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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

sábado, 27 de maio de 2023

MAÇONS FAMOSOS

WILLIAM PENN ADAIR ROGERS (Oklahoma, 1879 - Alaska, 1935). Ator, radialista, comediante, humorista e cowboy, norte americano. Criado numa fazenda em terras da Nação Cherokee, durante sua adolescência trabalhou como vaqueiro laçando e cuidando de gado bovino. Em 1899, viajou para St. Louis, onde ele participou de um concurso de montaria e foi contratado para apresentações. Começou sua carreira no "Jack's Wild West Texas Circus". Atuou no cinema em películas mudas e sonoras, totalizando mais de 50 filmes. Nos anos de 1920 ele foi um dos responsáveis por transformar o cowboy em um ícone americano. Ele foi iniciado na Maçonaria em 18 de fevereiro de 1905 na Lodge Claremore Nº 53 em Oklahoma.
  • INICIAÇÃO MAÇÔNICA: 18 de fevereiro de 1905.
  • Loja: Claremore nº 53, Oklahoma, Estados Unidos.
  • Idade que foi iniciado: 25 anos.
  • Faleceu aos 55 anos de idade, vítima de um acidente aéreo.
Fonte: Facebook_Curiosidades Maçônicas

O QUE É UMA PARÁBOLA?

Fernando de Almeida Silva
ARLS Prof. Alberto Stange Nº 3105 - REAA - GOB – ES
Oriente de Vitória – ES

“A Parábola é uma comparação ampliada”.

O autor da resposta acima é o Dr. W. G. C. Murdoch, ex-diretor e professor da Andrews University (USA), e está no capítulo “Parable”, do seu livro A Symposium on Biblical Hermeneutics.

Introdução

No tempo de Cristo, a parábola encontrou seu significado mais amplo no termo grego PARABOLÊ, do aramaico Mathla e do hebraico Machal. Machal é derivado de uma raiz semítica para efígie (representação), e nem sempre é uma comparação. A Vulgata usa os termos Similitudo e Proverbium. Mas na Septuaginta, o termo “parábola” aparece como Parabolê.

Esse mesmo termo, Machal, no Novo Testamento, designa um símbolo, tipo, exemplo, oráculo, uma alegoria e as máximas, facilmente distinguíveis.

No Velho Testamento, as parábolas são usadas para expor aos ouvintes os segredos do Reino de Deus, e não se sabe exatamente o seu número, inclusive, das existentes no Novo Testamento. C. E. Koetsveld classificou 66; Fr. G. Lisco, 37; Goeble e E. Geswel, 27; Ch. Trente, 30; Adolfo Jülicher, 53; Chr. Bugge, 71; L. Fonk, 72; I. H. Von Wessenberg, 101; e P. Ollivier, 18, no Novo Testamento. (1)

A Bíblia Sagrada, o nosso “Livro da Lei”, na tradução de João Ferreira de Almeida*, faz os seguintes registros das parábolas constantes do Novo Testamento: S. Mt., 15; S. Mc., 4; S. Lc., 20; e S. Jo., nenhuma.

Origem

Quanto à questão da sua origem, as parábolas não foram inventadas por Jesus Cristo mas, largamente usadas por Ele em Seu ministério público. 

No ano 20 a.C., Hillel tinha apresentado duas “parábolas”: “a comparação jocosa do corpo com uma estátua e da alma com um hóspede”. Cem anos depois (80 d.C.), o rabino Jochana bem Zakkai apresentou, pela primeira vez na literatura rabínica, uma parábola, cujas parábolas de Cristo são parecidas com ela (10). Adolfo Jülicher (11), protestante, rompeu com a interpretação alegórica das parábolas, em sua “HISTÓRA DAS PARÁBOLAS DE JESUS” (A Jülichr Die Gleichmisreden Jesu I), e disse (1886) que elas deviam ser olhadas como uma peça da vida real, por serem sensíveis historietas para aplicar os ensinos dos sábios. Não conseguindo concluir sua tarefa, C. H. Dodd (a partir de 1935), toma seu lugar e consegue magistralmente, mesmo com alguns problemas de interpretação. A.T. Cadus (The Parables of Jesus, 1935) acreditou que as parábolas deviam fazer parte da vida de Jesus. B.T. Smith (The Parables on the Synotic Gospel, 1937) procurou esclarecer o fundo histórico de cada parábola, mas se esqueceu da interpretação teológica.

Significado

A parábola, sendo uma comparação ampliada, é uma ilustração que, empregando cenas diárias e comuns, invoca uma experiência religiosa e uma verdade profunda. É diferente da Símile e da Metáfora, que são breves.

As mais profundas lições de Cristo foram ilustradas com parábolas. E essas, relacionadas com fases de Sua vida. A Palestina, sendo uma terra pastoril, facilitou o ensino através das parábolas. As cenas do campo, do mar e familiares, deram maior amplitude à revelação do Reino dos Céus no coração dos homens. Assim é que, atingindo seu objetivo principal, a parábola cumpriu sua missão de ensinar, explicar e revelar as maravilhas do Reino de Deus. E, através de comparações e analogias, as profundas verdades espirituais penetraram no coração dos ouvintes de Jesus. As histórias da vida real ganharam vida e motivação, e os Mistérios do Reino conseguiram firmar o compromisso de uma nova e pujante experiência de vida, que foi o propósito fundamental das parábolas. “Aqueles que estavam desejos de confiar sua vida a Deus podiam compreender o significado das parábolas”. (2)

Algumas vezes os ouvintes, incluindo os discípulos, nada entendiam das lições de Cristo através das parábolas, e pediam uma explicação – S. Mt 13:36. Mas Ele era bem claro e mostrava, logo de início, o que elas significavam. Se não entendiam, era porque seus corações estavam cheios de pecado, ressentimento, e mentes anuviadas pelo remorso e pela hipocrisia. Mesmo assim, Jesus geralmente começava Suas parábolas com as impressivas palavras: “O reino do céu é semelhante...”, o que prova que todas, embora invocassem cenas as mais diversas, tinham um único objetivo: o interesse de Cristo em implantar o Reino da Graça no coração dos homens.

Princípios Fundamentais

Além de seu propósito, princípios fundamentais regem a interpretação das parábolas. Um deles é o chamado “ponto principal”, ou a mensagem a transmitir, em que geralmente muitos erram (e continuam errando), ao aplicar à determinada parábola uma falsa interpretação, completamente diferente daquela real, implícita nela, como em “O Rico e Lázaro”, por exemplo.

O segundo princípio tem a ver com a “visão das circunstâncias” ou determinantes da apresentação. Esse princípio revela três pontos interessantes: primeiro, deve mostrar se a parábola teve como origem a resposta a uma pergunta; segundo, a natureza da pergunta; e, terceiro, os circunstantes, presentes quando da apresentação da parábola.

O terceiro princípio remete-nos ao contexto histórico, maneiras, costumes, símbolos e cultura do povo. “Por exemplo: a parábola se refere à agricultura, então precisamos compreender a agricultura da época, antes de compreendermos completamente a parábola”. (3) Compreendendo o contexto histórico, o próprio contexto da parábola (quarto princípio) deve ser compreendido, para se determinar o seu exato significado. Se não compreendermos o significado das parábolas, não compreenderemos sua aplicação no contexto em que são apresentadas. E isto é muito importante. Muitas vezes um erro de interpretação leva a um erro de aplicação.

O quinto e último princípio refere-se ao ponto doutrinário, que não deve ser mal interpretado, mas apontar para a interpretação dos escritos dos autores inspirados por Deus (inspiração divina).

