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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 8 de julho de 2021

CÍRCULO ENTRE PARALELAS

CIRCULO ENTRE PARALELAS
o Mistério da 2ª Instrução do Aprendiz
Elaborado por Ir∴ Luis Genaro Ladereche Figoli
Loj∴ Simb∴ Palmares do Sul nro° 213
G∴L∴R∴G:.do S∴

Diz nosso Ritual:

Em toda Loja Regular, Justa e Perfeita , existe um ponto dentro de um círculo pelo qual um Maçom não pode transpor. Este círculo é limitado entre o norte e o sul por duas grandes linhas paralelas, uma representando Moisés, a outra representando o Rei Salomão. Na parte superior do círculo fica o ∴. da L∴, que suporta a Escada de Jacó, cujo cimo toca os Céus. Caminhando dentro deste circ∴, sem nunca o transpormos, limitar-nos-emos às duas linhas Paralelas e ao L∴ da L∴ e enquanto assim procedermos, não podemos errar.

Atrás desta explicação escondem-se alguns mistérios e simbologias, que tentaremos humildemente decifrar a partir desta peça de arquitetura.

Se o Temp∴ é a representação do Universo, e está orientado de Leste a Oeste e de Norte a Sul, podemos dizer que o eixo que vai do Ocidente (representado pelas colunas J e B) ao Oriente (representado pelo Delta), corresponde ao equador terrestre. Sua profundidade é da superfície ao centro da terra e sua altura é da Terra ao Céu.

Quando verificamos que o círculo é limitado entre norte e sul, podemos observar no Globo Terráqueo, que de fato, entre o equador e o norte e o sul, existe os trópicos de câncer (no Norte) e de Capricórnio (no sul). Assim, simbolicamente, estamos desvendando este mistério pela luz da Astronomia.

Algumas explicações astronômicas se fazem necessárias para entender melhor esta simbologia oculta.

Além de girar em torno de seu eixo, a Terra desloca-se no espaço, com um movimento de translação em torno do Sol, quando descreve uma elipse, de acordo com as leis de Kepler. Para o observador situado na Terra, todavia, é como se esta fosse fixa e o Sol se movesse em torno dela, seguindo um caminho, que, como já foi visto, é chamado de eclíptica.

Em sua marcha em torno do Sol, a Terra, descrevendo uma elipse, ficará mais próxima, ou mais afastada do astro da luz. O ponto mais próximo --- 147 milhões de quilômetros --- é o periélio; o mais afastado --- 152 milhões de quilômetros --- é o afélio. Se a Terra, no movimento de translação, girasse sobre um eixo vertical em relação ao plano da órbita, as suas diferentes regiões receberiam iluminação sempre sob o mesmo ângulo e a temperatura seria sempre constante, em cada uma delas. Mas, como o eixo é inclinado, em relação à órbita, essa inclinação faz com que os raios solares incidam sobre a Terra segundo um ângulo diferente, a cada dia que passa. E, assim, vão se sucedendo as estações: verão, outono, inverno e primavera.

Como os planos do equador terrestre e da eclíptica não coincidem, tendo uma inclinação, um em relação ao outro, de 23 graus e 27 minutos, eles se cortam ao longo de uma linha, que toca a eclíptica em dois pontos: são os equinócios. O Sol, em sua órbita aparente, cruza esses pontos, ao passar de um hemisfério celeste para outro; a passagem de Sul a Norte, marca o início da primavera no hemisfério Norte e do outono no hemisfério Sul; a passagem do Norte para o Sul, marca o início do outono no hemisfério Norte e da primavera no hemisfério Sul. Esses são os equinócios de primavera e de outono.

Por outro lado, nos momentos em que o Sol atinge sua maior distância angular do equador terrestre, ou seja, quando é máximo o valor de sua declinação, ocorrem os solstícios. Os dois solstícios ocorrem a 21 de junho e a 21 de dezembro; a primeira data marca a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Câncer, enquanto que a segunda é a passagem do Sol pelo primeiro ponto do trópico de Capricórnio. No primeiro caso, o Sol está em afélio e é solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul; no segundo, o Sol está em periélio e é solstício de inverno no hemisfério Norte e de verão no hemisfério Sul. Portanto, o solstício de verão no hemisfério Norte e de inverno no hemisfério Sul, ocorre quando o Sol está em sua posição mais boreal (Norte), enquanto que o solstício de verão no hemisfério Sul e de inverno no hemisfério Norte, ocorre quando o Sol está em sua posição mais austral (Sul).

Por herança recebida dos membros das organizações de ofício, que, tradicionalmente, costumavam comemorar os solstícios, essa prática chegou à Maçonaria moderna, mas já temperada pela influência da Igreja sobre as corporações operativas. Como as datas dos solstícios são 21 de junho e 21 de dezembro, muito próximas das datas comemorativas de São João Batista --- 24 de junho --- e de São João Evangelista --- 27 de dezembro --- elas acabaram por se confundir com estas, entre os operativos, chegando à atualidade. Hoje, a posse dos Grão-Mestres das Obediências e dos Veneráveis Mestres das Lojas realiza-se a 24 de junho, ou em data bem próxima; e não se pode esquecer que a primeira Obediência maçônica do mundo, como já foi visto, foi fundada em 1717, no dia de São João Batista.

Graças a isso, muitas corporações, embora houvesse um santo protetor para cada um desses grupos profissionais, acabaram adotando os dois São João como padroeiros, fazendo chegar esse hábito à moderna Maçonaria, onde existem, segundo a maioria dos ritos, as Lojas de São João, que abrem os seus trabalhos “à glória do Grande Arquiteto do Universo (Deus) e em honra a S. João, nosso padroeiro”, englobando, aí, os dois santos.

No templo maçônico, essas datas solsticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os trópicos, o que sugere, ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável; as paralelas representam os trópicos de Câncer e de Capricórnio e os dois S. João.

Tradicionalmente, por meio da noção de porta estreita, como dificuldade de ingresso, o maçom evoca as portas solsticiais, estreitos meios de acesso ao conhecimento, simbolizados no círculo cósmico, no círculo da vida, no zodíaco, pelo eixo Capricórnio-Câncer, já que Capricórnio corresponde, ao solstício de inverno e Câncer ao de verão (no hemisfério Norte, com inversão para o Sul). A porta corresponde ao início, ou ao ponto ideal de partida, na elíptica do nosso planeta, nos calendários gregorianos e também em alguns pré-colombianos, dentro do itinerário sideral.

O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas, uma de frio e uma de calor, conceito que, inicialmente, lhe serviu de base para organizar o trabalho agrícola. Graças a isso é que surgiram os cultos solares, com o Sol sendo proclamado --- como fonte de calor e de luz --- o rei dos céus e o soberano do mundo, com influência marcante sobre todas as religiões e crenças posteriores da humanidade. E, desde a época das antigas civilizações, o homem imaginou os solstícios como aberturas opostas do céu, como portas, por onde o Sol entrava e saía, ao terminar o seu curso, em cada círculo tropical.

Tradicionalmente, tanto para o mundo oriental, quanto para o ocidental, o solstício de Câncer, ou da Esperança, alusivo a São João Batista (verão no hemisfério Norte e inverno no hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas mortais e, por isso, chamada de Porta dos Homens, enquanto que o solstício de Capricórnio, ou do Reconhecimento, alusivo a São João Evangelista (inverno no hemisfério Norte e verão no hemisfério Sul), é a porta cruzada pelas almas imortais e, por isso, denominada Porta dos Deuses. Para os antigos egípcios, o solstício de Câncer (Porta dos Homens) era consagrado ao deus Anúbis; os antigos gregos o consagravam ao deus Hermes. Anúbis e Hermes eram, na mitologia desses povos, os encarregados de conduzir as almas ao mundo extraterreno.

Continua, aí, a dualidade, princípio da vida: diante de Câncer, Capricórnio; diante dos dias mais longos, do verão, os dias mais curtos, do inverno; diante de São João “do inverno”, com as trevas, Capricórnio e a Porta de Deus, o São João “do verão”, com a luz, Câncer e a Porta dos Homens (vale recordar que, para os maçons, simbolicamente, as condições geográficas são, sempre, as do hemisférios Norte).
Ainda para os cabalistas que influenciaram no início da Maçonaria especulativa, as linhas paralelas simbolizam Moisés e o Rei Salomão. O Rei Salomão conforme descrição cabalística representa além da sabedoria, o arguto espírito científico, a observação minuciosa das coisas da natureza, a comparação inteligente entre a natureza e o ser humano, que dever guiar todo Iniciado. Moisés é, segundo o Zoar, um portador da Verdadeira Luz, um ser espiritualizado, pois Moisés viu a Deus, isto é, era detentor da verdadeira Gnose, do auto-conhecimento, depois de uma vida sofrida e cheia de atribulações.

