cardiol.br

Em que momento no Rito Escocês Antigo e Aceito, o irmão Guarda do Templo deve fazer o seu “depósito”, seja na Bolsa de Propostas e Informações, seja na Bolsa para ou Tronco de Solidariedade? 

A dúvida é se o depósito deve ocorrer no final da circulação pela Coluna do Sul após a coleta dos Mestres, ou se ela deve ser realizada ou pode ser realizada após a coleta dos Companheiros e Aprendizes, ou seja, no final efetivo da circulação antecedendo somente o próprio Mestre de Cerimonias ou o Hospitaleiro.

Considerações:

Aqui existe primeiramente um apontamento necessário. Guarda do Templo – geralmente esse título é dado ao Guarda Externo, ou aquele que por dever de Ofício exerce temporariamente o seu ofício no Átrio. Já o oficial que milita na interior do Templo e toma assento junto à porta na Coluna do Sul é o Cobridor Interno.

Sendo o Cobridor Interno ele é o sexto cargo abordado quando das Propostas e Informações e do Tronco de Beneficência. Sem qualquer conotação sobre a inventiva “estrela”, a regra é a de que se abordam pela ordem, primeiro as Luzes da Loja (Venerável, Primeiro e Segundo Vigilantes), as outras duas Dignidades (Orador e Secretário) e o Cobridor Interno. Ato seguido os demais Mestres do Oriente, Mestres da Coluna do Sul, Mestres da Coluna do Norte, Companheiros, Aprendizes e por fim o próprio oficial circulante ajudado pelo Cobridor Interno. 

Alguns rituais, como é o caso do GOB, preconizam que logo após o Cobridor Interno, seja feita a colheita do Cobridor Externo que após o ingresso no Templo toma assento junto à porta na Coluna do Norte. Essa não é uma atitude dentro da tradição do Rito, posto que o Cobridor Externo devesse depositar no momento em que os Mestres do Norte estivessem sendo abordados. Após os seis primeiros cargos já mencionados, não por uma questão de hierarquia, porém por ordem dos trabalhos, em qualquer circunstância, o último a depositar na bolsa será sempre o oficial circulante. 

Cabe aqui uma explicação oportuna. A regra dos seis primeiros cargos não se prende a justificativa capenga do formato de uma estrela, até porque no Rito Escocês não existe qualquer referência à estrela de seis pontas. 

A concepção verdadeira do ato está na regra de que nenhuma Loja poderá ser aberta sem a presença mínima de “sete” Mestres. Numa situação com essa presença mínima no Rito Escocês, o oficial circulante será sempre o Mestre de Cerimônias como sétimo Mestre na composição precária da Loja. 

Reforçando essa tradição está a de que em caso precário (sete Mestres) a Loja no Rito em questão será composta pelas cinco Dignidades (Três Luzes mais o Orador e o Secretário), um Cobridor e o Mestre de Cerimônias. 

Como genuinamente os Diáconos não portam bastão no escocesismo e nem existe formação de pálio, nesse caso precário o Mestre de Cerimônias suprirá o Segundo Diácono e o Secretário o Primeiro por ocasião da transmissão da Palavra. 

Na circulação do Tronco de Beneficência o Mestre de Cerimônias exercerá o ofício do Hospitaleiro. O Cobridor em hipótese alguma deixa o seu posto. O Orador do seu lugar em Loja exercerá o cargo do Tesoureiro e de modo análogo o Secretário o do Chanceler. 

Minhas escusas pelo abuso do elemento prolixo, porém uma ponderação muitas vezes carece do esclarecimento sobre a razão de outros procedimentos. 

T.F.A. 
PEDRO JUK - jukirm@hotmail
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.084 - Florianópolis (SC) – quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MAÇONS FAMOSOS


ALEXANDRE JOSÉ DA SILVA (Horta, Açores, 1737 - Angra do Heroísmo, Portugal, 1818). Sacerdote português, professor na Ordem dos Missionários Apostólicos, notabilizando-se como orador sacro e erudito. Desempenhou as funções de de bispo de Malaca (1781-1784), de Angola e Congo (1784-1787) e de Angra (1812-1818). Era tio do poeta e escritor Almeida Garrett.

Foi Iniciado na Maçonaria em Loja e data desconhecidas. Faleceu aos 80 anos de idade.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

MAÇONARIA PARA LEIGOS

O que é realmente a Maçonaria?

É uma associação de homens livres que trabalham em um projeto global que consiste em melhorar os homens e a sociedade aonde vivemos. É um sistema de conduta moral aonde se aprende a dominar as paixões, as ambições, os vícios, e o ódio que oprime o homem. É também uma sociedade fraternal que admite todos os homens livres e de boa reputação, sem distinção de raça, religião ou ideal político.

É uma Seita?

Para que serve ser Maçom?

Não quer dizer que ser Maçom seja algo fundamental para se viver. É simplesmente eleger uma forma de vida, comprometido com a sociedade que vivemos. Serve para penetrar nos conhecimentos dos antigos Maçons, interpretar e utilizar sua simbologia para aperfeiçoar a nós mesmos e aos que estão em nossa volta.