Teólogos e Comentaristas

Falando sobre a preparação do Reino de deus por Cristo, Agnelo Dantas Barreto (4) diz que a parábola da Ovelha Perdida não é apenas uma linguagem expressiva na pregação de Jesus, porém, a revelação palpitante de Sua própria missão.

Huberto Rohden (5) analisou as parábolas pelo ponto de vista filosófico e não salvífico do Reino. Para ele, elas fazem parte de uma filosofia ainda não explorada pelo homem moderno. Ele disse “que as parábolas não visam, em primeiro lugar, a certa moralidade de agir, mas, acima de tudo, à consciência do ser. Quando o homem se limita a certa vivência do agir moral, e ao atingir a realidade do seu ser metafísico, ontológico, corre o perigo de marcar passo na zona superficial de um moralismo convencional, sem atingir a consciência da realidade”. E acrescenta: “As parábolas nos convidam a um profundo conhecimento metafísico e místico...” (6). 

David A. Redding (7) deu grande importância à sua obra The Parables He Told, mas perde para Keach. Redding a inicia com o This is You God, com as parábolas tri lógicas do Reino, sendo a da Ovelha Perdida, a primeira. No seu entender, na apenas a ovelha está pedida, mas o planeta Terra, a fé dos nossos pais, as ruas da ciência da relatividade dos tempos, o Éden, o nosso caminho, etc.. Segundo ele, Jesus, estando em companhia de publicanos e pecadores, não era um acontecimento isolado, porém, habitual, e por isso Ele desarmava Seus circunstantes com Suas maravilhosas idéias da vida diária (as parábolas). (8)

Keach (9) estudou extensamente cada parábola da Bíblia, porém, do ponto de vista diferente do que ora apresentamos. Mas, suas explicações, no sentido teológico, são cansativas. A profundidade da sua análise e a linguagem com que ele apresenta o assunto, desvia o leitor desavisado, do verdadeiro sentido e da necessidade espiritual do Reino de Deus, forçando-o (ao leitor), a embrenhar-se por emaranhados de Teologia Sistemática, longe, portanto, do alcance do leigo.

A salvação não requer do pecador conceitos técnicos e teológicos, mas, apenas, fé e crença (“Quem crer e for batizado será salva;...”) – S. Mc 16:16. Keach se preocupa em explicar, não o Reino de Deus através de sua explanação das parábolas de Jesus, mas, também, em desenvolver um trabalho altamente técnico, ao alcance de poucos. Enquanto C. H. Dodd ocupa 156 páginas de um pequeno e singelo livro (The Parables of the Kingdom) para revelar-nos o conhecimento das parábolas, Keach vai muito além (891 páginas).

Entretanto, apesar de sua clara compreensão, C. H. Dodd (famoso por sua escatologia realizada), interpreta as parábolas alegoricamente. Ele disse que quando Jesus falou que os doentes é que necessitam de médico, fez uma profunda crítica aos pecadores, escribas e fariseus. Salvou, no entanto, a parábola da Ovelha Perdida. Para Dodd, ela é a parábola moral. E a Moral, como sabemos, vem da raiz latina “mores”, que em nossa língua, vem a ser costumes, conduta, comportamento, modo de agir. “É o conjunto sistemático das normas que orientam o homem para a realização de seu fim”. 

Conclusão

A apologia em favor dos princípios doutrinários das parábolas é esta: elas não são fantasias ou ilustrações ilusórias, como afirmou Dodd. As parábolas são, isto sim, a representação contundente do Reino da Graça, dissipando o materialismo e mostrando ao homem o caminho da salvação.

Dodd, em sua obra, tem seus pontos positivos na interpretação das parábolas, mas, muitos negativos também. Por um lado, ele constrói e esclarece. Por outro, destrói, e confunde os menos avisados.

Para muitos, C. H. Dodd (acatólico) introduziu uma nova era na interpretação das parábolas.

Há, também, quem afirme que as traduções das parábolas de Jesus, do aramaico para o grego e deste para as diversas línguas, tenham perdido grande parte do sentido original e do elemento material das imagens. E que o Velho testamento (o que é verdade), teria contribuído para a formação das imagens empregadas por Cristo.

Cristo usou esse método de ensino porque era comum no Oriente e, porque a parábolas, em si, representava detalhes da vida real. Há, também, outro motivo e o próprio Cristo exemplifica: “Por isso lhes falo por parábolas: porque eles vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem” – S. Mt. 13:13.

(1) Enciclopedia de la Biblia, vol. V, Parábola. Barcelona: Ediciones Garriga (2ª ed.), pp. 870-878. 
* Edição Contemporânea Aumentada e Revisada com Ajudas Adicionais, 1996.
(2) Enciclopedia de la Biblia, vol. V, Parábola. Barcelona: Ediciones Garriga (2ª ed.), p. 877.
(3) Idem, Idem.
(4) Agnelo Dantas Barreto, O Anúncio do Reino de Deus. Petrópolis: Editora Vozes Ltda., 1969, pp. 47-49.
(5) Huberto Rohden, Sabedoria das Parábolas. São Paulo: Fundação Alvorada (s.d.), p. 17.
(6) Idem.
(7) David A. Redding, The Parables He Told. USA: Fleming H. Revell Company, 1960, pp. 5-9.
(8) Idem.
(9) Benjamin Keach, Exposition of the Parables. Grand Rapids: Kregel Publications, 1974, pp. 329-370.
(10) J. Jeremias, As Parábolas de Jesus. São Paulo: Edições Paulinas (2ª ed.), 1978, p. 8.
(11) Idem, p. 11.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

VENERÁVEL MESTRE FAZENDO USO DA PALAVRA

Em 01.03.2023 o Respeitável Irmão José Ferreira Rocha, Loja Segredo e Paz, 3587, REAA, GOB-PB, Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, apresenta a dúvida seguinte:

VENERÁVEL USANDO A PALAVRA

O Venerável toda vez que vai falar (Ordem do Dia, Tempo de Estudos, Palavra a Bem da Ordem, deve sempre saudar os Vigilantes, autoridades, etc?

Gostaria de saber se temos que obedecer ao que consta o Ritual de Aprendiz ou no que diz o SOR.

CONSIDERAÇÕES:

Em que pese isso não ter nenhuma relevância para os trabalhos, no que diz respeito ao Venerável Mestre fazendo uso da palavra não existe nenhuma regra sobre como ele deve se dirigir à Loja.
 A bem da verdade, o Venerável Mestre atuando nos conformes com a boa geometria é o que menos fala em Loja.
Desse modo, o critério de como usar da palavra é dele. Como dirigente maior ele não precisa se dirigir à Loja como fazem os demais.

Geralmente o Venerável Mestre se dirige à Loja pronunciando simplesmente “meus Irmãos...”

É oportuno lembrar que quem se dirige a Loja na forma de costume não está saudando ninguém, mas simplesmente fazendo uso do modo protocolar e consagrado de se dirigir à Loja. Vale lembrar que saudações em Loja somente ocorrem em conformidade com o que prescreve o ritual na sua página 42, último parágrafo:

“A saudação maçônica é feita somente ao Ven∴ Mestre quando da entrada e saída do Or∴ e ao Ven∴ Mestre e VVig∴ quando da entrada e saída do templo”.

Infelizmente ainda muitos Irmãos confundem a forma consagrada de se dirigir à Loja com saudação maçônica.

