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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sexta-feira, 28 de março de 2025

COLUNAS ZODIACAIS E GRAUS SIMBÓLICOS NO REAA

No Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), as colunas zodiacais nos graus simbólicos são associadas ao conhecimento astrológico e à jornada iniciática do maçom. Esse rito utiliza amplamente o simbolismo esotérico, incluindo as influências dos astros, do zodíaco e das forças cósmicas no processo de aprendizado.

Colunas Zodiacais e Graus Simbólicos no REAA

No REAA, as colunas (J) e (B) representam os princípios fundamentais da dualidade e do equilíbrio. Elas estão relacionadas ao zodíaco de várias maneiras:

Coluna (J) Representação do Templo de Salomão– Associada ao signo de Leão e ao elemento Fogo, simboliza a força ativa, o poder masculino e a luz do conhecimento.

Coluna (B) Representação do Templo de Salomão – Associada ao signo de Câncer e ao elemento Água, representa a receptividade, o princípio feminino e o entendimento intuitivo.

Cada grau simbólico no REAA pode ser relacionado a signos zodiacais e influências astrológicas:

1º Grau – Aprendiz Maçom (Terra e Lua)

Representa o nascimento do maçom na Ordem e o início da jornada espiritual. Está ligado aos signos Touro, Virgem e Capricórnio, que simbolizam paciência, aprendizado e a construção da base sólida do conhecimento. A Lua rege este grau, representando o reflexo da luz e a necessidade de disciplina.

2º Grau – Companheiro Maçom (Ar e Mercúrio)

Marca o progresso do aprendizado e a busca pela compreensão do universo e de si mesmo. Relacionado aos signos Gêmeos, Libra e Aquário, que simbolizam o intelecto, a busca pelo equilíbrio e a conexão com o conhecimento superior. Mercúrio rege este grau, representando a comunicação e o movimento do pensamento.

3º Grau – Mestre Maçom (Fogo e Sol)

Representa a transformação, a morte simbólica e o renascimento espiritual. Está associado aos signos Áries, Leão e Sagitário, que simbolizam liderança, iluminação e transcendência. O Sol rege este grau, simbolizando a iluminação, a verdade e a vida eterna.

O Ciclo Zodiacal e o Simbolismo das Colunas no REAA

Além dos graus simbólicos, o zodíaco também pode ser interpretado nas colunas do templo:

As Doze Partes do Templo – O Templo de Salomão pode ser visto como uma representação do zodíaco, com suas doze divisões simbolizando os signos e suas influências.

As Três Grandes Luzes – O Esquadro, o Compasso e o Livro da Lei podem ser associados ao Sol (espírito), Lua (alma) e Mercúrio (mente), refletindo a astrologia hermética.

As Portas do Templo – Representam a passagem pelos ciclos zodiacais e a transformação espiritual do iniciado.

Esse conhecimento permite ao maçom perceber a influência cósmica sobre sua jornada e o papel das forças zodiacais em sua evolução.

Fonte: Facebook_Estrela de Davi

quinta-feira, 27 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS

PEDIR A PALAVRA

(republicação)
O Respeitável Irmão Alex Martins de Oliveira, Loja Mensageiros da Luz, 1.783, REAA, GOB-ES, Oriente de São Mateus, Estado do Espírito Santo, formula a seguinte questão:
andrex_oliveira@hotmail.com

Respeitável Irmão Pedro Juk, em sua resposta quando questionado sobre a maneira correta de pedir-se a palavra, o Irmão respondeu que a "forma mais comum" no REAA é: o obreiro bate com a mão direita no dorso da mão esquerda e estende o braço direito para frente com a palma da mão virada para baixo. Pergunto: aprendi que o correto seria bater com a mão direita sobre a palma da mão esquerda e posteriormente estender o braço direito para frente com a palma da mão virada para baixo. Essa forma também está correta, ou seja, posso utilizar as duas maneiras?

CONSIDERAÇÕES:

Essa atitude é apenas de uso e costume e não tem sentido doutrinário algum. Eu sigo apenas o que é tradicional no Rito. Se o Irmão bater “palma” ao pedir a Palavra, penso que o importante é a atitude em pedir a mesma. Eu como disse, fico com a tradição.

Penso também que se a maioria bate no dorso, qual seria o problema se vossa pessoa também assim procedesse? Não seria melhor seguir a maioria?

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.216 Rio Branco (AC), terça-feira, 31 de dezembro de 2013.

CURIOSIDADES


A "Carta de Bolonha", ou "Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis", é um tesouro histórico datado de 1248. Redigido em latim por ordens do prefeito de Bolonha, Bonifacii di Cario, este documento é preservado no Arquivo de Estado de Bolonha, na Itália.

Embora muitas vezes esquecido, este importante documento oferece insights valiosos sobre a história da Maçonaria. O trabalho do Irmão Eugenio Bonvicini em 1982, juntamente com um ensaio que acompanha a Carta, ressalta sua relevância na tradição maçônica.

A Carta de Bolonha precede outras obras reconhecidas, como o "Poema Regius" e o "Manuscrito de Cooke", situando-se como o documento maçônico mais antigo sobre Maçonaria Operativa até hoje encontrado.

Padre Ferrer Benimeli, SJ, historiador espanhol especializado em Maçonaria, destaca a importância deste documento, colocando-o em pé de igualdade com o "Poema Regius".