O círculo, também pode ser representado por uma serpente mordendo a própria cauda, é um dos símbolos mais antigos, é um símbolo de eternidade – o universo sem começo ou fim, completo em si e totalmente sábio. O ponto no centro do círculo representa a unidade absoluta, o Centro da Criação, o princípio gerador universal, o G A D U.

Podemos ainda interpretar este símbolo da seguinte maneira: as paralelas representam as colunas B e J que dão entrada aos nossos Templos, o círculo representa a própria Loja, ou seja, o universo que ela encerra, e o ponto central é o próprio Grande Arquiteto do Universo, presidindo nossos trabalhos, distribuindo o Verdadeiro Amor a todos os Obreiros.

Fonte de Consulta:
Prancha “São João” de Jose Castellani
Ritual do Grau do Apr:. M:.
Prancha do Irm:. Altivo Tavares de Souza Filho;
Outros artigos da Internet

Fonte: http://espacodomacom.blogspot.com

quarta-feira, 7 de julho de 2021

INICIAÇÃO: PURIFICAÇÃO PELO FOGO

INICIAÇÃO: PURIFICAÇÃO PELO FOGO
(republicação)

O Respeitável Irmão Antonio Raia apresenta a seguinte questão:
antonio_raia@hotmail.com

Estando com duvidas quanto à purificação do candidato à Iniciação, venho solicitar do Eminente Irmão ajuda, pois, fui iniciado em 1982, na Grande Loja de Pernambuco e em 1985 regularizado no GOPE/GOB, e tendo já participado de milhares de Iniciações, me deparei com uma que me faz pedir a vossa ajuda: Na Dinâmica Ritualística do 1º grau, publicada no ano de 2004 pelo GOB, para o REAA, pagina 14 3ª viagem diz o seguinte: Após a interpelação, descer e levar o candidato a ser purificado com o fogo, através de uma chama auxiliar colocada junto ao Mestre de Cerimônias e por ele auxiliado. Passar as mãos espalmadas por três vezes sobre a chama. O fato é que o Mestre de Cerimônias, ao fazer a purificação do candidato, o fez por três vezes: Na descida do Oriente, em frente ao 2º Vigilante e entre o 2º Vigilante e o 2º Experto. Qual é o certo? A Dinâmica Ritualística ou o Mestre de Cerimônias? Observando que tanto no REAA e no Rito Brasileiro o Irmão Mestre de Cerimônias que é o mesmo, fez da mesma forma. Houve alteração?

CONSIDERAÇÕES:

Infelizmente andam fazendo um grande mistifório nessa passagem ritualística. No Rito Escocês Antigo e Aceito. Evidentemente que nada mudou. É bem verdade que o ritual em vigor não está claro nas suas explicações e deixa dúvida quanto ao procedimento.

Sempre foi no mesmo lugar, o que significa que o Candidato é purificado uma vez com o Experto passando a chama por três vezes em frente ao lugar do Mestre de Cerimônias que o auxilia. Não se anda com o Candidato para purifica-lo em diversos lugares. Mas que imaginação fértil. Se fosse essa a ação, obviamente o ritual determinaria os locais e não exararia apenas “antes de chegar entre Colunas”. 

Quando o Ritual se refere em descer com o Candidato, obviamente é para descer do Oriente e não apenas do Sólio. Assim o Iniciando desce e para em frente ao Mestre de Cerimônias para a prática purificadora.

Note que o Venerável não comanda ao Mestre de Cerimônias que acompanhe o Experto para auxiliá-lo na purificação.

A nota explicativa diz apenas que “ajudado pelo Mestre de Cerimônias”, e não se deslocando para três lugares distintos. Ainda, quando a nota explicativa se refere a “antes de chegar entre Colunas” isso significa que é o lugar aonde o Candidato vem ocupando na cerimônia. No manual que estamos preparando para o GOB, essas contradições serão meramente extirpadas.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 484 Florianópolis (SC) 25 de dezembro de 2011. 

MINUTO MAÇÔNICO

TRIÂNGULO RADIANTE

1º - É um triângulo colocado dentro de um círculo de raios, sendo este círculo chamado, em arte cristã, “uma glória”.

2º - Quando esta glória é distinta do triângulo e o rodeia em forma de círculo, é então o emblema da eterna Glória de Deus. (Mackey)

3º - Mas quando, como é muito usual no símbolo maçônico, os raios emanam de um sol colocado no centro do triângulo, envolvendo-o com o seu brilho, é então o emblema da Luz Divina.

4º - As idéias pervertidas dos pagãos referiam estes raios de luz ao seu deus sol e ao culto sabeu.

5º - Mas a verdadeira idéia maçônica desta glória é que simboliza a Eterna Luz da Sabedoria que circunda o supremo Arquiteto como um mar de glória, e dele, como de um centro comum, emanam para o universo de Sua criação”.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

SIMBOLOGIA DO TRIÂNGULO

SIMBOLOGIA DO TRIÂNGULO
Ir∴ A. Jorge

"Triângulo - poligono que tem três ângulos e três lados."

Esta definição do dicionário (no caso presente da 6.o edição do Dicionário da Língua Portuguesa de J. Almeida Costa e A. Sampaio e Melo, publicado em 1967 pela Porto Editora) esconde, por detrás da sua simplicidade aparente, toda uma significação, toda uma simbologia, que através das idades, dos séculos e das civilizações, o Homem nunca ignorou e sempre soube respeitar, consciente ou inconscientemente.

O simbolismo do triângulo cruza se com o do número Três. E Três é universalmente um número fundamental que exprime urna ordem intelectual e espiritual, em Deus, no Cosmos e no Homem.

Três, dizem os Chineses, é um numero perfeito (tch'eng), a expressão da totalidade, do todo acabado. O caracter chinês tsi, antigamente representado por um triângulo, exprime a noção de união e de harmonia.

Na generalidade das culturas e das civilizações, a apreensão e a compreensão do homem sobre o mundo, sobre o real e o espiritual, sempre repousou num sistema triádico.

O Budismo possui a sua expressão acabada no Triratna (Bouddha. Dharma, Sangha).

Para os indus, a Manifestação Divina é tripla (Trimûrti): Brahma, Vishnu, Çiva, aspectos produtor, conservador e transformador.

Na tradiçao persa, o numero Três aparece frequentemente dotado de um carâcter mágico religioso. É de realçar jà a presença deste algarismo na religião do Antigo Irão, cuja tripla divisa é Bom Pensamento, Boa Palavra, Boa Acção.

O numero Três liga-se igualmete ao rito das flechas divinatórias (azlâm), característico dos povos árabes anteriores ao Islão: a terceira flecha designava o local, o tesouro, o eleito, etc.

Na tradição dos Fiéis da Verdade (Ahl i Haqq), no Irão, atribui se ao número Três um carâcter sagrado. Podemos encontrá-lo muito frequentemente nas narrativas de cosmogonia e na descrição de actos rituais.

A Kabala multiplicou as especulações sobre os números, mas parece, no entanto, ter privilegiado a Lei do Ternário. Tudo procede necessariamente por Três que constituem, contudo, um todo uno. Em todo o acto, uno em si mesmo, distinguem se assim:

1. 0 princípio de acção, causa ou sujeito da acção

2. A acção desse sujeito, o seu verbo

3. 0 objecto dessa acção, o seu efeito ou o seu resultado

Estes três termos são inseparáveis e necessitam se reciprocamente.

Donde a tri unidade que reencontramos em todas as coisas. Por exemplo, a criação implica um criador, o acto de criar e a criatura. Ou ainda, como escreve Garaudy (1977) "L'amour n'existe pas sans l'amant et sans l'aimé".

Sao três as virtudes teologais; três são os elementos da Grande Obra Alquímica o enxofre, o mercúrio e o sal.

Três designa também os nivéis da vida humana: material, racional e espiritual ou divino. São ainda três as fases da evolução mística: purgativa, iluminativa, unitiva.

Muitos dos conceitos da tradição judaíco crista repousam também em sistemas triádicos:

A religião católica professa o dogma da Santíssima Trindade, introduzindo no monoteísmo mais absoluto um princípio misterioso de relações.

- Três são os Reis Magos que visitam o Menino - eles simbolizarão segundo Guénon, as três funções do Rei do Mundo, reunidas na pessoa de Cristo que acaba de nascer: Rei, Padre e Profeta.

- Três são os presentes que oferecem a Jesus: ouro, incenso e mirra.

- Três são os elementos da Sagrada Família.

- Três são as vezes que Pedro negou.

- Três são os dias entre a Morte e a Ressurreição.

- Trinta e três anos... a idade de Cristo...

A nossa interpretação do Mundo, o nosso olhar sobre a vida, são regidos por tríades:

- Triplo é o Tempo: Passado, Presente e Futuro.

- Tripla é a Vida: Nascimento, Maturidade, Morte.

- Três sao os Elementos: Ar, Fogo, Agua.

- Triadica é a significação, qualquer que seja o modelo linguístico que adoptemos: significante, significado, referente.