No tocante ao SOR, ele deve ser aplicado sobre os rituais em vigência. Foi instituído oficialmente pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral e publicado no Boletim nº 31 do GOB datado de outubro de 2019. O SOR está justamente na página oficial do GOB para ser aplicado sobre os rituais, caso contrário ele não faria sentido.

No início de 2024 estão previstas edições de novos rituais no GOB, oportunidade em que todas as correções e adequações que constam no SOR passarão a integrar os textos do ritual. O SOR será então posteriormente adequado e ganhará formato de um único manual de dinâmica ritualística oficial para todas as Lojas da Federação.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PRATICANDO OS PRINCÍPIOS PRINCIPAIS DA MAÇONARIA

Por Irmão Adam Samuel Roth
Da próxima vez que você for à Loja e se sentar à margem, dê uma olhada no irmão à sua direita. Você tem o número dele no seu telefone? Dê uma olhada no irmão à sua esquerda. Você tem o número dele no seu telefone? Quão bem você conhece seus irmãos? Você se sentiria à vontade para pedir ajuda ou conselho ao seu irmão, se necessário? Você o ajudaria ou daria conselhos verdadeiros se ele pedisse?

Os princípios principais da Maçonaria são Amor Fraterno, Alívio e Verdade. Esses princípios estão interligados porque você não pode ter um sem o outro. Você não pode ser irmão de alguém a menos que esteja disposto a ser fiel a eles e a ajudá-los. É assim que você expressa amor.

Em muitas jurisdições, uma cobrança é cobrada quando uma Loja é fechada. Nesse encargo, somos desafiados a lembrar que nos comprometemos "solenemente" a "socorrer todo irmão que precisar de sua ajuda". Mas nós realmente fazemos isso? Usamos a desculpa de que nosso reboque de cabo é muito curto com muita frequência? Sendo pai de dois filhos que ainda não estão na escola, sei que sou culpado disso.

Além de ajudar nossos irmãos necessitados, precisamos garantir que um irmão não seja orgulhoso demais para pedir ajuda. Em muitos círculos judaicos, você é encorajado a pedir ajuda quando precisar. Quando você pede ajuda, você está dando a alguém a oportunidade de cumprir sua obrigação de cumprir uma mitsvá. Uma mitsvá é frequentemente traduzida como uma boa ação, mas na verdade significa mandamento. Na fé judaica, existem 613 mitsvot ou mandamentos que precisam ser observados. Vários deles estão relacionados a ser verdadeiros ao ajudar os necessitados. A palavra mitzvá está relacionada com a palavra aramaica tzavta, que significa anexar ou juntar. Ao cumprir a mitsvá e o princípio maçônico de Alívio, você está criando um apego ao seu irmão, uma conexão para que o Amor Fraternal floresça.

Meu desafio para você é que, da próxima vez que precisar de ajuda, peça a seu irmão. Você precisa de conselhos? Peça ao seu irmão. Da próxima vez que você ouvir o chamado para ajudar um irmão necessitado, mostre seu amor fraternal e atenda-o.

Fonte: Maçons da Meia Noite

quinta-feira, 25 de maio de 2023

ASSUNTOS PARA A ORDEM DO DIA

Em 01/03/2023 o Respeitável Irmão Antonio Nagib Barbosa, Loja Vigilância e Fraternidade de Inhumas, 1160, REAA, GOB-GO, Oriente de Inhumas, Estado de Goiás, faz a pergunta seguinte:

ORDEM DO DIA

Por favor, preciso esclarecer uma dúvida: Na Ordem do Dia somente podem ser apresentados assuntos que necessitem deliberação e/ou votação?

Tivemos uma discussão sobre isso ontem em nossa Loja e não chegamos a nenhuma conclusão.

CONSIDERAÇÕES:

Conforme consta no ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB, dele o primeiro explicativo da página 60: “(Previamente organizada pelo Venerável Mestre - assuntos dependentes de discussão e votação (os grifos são meus): proposições, requerimentos, etc.)”.

Da mesma forma essas recomendações podem ser encontradas no SOR - Sistema de Orientação Ritualística, que é o dispositivo oficial de orientação do GOB instituído pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral.

A Ordem do Dia é um período exclusivo para essa finalidade especificada e deve ser previamente organizada. Não se usa esse período para outros assuntos cuja finalidade nele não enquadrem. Saliente-se que isso está bem claro no ritual e no SOR.

O Venerável Mestre deve seguir impreterivelmente a pauta que fora por ele e o Secretário organizada. Concluída esta, o Venerável dá imediatamente por encerrada a Ordem do Dia. Não se deve antes retornar às colunas para perguntar se há mais algum assunto para o período – a pauta já foi cumprida.

Nesse contexto, vale lembrar que qualquer assunto antes de ser levado à votação deve primeiramente ter recebido o aval (parecer legal) do Orador (Guarda da Lei).

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

O MAÇOM VAIDOSO E ARROGANTE







Por Ricardo Vidal

Baixa autoestima e complexo de inferioridade

Nenhum ditador provocou ou provoca tanto dano à Maçonaria quanto o Maçom vaidoso, este sapador inveterado, este Cavalo de Tróia que a destrói por dentro sem o emprego de armas, grilhões, ferros, calabouços e leis de exceção. Ele é indiscutivelmente o maior inimigo da Maçonaria, o mais nefasto dos impostores, o principal destruidor de lojas. Ele é pior do que todos os falsos maçons reunidos porque se iguala a eles em tudo o que não presta e raramente em alguma virtude.

Uma característica marcante que se nota neste tipo de Maçom, logo ao primeiro contato, é a sua pose de justiceiro e a insistência com que apregoa virtudes e qualidades morais que não possui. Isto salta logo à vista de qualquer um que comece a comparar os seus atos com as palavras que saem da sua boca. O que se vê amiúde é ele demonstrar na prática a negação completa daquilo que fala, sobretudo daquilo que difunde como qualidades exemplares do Maçom aos Aprendizes e Companheiros, os quais não demora muito a decepcionar. Vaidoso ao extremo, para ele a Maçonaria não passa de uma vitrine que usa para se exibir, de um carro de luxo o qual sonha um dia pilotar. E, quando tem de facto este afã em mente, não se furta em utilizar os meios mais insidiosos para tentar alcançá-lo, a exemplo do que fazem os nossos políticos corruptos.

Narcisismo num dos extremos, e baixa autoestima no outro, eis as duas principais características dos maçons vaidosos e arrogantes. No crisol da soberba em que vivem imersos, podemos separá-los em dois grupos distintos, porém idênticos na maioria dos pontos: os toscos ignorantes e os letrados pretensiosos.

A trajetória dos primeiros é assaz conhecida:

Por serem desprovidos do talento e dos atributos intelectuais necessários para conquistarem posição de destaque na sociedade, eles ingressam na Maçonaria em busca de títulos e galardões venais, de fácil obtenção, pensando com isto obter algum prestígio. Na vida profana, não conseguem ser nada além de meros serviçais, de mulas obedientes que cedem a todos os tipos de chantagem. Por isso, fazer parte de uma instituição de elite (isso mesmo, de elite!) como a Maçonaria produz neles a ilusão de serem importantes; ajuda a mitigar um pouco a dor crónica que os espinhos da incompetência e da mediocridade produzem nas suas personalidades enfermas.