Não, em absoluto. As seitas buscam adeptos para fins não recomendáveis. A Maçonaria não busca adeptos, nem pratica o proselitismo. Os candidatos só serão aceitos depois de haver passado favoravelmente por uma investigação e uma votação entre todos os membros da loja em que foi solicitado o seu ingresso. Por outro lado, as seitas incutam um dogma aos seus membros. Na Maçonaria não há dogmas, se fomenta o livre pensamento, para que o conhecimentos de cada novo membro enriqueça o conjunto. Realmente na Maçonaria não se ensina nenhum conhecimento, sim que se põe a disposição de cada membro uma simbologia para que cada um chegue por si mesmo a estabelecer uma série de conclusões. Daí que normalmente, entre os maçons, se diga que há; tantas Maçonarias como Maçons no Mundo, visto que, cada um a vê e interpreta de forma distinta. Por último, as seitas prendem seus adeptos a elas para tê-los permanentemente ligados. Na Maçonaria, a porta para entrar é muita pequena; a porta para sair é; muito grande. Sociedade Secreta?

É um partido Político?

Não. O que dissemos sobre a religião, é igualmente válido para a política. Tampouco se debatem temas políticos nas Lojas. Em resumo, se pratica a neutralidade religiosa e política. Com isto se pretende conseguir a Harmonia interna da Ordem para lograr sua finalidade unificadora.

Conspiram voces contra os poderes estabelecidos e constituídos?

Não. Um dos deveres do Maçom é respeitar as leis do país aonde reside. Expressamente se acata a legalidade Constitucional.

Por que não aceitam as mulheres?

É só uma questão de manter intactas as Tradições herdadas dos antigos Maçons Operativos. Logicamente, devido ao tipo de trabalho que realizavam estes obreiros, construtores de catedrais, não contavam com nenhuma mulher entre os seus membros. Não há nenhuma outra razão. Existem algumas obediências que permitem o acesso de mulheres, e nós outros respeitamos esta prática. é uma tendência global.

É necessário que me convidem para entrar na Maçonaria?

Não, somente os maçons retrógrados, carentes de instrução e de pensamento tupiniquim é que apregoam essa falsa filosofia ( filosofismo ). O interessado deve dar o primeiro passo. A loja e seus membros poderão, de uma forma sutil e sem ser demasiado eloqüentes, informar sobre a Maçonaria, porém, em nenhum caso poderão tentar convencer-lhe que ingresse. Querer ser Maçom deve nascer no coração do homem, nunca deve ser imposto por outros que com ele se relacione.

O que tenho que fazer para ser Maçom?

Se conheces um Maçom, dirija-se a ele, é a melhor forma de se bater as portas da Maçonaria. Se não conheces algum Maçom, não se preocupe, dirija-se a uma Loja expondo suas razões e o seu desejo de ser Maçom. procure a loja mais próxima da sua residência para que façam uma pesquisa sobre a sua pessoa, para isto, você deve lhes entregar um currículo com todos os seus dados pessoais, caso a loja verifique com a aprovação unânime de todos os seus membros que você deve ser contatado, isto se fará de forma pessoal, e por um dos Mestres Maçom da referida Loja. Esta pesquisa poderá demorar de um a dois anos, isto é, se tudo correr bem. Pode ocorrer que exista alguma circunstância em sua vida, que deverá ser aguardado o seu desfecho antes de ser oficialmente contatado por um membro da Loja Maçônica.

O que me será exigido em sendo Maçom?

Muitas coisas e muita poucas ao mesmo tempo. Isto se compreende quando se vê que cada um se envolva no grau que deseje. Basicamente, só se compromete em ter um comportamento digno e respeitoso para com o restante dos membros e da sociedade em geral, a pagar sua quotização mensal, a estudar a simbologia maçônica, a freqüentar no mínimo 50% das reuniões, que no Brasil, normalmente, é uma por semana, ou duas por mês. No mais, tudo vai depender de cada um, os Maçons se comprometem a realizar pequenas obras filantrôpicas para ajudar os mais necessitados, a estudar os rituais, a interessar-se pela cultura em todas as suas possíveis manifestações, em definitivo, a praticar a virtude. Porém, sobre tudo os Maçons se dedicam a trabalhar suas próprias imperfeições, auxiliados que são pelos símbolos e pelos rituais maçônicos, que são os meios que lhes são disponibilizados para sair vitorioso dessa grande e promissora jornada, para que se transformem, para que passem de homens bons, para homens melhores.

E se logo eu venha a me arrepender e resolva deixar a Maçonaria, o que me acontece?

A princípio nada, você passará de uma condição de Maçom Regular, para a condição de Maçom Irregular, afinal, uma vez Iniciado nos Nossos Augustos Mistérios, nunca deixará de ser um Maçom. O que podemos afirmar é que, a porta para entrar na Maçonaria é muito pequena, porém, a porta da saída é muito grande. Quem quiser sair, poderá faze-lo a qualquer momento e sem ser molestado por nada, desde que esteja em dia com as obrigações assumidas.

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Fonte: http://www.brasilmacom.com.br