- Triadica é a enunciação: Eu, Tu, Ele

- Três são ainda, na nossa rotina urbana, as luzes que nos regem nos semáforos que já quase não olhamos -vermelho, amarelo, verde.

Três é, por excelência, um número maçónico (juntamente com cinco e sete):

- O volume da Lei Sagrada, o Esquadro e o Compasso constituem as Três .Grandes Luzes;

- São Três as colunas do Templo: jónica, dórica e corintia, simbolizando a Sabedoria, a Força e a Beleza;

- Três são os graus simbólicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre;

- São Três os segredos do Primeiro Grau; o Sinal, o Toque e a Palavra;

- São Três os Sinais dos Maçons: o Esquadro, o Nível e o Fio de Prumo;

- São Três as pancadas maçonicas à Porta do Templo, significando as Três palavras da Escritura: Bate e ela se abrirá (a Porta do Templo); Procura e acharás (a Verdade); Pede e receberás (a Luz)

- São Três as Viagens Simbólicas que correspondem às Três Provas a que um Candidato é submetido: Prova do Ar, Prova da Água, Prova do Fogo;

- Três são os anos do Aprendiz que deve aceder ão mistério dos Três primeiros números;

- São Três os passos na marcha dos Aprendizes e significam o zelo e a confiança que se deve mostrar ao caminhar para Aquele que nos ilumina;

- Ao receber a Luz, são Três os elementos que se vêem: o Sol, a Lua e o mestre do Templo;

- Três são os deveres do Maçon;

- São Três os que dirigem uma Loja Maçónica;

- São Três as luzes que se acendem após a entrada do Mestre e até à sua saída;

- É tríplice a bateria maçónica, é triplice a aclamação escocesa - Huzza! Huzza! Huzza!

Enfim, Três é o número pelo meio do qual o binário é devolvido à unidade.

O ternário exprime se por diversos símbolos gráficos: o tridente, a trinacria (triplo peixe com uma sou cabeça) e, mais simplesmente, o triângulo.

- Triângulo da estabilidade e da harmonia.

- Triângulo da geometria platónica, primeira superfície, dado que todas as outras figuras são susceptíveis de serem subdivididas nesta forma.

- Triângulo equilátero, símbolo da divindade, da harmonia, da proporção.

- Triângulo utilizado nos frisos ornamentais na Índia, na Grécia, em Roma, com significado constante: fogo e sexo masculino, água e sexo feminino, conforme a posição do vértice.

- Triângulo, símbolo do fogo em alquimia, também símbolo do coração.

- Triângulo, Delta Luminoso, na simbologia franco maçónica, Duração, Trevas e Luz, ternário cósmico. Triângulo isósceles, de base mais comprida que os lados, como o frontão de um templo, com um ângulo superior de 108o e ângulos inferiores de 36o, o Delta Luminoso corresponderá ao número de ouro e nele se inscrevem perfeitamente a estrela flamejante e o pentágono.

- Triângulo, esquadro, rectidão.

- Triângulo, base da concepção das Pirâmides do Egipto.

- Triângulo, Pirâmide de Vidro do Museu do Louvre, obra de arte do nosso tempo.

- Triângulo, Torre Eiffel.

- Triângulo, nave descobrindo o espaço desconhecido.

- Triângulo, elemento base de estruturas estáveis.

- Triângulo. Três linhas. Três ângulos.

Simplicidade.

Também revelação dos segredos que procuramos desvendar.

Fonte: JBNews - Informativo nº 132 - 06/01/2011

terça-feira, 6 de julho de 2021

POSIÇÃO DO ESQUADRO E DO COMPASSO

POSIÇÃO DO ESQUADRO E DO COMPASSO
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Joaquim Souza sem declinar o nome da Loja e do Oriente. jsouza@santiagonet.com.br 

Gostaria de saber o seguinte: Na abertura do Livro da Lei no Grau de Companheiro, a "perna" do compasso fica a direita ou a esquerda do ORADOR?

ESCLARECIMENTO:

Se a vossa Loja pertencer ao Grande Oriente do Brasil que pratica o Rito Escocês Antigo e Aceito, o ritual em vigência do Segundo Grau exara claramente nas explicações contidas na página 35: “(...) coloca depois sobre o L∴ da L∴ aberto, o Esq∴ e o Com∴ na posição do Gr∴ - ponta dir∴ do Com∴ sobre o Esq∴”. 

Da mesma forma no Painel do Grau, página 26 do ritual citado aparece o símbolo entrelaçado. Obviamente, todas essas alusões estão referendas ao posicionamento do Orador durante a abertura do Livro da Lei.

A explicação para esse posicionamento no Rito Escocês é de que no entrelaçamento do Esquadro e o Compasso, a haste direita (do pondo de vista do Ocidente para o Oriente) do Compasso se liberta sobrepondo o ramo do Esquadro sugerindo, dentre outros, a evolução do Obreiro. Esta aponta para o Sul que é a Coluna dos Companheiros. 

Sob esse aspecto o Compasso tem uma íntima relação com a Marcha do Companheiro que já melhor instruído, pode se deslocar do eixo à procura de outros caminhos, não obstante, pela sua evolução, ele saber simbolicamente voltar para o caminho que segue em direção ao Oriente (equador), que é o objetivo para se chegar ao Grau de Mestre – mais luzes (litúrgicas), mais instruídos estarão os Homens. 

Existe ainda a clássica explicação de que o Esquadro simboliza a matéria e o Compasso o Espírito. Do aperfeiçoamento espiritual emana a Luz (Meio-Dia, ou Sul) enquanto que a prevalência da matéria aponta para o Norte (banda com menos Luz).

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 481 Florianópolis (SC) 22 de dezembro de 2011.

SOBRE TELHAS E GOTEIRAS

SOBRE TELHAS E GOTEIRAS
Luiz Marcelo Viegas, M.M.
ARLS Pioneiros de Ibirité, 273 – GLMMG

De acordo com o Oxford English Dictionary, cowan é “alguém que constrói muro de pedras; construtor de barreira de pedras; referência aplicada com desprezo a alguém que, apesar de exercer trabalho de um maçom[1], não passou regularmente pelo aprendizado ou não foi educado para o comércio.”

Cowan, essencialmente, é um termo escocês empregado em negócios da época quando as Lojas, como corpos de controle de comércio, colocavam restrições ao emprego de cowans, no intuito de proteger os homens treinados para o Ofício de competirem contra mão-de-obra não especializada. A mais antiga proscrição oficial contra os cowans está presente nos Estatutos de Shaw, de 1598:

“…que nenhum mestre ou companheiro de ofício receba qualquer cowan pra trabalhar em sua sociedade ou companhia e nem enviem seus servos para trabalhar com cowans, sob penalidade de vinte pounds, aplicada a qualquer pessoa que ofenda o que aqui está escrito.”

Um cowan, na época operativa, certamente era um intruso – do ponto de vista dos negócios ele não poderia ter aprendido muito sobre o comércio se meramente o conheceu escutando por debaixo das telhas.

Essa é a provável origem da expressão goteira. Costumava-se dizer, no período operativo, que intrusos aprendiam segredos maçônicos ao bisbilhotar, espreitando por entre telhas e calhas, as reuniões dos maçons. Durante os encontros, quando os maçons percebiam que estavam sendo observados, eram alertados por um dos Irmãos por meio da expressão cifrada “há goteira entre nós”, clara referência ao que ocorre quando do mau posicionamento das telhas que cobriam o recinto.

Já o uso da palavra bisbilhoteiro, do original em inglês eavesdropper, que literalmente significa “que pinga do telhado”, identifica “aquele que escuta secretamente uma conversa”.

Na Maçonaria Especulativa é provável que o bisbilhoteiro, aquele que secretamente escuta, seja grande fonte de perigo. Então, talvez não seja surpreendente constatar que, quando as palavras começaram a aparecerem nossos rituais entre 1710 e 1730, elas tenham sido antecipadas pelas formas oriundas dos bisbilhoteiros.

A primeira pista das palavras do ritual está no Manuscrito Dumfries Nº4, de 1710, onde existe a seguinte questão:

…está limpa a casa?, e se a resposta for “ela está gotejada ou destelhada”…você permanecerá em silêncio.

Em A Mason’s Confession, de 1727, existe uma nota relacionada a uma das questões:

…os segredos da Loja estão ocultos à goteira, ou seja, do aprendiz não admitido, e de qualquer outros de fora de sua sociedade, os quais são chamados de goteiras.

A mais antiga menção de nossos “cowans ou bisbilhoteiros” está em Massonary Dissected, de Prichard, publicado em 1730.

Onde se posiciona o novo Aprendiz Admitido?
No norte.
Qual é a tarefa dele?
Manter longe todos os cowans e bisbilhoteiros.

Nas reuniões da Maçonaria, o responsável por proteger o templo de bisbilhoteiros ou goteiras entre os irmãos é o Cobridor, em inglês tyler (telheiro).