O segundo em quase tudo se equipara ao primeiro, porém com algumas notáveis exceções:

Capacitado e instruído, em geral ele é uma pessoa bem sucedida na vida. Sofre, porém, deste grave desvio de carácter conhecido pelo nome de “Narcisismo”, que o torna ainda pior do que o seu émulo sem instrução. Ávido colecionador de medalhas, títulos altissonantes e metais reluzentes, este Maçom é uma criatura pedante e intragável, que todos querem ver distante. No fundo ele também é um ser que se sente rejeitado; a sua alma é um armário de caveiras e a sua mente um antro habitado por fantasmas imaginários. Julgando-se o centro do Universo, na Maçonaria ele obra para que todas as atenções fiquem voltadas para si, exigindo ser tratado com mais respeito do que os irmãos que atuam em áreas profissionais diferentes da dele. Pobre do irmão mais jovem e mais capacitado que cruzar o seu caminho, que ousar apontar-lhe uma falta, que se atrever a lançar-lhe no rosto uma imperfeição sua ou criticar o seu habitual pedantismo! O seu rancor acender-se-á automaticamente e o que estiver ao seu alcance para reprimi-lo e intimidá-lo ele o fará, inclusive lançando mão da famosa frase, própria do selvagem chefe de bando: “Sabe com quem está falando!!!” Deste modo ele acaba externando outra vil qualidade, que caracteriza a personalidade de todo homem arrogante: a covardia.

O número de irmãos que detesta ou despreza este tipo de Maçom é condizente com a quantidade de medalhas que ele acumula na gaveta ou usa no peito. Na vida profana, os seus amigos não são verdadeiros; são cúmplices, comparsas, associados e gente que dele se acerca na esperança de obter alguma vantagem. E nisso se insere a mulher com a qual vive fraudulentamente. Todos os que o rodeiam, inclusive ela, estão prontos a lhe meter um merecido chuto no traseiro tão logo os laços de interesse que os unem sejam desfeitos. O seu casamento é um teatro de falsidades e o seu lar um armazém de conflitos. Raramente familiares seus são vistos nas nossas festas de confraternização. Quando aparecem, em geral contrariados, não conseguem esconder as marcas indeléveis de infelicidade que ele produz nos seus rostos.

Na sua marcha incessante em busca de distinções sociais que supram a sua insaciável necessidade de autoafirmação, é comum vermos este garimpeiro de metais de falso brilho farejando outras organizações de renome, tais como os clubes Lyons e Rotary, e gastando nessas corridas tempo e dinheiro que às vezes fazem falta no seu lar. A Maçonaria, que tem a função de melhorar o homem, a sociedade, o país, e a família, acaba assim convertendo-se numa fonte de problemas para os seus familiares; e ele, numa fonte de problemas para a Maçonaria.

Um volume inteiro seria insuficiente para catalogar os males que este inimigo da paz e da harmonia pratica, este bacilo em forma humana que destrói a nossa instituição por dentro, qual um cancro a roer-lhe as células, de modo que limitar-nos-emos a expor os mais comuns.

Comportamento em Loja

Incapaz de polir a Pedra Bruta que carrega chumbada no pescoço desde o dia em que nasceu, de aprimorar-se moral e intelectualmente, de lutar para se subtrair das trevas da ignorância e dos vícios que corrompem o carácter; de assimilar conhecimentos maçónicos úteis, sadios e enobrecedores, para na qualidade de Mestre poder transmiti-los aos Aprendizes e Companheiros, o que faz o nosso personagem? Simplesmente coloca barreiras nos seus caminhos, de modo a retardar-lhes o progresso!

Ao invés de estudar a Maçonaria, para poder contribuir na formação dos Aprendizes e Companheiros, de que modo ele procede? Veda a discussão sobre assuntos com os quais deveria estar familiarizado, fomentando apenas comentários sobre as vulgaridades supérfluas do seu quotidiano! Ao invés de encorajar o talento dos mesmos, de ressaltar as suas virtudes e estimular o seu desenvolvimento, o que faz ele? Procura conservá-los na ignorância de modo a escamotear a própria! Ao invés de defender e ressaltar a importância da liberdade de expressão e da diversidade de opiniões para a evolução da humanidade, como ele age? Censura arbitrariamente aqueles cujas ideias não estejam em harmonia ou sejam contrárias às suas! Ao invés de fomentar debates sobre temas de importância singular para o bem da Loja em particular e da Maçonaria em geral, como age ele? Tenta impedir a sua realização por carecer de atributos intelectuais que o capacitem a participar deles! E, nos que raramente promove, como se comporta? Considera somente as opiniões daqueles que dizem “sim” e “sim senhor” aos seus raramente edificantes projetos!

Tal como o Maçom supersticioso, este infeliz em cujo peito bate um coração cheio de inveja e rancor nutre ódio virulento e dissimulado pela liberdade de expressão, que constitui um dos mais sagrados esteios sobre os quais repousam as instituições democráticas do mundo civilizado, uma das bandeiras que a Maçonaria hasteou no passado sobre os cadáveres da intolerância, da escravidão e da arbitrariedade.

Dos atos indecentes mais comumente praticados por este falsário, o que mais repugna é vê-lo pregando “humildade” aos irmãos em Loja, em particular aos Aprendizes e Companheiros, coberto da cabeça aos pés de fitões, joias e penduricalhos inúteis, qual uma árvore de natal. Outro é vê-lo arrotando, em alto e bom som, ter “duzentos e tantos anos de Maçonaria” e exibindo o correspondente em estupidez e mediocridade. O terceiro é vê-lo trajando aventais, capas, insígnias, chapéus e colares, decorados com emblemas que lembram tudo, exceto os compromissos que ele assumiu quando ingressou na nossa sublime e veneranda instituição.

Cego, ignorante e vaidoso, o nosso personagem não percebe o asco que provoca nas pessoas decentes que o rodeiam.

Como já foi dito, a Maçonaria serve apenas de vitrine para ele. Como não é possível permanecer sozinho dentro dela sem a incómoda presença de outros impostores –os quais não têm poder suficiente para enxotar, ele luta ferozmente para afastar todo e qualquer novo intruso, imitando alguns animais inferiores aos humanos na escala zoológica, que fixam os limites dos seus territórios com os odores das suas secreções e não toleram a presença de estranhos. Qualquer irmão que comece a brilhar ao lado desta criatura rasteira é considerado por ela inimigo. A luz e o progresso do seu semelhante o incomoda, fere o seu ego vaidoso. Por este motivo tenta obstaculizar o trabalho dos que querem atuar para o bem da loja; por isso recusa-se a transmitir conhecimentos maçónicos (quando os possui) aos Aprendizes e Companheiros, sobretudo aos de nível intelectual elevado, ou ministra-os em doses pífias, para que futuramente não sejam tomados como exemplos e ofusquem ainda mais a sua mediocridade. Um Maçom exemplar, íntegro, que cumpre rigorosamente os compromissos que assumiu quando ingressou na nossa Instituição, não raro converte-se em alvo das suas setas, pois os seus olhos míopes não conseguem ver honestidade em ninguém; a sua mente estragada o interpreta como potencial “concorrente”, que nutre interesses recônditos semelhantes aos seus.

O Maçom arrogante mal conhece o significado das nossas belas e simples alegorias. Se as conhece, despreza-as. A sua mente acha-se preocupada unicamente com o sucesso das suas empreitadas, em encontrar maneiras de estar permanentemente ao lado das pessoas cujos postos ambiciona. Fama e poder são os seus dois únicos objetivos, tanto na vida maçónica, como na profana. As palavras Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que compõem a Trilogia Maçónica, não fazem parte do seu vocabulário, e com frequência é visto pisoteando os valores que elas encerram. A história, a filosofia e os objetivos da nossa Veneranda Instituição não lhe despertam o menor interesse, pois é frio, calculista, e não tem sensibilidade nem conhecimento para compreendê-los e assimilá-los. Ele é diametralmente oposto ao que deve ser o Maçom exemplar, em todos os pormenores. É a antítese de tudo o que a Maçonaria apregoa e deseja dos seus membros: uma criatura vil e rasteira que semeia a discórdia, afugenta bons irmãos, e termina por destruir ou fragmentar a Loja (ou lojas), resultado às vezes de anos de trabalho árduo, caso ela teime em não se colocar sob a sua batuta ou se mostre contrária às suas aspirações egoístas.

