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PERGUNTAS & RESPOSTAS
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
PORTA-ESTANDARTE NA ABERTURA DO LIVRO DA LEI
MAÇONS ACUSADOS DE BRUXARIA
O NATAL E A MAÇONARIA
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
FICAR À ORDEM - VISITANTE
Em 10.07.2025 o Respeitável Irmão Lúcio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte pergunta:
FICAR À ORDEM
Lembro de um comentário seu em uma palestra on-line, mas gostaria de confirmar.
Em alguns Ritos durante visitas, quando um Irmão faz uso da palavra os demais Irmãos da Loja visitante ficam de Pé e a Ordem.
No REAA quando um Aprendiz faz a entrada com formalidade e passa pelo telhamento os demais aprendizes desta Loja ficam a Ordem?
Acho que você já falou que não mas gostaria de confirmar para orientar outros Irmãos
CONSIDERAÇÕES:
No caso de ingresso formal de visitantes em Loja aberta:
Aprendizes visitando - Havendo mais que um Aprendiz em visita, apenas um deles ingressa formalmente pela Marcha, enquanto que os demais, que o seguem, ficam aguardando à Ordem, entre Colunas.
Nota: Os Aprendizes pertencentes à Loja que está sendo visitada e que ingressaram normalmente com o préstito nos trabalhos, permanecem sentados nos seus lugares (topo do Norte).
Visitantes no período do uso da palavra:
Visitantes usando a palavra - Quando houver mais do que um visitante de uma mesma Loja e algum deles pedir para fazer uso da palavra, os demais que o acompanham permanecem sentados.
No caso do REAA, apenas o visitante que estiver usando da palavra é que fica à Ordem. Não é de boa geometria que o visitante, usuário da palavra, solicite que seus acompanhantes fiquem também em pé. Apenas um visitante foi autorizado a falar, portanto somente o que foi autorizado é que fica em pé e à Ordem. O visitante está sujeito à disciplina interna da Loja que o admite - vide o parágrafo único do Art. 217 do RGF.
T.F.A.PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
DO QUADRO EM PARTICULAR
Em 10.07.2025 o Respeitável Irmão Ercio Moreno, Loja Arquitetos de Ormuzd, 511, REAA, GOB-SP, Oriente de Bauru, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:
DO QUADRO EM PARTICULAR
Estamos com uma dúvida na interpretação do Ritual na PALAVRA A BEM DA ORDEM EM GERAL E DO QUADRO EM PARTICULAR, nós optamos em utilizar o Ritual em sua íntegra e estamos encontrando algumas resistência por parte de alguns irmãos que dizem que quando estiver presente visitantes devemos utilizar apenas PALAVRA A BEM E DA ORDEM EM GERAL, qual das duas devemos utilizar.
CONSIDERAÇÕES:

Não existe nenhuma justificativa para se adotar o título do período pela metade, alegando, para isso, a presença de visitantes. Simplesmente essa invencionice não se encontra prevista no ritual.
Ao final das contas, o maçom tem o direito de visitação e, sendo recebido nos trabalhos de uma Loja, sua presença não resulta em alteração do Ritual. Com visitantes presentes ou não, as Luzes da Loja ao anunciarem o período, o anunciam como se encontra no ritual, ou seja, Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular. É o que está escrito, é o que deve ser anunciado.
T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
PÍLULAS MAÇÔNICAS
nº 126 - Escultura de Moisés, Florença
Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com
O VERDADEIRO OBJETIVO DA MAÇONARIA
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
LEIS, DECRETOS E ATOS - LEITURA PELO ORADOR
Em 08.07.2025 o Respeitável Irmão Antonio Suheliton da Silva Paiva, Loja José Ramos Torres de Melo, 2004, sem mencionar o nome do Rito e Obediência, Oriente de Iracema, Estado do Ceará, apresenta a seguinte questão:
LEIS, DECRETOS E ATOS
Quando da leitura de Decretos, Leis, Portarias e Atos, Oriundo do Grão-Mestre, leituras essas feitas pelo Orad∴, em qual dessas leituras se coloca os IIr∴. em P∴e à Ord∴.