A arte do telheiro derivou seu nome do Ofício real de fabricar telhas ou coberturas de edifícios com telhas. A grafia “Cobridor” parece ser de uso puramente maçônico, e o Oxford English Dictionary cita do Every-Day Book (1827) de Hone: “Dois Telheiros ou Guardas…devem proteger a Loja, com uma espada desembainhada, de todos os curiosos” [texto de 1742]

Um Cobridor (Tyler), em seu ofício, trabalha com telhas. Ele constrói o telhamento para proteger o recinto das intempéries. Ainda não se tem notícia da construção de uma cobertura formada por trolhas (espécie de colher de que se serve o pedreiro para distribuir o reboco na parede que vai ser revestida e aplainada).

Sendo assim, o exame do maçom, feito na Maçonaria Especulativa, é o telhamento, realizado pelo Cobridor na Sala dos P.’. P.’., e no caso dos retardatários pelo V.M. após a entrada ritualística (obrigatória), e não trolhamento como, erroneamente, ouvimos algumas vezes.

Nota

[1] – O termo “maçom” aqui é utilizado como referência profissional da Idade Média.

Referência Bibliográfica

CARR, Harry, O Ofício do Maçom, Madras Editora, 2007

*Harry Carr foi Secretário e Editor, entre 1961 e 1973, da Quatuor Coronati Lodge, Nº 2076, Londres

Fonte: https://opontodentrocirculo.com

segunda-feira, 5 de julho de 2021

USO DO BALANDRAU

USO DO BALANDRAU
(republicação)

Em 27/04/2017 o Respeitável Irmão Hercule Spoladore, Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil, COMAB, Oriente de Londrina, Estado do Paraná pede considerações a respeito do uso do balandrau pela Maçonaria devido aos comentários abaixo:

COMENTÁRIOS:

Do Irmão Hercule Spoladore para o Irmão Rui Jung Neto: Jung,

Balandrau segundo o Castellani, não é usado na Europa. Ele, trata-se de imitação dos balandraus usados pelas Irmandades Católicas no Brasil no fim do século XIX. Na Maçonaria foi invenção de brasileiro.

Mas também ele cita em outro local que os Collegia Construtorum que acompanhavam as legiões romanas, reconstituindo tudo o que elas destruíam, usavam uma túnica preta mais curta que o balandrau atual.

“Grande quebra galho”, muito usado atualmente no REAA. De fato, ele não é próprio da Maçonaria, mas fica fácil para um Irmão, especialmente quando chega atrasado em casa e tem que sair correndo para a Loja.

Nos Ritos de Schroeder e Trabalho de Emulação, não é permitido. Mas por uma questão de boa vizinhança as Lojas do Emulação e do Schroeder recebem Irmãos do REAA como visitantes tolerando o tal de balandrau. Mas não toleram que seus seguidores usem o balandrau. Pelo menos a indumentária destes Ritos assim exigem os rituais que sejam a caráter, própria de cada rito. Salvo melhor juízo, é o que eu tinha a dizer.

Do Irmão Francisco a respeito da menção do Irmão Hercule:

Já visitei uma Loja Maçônica em Berlin (Rito Escocês) maioria dos Irmãos presentes estavam usando balandrau igual ao que usamos nas nossas lojas básicas (inclusive na sala de passos perdidos havia um local com vários balandraus a disposição dos interessados). Para entrar na loja não pediram nada, apenas fui apresentado pelo guia turístico que era nosso irmão, depois da reunião nos deram a maior atenção, oferecem um jantar em uma taberna (inclusive para esposas).

O Irmão Hercule então faz o seguinte comentário a respeito do pronunciamento do Irmão Francisco:

É agora não sei mais nada. Fiquei perdido. Castellani dizia que Balandrau é invenção de brasileiro (teria exportado o produto para a conservadora Alemanha?). Mas sei que o traje no Emulação e no Schröder é à caráter, de acordo com o Rito não admitem balandrau. Quanto a essa Loja que você visitou. Tem o nome dela? A Potência? Ela pode não ser do Rito Schröder e nem do Emulação, evidentemente. Vai ver que a praga do REAA espalhou para todo o mundo. Mas se você viu Balandrau na Alemanha, então ele não existe só no Brasil como sempre pensei.

Talvez merecesse um estudo mais acurado. Para mim é total surpresa saber que na Alemanha tem balandrau. Na Convenção de Lausanne não se tratou disso.

Estou enviando copia desta conversa para o Jung e para o Juk. Quem sabe eles esclarecem alguma coisa.

COMENTOS ELABORADOS POR PEDRO JUK

A questão do uso do balandrau na Maçonaria tem causado, em não raras vezes, muitas discussões, sobretudo no que diz respeito à regularidade do seu uso.

O balandrau menciona, dentre outros, ser uma antiga vestimenta de capuz e mangas largas, abotoado na frente às vezes usados por membros de confrarias e geralmente por comunidades religiosas. Na Moderna Maçonaria, provavelmente por influência das antigas Associações Monásticas medievais (uma das ancestrais da Ordem), ele tem tido o seu uso permitido em alguns ritos maçônicos, geralmente nas sessões econômicas (ordinárias), porém como veste talar (até os tornozelos) e de cor negra.

Segundo Steinbrenner in História da Maçonaria, amplamente mencionado por José Castellani em algumas de suas obras, o balandrau tem origem entre construtores à época do Imperador romano Numa Pompílio (século VI a. C.) [1] e os Collegia Fabrorum, cujos componentes eram os Collegiati e formavam a primeira associação de ofício organizada que se tem notícia e que acompanhavam as legiões de soldados romanos pela Europa com a finalidade de reconstruir o que fosse destruído nos conflitos deflagrados pelas conquistas de novas regiões.

No intuito de diferenciar os construtores dos legionários, os Collegiati usavam uma túnica escura, o que seria também adotado mais tarde pelas Associações Monásticas, Confrarias Leigas e por fim pelas associações de ofício operativas dos francos-maçons medievais, as quais tinham como característica particular a liberdade concebida pela Igreja para viajar de um lugar para o outro. Durante esses deslocamentos, os construtores tinham o hábito de vestir um balandrau negro, geralmente com capuz.

Como a Moderna Maçonaria é herdeira dessas confrarias medievais, o costume do uso do balandrau é nela perfeitamente justificado, a despeito de que ele não seja permitido em determinadas ocasiões da atualidade, a exemplo das sessões denominadas “magnas” onde nelas se exige geralmente o uso do terno preto ou escuro.

De fato, alguns ritos maçônicos a exemplo do York e do Schröder têm o hábito conservacionista de não permitir o uso do balandrau, salvo em casos excepcionais e relativos a visitantes que não pertençam a esses ritos.

Comentários à parte é discutível a obrigatoriedade do uso de trajes como o terno preto (paletó, calça e colete), ou a parelha preta (paletó e calça) acompanhados de camisa branca e gravata preta na Maçonaria, até porque isso mais tem uma forte dose de influência clerical – o traje como sinal de respeito - do que um pretenso simbolismo que possa envolver uma vestimenta.

Há que se levar em conta também, que o traje masculino vem sofrendo variações através dos tempos e de acordo com os costumes dos povos, assim é temerário se querer estereotipar um traje único para a Maçonaria.

As roupas do século XVIII, época em que floresceu a Moderna Maçonaria, eram bem diferentes das atuais, além do que muitos povos usam ainda suas roupas típicas; os militares maçons, não raras vezes nas sessões das Lojas, usam os seus uniformes. Então nos parece um pouco contraditório se que se estabeleça um traje padrão universal para a Maçonaria com base apenas na cultura ocidental contemporânea como é o caso do terno preto.

No que diz respeito ao verdadeiro traje maçônico e sua universalidade, indiscutivelmente ele é o avental, já que é regra indispensável seu uso pelos maçons nas sessões maçônicas, a despeito, obviamente, de que por baixo do avental o maçom esteja trajando roupa decente e apropriada para a sessão, coisa que, sem qualquer dúvida, o balandrau supre perfeitamente esse objetivo. Nesse sentido, afirmar que o balandrau não é traje maçônico parece ser irrelevante já que o verdadeiro traje maçônico é o avental e que, por debaixo dele, o balandrau, desde que preto e talar, poderia perfeitamente ser vestido.

Destaque-se que a adoção do uso do balandrau nas sessões maçônicas, em muitos países, é até mesmo desconhecida, ou raramente é mencionado, já que cada país geralmente adota o traje que lhe é tradicional por uso e costume ou mesmo que se adeque ao conforto relativo às condições de temperatura. Em muitos países que costumeiramente a temperatura é elevada os maçons se reúnem trajando camisas de mangas curtas. Os árabes, por exemplo, usam albornozes e na Escócia é comum o uso do kilt (saia escocesa). Já os ingleses costumeiramente usam ternos pretos, etc. Obviamente que sobre a vestidura, em Loja o maçom estará sempre vestindo o seu avental.