A insolência deste tipo de Maçom – e também o asco que destila –, vai crescendo conforme ele vai “subindo” nos altos graus (ou graus filosóficos). Sentindo-se importante por ter sido recebido em determinado grau, com a pompa digna de um rei, ele passa a considerar-se superior aos irmãos de graus “inferiores”, em particular aos Aprendizes e Companheiros, ignorando o que reza o segundo Landmark, que estabelece a divisão da Maçonaria Simbólica em apenas três graus. Mas reservar um tempo para dedicar-se à sua Loja, um momento para confraternizar com irmãos íntegros e honestos, ler algo de útil que possa servir de instrução a si e aos demais, essas são as suas últimas preocupações. O seu tempo disponível ele o reserva inteiramente às festinhas fúteis, nas quais pode ser notado e lisonjeado, onde pode juntar-se a outros maçons falsos e vulgares, prontos para lhe enterrar um punhal nas costas na primeira oportunidade que surgir.

Perceba o leitor com que velocidade este “irmão” deveras atarefado encontra tempo quando é chamado para arengar num tablado representando a Maçonaria! Note a pontualidade com que chega na passarela onde vai desfilar e ser fotografado com os seus paramentos. Observe como ele fica cheio de si quando é agraciado com uma rodela de lata qualquer ou vê o seu lindo rosto estampado nas páginas de alguma revista maçónica! Perceba como se curva aos pés dos que tem mais prestígio e poder do que ele! Note como ele os bajula!

Este prevaricador vagabundo não trabalha e não deixa os outros trabalhar para não ter de arregaçar as mangas também. Quando se mete a ministrar instruções aos Aprendizes e Companheiros ele o faz de modo precário, sem estar familiarizado com elas. Raramente sabe responder questões que os irmãos lhe dirigem. Tergiversa sempre com a mesma resposta: É preciso pesquisar! Ele não faz nada porque não sabe fazer nada, não quer aprender nada, e no íntimo não gosta da Maçonaria e não ama os seus irmãos! As nossas “reuniões” são para ele um fardo. Nas vezes que comparece em loja, exige ser ouvido e jamais dá atenção aos que falam aos demais, obrando para que a sua palavra sempre prevaleça nas decisões a serem tomadas. Quando o seu nome não consta na Ordem do Dia – o que significa que não terá a oportunidade de exibir a sua hipocrisia ou arengar as suas imposturas –, retira-se antes da “reunião” terminar ou, quando permanece, fá-lo com o olhar fixo no relógio.

Campeão em faltas e em delitos, quando este falso Maçom comparece à Loja ele o faz para dar palpites indevidos, censurar tudo e todos, propor projetos mirabolantes e soluções inconsistentes com os problemas que surgem nas nossas relações. Jamais faz uso de críticas sadias e construtivas, aquelas que apontam erros e sugerem soluções para os mesmos.

Comportamento na Sociedade

Passemos agora à exposição do comportamento deste detestável impostor na sociedade, outra praia onde adora se exibir, embora poucos o notem.

Ele circula pelas ruas do bairro onde vive de nariz empinado, cheio de empáfia, tentando vender a todos, sobretudo aos mais humildes, a falsa imagem de alguém assaz importante. Ostentando correntes, anéis, gravatas, broches e outros adereços maçónicos – alguns com peso suficiente para curvar o tórax – tão logo se acerca de uma roda de amigos, ou melhor, de gente com paciência para aturá-lo, ele passa a ensejar conversas maçónicas desnecessárias, fazer alarde da sua condição de Maçom e de ser membro de uma poderosa “gangue”, com o único propósito de colocar-se acima deles. Quando, porém, um profano lhe dirige algumas perguntas a respeito da nossa instituição, movido por uma sadia e natural curiosidade, ele responde geralmente o que não sabe, fitando-o de cima para baixo, com desprezo, como se estivesse encastelado sobre um pedestal de ouro.

Como o caracol, este tipo de Maçom costuma deixar um rastro visível e brilhante por onde trafega, tornando muito fácil a sua identificação e do seu paradeiro, que é o que ele efetivamente deseja, embora afirme o contrário. Mas, para a sua infelicidade, pouca gente dá importância aos seus recados vaidosos. O automóvel, o lar e o local onde trabalha correspondem ao exoesqueleto deste animal, ao passo que os adereços e os objetos maçónicos que ele usa e espalha por todos os lados à gosma que libera. Impulsos provenientes das regiões recônditas do cérebro onde se alojam o seu complexo de inferioridade e a sua baixa autoestima dizem a ele onde derramá-la.

Do mesmo modo que prostitui a nossa instituição, transformando-a em templo da vaidade, ele corrompe também a natureza de muitos objetos inanimados, desvirtuando os propósitos para os quais foram concebidos. Os vidros do automóvel não servem para proteger os passageiros do vento e da chuva, mas para ostentar adesivos maçónicos escandalosos que avisam os transeuntes e os motoristas dos carros que estão na retaguarda que “alguém muito importante” maneja o volante. As paredes da sua casa não servem como divisórias, mas de outdoors para a colagem de diplomas maçónicos que levam o seu nome. O isqueiro ele usa para tentar acender um cigarro que talvez nem fume ou sabendo que ele não funciona mais (o importante é as pessoas notarem o compasso e o esquadro colados nele!). A caneta com compasso encravado na tampa ele usa para mostrar que é Maçom àquele que está perto do papel no qual finge estar escrevendo alguma coisa. O relógio da sala não serve para mostrar a hora certa, mas para dizer aos visitantes que o seu dono é Maçom. As estantes da sala não servem para acomodar bons livros, mas para armazenar troféus, medalhas, placas comemorativas, mimos e tudo o mais que avise que há um Maçom por ali. O mesmo vale para pratos, talheres, lenços, gravatas, bonés, bolsas, bonecos, malas, bengalas e, pasmem, até revólveres e espingardas! Enfim, qualquer objeto que possa servir-lhe de propaganda ele corrompe-o

Prejuízo

O Maçom arrogante sabe muito bem que é um desqualificado moral, que carece das virtudes necessárias para dirigir homens de carácter, mas mesmo assim quer assumir o cargo de Venerável e nele se perpetuar. Insolente, julga-se o único com aptidão para empunhar o malhete, menoscabando a capacidade dos demais irmãos. Sempre que pode procura manobrar as eleições para que os cargos em loja sejam preenchidos por integrantes da sua medíocre camarilha, que, uma vez empossada, vai aprovar os seus atos malsãos e alimentar a sua vaidade. Desta maneira ele trava as rodas da Loja, impedindo-a de progredir, de desfraldar as suas velas.