A "Carta de Bolonha" também confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, sugerindo que Anderson se baseou em antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e Inglaterra.

Este tesouro histórico revela a rica tradição da Maçonaria, sua evolução ao longo dos séculos e sua influência na sociedade. Suas páginas guardam os nomes e as histórias de 371 Mestres Maçons, conectando-nos com uma tradição que perdura até os dias de hoje.

Por Christopher Hodapp

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

O QUE VINDES AQUI FAZER?

Autor: José Eduardo Stamato – M∴I∴
ARLS Hórus nº 3811, Santo André – SP / Brasil

Quando a mente está adormecida ou entorpecida, é preciso despertá-la;
Quando se distrai, será necessário trazê-la de volta;
Quando se apega demais, fazer vê-la outras possibilidades;
Quando atingir o equilíbrio, manter sem desviá-la.

Estas afirmações são contundentes e de caráter evolutivo, pois, proporcionam um caminho seguro e equilibrado para a dinâmica pessoal diária. Pergunta: será necessária uma prática diferenciada no conjunto da dinâmica que vivemos apesar de nossa “impecável” formação pessoal? Sim, com certeza! Estamos tão envolvidos no processo da existência e sobrevivência que nos afastamos de nós mesmos. Sempre procuramos as soluções de nossos problemas e dificuldades fora de nós, no outro, no próximo, profissional ou amigo, quando todas as possibilidades de desfecho estão dentro de nós, no nosso íntimo, em nosso interior.

Nossa Ordem proporciona essa possibilidade em seu conjunto. Conjunto esse com regras, disciplina, ritual, simbologia, cargos e funções empurrando nossa personalidade para aprimorar o caráter e a conduta. Dentro da Loja, somos envolvidos em responsabilidades que – por vezes – não desejamos assumir e nos vemos praticando funções que sutilmente nos despertam para um novo estado de ser.

Nossas atividades e conteúdo maçônicos são expressos de maneira prática e objetiva proporcionando uma oportunidade de abrandar nosso ego, talvez até submetê-lo e dominá-lo; e isso não quer dizer submissão ou aceitação passiva dos obstáculos e exigências que enfrentamos durante nossos trabalhos e durante nossa vida, representa sim uma ação com equilíbrio consciente que pode se manifestar até num recolhimento cuidadoso (um agir não agindo, escolhas); temos que procurar entender ou aceitar que uma atitude silenciosa ou “não manifestação”, não significa aceitação ou consentimento com situações ou obstáculos.

No âmago do ser humano, na sua Alma[1] só tem uma condição: sua liberdade. Não é a liberdade objetiva ligada aos nossos sentidos ou sensações e vontades, mas, uma liberdade interior, a grande tarefa de assumir sua verdade pessoal, o “Conhece-te a Ti Mesmo”, o autodescobrimento. Esse é nosso trabalho, e quem não o faz é porque não deseja, pois, tem todas as possibilidades de fazê-lo com as ferramentas disponíveis pelo processo maçônico; temos que fugir da “inércia mental” assumindo o controle de nossa existência interior.

As leis da vida social atualmente mudam a cada minuto. Não há mais segurança no conhecimento de alguma lei moral que foi comunicada. É preciso buscar os próprios valores e assumir responsabilidade pela nossa própria conduta, e não simplesmente seguir ordens transmitidas de algum período do passado. Ademais, estamos intensamente cientes de nós mesmos como indivíduos, cada um é responsável pela sua própria senda, diante de si mesmos e de seu mundo.” (Joseph Campbell)

Somos motivados desde nosso ingresso a procurar a Luz[2], devendo constituir-se como meta de nossos interesses. Só podemos nos aproximar de outras dimensões[3] provocando o desapego de nossa mente comum levando-a a outras condições ou situações em que encontra-se distraída ou afastada, e assim, quando tivermos a convicção de que nossos preceitos e postulados são verdades para nós e para todo ser humano, uma forte convicção que não precisa da razão para impor-se, estaremos exercitando ou experimentando uma sabedoria que tem a força de uma corrente da qual somos um elo; e essa ligação torna-se mais forte pelo trabalho das Lojas em seus diversos ritos que podem ter diferenças, mas com pouca alteração[4].

Neste atual estágio evolutivo que nos encontramos, nosso contato objetivo se faz através de nossos sentidos, pois, através deles recebemos as informações e estabelecemos valores, é um bombardeio de impressões e nossa mente acaba flutuando continuamente nesse mar de estímulos.

E sendo ela dinâmica e estar em constante estado de alerta recebendo informações incessantes e ininterruptas fica difícil haver um controle adequado e consciente, tornando essas impressões imprecisas e enganosas podendo distorcer e até limitar o conhecimento, sendo necessário ultrapassá-las despertando outras possibilidades latentes, mas adormecidas.

E para que isso aconteça, para ascendermos a um plano mais sutil, subjetivo, a “busca da verdade”, o “tirar o véu”, deve ser motivada pelo desejo de alcançar a sabedoria e o método é assimilação[5] e não simplesmente pela retenção na memória do conteúdo apresentado.

Essa transformação da mente para a prática ou interiorização dos conceitos transmitidos é lenta necessitando sempre uma reflexão sobre a simbologia apresentada. Devemos passar de “teóricos” e passarmos a “construtores” do edifício social, ajudantes edificadores da humanidade em marcha para um mundo melhor e mais esclarecido.