Apenas a título de ilustração, me recordo que quando das minhas andanças maçônicas pelo Brasil, me deparei com inúmeras fotografias antigas relativas aos obreiros e suas respectivas Lojas. Eu sempre chamei atenção nessas oportunidades para uma particularidade que envolvia o traje usado pelos Irmãos do passado, além do avental. A grande quantidade dessas fotos trazia irmãos trajados para as sessões sem estarem necessariamente usando terno preto e nem balandrau, mais sim paletós, pulôveres, calças e camisas de diversos matizes, o que mostra que um traje específico não era regra na Maçonaria brasileira, salvo o uso do avental.

Retomando o raciocínio em relação ao uso do balandrau, eu não teria como afirmar que o seu uso seja uma invenção brasileira, até porque sua origem advém nos nossos ancestrais construtores na distante Europa antiga e medieval.

Entendo que, além da tradição que envolve o balandrau nos meios maçônicos, existe ainda o aspecto da sua praticidade e conforto como vestimenta, portanto é possível que ele não seja um traje restrito ao Brasil, salvo a proibição do seu uso se o rito não o permitir.

No Brasil, o terno preto é oriundo de costume clerical e muito conhecido como o traje de missa. Essa tendência inclusive viria influenciar muitos dos costumes maçônicos brasileiros ao ponto de atualmente nalgumas Obediências o adotarem como uso obrigatório para as suas sessões maçônicas.

Quanto ao balandrau e a origem do seu uso especificamente no Brasil eu não saberia de momento informar, senão que talvez pela sua origem europeia, tenha ele tenha chegado também por aqui junto com os próprios costumes maçônicos.

No que diz respeito ao seu uso na Alemanha, eu penso que seja possível, mesmo que contrário ao que determina o Rito Schröder, já que pode ser plausível o seu uso por outro rito praticado em solo germânico, ou ainda, seguindo a tendência progressista que acompanha a Maçonaria.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

ERROS COMUNS EM FALAS MAÇÔNICAS - PARTE II

ERROS COMUNS EM FALAS MAÇÔNICAS - Parte II
Ir∴ Osvaldo Novaes, 33º
ARLM Fraternidade Sergipense nº 11
Membro da Academia Maçônica Sergipana de Artes, Ciências e Letras
Or∴ de Aracaju, Sergipe

Dando continuidade aos erros comuns em falas maçônicas temos:

ATA OU BALAÚSTRE

De preferência, usar a palavra Balaústre, porque é caracterizadora do trabalho maçônico, diferenciando-o do trabalho profano, onde se usa comumente ata, embora as duas palavras se refiram à mesma atividade: registro fiel do que ocorreu nos trabalhos da assembléia, da reunião, do conclave.

É de se ver que na sua origem italiana, a palavra balaústre nada tem com registro de atos e fatos de reuniões, mas se refere a travessas pequenas que sustentam o corrimão de uma escada, ou fazem firmes as costas de uma cadeira. A palavra “balaustrada” encerra o significado original da palavra balaústre. Na origem, ata é mais adequada ao documento que contém anotações do ocorrido numa reunião.

No cerimonial ritualístico maçônico, encontramos: “ Leitura do Balaústre”, “Ir∴ Secr∴ tende a bondade de nos dar conta do Balaústre de nossos últimos trabalhos”; “Declaro o Balaústre aprovado (ou recusado)”. Para evitar confusão entre os IIr∴, que ficam na dúvida: ata ou balaústre, e embora não seja de maior relevância, ter a distinção entre uma e outra coisa marcará o que é da Maçonaria e o que é do universo profano. Nosso livro de registro de ocorrências será LIVRO DE BALAÚSTRES e não LIVRO DE ATAS.

De acordo com Rizzardo da Camino, conhecido autor de livros maçônicos, a ata é “o memorial de uma Loja maçônica”, mas o correto será Balaústre. (Dicionário Maçônico, Ed. Madras, 2001). Assim, o Ir∴ Sec∴ não escreve uma ata, mas grava um Balaústre, afirmando-se o linguajar maçônico.

SAUDAÇÃO AOS VVIG∴

Dizem : “IIr∴ 1º e 2º Vigilante”, quando o correto é: “IIr∴ 1º e 2º Vigilantes”, pois o plural em Irmãos obriga à concordância da palavra Vigilante com o plural. Como alternativa, podemos usar as expressões: “Ir∴ 1º Vig∴, Ir.: 2º Vig∴”. Mas, alguns IIr∴ ainda insistem na incorreta saudação. Dirão que são filigranas, mas se não houver zelo com o uso do próprio idioma, como preservaremos nossa identidade, nacionalidade e cidadania? Falar errado por ignorância, vá lá, mas se podemos melhorar, façamos isto.

FLUIDOS DAS MÃOS DOS IIR∴

Ao dizer: “A Bolsa de PProp∴ e IInf∴ apenas colheu os fluidos benéficos das mãos dos IIr∴”, damos a entender que os fluidos apenas vieram das mãos dos IIr∴, quando é sabido que os fluidos são resultados dos pensamentos e vibrações mentais dos OObr∴ na Loj∴, e as suas mãos são apenas o veículo para o depósito simbólico das irradiações positivas dos presentes, sendo então correto dizer-se que “A Bolsa de PProp∴ e IInf∴ apenas colheu os fluidos benéficos depositados pelos IIr∴, ou pelas mãos dos IIr∴”. Outrossim, vale lembrar que se diz fluido e não fluído, pois não há a palavra com tal acentuação no sentido que queremos lhe dar, no caso da Bolsa. Fluído é aquilo que correu, escorreu, fluiu. Dizemos: “tendo a reunião fluído em ordem”, “tudo fluíu como previsto.” Mas, o que vem dos IIr∴, pelas mãos colocadas na Bolsa, são fluidos, ou seja substância imaterial, transcendente, invisível, oriundos dos pensamentos harmônicos dos IIr.: no desejo do Bem e da Prosperidade.

SAÚDO E SAUDO

Insistem alguns IIr∴ em dizer erradamente a expressão, desprezando o verbo e utilizando palavra imprópria quando da saudação. Dizem, por exemplo: “Em nome de quem eu saudo (sic) os IIr∴ do Ocid∴ (ou do Or∴)”. Ao dirigir-se a quem de direito, a pessoa saúda e não sauda (!!) aquele que recebe a saudação. Saudo, como dizem os IIr∴ desprevenidos, com uma pronúncia que pode se confundir com saldo bancário. No discurso, dir-se-á saúdo.

Além da indelicadeza, usual é verdade, quando ao dizer “na pessoa de quem” , desprezam-se autoridade maçônicas, MM∴MM∴ IInst∴ presentes, visitantes, (será preguiça?), e vem o pior usando a palavra imprópria “saudo”, desprezando o correto português. Recomenda-se a saudação correta, completa, sem precisar mencionar nomes, salvo casos especiais. Sobretudo, ganha-se tempo para o que vai falar. Mas, imaginem um Ir∴ ante Presidente de Tribunal de Justiça, Deputado, Prefeito ou Grão-Mestre, dizendo: “eu saudo Vossa Excelência”, ou “eu saudo o Pod∴ G∴M∴”, com o homenageado pensando em saldo bancário! Pior: fica a certeza de que somos pouco respeitosos com nossa língua-mãe.

Fonte: https://fraternidadesergipense.mvu.com.br

domingo, 4 de julho de 2021

LUGAR DO MESTRE DE CERIMÔNIAS

LUGAR DO MESTRE DE CERIMÔNIAS
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Oswaldo Bittencourt Júnior, Mestre Maçom, Loja Liberdade, 061, sem declinar o nome da Obediência, Oriente de Ibiporã, Estado do Paraná.
oswaldosaae@hotmail.com

Quando fui iniciado em 1982, na minha Loja (Loja Liberdade nº 061, Or.: de Ibiporã-Pr), o Mestre de Cerimônias tinha assento na Coluna do Norte (lado esquerdo visto de quem entra no Templo). Agora que refiliei em minha Loja noto que ele fica na Coluna do Sul (lado direito visto de quem entra no Templo). No Grande Oriente do Brasil ele fica a direita também. Nas Grandes Lojas, ele fica a esquerda. Pergunto: Se o rito é o mesmo (REAA), por que são adotadas diferenças ritualísticas? 

CONSIDERAÇÕES: 

Infelizmente o nosso Rito Escocês tornou-se com o passar dos tempos uma verdadeira colcha de retalhos. “Achistas” acharam; inventores inventaram; copistas copiaram e assim os cães ladram e a caravana passa. 

Primeiro foi à mistura com outros ritos, segundo foi depois de uma enxurrada de rituais onde cada qual “achava” que o dele estava certo, fato que causa até hoje debates entre copistas de rituais que fazem comparações entre esse ou aquele como se essa penca de rituais fosse documentação primária e tivesse a ver com a tradição, uso e costume do Rito. 

Discussão inútil e vazia que não leva qualquer conclusão senão aquela equivocada que aparentam certos rituais, onde cada qual “acha” que o seu é o verdadeiramente correto. Pura balela e insensatez. 