O nosso personagem costuma mais faltar do que comparecer às reuniões, como já foi dito. Quando o faz, é quase sempre para tentar colocar-se em destaque, humilhar alguém, violar regulamentos, e fazer prevalecer os seus caprichos pessoais. É claro que ele não age só, pois se assim fosse a sua eliminação seria fácil e sumária. Ele conta com o respaldo de pequenos grupelhos de gente sórdida e submissa, que aprova as suas ações, que corrompe e deixa-se corromper. Às vezes conta até com a cumplicidade dissimulada de alguns delegados, que, por motivos políticos ou de ordem pessoal, fazem vista grossa aos seus insidiosos manejos e prevaricam no que constitui uma das mais importantes missões dentro da Maçonaria.

Terminado o período da sua administração como Venerável este impostor passa a meter o nariz em assuntos que não mais lhe dizem respeito, usurpando funções de outros irmãos da loja, incluindo as do seu sucessor. Quer mandar mais do que os outros, quer ser o dono da Loja; quer admitir candidatos sem escrutínio para engrossar a sua camarilha; quer manobrar a todos e violar leis. Expõe os Aprendizes e Companheiros a constantes querelas com outros Mestres, quase sempre motivadas pela vaidade e pela sede de poder.

Especialista em apontar erros nos outros, o Maçom arrogante jamais admite um erro seu. Quando, porém, as circunstâncias tornam isto impossível, ele o faz rangendo os dentes e disparando setas em todas as direções, muitas vezes ferindo os poucos irmãos que o querem bem. Além de tudo é um indivíduo vingativo. Caso sofra uma contrariedade qualquer, ou veja descartada uma irracional conjectura sua, ele passa a fomentar intrigas e provocar cismas na loja. Aquele que for investigar as causas que levaram uma determinada oficina a abater colunas notará nos seus escombros a marca indelével da sua mão, que muitas vezes deixa impressa com orgulho!

Elemento altamente desestabilizador e perigoso, o Maçom vaidoso é o principal responsável pelo enfraquecimento das colunas de uma loja, pela fuga em massa de bons irmãos, e pela decadência da Maçonaria de uma forma geral. Quanto maior for o seu número agindo no corpo da Maçonaria, mais fraca, enferma e suscetível à contração de outros males ela se torna, mais exposta a escândalos e prejuízos ela fica. A sua eliminação é, portanto, condição sine qua nom para a conservação da saúde da nossa Sublime Instituição.

Fonte: omalhete.blogspot.com

quarta-feira, 24 de maio de 2023

TRONCO DD BENEFICÊNCIA POR PIX

Em 17.02.2023 o Respeitável Irmão Rayter Abib Salomão, Loja Estrela de Dourados, nº 2015, Benfeitora da Ordem, REAA, GOB-MS, Oriente de Dourados, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta o que segue:

TRONCO DE BENEFICÊNCIA POR PIX

Pergunta: A Loja pode receber o tronco de beneficência por meio de PIX?

À primeira vista a resposta seria NÃO.

Mas antes de responder à pergunta, precisamos analisar e refletir sobre alguns aspectos que passaremos a tecer, que acreditamos não ferir a essência do tronco de solidariedade:

CONSIDERANDO que todos nós sabemos a finalidade do Tronco de Beneficência e sua essência simbólica, ritualística, filantrópica, etc.

CONSIDERANDO que todos nós sabemos que as doações ao tronco são sigilosas.

CONSIDERANDO que as instituições milenares passam por EVOLUÇÕES, sem, contudo, perder suas tradições, ritos, costumes, etc. Cito como por exemplo as igrejas, maçonarias, etc...

CONSIDERANDO que sem fazer uma comparação, mas, atualmente, algumas igrejas recebem suas ofertas por meio de transferências bancárias (QR Code colado nos bancos das igrejas).

CONSIDERANDO que durante a sessão, alguns irmãos possam estar desprovidos de metais para depositar o seu óbolo naquele momento.

CONSIDERANDO que o Irmão poderá fazer o PIX antes de iniciar a reunião, de maneira que não utilize o aparelho de celular durante a reunião.

CONSIDERANDO que o PIX, por ser uma transferência bancária, está adstrita TÃO SOMENTE ao tesoureiro, sem que os demais irmãos saibam do valor depositado e desde que não haja a identificação de valores depositados na bolsa, seja por meio de dinheiro ou transferência via PIX, apenas o anúncio do valor arrecadado.

Feito tais considerações iniciais, voltamos à pergunta.

A loja pode receber o tronco de beneficência por meio de PIX?

CONSIDERAÇÕES:

Absolutamente, isso está totalmente fora de cogitação. O giro do Tronco de Beneficência é tradicional em alguns ritos maçônicos, sobretudo pelo seu modus operandi (maneira determinada de agir e trabalhar) de arrecadação.

A prática ritualística que envolve a coleta possui características iniciáticas, ou seja, além do escopo a que se destina o Tronco, a sua liturgia envolve todo um simbolismo para esse período.

Essa forma peculiar de arrecadação, em que cada um doa conforme sua disponibilidade e ninguém sabe quem deu mais ou deu menos, ou ainda nada pode dar naquele momento, está no ritual de alguns ritos desde o século XIX e não faz sentido alterar um ritual para satisfazer modernismos.

Uma das regras mais importantes nesse sistema ritualístico de coleta é o sigilo, o que não seria satisfatoriamente cumprido se aventada a hipótese de transferência bancária. A propósito, não existe "meio-sigilo"; ou é sigiloso ou não é sigiloso.

A lembrança do ancestral hospitalário ou do esmoler que arrecadava donativos para os necessitados e viúvas desamparadas nas igrejas francesas, de certo modo é rememorada na postura com que o Hospitaleiro da Loja se coloca no ato da coleta. Alterar isso por conta do PIX me parece algo incoerente com a liturgia dos trabalhos maçônicos.

Em se usando do bom senso, naturalmente nada impede que a Loja crie legalmente um mecanismo de arrecadação à parte para reforçar as suas obras de caridade, contudo, isso sem alterar a liturgia e a ritualística que consta nos rituais.

Para manter as tradições, usos e costumes da Maçonaria é preciso antes que se siga ipsis-litteris o contido no ritual em vigência.

T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

CORDEL
Douglas Ribas Busse

CORDEL tem sua origem etimológica do francês antigo, cordel “pequena corda” século XII.

Instrumento de pedreiro que consiste em uma meada de fio forte e pouco deformável, geralmente enovelado em torno de um pauzinho, que o mesmo usa, esticando-o entre dois pregos que definem um alinhamento ou um nivelamento como guia para assentar tijolos, tirar mestras, colocar manilhas, etc.

Nas construções, o cordel serve para marcar todos os ângulos do edifício, fazendo-os iguais e retos, para que os alicerces possam suportar a estrutura.
Dentre os instrumentos necessários à complementação do trabalho simbólico dos Maçons estão: o Cordel, o Lápis e o Compasso.

Já na Maçonaria, que é simbólica e não mais de ofício (ou operativa), esses utensílios são aplicados por analogia, aos preceitos da moral difundida pela Ordem. Dessa maneira, o cordel indica a linha de conduta do Mestre, sem falhas e baseada nas verdades contidas no Livro da Lei.