Notas

[1]  Alma – essência sublime intermediária entre a vida do espírito e a vida objetiva infusa no ser humano, que procura integrar a personalidade num processo superior progressivo de transformações para que perceba que é parte de um todo maior, ainda nesta existência.
 
[2]  Luz – como possibilidade (hoje simbólica) apresentada para uma busca e um despertar para dimensões superiores de consciência. Como exemplo, o Sol dispersa a noite, a chama de uma vela afasta a escuridão, portanto a “luz” tem poder sobre as trevas (o que seriam as “trevas”?).
 
[3]  Dimensão (termo muito utilizado nos grupos esotéricos) – planos expandidos diferentes na sua constituição, mas semelhantes na expressão, podendo ocupar espaços distintos ou não, coexistindo em diversas frequências vibratórias.
 
[4] – Isso se vencermos a vaidade da afirmação de que o Rito que praticamos é o “eleito” ou o “escolhido” ou o “verdadeiro”. O mesmo acontece com as Lojas.
 
[5]  Assimilar – do latim: tornar semelhante a si, integrar a si. Só aproveitamos aquilo que assimilamos. Há uma integração e adaptação progressiva na dinâmica proposta pelo ritual e sua simbologia.

Referência Bibliográfica

“Isto és tu”, Joseph Campbell – Landy Editora

Fonte: https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/

quarta-feira, 26 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS

PROCEDIMENTOS RITUALÍSTICOS

(republicação)
O Respeitável Irmão Laercio Lemos, Venerável Mestre da Loja Francisco de Miranda, REAA, GOB-RJ, Palácio Maçônico do Lavradio, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta as questões seguintes:
templo4franciscodemiranda@gmail.com

Amado Irmão, sou grande admirador de seu conhecimento da Arte Real. Socorro-me de seus ensinamentos para tirar algumas dúvidas que me preocupam com referencia a aspectos ritualísticos. 

Primeira: Estando o Irmão em pé à Ordem para falar, após ter sido autorizado para tanto, o Venerável Mestre tem o poder de liberalidade ou obrigação de manda-lo desfazer o Sinal? Em caso positivo, tal liberalidade é correta?

Segunda: Quando o Venerável Mestre manda o Mestre de Cerimonia conduzir o Irmão Orador ao Altar dos Juramentos, o Mestre de Cerimônias o conduz, estando portando o bastão, à frente ou atrás?

Terceira: Tal condução deve ser feita passando por trás do Altar fazendo um giro no sentido horário até ficar em frente do Trono de Salomão, ou o Irmão Orador é conduzido diretamente para frente do Altar para a abertura do Livro da Lei?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Esse é um costume consuetudinário e esporádico do Venerável desde que seja eivado pelo bom-senso - autorizar um Obreiro a desfazer o Sinal. Todavia essa regra tem sido uma prática indiscriminada por alguns Veneráveis se tornando um verdadeiro atentado à ritualística.

Essa atitude além de não condizer com o bom andamento dos trabalhos tem reforçado os discursos intermináveis, repetitivos e eivados do rançoso lirismo que, além de esgotar a paciência de alguns, ainda obriga o Secretário a ficar registrando verdadeiros blábláblás. 

A dispensa do Sinal deve ser criteriosa na medida em que o que estiver usando da Palavra muitas vezes se faz valer de texto para leitura. Alguns dos nossos Veneráveis precisam aprender que um Irmão compondo o Sinal tende ser conciso no seu pronunciamento pelo desconforto da posição assumida. Assim, autorizar alguém desfazer o Sinal não é, portanto uma regra, senão uma atitude permissível se a ocasião assim for propícia.

2 – Uma das obrigações de ofício do Mestre de Cerimônias, senão a principal, é a de conduzir os Irmãos em Loja, missão que ele cumpre portando o bastão como instrumento de ofício. Assim quem conduz alguém, vai à frente daquele que está sendo conduzido.

3 – Não existe circulação no Oriente. O Mestre de Cerimônias do seu lugar se desloca para o Oriente passando primeiro entre o Painel da Loja e a porta do Templo, ingressa no Norte e por ali entra no Oriente até o Orador. Dali o conduz (vai à frente) diretamente até o Altar dos Juramentos. Ali chegando o Mestre de Cerimônias se posiciona na retaguarda do Orador. Cumprida a missão o Orador é conduzido até o seu lugar novamente e o seu condutor sai do Oriente pelo lado Sul.

Reforçando: ninguém fica dando volta em torno do Altar no Oriente. Essa regra também se aplica no Ocidente no tocante às mesas dos Vigilantes. Assim, circulação só no Ocidente no momento em que o Obreiro precise passar de uma para outra Coluna. Nesse caso obedece a circulação horária.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.214 Rio Branco (AC), domingo, 29 de dezembro de 2013.

PÍLULAS MAÇÔNICAS

nº 88 - O Avental


Na Maçonaria o Avental é o símbolo do trabalho. Todos nós sabemos que sem estar vestindo o avental é proibido entrar em Loja Simbólica.

Na Maçonaria Operativa o Avental era de couro, sendo usado naquela época, pelos canteiros e talhadores de pedra das corporações de oficio medievais para proteção do corpo contra estilhaços de pedra. Cobria o peito, abdome e parte dos membros inferiores.