Se todos compreendessem realmente a Arte o rito seria igual não importando qual Obediência o praticasse, todavia o que tem parecido mesmo é que, na contramão da História, cada Obediência quer praticar o “seu” Rito Escocês, fato que aos olhos da verdade é inconcebível, porém lamentavelmente ele existe.

Felizmente o Grande Oriente do Brasil já se aproximou bastante da tradição e está bem próximo da verdadeira prática do Rito em questão. 

No Rito Escocês Antigo e Aceito o lugar em Loja do Mestre de Cerimônias está posicionado na Coluna do Sul próximo a grade divisória do Oriente. 

Como o Oficial que mais circula em Loja (inclusive sem pedir autorização) e dele também depende a beleza dos trabalhos (Coluna da Beleza), esse parte do Sul em cumprimento ao seu ofício no mesmo sentido donde começa o giro da palavra. 

Enfim, deixo aqui uma observação que é passível de muita reflexão sobre o tema. O que verdadeiramente falta é que as Lojas instruam os seus Obreiros na prática do Rito. Infelizmente pela conduta de que tudo deve estar escrito nos mínimos detalhes, a grande maioria dos Irmãos quer rituais autoexplicativos. Isso não pode e não deveria ser cogitado. 

Nesse sentido é que viria aparecer essa imensa quantidade de manuais que exaram práticas não raras vezes controversas e equivocadas. Dessa equação resultou toda essa confusão.

A verdadeira prática estaria em ensinar do mesmo modo que faz, por exemplo, a Loja de Aperfeiçoamento inglesa dos Trabalhos de Emulação. Lá primeiro o Obreiro aprende para depois assumir qualquer cargo em Loja. Ah! A Loja de Aperfeiçoamento existe desde 1.823 e ninguém muda ritual, pois estes nem mesmo existem. Todos praticam a essência de maneira velada e responsável.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com - DEZ/2011
Fonte: JB News – Informativo nr. 478 Florianópolis (SC) 19 de dezembro de 2011.

MAÇONS FAMOSOS

INICIAÇÃO MAÇÔNICA DE GLENN FORD

GWYLLYN SAMUEL NEWTON FORD (Québec, 1° de Maio de 1916 — Los Angeles, 30 de Agosto de 2006). Foi um ator canadense que atuou nos Estados Unidos. Ficou famoso atuando em filmes de Faroeste. Foi Membro-Fundador da Loja Riviera nº 780, Califórnia, EUA. A Loja que foi iniciado hoje se chama Loja Santa Mônica Palisades nº 307.

INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 17 de julho de 1954 (Sábado).

Loja: Palisades No. 637, Los Angeles, Estados Unidos.

Idade: 38 anos.

Oriente Eterno: Faleceu aos 90 anos de idade, vítima de um AVC.

Fonte: famososmacons.blogspot.com

ERROS COMUNS EM FALAS MAÇÔNICAS - PARTE I

ERROS COMUNS EM FALAS MAÇÔNICAS - PARTE I
Ir∴ Osvaldo Novaes, 33º
ARLM Fraternidade Sergipense nº 11
Membro da Academia Maçônica Sergipana de Artes, Ciências e Letras
Or∴ de Aracaju, Sergipe

DENTRO e fora da Maçonaria, deve o Maçom estar atento para o uso correto da língua portuguesa, visto que não basta ao Obr∴ conhecer o Regulamento, as leis básicas, a ritualística, ou o assunto referido na sua alocução. Nos limites do Templo, falhando na utilização do português, os IIr∴ saberão desculpá-lo. Se houver convidados, quem sabe o que pensarão e comentarão depois. Se tivermos presenças de não-Maçons, os cuidados do Ir∴ serão redobrados, não por exibição, mas para mostrar a Maçonaria afinada com a vida profana, onde as incorreções da língua portuguesa serão duramente castigadas, haja vista os erros em entrevistas e concursos para os empregos desejados. No exame da OAB os erros em português são terríveis e muitos candidatos ficam para trás nas provas da instituição.

NOS TRABALHOS dentro do Templo, ouvimos IIr∴ pouco afinados com a língua portuguesa, mesmo lendo o ritual, e até ostentando o avental de M∴M∴, a falarem de maneira inadequada. Pedem a palavra corretamente e, quando se pronunciam começam falhando nas saudações. Neste modesto trabalho, anotamos algumas falhas que podem ser corrigidas para aprimorar o trabalho maçônico.

SELECIONAMOS algumas expressões usadas e conhecidas para exemplificar nosso propósito, imaginando que outros casos ocorram. Os IIr∴ cuidarão de selecionar outras amostras, orientando os demais sobre o assunto. Vejamos exemplos:

ASSIM SEJE

Notamos (ouvimos) que IIr∴ dizem “Assim seje!” (sic) em afirmação em momentos dos trabalhos maçônicos, dentro e fora do T∴, quando o correto é dizer: “Assim seja!”, valendo a expressão como “Amém”, “Queira-o Deus”, entendido como aprovação, acordo, solidariedade, comunhão de propósitos. Na Sala dos PP∴PPerd∴ o M∴ de CCer∴ invoca o G∴A∴D∴U∴, pedindo-lhe proteção para os trabalhos, e em geral os presentes fazem o coro do “Assim Seja!”, em concordância com o apelo espiritual, mas já ouvimos também “Assim Seje”, numa conjugação de modo verbal não existente em português.

O V∴M∴, após juramentos diante do Alt∴ dos JJuram∴, ou perante o L∴ da L∴, pronuncia a palavra Amém, logo seguido pelos demais IIr∴. De origem hebraica, como muitas outras palavras usadas na Maçonaria, é usada nos Ritos Escocês Antigo e Aceito, Menphis ou Mênfis, Misraim, sempre com o mesmo significado, isto é, acordo, aprovação ou complemento de orações. Nas igrejas em geral, é empregada largamente.

Dentro ou fora do Templo, pois, os IIr∴ usarão a forma correta: “Assim Seja!”

BATER COLUNAS

Um Ir∴, comentando o fato de uma Loja suspender sua atividade maçônica e encerrando sua condição de Loja ativa, afirmou: “A Loja ....bateu colunas” (grifamos), sendo incorreto no uso da expressão, que é, na realidade, “Abateu colunas”, pois bater significa dar pancadas em, malhar, martelar, enquanto abater vale como desmoronar, ir abaixo, derribar, ruir, rebaixar. É o contrário de erguer, elevar, edificar.

A expressão “Abater Colunas” designa corretamente, na linguagem maçônica, o acontecido com Loja que encerrou suas atividades, qualquer que seja a motivação, temporária ou definitivamente. Assim, o uso correto será: “A Loja... abateu colunas”, querendo dizer, deixou de exercer suas atividades regulares, ou por decisão própria ou por determinação daquela potência à qual está subordinada.
Quando volta às atividades regulares, dizemos “Reergueu as CCol∴.

APRENDIZ DE MAÇOM

“Ven∴M∴, como “Aprendiz de Maçom” batem à porta do Templo”, ouvimos anunciar o Ir∴ 1º Vig∴, secundando o Ir∴ 2º Vig.: e o G∴ do T∴. Também às vezes ouvimos: “Vamos fechar esta Loja de AAp∴ de MM∴”.

A expressão correta a ser usada é “Aprendiz Maçom”, e não Aprendiz de Maçom, como dizem alguns IIr∴, desprevenidos com o sentido das palavras. Ao nos referirmos à chegada do Ap∴ ao T∴, devemos dizer aquilo que se relaciona com o grau do Neófito, tanto faz chegado ontem como há cinco meses. Os três graus tradicionais dentro do Simbolismo são: Aprendiz Maçom, Companheiro Maçom e Mestre Maçom. Não há outras denominações. Inexiste um grau de “Aprendiz de Maçom” e não há qualquer designação com esta forma, escrita ou falada, nos anais da Maçonaria.

Não há membros da Loja como “Aprendiz de Maçom”, como poderíamos nos referir a aprendiz de sapateiro, ou de pedreiro, ou de informática. Dizer “Aprendiz de Maçom” é reconhecer um Iniciado como aprendiz às ordens do Maçom mais velho, mais experiente, que lhe ensinaria a Arte Real. Não é o caso, apesar de o Maçom recém chegado estar, teoricamente, recebendo instruções dos Maçons mais antigos. A admitir-se “Aprendiz de Maçom”, logo teríamos “Companheiro de Maçom”,

TRONO E ALTAR

No Templo, apenas existem os altares destinados aos juramentos e ao uso de perfumes. O Ritual de Aprendiz Maçom, p. ex., refere-se expressamente à existência do Altar dos Perfumes, em frente ao Trono do Ven∴ M∴, contendo perfumes a serem queimados; também está referido o Altar dos Juramentos como situado no centro do T∴, onde são feitos juramentos e consagrações, geralmente ao centro do Pav∴ Mos∴

Ritualisticamente, e do ponto de vista místico, os altares devem ter finalidade específica, como é o caso – Altar dos Perfumes e Altar de Juramentos – sendo que diante deste ajoelham-se IIr∴ em determinados momentos do trabalho maçônico, sendo naquele queimados incenso ou ervas aromáticas para favorecer o clima de equilíbrio, de harmonização, necessário ao trabalho realizado. Não dizemos “altar” aleatoriamente, mas na certeza de que a palavra se liga às antigas aras, ou pedras de sacrifício, onde eram sacrificados animais ou ofertados outros bens aos deuses, invocando sua proteção, suas bênçãos para boas colheitas ou vitória sobre inimigos.