CONSIDERAÇÕES:

Se a sua Loja for do GOB, e praticante do REAA (informações não prestadas na questão), o Orador, no caso de Leis, Decretos e Atos do Grão-Mestre, faz a leitura deles sentado. Todos os demais presentes ouvem a leitura sentados.
Consta no Ritual do REAA, Aprendiz Maçom, GOB, em vigência, página 57, 2.3 Leitura e Destino do Expediente, que:
"Se houver Leis ou Decretos para serem lidos, o Orador fará a leitura deles sentado - todos os demais também permanecem sentados".
T.F.A.PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br
LEITURA DO SALMO 133
Em 09.07.2025 o Respeitável Irmão Rodrigo Cunha, Loja Peregrinos, 3525, REAA, GOB -SP, Oriente de Várzea Paulista, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:
SALMO
A dúvida é pertinente a um podcast que assisti, o canal Maçonizando. Num trecho da entrevista você comentou que no REEA não há leitura do salmo 133, que tal prática é costume no rito de York. A questão é, dado a este detalhe, onde no REEA , não se deveria ler tal salmo na abertura do Livro da Lei, porque então no ritual do Aprendiz, está descrito que o Orador deve fazer a leitura do referido salmo, e porque ainda praticamos esse costume se não é próprio do Rito.
CONSIDERAÇÕES:
Inicialmente, gostaria de salientar que em minha fala ao canal Maçonizando, tratei de aspectos históricos e não especificamente de um ritual.
No contexto histórico, vale relatar que no início das atividades do simbolismo do REAA, nem mesmo havia leitura de trecho do Livro da Lei.
Com o aperfeiçoamento dos rituais do REAA, ocorrido a partir dos meados do século XIX, pós Lojas Capitulares, e a sedimentação iniciática do rito baseada, principalmente em ritos solares do passado, a adoção da leitura de um trecho do Livro da Lei, relativo ao triunfo da Luz sobre as trevas, começava paulatinamente a se consagrar no Rito.
Na França, antes da adoção do termo “simbolismo”, as Lojas que praticavam o Franco-maçônico básico eram conhecidas como “Lojas de São João”, principalmente pela relação solar entre os solstícios (cultos pagãos) e os dois santos padroeiros, João, o Batista e João, o Evangelista (cristianismo).
Historicamente, vale lembrar que a Maçonaria primitiva nascera à sombra da Igreja e dela obteve proteção por muito tempo. Assim, nada a se estranhar que resquícios clericais tenham alcançado a cultura da Moderna Maçonaria.
À vista disso, por influências clericais, o REAA acabaria adotando a leitura de João, 1; 1-5 na abertura dos trabalhos do grau de Aprendiz, sobretudo pela relação solsticial da plenitude da Luz (verão no hemisfério Norte). De certa forma, com isso solidificava-se um elo entre o período operativo e o especulativo da Ordem.
Entretanto, em virtude de fatos históricos, na Maçonaria brasileira a leitura do Salmo 133 acabaria sendo introduzido por volta do segundo quartel do século XX, pelas Grandes Lojas Estaduais brasileiras. Mais tarde essa indevida inserção contaminaria também o REAA praticado no GOB, o que perdura até hoje.
Na realidade, na Maçonaria o Salmo 133 teve uma breve aparição no Yorkshire, na Inglaterra, contudo logo veio a desaparecer por completo, somente vindo reaparecer, mais tarde, em rituais de algumas das Grandes Lojas Norte-americanas, no sistema conhecido como Blue Lodges - na verdade, essa leitura do Salmo não ocorre na abertura dos trabalhos, porém é lido por um oficial durante uma perambulação do Candidato pela Loja, na iniciação.
É bastante provável que Mário Marinho Béhring, ao buscar reconhecimento das Grandes Lojas Norte-americanas para as suas recém-criadas Grandes Lojas Estaduais brasileiras, tenha copiando o Salmo 133 das Blue Lodges, inserindo-o indevidamente no ritual do REAA que fora por ele criado em 1928 para a sua Obediência, então criada. Enfim, esta é uma provável gênese do indevido aparecimento do Salmo 133 na liturgia do REAA.
Atualmente, por circunstâncias alheias à originalidade do REAA, o Salmo 133 também aparece inadequadamente consagrado nos rituais vigentes no GOB.