O Avental Maçônico entrou para a Maçonaria Especulativa como um legado da Maçonaria Operativa. Apesar de que, por ser a Maçonaria uma Instituição Iniciática, os simbolistas, principalmente os franceses, ligaram o Avental às sociedades iniciáticas do passado, nas quais o avental também era tido como um símbolo. Ligado a isso, o Avental tornou-se, ao mesmo tempo, o símbolo do trabalho constante e da pureza de suas intenções.

É um dos símbolos mais importantes da Maçonaria e é a primeira insígnia que o Aprendiz recebe quando é Iniciado. Ele é totalmente branco e essa cor alude à pureza, à candura e a inocência que deve possuir aquele a quem orna.

Como sempre afirmamos, a imaginação dos Maçons é extremamente fértil e o que criaram, ou melhor, inventaram sobre as interpretações do Avental, daria (e deu) para escrever diversos livros.

Para finalizar, conciliando os pensamentos de diversos escritores autênticos, como Theobaldo Varolli Filho, Nicola Aslan e José Castellani, sobre isso, temos:

“são ridículas e desprezíveis as interpretações em torno dos Aventais, feitas por Maçons apegados a fantasias e invencionices.
Diversas bobagens se infiltraram lamentavelmente na Maçonaria, mas devem ser de todo repelidas pelos Maçons autênticos. Manifestações sectárias são desrespeitosas à consciência de Irmãos de outras crenças.”

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

QUAL É O FAMOSO GRANDE SEGREDO DA MAÇONARIA?

Franck Fouqueray

A história que vos vou contar aconteceu há muito tempo. A primeira loja maçónica tinha acabado de ser criada. Era agora altura de encontrar um esconderijo seguro para o grande segredo da Maçonaria. Assim, os oficiais reuniram-se na loja para decidir o local.

O primeiro a pedir a palavra foi o Secretário. Ele disse: “Eu sou a lua, o reflexo do sol, simbolizo o lado feminino, a memória e a escuta. Podem confiar-mo, eu serei digno dele”.

O segundo a pedir a palavra foi o Mestre de Cerimónias. Ele disse: “Eu sou Mercúrio, símbolo do movimento, da comunicação e do conhecimento. Podem confiar-mo, sou digno disso”.

O terceiro a pedir a palavra foi o Experto. Ele disse: “Eu sou Saturno, símbolo do conhecimento, do trabalho e dos Antigos. Podem confiar-mo, eu serei digno dele”.

O quarto a pedir a palavra foi o Segundo Vigilante. Ele disse: “Eu sou Vénus, símbolo da harmonia, das relações e do equilíbrio. Podem confiar em mim, eu serei digno disso”.

O quinto a pedir a palavra foi o Primeiro Vigilante. Disse: “Eu sou Marte, símbolo da força, mas também da ação e do empenho. Podem confiar-mo, eu serei digno dele”.

O sexto a pedir a palavra foi o Orador. Ele disse: “Eu sou o Sol, símbolo do espírito, do brilho, da força vital e da energia. Podem confiar-mo, sou digno disso”.

O sétimo e último orador foi o Venerável Mestre. Cheio de sabedoria e humildade, disse: “Apesar de estar associado a Júpiter, o maior planeta do sistema solar e símbolo da prosperidade, não tenho a certeza de ser o melhor refúgio para o nosso segredo. Voltarei dentro de 3 dias para vos dizer qual é o melhor esconderijo”.

Os trabalhos foram suspensos e o Venerável Mestre fechou-se durante 3 dias e 3 noites na Cãmara de Reflexão que o tinha visto nascer. Saiu iluminado e sereno. Os trabalhos puderam então ser retomados.

Todos os oficiais da loja estavam pendurados nos lábios do Venerável Mestre. Olhando com amor para cada um dos seus irmãos e irmãs, disse: “Retirei a resposta à nossa pergunta da sabedoria do Grande Arquitecto do Universo. Proponho-me esconder este segredo no fundo do coração de cada leigo que bater à porta do nosso templo. Será, sem dúvida, o último sítio que irão explorar”. Esta proposta foi aceite por unanimidade.

Esta tradição parece ter-se mantido durante séculos. Infelizmente, nem todos os maçons foram informados e alguns continuam a procurar no exterior.

Fonte: https://www.freemason.pt

terça-feira, 25 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS


TELHAMENTO OU TROLHAMENTO

(republicação)
Questão que faz o Respeitável Irmão Danilo Bruno Louro de Oliveira, atual Secretário da Loja União e Justiça, 27, sem declinar o nome do Rito, Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia, Oriente de Poções, Estado da Bahia.
bel.danilobruno@gmail.com

Caro Irmão, primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo importante bloco no JB News, trabalho este que muito contribui para o nosso aperfeiçoamento individual e coletivo. Na oportunidade, gostaria de perguntar ao Irmão qual dos termos é o correto às perguntas que devem ser feitas ao Irmão Visitante desconhecido do quadro: "Telhamento" ou "Trolhamento"?

CONSIDERAÇÕES:

Telha (do latim tegula) – substantivo feminino: designa uma peça, em geral de barro cozido, usada na cobertura de edifícios.

Telhador – substantivo masculino: designa aquele que telha.

Telhadura – substantivo feminino: designa o ato ou efeito de telhar.

Telhamento – neologismo maçônico: designa o mesmo que telhadura.