Hoje, altar é muito usado nas igrejas para celebrações, mas ali também presentes os significados de oferenda, de invocação, ou de agradecimento. Ninguém ali sentava, ou usava o local para outra atividade. Daí, inviável admitir-se como “altar” os locais onde se assentam o V∴M∴, ou os VVig∴, resultando errônea a expressão: “Ao lado do altar do 1º Vig.:”, usada na ritualística maçônica. Haverá a designação “altar” para as peças existentes no Pav∴ Mos∴, no Oc∴, e diante do trono do Ven∴M∴, no Or∴.

Quanto a trono, esta palavra designa especialmente a cadeira onde se sentará um rei ou outro governante. “Trono de São Pedro” designa a cadeira onde se senta o Papa, “governante” da Igreja Católica; em atos solenes, os soberanos (reis, imperadores) estão sentados no trono, uma cadeira alta, onde presidem os trabalhos de uma assembléia. O trono é assento exclusivo de quem é a maior autoridade presente ao ato, é emblema de seu poder. “O trono do Rei da Inglaterra”, “O trono do Imperador D. Pedro I”, “O trono do Ven∴ M∴”, “O trono do Rei Salomão” são expressões corretas.

Assim, não devemos nos referir às mesas dos 1º e 2º VVig∴ como “Altar do Ir∴ 1ºVig.:” ou “Altar do 2º Vig∴. A denominação correta será “A mesa do Ir∴ 1º Vig.: (ou Ir∴ 2º Vig.:)”. Também o V∴M∴ estará em uma mesa e não em um altar. Da mesma forma, os OOf∴ (v.g., IIr∴ Secretário, Tesoureiro, Orador, Chanceler) ocupam mesas para cumprir suas tarefas em Loja.

Dentro da Loja, somente há um trono: o do Ven∴ M∴, denominado como “Trono do Rei Salomão”, em referência a um dos pilares dos ensinamentos maçônicos.

Para que o artigo não fique muito extenso, irei segmenta-lo e na próxima semana veremos mais palavras.

Fonte: https://fraternidadesergipense.mvu.com.br

sábado, 3 de julho de 2021

SUBSTITUTO DO VENERÁVEL MESTRE

SUBSTITUTO DO VENERÁVEL MESTRE
(republicação)

O Respeitável Irmão Adrian Rogers Censi, Loja Caminhos da Verdade, 92, Grande Loja Maçônica de Santa Catarina, Oriente de Blumenau, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão: 
 adrian@blukit.com.br 

Caro Irmão, por gentileza, no texto que já há muito possui, nas obrigações do Irmão Vigilante diz que: 1º Vigilante a Onipotência, compete substituir o Venerável em suas ausências e impedimentos ou vacância do cargo. Se assim for, fica a duvida: o Primeiro Vigilante ocupa o trono? Para ocupar o trono ele não precisaria ser Mestre Instalado? 

CONSIDERAÇÕES: 

O substituto imediato do Venerável Mestre em caráter precário é o Primeiro Vigilante e é regra tradicional em Maçonaria, pois ele é parte integrante das Luzes da Oficina (Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes).

Como dito, somente em caráter precário já que o definitivo carece de Instalação que em Maçonaria significa simplesmente posse e esta é dada àquele que eleito fora conduzido ao cargo de dirigente maior da Loja. 

Na ausência definitiva do Venerável prevê-se uma nova eleição, ou para instalar o Primeiro Vigilante,  ou para se eleger um novo Venerável. Essa regra merece consulta nos dispositivos legais da Obediência à que pertencer a Loja.

Nesse sentido, não é recomendável a execução de uma Sessão Magna de Iniciação, Elevação ou Exaltação, mesmo que esteja presente um Ex-Venerável da Loja que faria a consagração do Candidato. 

Embora o procedimento seja possível e até certo ponto legal, melhor mesmo seria que no caso precário de substituição esse ficasse legado às Sessões Econômicas (ordinárias). 

Algumas Obediências, como é o caso do Grande Oriente do Brasil, já prevê que uma Sessão Magna de Iniciação, Elevação e Exaltação, na falta do Venerável de ofício, Mestre Instalado mais recente dirija a Sessão.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 477 Florianópolis (SC) 18 de dezembro de 2011.

PAINÉIS E TAPETES

CAREQUINHA

CAREQUINHA

George Savalla Gomes (1915- 2006), mais conhecido pelo nome Carequinha foi um dos mais notórios palhaços brasileiros.
.·. 
Carequinha nasceu em uma família circense. Seus pais eram trapezistas. Deu início à sua carreira como palhaço aos cinco anos de idade no circo de sua família, Aos doze era palhaço oficial do Circo Ocidental.
.·. 
Atuou como cantor na rádio e na TV brasileira teve como marco o fato de ter sido o primeiro palhaço a ter um programa, o "Circo Bombril" ( rebatizado "Circo do Carequinha") na TV Tupi. Atuando também nas TV Piratini e na TV Curitiba durante os anos de 1950 e 70.
.·. 
Nos anos 1980, apresentou um programa infantil chamado Circo Alegre, na extinta TV Manchete que tinha como assessora Marlene Mattos. Após dois anos e meio, com a saída de Carequinha, as características fundamentais do seu programa foram incorporados pelo de Xuxa, O "Clube da Criança". 
.·. 
Na Globo, participou do programa Escolinha do Professor Raimundo e da novela As Três Marias.
.·. 
Seu último trabalho na televisão foi na Globo, com uma participação na minissérie Hoje é dia de Maria em 2005
.·. 
Foi Iniciado na Maçonaria em data desconhecida, mas tinha frequência assídua na Loja Salomão n°21 - GOB- RJ - a chamada Loja dos palhaços pelo número de Iniciados praticantes da palhaçaria. 
.·. 
Sabe-se também que era um Maçom ativo e chegou ao Grau 33 ainda nos anos 70.

Fonte: https://www.facebook.com/otemploeomacom

sexta-feira, 2 de julho de 2021

SESSÃO PÚBLICA: DE ONDE FALA O PALESTRANTE?

SESSÃO PÚBLICA: DE ONDE FALA O PALESTRANTE?
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Glacir Wisniewski, Loja Elimar Baumgarten, 101, REAA, Grande Loja de Santa Catarina, Oriente de Timbó, Estado de Santa Catarina.
glacirw@terra.com.br

Peço a gentileza de esclarecer uma dúvida: No caso de convidarmos um nosso Irmão, Grau de Companheiro, (por exemplo, não sendo uma autoridade maçônica) para proferir uma palestra de importância. Realizaremos no Templo, com abertura ritualística e em seguida, acolheremos convidados, em especial as cunhadas, perguntamos: Pode-se na entrada inicial conduzir este Irmão e assentá-lo no Trono de Salomão, ao lado do Venerável Mestre, ou deveremos deixa-lo no Ocidente, ou outro local no Oriente, cuja palestra será proferida entre Colunas? E se o Irmão for Mestre Maçom, ou Mestre Instalado? Poderá ser assentado junto ao Venerável Mestre em cima do trono?

CONSIDERAÇÕES:

Em Loja aberta o Oriente é privativo de Mestres Maçons. Para que se evite esse tipo de situação, o ideal seria a abertura de uma Sessão Pública que não fosse o Templo Maçônico. Um clube ou um teatro, por exemplo.

Já que a sessão ocorrerá em Loja aberta, sendo o palestrante um Irmão Companheiro, ele proferirá a sua fala no Ocidente, nunca no Oriente e muito menos no sólio ao lado do Venerável Mestre.

Em sendo o palestrante um Mestre Maçom, não sendo autoridade e não estiver ocupando nenhum cargo no Oriente, ele poderá ser conduzido no momento da palestra pelo Mestre de Cerimônias ao Oriente, todavia não ao lado do Venerável no sólio. Concluída a palestra ele será novamente reconduzido ao seu lugar em Loja.

Aliás, tradicionalmente no sólio só tem lugar o Venerável Mestre e o Grão-Mestre quando estiver presente. A presença de autoridades, Ex-Veneráveis, Veneráveis de outras Lojas ocupam sim o Oriente, contudo abaixo do sólio.

É bem verdade que essa tradição anda ultimamente esquecida, já que muitos rituais brasileiros preveem até situações contrárias conduzindo indistintamente Mestres Instalados recentes, Veneráveis visitantes, e outras autoridades senão o Grão-Mestre para tomar assento ao lado do condutor da Oficina. Embora pareça legal por emanar de um ritual em vigência, sob o ponto de vista da tradição, usos e costumes, essa regra é completamente equivocada.