Trolha (do latim trullia, variação do latim trulla) – substantivo feminino: designa uma espécie de pá na qual o pedreiro tem a argamassa da cal que vai se servindo. Designa no Brasil, também a desempoladeira; a desempenadeira.

Trolhamento – neologismo maçônico: designa o ato ou efeito de trolhar (neologismo).

Telha – Na Maçonaria moderna como uma “construtora social”, os instrumentos de trabalho e materiais são simbolicamente os dos construtores de edifícios. Assim a cobertura do Templo também está em não permitir a presença de intrusos e bisbilhoteiros. Simbolicamente é feita a cobertura com telhas através do Telhador, por extensão o Cobridor, ou aquele que cobre.

É a origem do termo “goteira” que em Maçonaria significa o lugar descoberto, ou o bisbilhoteiro que espiona os trabalhos – para que isso não venha acontecer o Cobridor “cobre o Templo”.

Telhador – Como oficio daquele que cobre de telhas. Em Maçonaria recebe também o título de Cobridor, ou o Guarda do Templo, a quem compete o ato de “telhar”, ou fazer o “telhamento” naqueles que se apresentam à porta do Templo para verificar a sua qualidade maçônica de iniciado, bem como o seu Grau conforme o trabalho da Loja.

Telhar – verbo transitivo direto significa o ofício de cobrir com telhas. Em Maçonaria compete ao Cobridor, ou Telhador, o ofício de telhar, ou examinar nos toques, sinais e palavras, os visitantes que se apresentam à porta do Templo no intuito de verificar se os mesmos são realmente Maçons e posteriormente se certificar da qualidade maçônica conforme o Grau para ingressar nos trabalhos que estão sendo realizados. Infelizmente o termo tem ainda sido confundido com o ato de “trolhar”, que verdadeiramente significa o ato de “passar a trolha”. Assim, trolhar nesse caso é termo altamente incorreto para se designar o referido exame, já que telhar está ligado ao ato de cobertura e cobertura é feito com telhas, não com trolhas. Do mesmo modo o Cobridor, ou Telhador não possui o título de “trolhador” em qualquer Rito ou Trabalho maçônico.

Trolha – a Moderna Maçonaria como construtora social, viria absorver inúmeros instrumentos da arte de construir. Sob esse prisma a trolha não deixaria de nela ter um importante significado simbólico.

Alguns autores, provavelmente pela etimologia da palavra, defendem a tese de que a trolha seria a colher de pedreiro. Contudo seja ela a colher de pedreiro, seja ela a desempoladeira, ou desempenadeira, conforme a definição apontada por bons dicionaristas do idioma vernáculo, a verdade é que ela, dentro das suas funções, serve para alisar a argamassa aparando e preenchendo as rugosidades.

Nesse sentido a trolha e o ato de trolhar significa o meio que é usado para apaziguar os Obreiros que porventura estejam em litígio - aparar arestas. Esse apaziguamento, ou esse entendimento é rotulado pelo neologismo maçônico como “trolhamento”, já que trolhar, outro neologismo, designa o ato de passar a trolha.

Lamentavelmente o termo “trolhamento” ainda tem sido equivocadamente usado em lugar de “telhamento” como se ambos tivessem o mesmo sentido.

Finalizando: “telhamento” é um dos ofícios do Cobridor quando verifica a qualidade maçônica de um visitante. Já “trolhamento” significa o ato de apaziguar eventuais rusgas ou desentendimentos entre os Irmãos.

O Cobridor Externo no Craft (inglês e norte-americano) é o “Tyler”.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.213 Rio Branco (AC), sábado, 28 de dezembro de 2013.

DEZ APELOS DO APRENDIZ MAÇOM


I - Ensina-me Mestre, a desbastar minha pedra bruta, com a prática que adquiristes ao desbastar Tua própria pedra.

II - Ensina-me Mestre, a caminhar na marcha do meu grau, no grande Templo Maçônico, que é o mundo lá fora, caminhando Tu, à minha frente, como meu líder, nos caminhos do Bem, da Verdade e da Justiça.

III - Ensina-me Mestre, a ser livre de vaidades, ambições e servilismos que amesquinham o homem, vendo eu em Ti, o Mestre livre de tais sentimentos.

IV - Ensina-me Mestre, o dom que tens de perdoar, esquecer e compreender as fraquezas de todos os homens, enaltecendo suas virtudes, para que eu, como teu discípulo, possa também saber perdoar, esquecer e compreender as fraquezas de todos os homens, enaltecendo suas virtudes.

V - Ensina-me Mestre, a trabalhar como trabalhas, anonimamente, em favor de uma boa causa, fugindo como Tu foges, dos aplausos frívolos, fáceis e das honrarias vulgares.

VI - Ensina-me Mestre, os bons costumes pelos quais temos de saber ouvir e de saber calar nos momentos certos, mas principalmente o dom, que temos de lutar em favor dos que clamam por pão e justiça social.

VII - Ensina-me Mestre, a ser como Tu és, a todos os momentos, um simples, mas forte tijolo da Ponte de União entre os homens, e nunca um ponto de discórdia entre eles.

VIII - Ensina-me Mestre, a cultivar em meu coração, todo o respeito e amor que cultivas entre os homens, e principalmente com Tua família, para que possa, cada vez mais, espelhado em Ti, respeitar a todos os homens e amar em toda a extensão da palavra, minha família.

IX - Ensina-me Mestre, toda Tua bravura, destemor e honradez para defender a Liberdade e a Soberania da nossa Pátria, para que eu possa, a qualquer momento, ao Teu lado e contigo, lutar e morrer em sua defesa.

X - Ensina-me Mestre, tudo isso, enfim, sem vaidades, ostentações ou vãs palavras, que se perdem ao vento, mas simplesmente com Teus próprios exemplos, para que eu possa um dia, ser reconhecido como um verdadeiro Mestre-Maçom.

Fonte: Facebook

segunda-feira, 24 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS

ESTRELAS

(republicação)
O Respeitável Irmão José Daniel Massaroni, Loja Conciliação e Justiça, REAA, GOB, Oriente de Presidente Prudente, Estado de São Paulo, apresenta a questão seguinte: 
j1daniel@terra.com.br

ENTRADA E SAÍDA DO PAVILHÃO NACIONAL - Estrelas - No cumprimento do Decreto 0084 de 19/11/97, em seu artigo 3º, o Mestre de Cerimônias organiza uma Comissão composta de 13 Mestres Maçons armados de Espadas e munidos de Estrelas e juntamente com a Guarda de Honra cumpre o exigido no RGF, em seu artigo 221. Acostumamos a fazer toda a ritualística e embora nem sempre totalmente correta, nenhum Irmão deixa de vir munido da Espada e da Estrela. Pergunto: qual a origem das Estrelas que fazem parte do Cerimonial de Entrada e Saída do Pavilhão Nacional?

CONSIDERAÇÕES:

Esse costume é haurido de uma antiga tradição dos Canteiros que recebiam os Irmãos para as reuniões, geralmente nos solstícios e equinócios. A ausência de energia elétrica fazia com que os nossos Irmãos do passado usassem tocheiros para iluminar o caminho dos que chegavam. Esse costume acabou por povoar a Moderna Maçonaria em alguns ritos como simbolismo aludido na antiga prática. É o caso da Comissão de Recepção que portando estrelas simboliza a luz que clareia a passagem.

Desse costume é que se levando em conta o simbolismo das sombras mais presentes no norte (sob o ponto de vista deste hemisfério) que a Comissão geralmente é composta em número maior ao Norte do que no Sul – a marcha do Sol está representada pelas três janelas dispostas no Painel do Grau. Mais luz no Sul, o maior número de estrelas no Norte, simboliza a banda que carece de maior iluminação.

Sintetizando. As estrelas simbolizam os tocheiros do passado, cujo objetivo era o de “iluminar o caminho”. Ainda no aspecto figurado da exegese simbólica, a estrela é a Luz que cada Irmão irradia no Canteiro.

T.F.A.
PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.209 Rio Branco (AC), terça-feira, 24 de dezembro de 2013.

ISAAC NEWTON UNIVERSITY LODGE


A Isaac Newton University Lodge nº 859 é uma Loja Maçônica Universitária localizada na renomada Universidade de Cambridge, Inglaterra. Com mais de 150 anos de existência, é exclusiva para membros matriculados na universidade e foi fundada em 1861. Desde então, tem sido um ponto de encontro para os estudiosos, mantendo tradições como o uso de uniformes e vestimentas da corte durante as reuniões. Com uma rica tradição que perdura até os dias de hoje, no ano de 2013 tinha aproximadamente 200 membros ativos.

A Loja se reúne no histórico "Bateman Street Masonic Hall", exibindo um distintivo que combina o brasão de armas de Isaac Newton (um par de tíbias humanas cruzadas) com o emblema da Universidade de Cambridge.

Diferentemente de outras Lojas Maçônicas, a Isaac Newton University Lodge tem o privilégio de iniciar membros a partir dos 18 anos, refletindo sua ligação estreita com a academia e o conhecimento.

Além da Isaac Newton Lodge, outras Lojas têm laços estreitos com as faculdades de Cambridge, como a "Lodge of Trinity" e a "Lady Margaret Lodge", proporcionando um ambiente de camaradagem e aprendizado.

Uma curiosidade é que Isaac Newton nunca foi Maçom, mas a utilização de seu nome para batizar a Loja foi uma escolha perfeita!

Aos Irmãos interessados, a Loja reúne nos seguintes dias:

 - Última terça-feira, janeiro, outubro.

- 1º sábado de março, dezembro.

- Último sábado de abril. 2ª terça-feira de junho.

Fonte: Facebook_Curiosidades da Maçonaria

A EDUCAÇÃO E A RÉGUA DE 24 POLEGADAS

Ir∴ Nélson José Rodrigues Machado

O Planejamento Participativo ou em outras palavras - sua opinião vale muito e vamos construir coletivamente a realidade – remete nitidamente à preparação de um projeto, cujo sucesso, dependerá essencialmente da sua organização.

As palavras de Pat Tillman(1): “Disciplina é a ponte que liga nossos sonhos às nossas realizações”, descrevem claramente o caminho a ser seguido pelo educador.

Ao determinarmos o objetivo a ser alcançado, reunir o material necessário e planejar nossas atividades dividindo as 24 horas de nosso dia,(Ap M. ) em períodos que favoreçam: o descanso, o trabalho, a pesquisa/estudo, a reflexão filosófica, e outras ocupações necessárias ao bom funcionamento de nosso organismo e do intelecto, certamente nos auxiliará a suportar a longa caminhada que separa o objetivo da meta.