Cabe aqui outra ilustração. Eu mesmo lamentavelmente tenho visto Sessões Magnas Públicas com Loja aberta e sendo conduzidas ao Oriente autoridades profanas civis, militares e eclesiásticas para receberem homenagens ou mesmo proferir palestras. 

Ora, se no Oriente por regra iniciática não entram Aprendizes e Companheiros que são maçons regulares, então qual seria a razão de conduzir não iniciados ao quadrante oriental? 

Verdadeiramente esse é um procedimento completamente enganoso. A solução para essa contradição é a de que esse tipo de sessão (aberta ao público) tomasse lugar fora de um Templo Maçônico, portanto sem a liturgia e a ritualística maçônica.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 476 Florianópolis (SC) 17 de dezembro de 2011.

GRANDE ORIENTE DE FRANÇA

GRANDE ORIENTE DE FRANÇA
Ir∴ Sérgio Quirino Guimarães

Saudações estimados Irmãos. Retornei de Paris onde visitei o GRAND ORIENT de FRANCE 16, Rue Cadet 75009, Paris. Endereço da maior e mais poderosa Obediência Maçônica Francesa; em seus quadros estão aproximadamente 40.000 Obreiros distribuídos em mais de 1000 Lojas, dentro e fora da França. Explicando melhor: há várias Lojas jurisdicionadas ao GODF que estão em outros países.

O agrupamento inicial de Lojas em território francês visando a formação de uma Potência começou em 1728, mas a conclusão da formatação e a consolidação final se deram em 1773 sob a égide de Grand Orient de France que durante muitas décadas foi a única Potência Francesa.

No princípio, as Lojas trabalhavam com o Rito Escocês, mas havia variáveis entre as Oficinas e surgiu a necessidade da padronização e adequações à história e realidade vivida, nasceu então o Rito Francês (também chamado de Moderno).

É interessante o que está escrito num livreto que me foi mostrado e que transcrevo a seguir: “A Maçonaria verdadeira de nosso país conserva fielmente o posicionamento primitivo das Colunas “J” no Setentrião e “B” no Meridional, com a localização dos correspondentes Vigilantes, a bateria em duas batidas rápidas e uma lenta, a entrada com o pé direito, da mesma maneira que ensina a maioria das instruções que caracterizam paradoxalmente o nome de Rito dos Modernos, e dos usos e costumes mais velhos e reconhecidos.

“Também, introduz o uso da espada,...”. Durante a história do País a Maçonaria Francesa já teve “altos e baixos”, durante o período conhecido com “Terror”, o GODF praticamente Abateu Colunas e seu apogeu se deu na época do Irmão Napoleão Bonaparte; no Arco do Triunfo estão os nomes de 24 Marechais de Napoleão e desses, 17 eram nossos Irmãos.

Aqui vale destacar o surgimento dos Ritos de Mênphis e de Misraim em território francês, com componentes ritualísticos trazidos pelos Irmãos que acompanharam Napoleão nas expedições ao Egito, inclusive em Paris há a Grand Loge Féminine de Memphis-Misraim.

Uma característica muito interessante é a presença obrigatória em todos os Templos da figura de “Marianne”, um busto de mulher que representa o próprio Templo Maçônico e a República, resgate da Maçonaria Francesa que se politizou e lutou pela instalação da “Segunda República” (1848), onde a maioria dos membros do Governo Provisório eram Maçons, lutaram pela abolição da escravatura e instalação do direito de voto para todos por exemplo. Tirei algumas fotos dela nos Templos visitados.

Em 1895 é instalada a Grande Loja da França que recebe o reconhecimento pela GODF em 1921, após a Guerra, com a Maçonaria Francesa muito enfraquecida houve a tentativa de fusão da GLDF com o GODF, mas em votação Plenária os Irmãos da Grande Loja disseram “não” ao projeto.

Atualmente o Grand Orient de France reconhece várias Potências Maçônicas e tem características muito peculiares: ela só aceita a iniciação de homens, porém deixa a cargo de cada Loja jurisdicionada a permissão de aceitar ou não a visita de membros de Lojas Mistas ou Femininas.

O mandato do Venerável Mestre é de 1 ano; como em toda Potência, há também os 3 poderes, mas há um órgão muito importante que é a Comissão Nacional de Solidariedade.

Hoje nossos Irmãos Franceses não pegam mais em armas por motivos políticos, as Lojas estão mais voltadas para os estudos e a solidariedade.

O GODF possui vários Templos, bem diferentes uns dos outros, tem também um Museu (atualmente fechado para reforma) e uma biblioteca com mais de 20.000 volumes que não é nem a metade do que foi doado à Biblioteca Nacional da França, (eram documentos históricos da fundação até o ano de 1880).

Fica aqui meu mais profundo agradecimento aos Irmãos do GODF pela acolhida, apesar de eu ser membro de uma Potência não reconhecida por eles, não ter agendado a visita, dificuldades lingüísticas, mesmo assim não mediram esforços em serem fraternos.

Fonte: JBNews - Informativo nº 132 - 06/01/2011

quinta-feira, 1 de julho de 2021

APRENDIZ PODE ASSUMIR CARGO?

APRENDIZ PODE ASSUMIR CARGO?
(republicação)

Em 27/04/2017 o Respeitável Irmão Paulo Roberto Ulema Ribeiro, Loja Discípulos de São João, REAA, Grande Oriente do Rio Grande do Sul, Oriente de Cachoeirinha. Estado do Rio Grande do Sul formula a seguinte pergunta:

Na necessidade em determinada sessão, poderá o Aprendiz exercer o cargo de Chanceler ou de Mestre de Harmonia?

CONSIDERAÇÕES:

Sob o ponto de vista tradicional, na Moderna Maçonaria, desde a criação do terceiro grau especulativo[1], somente assumem cargos em Loja os Mestres Maçons. Isso se dá de modo figurado levando em conta que simbolicamente os Aprendizes e Companheiros ainda não chegaram à plenitude maçônica, o que não lhes daria ainda sob nenhuma hipótese qualificação para exercer um ofício na Loja.

Essa regra se aplica de modo geral e não só àqueles que ocupam cargo no Oriente. Aprendizes e Companheiros têm o seu lugar específico na Loja de acordo com os ritos.

Algumas Obediências, a exemplo do Grande Oriente do Brasil, atentando para essa tradição inserem nos seus próprios Regulamentos essa proibição. Inclusive ela determina que legalmente uma Loja só seja aberta com a presença mínima de sete Mestres – três a governam, cinco a compõe e sete a completam.

No caso de estarem presentes apenas sete Mestres e com eles também Aprendizes e Companheiros, mesmo assim só ocupam cargos os Mestres. Em número menor do que sete deles, não se abre a Loja. Entenda-se: essa é uma regra especulativa.

Ocorre, entretanto, que na contramão da história, algumas Obediências equivocadamente permitem através dos seus regulamentos que integrantes dos dois primeiros graus possam exercer cargos na Loja, desde que em caráter precário. Na verdade isso nada mais é do que uma justificativa capenga para arrumar o péssimo e comprometedor “jeitinho”.

Concluindo, no caso da sua questão, sugiro que antes verifique o que preconiza o Regulamento Geral do vosso Grande Oriente.

T.F.A.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

CURIOSIDADES

AOS NOVOS VENERÁVEIS

AOS NOVOS VENERÁVEIS
Ir∴ José Robson Gouveia Freire

Precisamos de um Venerável. Não precisa ser perfeito e que não seja do grau mais elevado, basta ser um mestre maçom. Precisa ser líder nato, sem jamais tentar impor a sua vontade; não precisa ter cultura profunda, mas que tenha sabedoria, tolerância e paciência; precisa gostar de aprender e ter imensa vocação para ensinar, principalmente dando bons exemplos; não precisa ser bem falante, mas deve falar e calar, agir certo no momento certo; precisa saber sorrir e não ter vergonha de chorar pela infelicidade e a dor alheia e deve conhecer e reconhecer as suas limitações e as dos outros e fazer de tudo para superá-las e nunca dizer “quem manda aqui sou eu e, tem que ser do meu jeito”; não pode ser infiel, falso, mas deve prezar a liberdade; deve gozar de sua competência com moderação e sem ostentação dos prazeres da vida, mas deve ter infinita fé em Deus, devotamento a pátria e amor a família para amparar e ouvir seus irmãos, guardando com segredo da confiança que lhe for concedido, das fraquezas dos irmãos; que tenha o mesmo como amigo, que conheça um pouco da ordem, evitando a intolerância e os erros que venham aparecer na loja e não leve o caso para parte pessoal; que não encerro os trabalhos constantemente por um só golpe de malhete, para não tirar o brilho dos trabalhos da loja, que faça cumprir com os direitos dos Rituais dos graus e ter um ideal maçônico.