Assim, preparar para vencer, acompanhar os esforços, insistir, motivar, influenciar através da atitude pessoal e profissional, acreditar que há mais potencial do que julgamos existir, permutar o pensamento único pelo coletivo, considerando-se sempre que a sabedoria está em corrigir falhas e não em encontrar o culpado, (M∴M∴) levará a educação – estudar, pesquisar, debater – ao resultado que tanto se busca: o aprendizado.

Sem a pretensão de resumir, mas com a intenção de melhor explicitar a linha central do texto que é o de entender que para alcançar algum lugar, temos que seguir um planejamento e este deve ser sistemático, posso, por exemplo, iniciar-me a partir destas perguntas:

Onde quero ir?

Qual o caminho que devo seguir?

Quais os materiais que precisarei reunir?

Quanta energia estou disposto a empregar nessa excursão?

Quanto tempo vou dispor para essa caminhada?

E finalmente, a reflexão filosófica: ESTOU PREPARADO?

(1)Ex-jogador de futebol americano, morto na guerra de 2004 no Afeganistão.

Fonte: JBNews - Informativo nº 265 - 20.05.2011

domingo, 23 de março de 2025

FRASES ILUSTRADAS

O SUL E O MESTRE DE CERIMÔNIAS

(republicação)
O Respeitável Irmão Paulo Roberto Carvalho, Orador da Loja Caratinga Livre, 922, REAA, GOB-MG, Oriente de Caratinga, Estado de Minas Gerais, apresenta a questão que segue: 
pcarvalho49@uol.com.br

Todos nós devemos cumprir à risca os rituais. No nosso caso o REAA/GOB, o número mínimo de sete (7) Mestres Maçons para abertura da Loja. Assim teremos: Oriente = Venerável Mestre, Orador e Secretário. Coluna do Norte = 1º Vigilante. Coluna do Sul = 2º Vigilante, Mestre de Cerimônias e Cobridor Interno. Pergunto: Por que o Mestre de Cerimônias tem assento na Coluna do Sul?

CONSIDERAÇÕES:

O seu cargo está atribuído à Beleza que caracteriza a Coluna do Sul. No aspecto místico ele está associado à Vênus como substantivo feminino com gênero de dois números que designa mulher formosíssima e na astronomia, dentre outros o mais brilhante dos planetas. Do ponto de vista do Hemisfério Norte ele se apresenta no firmamento mais para a banda sul. 

Ao planeta também é atribuído o símbolo do bom pastor que guia o rebanho. Nessa acepção ele sugere o Mestre de Cerimônias conduzindo os Irmãos em Loja portando o seu bastão.

Do ponto de vista prático o Mestre de Cerimônias tem acesso fácil à porta para conduzir os que ingressam e saem (do Sul diretamente à porta) durante os trabalhos em Loja aberta. Também como auxiliar na prova do fogo durante a Iniciação ele tem lugar no Sul próximo à saída do Oriente.

O atributo da beleza está em que dele depende uma grande parte do andamento dos trabalhos da Oficina.

Também está associada ao cargo no tocante ao misticismo sua relação com o Planeta Mercúrio, cujos atributos mitológicos pelo seu deslocamento rápido no firmamento estão no desempenho do mensageiro. Nessa conotação o Mestre de Cerimônias se desloca por todo o espaço, inclusive dentre os presentes ele é o único que não pede autorização para transitar de uma para outra Coluna e no Oriente no desempenho do seu ofício.

Finalizando: essas considerações vão de encontro à concepção ritualística e doutrinária do simbolismo do Rito Escocês Antigo e Aceito. Nunca é demais lembrar que o cargo não é unânime em se tratando da Maçonaria em geral, tanto no título, como nome e no ofício.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 1.207 Rio Branco (AC), domingo, 22 de dezembro de 2013

BREVIÁRIO MAÇÔNICO

ARTE REAL

Esse termo é empregado em Maçonaria, abusiva e inadequadamente. Origina-se das constituições de Anderson, que em 1723 o utilizou pela primeira vez, no sentido de expressar a "arte de edificar" com o emprego da geometria e da arquitetura.

Com o surgimento da Maçonaria especulativa, a construção deixou de ser exclusivamente uma obra material, pois havia a necessidade de "reconstruir o homem espiritual", espelhado nos evangelhos.

Hoje, diz-se Arte Real o trabalho maçônico, sem distinção alguma, e isso cria muitas dificuldades em conceituar o trabalho da Fraternidade.

Ademais, para que o maçom se conscientize de que sua vida constitui um constante trabalho, sem tréguas, uma obra de arquitetura espiritual.

A realeza, aqui, significa "nobreza" no sentido espiritual, que em última análise é o início da construção do templo interno, a continuidade desse trabalho para alcançar a meta final, que é a conclusão.

Ninguém deseja possuir um templo inacabado dentro de si!

Cada maçom deve cuidar de empregar o epíteto "Arte Real" com justeza, pois está tratando com coisas espirituais sérias.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 54.

TEORIA E PRÁTICA HERMÉTICA

Liberdade Interior

A importância das coisas esta intimamente ligada a sua capacidade de proporcionar a manutenção da vida. O tamanho físico, a aparência, a composição não são levados em conta quando tal coisa é avaliada do ponto de vista de sua funcionalidade. Alimentos, abrigo, vestimentas, meio de locomoção, são todos utilizados para que a jornada de sobrevivência seja realizada. No entanto quando não há desafios para a sobrevivência a mente se enfada e começa a buscar mecanismos de insatisfação para identificar uma necessidade. Neste momento pequeninas coisas são consideradas essências para a manutenção da vida. Os valores sentimentais passam a exercer um poder sobre o ser humano e ele se torna dependente, este vicio pela segurança é um desejo eterno de conquistar felicidade. É possível que um ser humano identifique um pequeno objeto como essencial para a sua vida mesmo que ele não enfrente condições comuns de ameaça. Descobre-se que se for suprida todas as necessidades dos seres na terra ainda sim a mente buscará dificuldades para manter-se ativa neste momento. Podemos considerar então este processo uma anomalia? Sem duvida que sim. Somos uma construção genética que, embora sendo magnífica no seu esplendor mecânico, não é perfeita. Essas imperfeições de nossa constituição é que nos leva a busca do entendimento de nosso ser. Essa busca se caracteriza pelo contato com o oculto, aquilo que não esta aparentemente à nossa percepção.

Não adianta encontrar simplesmente as respostas, porque que elas trazem uma satisfação momentânea, a mente logo se rende aos seus caprichos e novamente começa a insuflar os pensamentos para uma nova necessidade, então se descobre um defeito congênito no ser humano ele não consegue se livrar de sua infinita necessidade de desafios de sobrevivência. Neste momento identifica-se que o esforço pessoal tem que tomar direções adversas, é preciso tirar de nós a necessidade de sentir necessidade. Para as pessoas comuns significa torna-se um místico ou ocultista, porém é sim procurar respostas além dos processos racionais e mecanicistas propostos pela ciência. Não adianta tornar-se monge ou eremita ou viajante solitário ou coisa parecida se você não tem como objetivo sobrepor o espírito sobre a matéria. A nossa vida esta intimamente ligada ao processo coletivo, por que este proporciona uma condição necessária à procriação desta, por conseguinte torna possível a diversidade de espécies e assim cumpre o processo da mente do Todo de gerar vida. Contudo é preciso se identificar como um praticante solitário daquilo que liberta a sua alma de vícios e paixões impostas pelos pensamentos do coletivo.

Todos os processos advindo de fórmulas para melhorar o seu ser espiritual são ilusões, você é único capitão de sua alma. A realidade do ser é que ele possui imperfeições que são necessárias para gerar a vida, por que do imperfeito é que sai o perfeito, e isto vem de uma construção genética herdada do Todo, por isto contestá-la é pura perda de tempo, visto que a nossa busca infinita pela criação e a origem de todas as coisas é nada mais do que a busca pela lembrança ou a recuperação de nossa história pregressa registrada dentro de nos mesmos. Um modelo de formas eficazes para a nossa realização não é simplesmente conquistar coisas para serem exibidas como troféus, usando para isto o pretexto da sobrevivência. As conquistas e vitórias estão mais no interior do que fora, não adianta a posse de coisas quando não se tem o domínio de suas paixões. A nossa imperfeição nos leva a considerar todo tipo de conquista mesmo as espirituais, uma pessoa se enfada até por ser um sacerdote, basta que para isto seja admirado pelos seus feitos. Este não é diferente daquele que busca um lucro ou um bem de consumo.

As formas mais eficazes para realizar o controle de nossas mentes são conhecidas desde os tempos antigos a nossa prova disto são os sábios ancestrais que conseguiram, através de suas vidas aqui, vencer esta etapa, mas infelizmente mesmo eles foram transformados em objetos de consumo e seus métodos utilizados para obter lucro. O capitalismo como sempre se adapta e se transforma; atualmente ele não tem cara, no entanto nossa luta não é contra um sistema e sim contra a nossa individualidade e assim diz o sábio Salomão: “vencedor é aquele que domina a si mesmo e não o que conquista uma cidade”. Chamamos de luta toda boa empreitada para vencer obstáculos, de batalha uma sucessão de lutas que objetiva manter uma estratégia e de guerra o conjunto de batalhas realizadas em prol de um ideal ou filosofia. Todas as postagens que fizemos até aqui foi para que você compreenda os símbolos que vamos mencionar nos rituais que serão descritos a partir das próximas postagens. Fornecemos suficiente informação para quando você manipular um símbolo saiba qual força esta se manifestando e assim possa tomar a decisão correta ao conduzir um ritual e entenda o motivo da presença de tais símbolos. Uma capa, uma espada um capuz, uma cruz, vela, fogo todos são chaves que faz você entender a viajem e os desafios. Estas postagens são extremamente importantes aconselhamos a rele-las antes de dar inicio a qualquer prática de hermetismo. Lembramos que citamos a sua religião e suas práticas que devem ser intensificadas, se você não as compreende deve buscar sua tradição e origem a fim de saber o motivo de sua criação. Nas jornadas herméticas, como em uma campanha vai ser perguntado a você qual o objetivo de sua luta e o que motiva você a lutar. Outro detalhe que você deve atentar é que a palavra luta é utilizada para a libertação da escravidão do trabalho realizado sob o comando da mente e você vai saber que sua constituição genética ancestral foi gerada para ser um escravo. Somos de natureza manipulada, ou seja, temos uma intervenção genética programada para obedecer e o desvendamento desta verdade está dentro de nós. Dominar nossa paixão e libertar-se é o primeiro passo para achar o elo perdido.

Fonte: Facebook_O Templo e o Maçom