Fontes:
Livro a arte de construir - Zake Tacla
Ritual do Mestre Maçon – R:. E:.A:.A:. - GLP
Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

VULTOS DO RITO BRASILEIRO 02

Lysis Brandão da Rocha
Iniciado em 06 de agosto de 1946
Fundador e Grande Primaz de Honra "ad eternum" do Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro, também Fundador das Lojas Maçônicas "Labor e Civismo" e "Voluntários da Pátria", o  saudoso Professor de inúmeras gerações, seja no mundo maçônico ou no mundo profano, viveu por 77 anos, dentre eles 48 dedicados à causa maçônica.Grande Regente do Supremo Conclave do Brasil, de 1968 a 1973; Delegado Litúrgico do Supremo Conclave do Brasil (Rito Brasileiro), Rio de Janeiro, RJ, de 1968 a 1973; Delegado Litúrgico do Ilustre Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito para a República Federativa do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, de 1963 a 1968; Grande Prior do Ilustre Grande Conselho Kadosch Filosófico "Tiradentes", Cataguases, MG; Aterzata dos Capítulos "Cataguasense" e "Vila Rica", Cataguases, MG; Delegado do Grande Oriente de Minas Gerais nos Grãomestrados de Joaquim José Baeta Neves, Célio Cordeiro e Athos Vieira de Andrade; Venerável Mestre das Lojas Simbólicas "Cataguasense" e "Labor e Civismo", Cataguases, MG; Orador e Secretário das Lojas Simbólicas "Cataguasense" "Labor e Civismo" e "Voluntários da Pátria", Cataguases MG. Da esquerda para a direita, Irmãos: Álvaro Palmeira e Lysis Brandão da Rocha Títulos e Honrarias: Fundador do Supremo Conclave Autônomo para o Rito Brasileiro; Fundador Emérito do Sublime Capítulo Rosa Cruz "7 de Setembro de 1822", ao Vale de Recife, PE; Fundador das Lojas Simbólicas "Labor e Civismo" e "Voluntários da Pátria" Cataguases, MG; Membro do Ilustre Conselho Federal da Ordem, Grande Oriente do Brasil, no Grãomestrado Álvaro Palmeira, de 1963 a 1967; 08/09/2015 Lysis Brandão da Rocha ¬ Loja Luz no Horizonte 2038 . Membro Honorário do Ilustre e Benemérito Conselho Kadosch Filosófico N ° 1, Vale do Lavradio, Rio de Janeiro, RJ; Grande Benemérito da Loja Maçônica "Cataguasense", Cataguases, MG; Membro Honorário das Lojas Maçônicas "Carangola Livre" (Carangola, MG), "Montanheses Livres" (Juiz de Fora, MG), "Arthur Pereira" (Porto Alegre, RS) e "União Fraterna" (Recife, PE); Detentor da Medalha do Reconhecimento Maçônico do Grande Oriente do Rio Grande do Sul. Obras já publicadas: Manual do Maçom; Simbolismo Maçônico, Linguagem Maçônica, Principais Símbolos Maçônicos; Sumário do Rito Brasileiro; Efemérides e Plano de Instrução Maçônica; Coletânea Maçônica; Manual do Aprendiz -Maçom.

Fonte: http://otemploeomacom.blogspot.com

terça-feira, 23 de maio de 2023

REAA - SUBSTITUTO DO VENERÁVEL MESTRE E A JOIA DISTINTIVA

Em 16.02.2023 o Respeitável Irmão Celso Luiz Motter, Loja Acácia de Balneário, 3978, REAA, GOB-SC, Balneário de Camboriú, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

SUBSTITUTO E A JOIA DO VENERÁVEL

Dúvida: na última sessão do ano passado, eu, como 1º Vigilante, na ausência do Venerável Mestre presidi a sessão. Porém, no átrio, houve uma discussão sobre que joias eu usaria, como não sou Mestre Instalado. Pergunto! Qual o paramento usar? O meu de 1º Vigilante, apenas o colar do Venerável, absolutamente nada do Venerável, apenas minha faixa de Mestre e meu avental de mestre? Ficamos no dilema. Gostaria de uma ajuda do irmão.

CONSIDERAÇÕES:

Nessa condição o substituto usa os seus paramentos, no caso o de 1º Vigilante, exceto a joia que é substituída pela joia do Venerável Mestre. Destaque-se que o substituto na ocasião é o titular, portanto não há nada de anormal em ele usar a joia do titular.

O que o 1º Vigilante não pode usar como substituto é o avental e os punhos do Venerável Mestre.

Infelizmente, o GOB, desde 2009, adota para os Vigilantes do REAA paramentos diferenciados, inclusive trazendo punhos para esses titulares. O problema é que isso tem gerado muitas dúvidas e discussões quando os Vigilantes atuam como substitutos de titulares.

Nessas circunstâncias se apresentam indagações sobre como o substituto deve se paramentar. A bem da verdade, no REAA os Vigilantes não deveriam usar punhos e nem aventais diferenciados. Os aventais dos Vigilantes são simplesmente os de Mestre Maçom ou, se for o caso, de Mestre Instalado. O que identifica os cargos de cada um dos Vigilantes são as suas respectivas joias distintivas.

Assim, quando um titular estiver ausente, o seu substituto assume normalmente com os seus paramentos, vestindo sim o colar com a joia distintiva do substituído. Essa é uma atitude prática, racional e objetiva, bastando para tal que se deixem de lado as firulas, que mais atrapalham do que constroem.

De certo modo há uma luz no fim do túnel, pois em um breve futuro, com a impressão de novos rituais já previstas para o início de 2024, provavelmente esses paramentos diferenciados e desnecessários para Vigilantes serão abolidos.

Obviamente que não há pretensão por parte do GOB de que esses paramentos diferenciados sejam de imediato abolidos, até por uma questão econômica. Assim, pretende-se uma gradativa substituição desses paramentos, ao tempo em que haverá uma normativa oficial orientando os Vigilantes, ainda com paramentos diferenciados, que no caso de substituição deixem os seus paramentos completos para os que os substituirão nos seus cargos. No caso do 1º Vigilante substituindo o Venerável Mestre, ele deixará os seus paramentos para o seu substituto e, ocupando o lugar do Venerável, usará o seu avental de Mestre Maçom, ou Mestre Instalado caso ele seja um Mestre Instalado, a joia distintiva do titular, mas não usará punhos.

Nem mesmo um Mestre Instalado substituindo o Venerável Mestre usará punhos, destacando que no REAA, os punhos são utilizados apenas e tão somente pelo Venerável Mestre titular da Loja.

Ao encerrar, vale salientar que na atual conjuntura do GOB, obedecendo ao que prevê o ritual do REAA e o Regulamento Geral da Federação, o substituto legal do Venerável Mestre é o 1º Vigilante. 

O Mestre Instalado mais recente da Loja ocupará o cargo de Venerável Mestre na sua ausência quando das sessões magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação e ainda nas sessões ordinárias caso o substituto legal do Venerável Mestre não esteja presente. Ainda, o substituto legal do 1º Vigilante é o 2º Vigilante.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística.
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

A ARTE REAL E A VERDADEIRA INICIAÇÃO CRÍSTICA

Paulo Santos, M∴.I∴.
ARLS Verdadeiros Amigos 3902 GOSP∴/GOB∴ (Oriente de São Paulo) – Brasil

Meus IIR∴ traço a presente alicerçado no Livro das Sagradas Escrituras que juntamente com o compasso e o esquadro formam as Três Grandes Luzes da maçonaria., ratificando o meu total e incondicional respeito por todos os outros Livros Sagrados existentes, que em minha ótica possuem a mesma essência correspondente aos traçados encontrados na Bíblia Sagrada, que é o nosso Livro da Lei, utilizado em nossos trabalhos.

Em nossa amada Ordem observo que muitos IIR.’. entram em nossos sagrados Templos durante décadas sem jamais terem adentrado efetivamente em seu interior, porque “entrai pela porta estreita, porque largo é o portão e espaçosas as estradas que levam à perdição, e muitos são os que entram por elas.

Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz à vida (Mateus, 7:13). “Escolherei dentre vós, um entre mil e dois entre dez mil(Tomé, 23). “De mil que me me ouvem, cem me entendem; de cem que entendem, dez me seguem; de dez que me seguem, um realmente é meu” “E chegando-se a ele os discípulos, lhe disseram: – Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: “porque a vós é concedido conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é concedido. Pois ao que já tem, dar-se-á e mais terá; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isto lhes falo por ilustrações; porque eles olhando, não vêem, e, escutando, não ouvem e não entendem. Neles se cumpre aquela profecia de Isaías, que diz: Ouvires com os ouvidos, e não compreendereis; olhareis com os olhos, e não vereis” (Mateus 13:10).

A ansiada iniciação Crística dá-se inicialmente em nossa Amada Ordem quando é solicitada a Luz ao neófito, que é fornecida e ofertada pelo V∴M∴, mas infelizmente visualizada e compreendida por poucos IIR.’. que realmente dispõe-se a cavarem masmorras aos vícios e a submeterem às suas vontades, e que trazem no interior de seu coração a verdadeira humildade, pois “quanto maiores somos em humildade tanto mais próximo estamos da grandeza”. “A humildade é a única base sólida de todas as virtudes”.

A verdadeira iniciação Crística ardeu no interior do coração de grandes Avatares tais como Jesus o nazareno, Krishna, Buda, Fu Hi, Lao Tse, Pitágoras, Maomé, Saint Germain, Paracelso, Alan Kardec, Moises, Martinho Lutero, Madre Tereza de Calcutá, Chico Xavier e inúmeras outras Almas de Luz.

“A luz veio às trevas, mas as trevas não compreenderam, conclui São João Evangelista. Crucificaram Jesus. Crucificaram Pedro. Crucificaram Simão. Mataram Sócrates. Queimaram Giordano Bruno. Queimaram Sanvonarola. Queimaram Santa Joana D’Arc. Assassinaram Mahatma Gandhi. Assassinaram Santa Maria Goretti. Assassinaram Júlio César.

Assassinaram Lincoln, Pasolini, Lennon, Lutther King. Assassinaram Zumbi. Assassinaram Chico Mendes, verdade não quer calar e brilha como fogo. Muitos por estarem cegos, não estão em condições de ver. Dos que têm condições, muitos queimarão, e alguns serão iluminados”(*)

Meus IIR∴ através do árduo estudo, aliado a real compreensão de nossos símbolos, que possuem o mesmo conhecimento de cunho esotérico contido nas parábolas narradas por Jesus Cristo, compreendida apenas por poucos iniciados, poderíamos a partir desse momento abandonar por definitivo o antigo guia da maprograf, para efetivamente caminharmos por inúmeras e infinitas ruas e estradas, que nos conduzem a ansiada Luz emanada do GADU∴

Fecho a presente prancha através da infinita sabedoria de Santo Agostinho quando disse: “Verdade, que eu te procure sempre, porque no dia que eu pensar que te encontrei, eu te perdi”.

Fonte: https://www.maconaria.net

segunda-feira, 22 de maio de 2023

IMEDIATO DO VENERÁVEL MESTRE. PRIMEIRO DIÁCONO OU O MESTRE DE CERIMÔNIAS?

Em 16.02.2022 o Respeitável Irmão Luis Filipe Torres Conceição, Loja Fraternidade Ferrense, REAA, GOB-MG, Oriente de São Pedro dos Ferros, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:


1º DIÁCONO OU O MESTRE DE CERIMÔNIAS

Irmão Pedro Juk, a quem deverá ser a tarefa de dar destino as colunas gravadas produzidas pelo saco de propostas e informações?

O 1º Diácono ou o Mestre de Cerimonias?

CONSIDERAÇÕES:

Como está previsto no SOR, Sistema de Orientação Ritualística, mecanismo oficial de orientação do GOB à disposição dos Irmãos na página oficial do GOB, essa função é exclusiva do Mestre de Cerimônias que é o imediato do Venerável Mestre no REAA.

Os Diáconos, apesar da dialética ritualística que os envolve na abertura dos trabalhos, eles apenas atuam na transmissão da palavra.

A dialética de abertura que ocorre entre os Diáconos e o Venerável Mestre é apenas uma reminiscência simbólica ainda dos tempos operativos quando os Diáconos, antigos oficiais de chão, eram mensageiros que transmitiam ordens do Mestre da Loja aos Wardens (depois Vigilantes) nos imensos canteiros de obra das construções medievas das catedrais. Esses mensageiros, no exercício do seu ofício, também ajudavam a fiscalizar as atividades laborais no sentido de manter a ordem e a disciplina dos trabalhos operativos que se desenvolviam nos canteiros.

Graças a isso, o REAA ainda conserva como tradição o simbolismo do diálogo que ocorria entre Diáconos e os administradores dos canteiros de obras. Na verdade, essa particularidade é apenas uma reminiscência das velhas tradições e não propriamente um ato de trabalho administrativo da Loja nos tempos atuais.

Os Diáconos, cargos genuínos da Maçonaria Inglesa, foram inseridos no escocesismo para atuar apenas e tão somente na liturgia transmissão da palavra que ocorre na abertura e no encerramento dos trabalhos. Essa transmissão de palavra é um ato simbólico que tem o fito de representar as aprumadas e nivelamentos dos cantos das construções que geralmente ocorriam no início e ao final das etapas de trabalho na época do Ofício.

Nesse contexto os Diáconos atuavam como mensageiros levando e trazendo ordens de ofício comuns entre o Mestre da Obra e os seus Vigilantes. Como reminiscência desse exercício, conservam-se até hoje o Nível e o Prumo como joias distintivas dos Vigilantes. Nessa conjuntura é que especulativamente os Diáconos atuam no REAA.

Qualquer atividade que literalmente envolva a entrega de documentos, escritos e outros afins do gênero durante a sessão não é função dos Diáconos, mas do Mestre de Cerimônias. No REAA os Diáconos atuam apenas para relembrar uma atividade comum exercida pelos nossos antepassados.

T.F.A.
PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

PRANCHA DE TRAÇAR

O texto que hoje publico viu a sua "luz" aqui à algum tempo atrás e quero partilhá-lo também com os habituais leitores e visitantes do "A Partir Pedra", e trata de um tema que faz parte da vivência e prática maçónica, e que são as "Pranchas"...

Uma “Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.

O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média.

Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção e montavam a maqueta da construção a realizar. Algo que nos dias de hoje, é efetuado pela classe dos arquitetos (provindo dessa classe outra designação pela qual também é conhecida a prancha de traçar, a “Peça de Arquitetura”).

É através da execução de pranchas que o maçom toma um maior contato com a vasta simbologia maçónica e a interpreta à sua própria maneira. Ele nas suas pranchas, emprega o seu cunho pessoal e a sua noção sobre os vários assuntos ou temas maçónicos em análise.

Qualquer assunto é passível de ser traçado numa prancha, devendo apenas o mesmo ser executado através de um método de estudo e pesquisa sobre o tema, de forma a completar ou inovar o que já existe sobre a matéria em análise, ou se possível, criar algo novo que ainda não exista comentado ou feito, nomeadamente no caso de pranchas em que a pintura ou a música são a temática central.

Todas as pranchas são passíveis de serem comentadas, apesar de ser costumeiro se afirmar que “prancha de Mestre não se comenta”, as críticas e comentários existem à mesma, nem que seja para assertivar ou elogiar o Irmão que a executou para além do tema que serviu de base à construção da prancha. Já em relação às pranchas dos Aprendizes e Companheiros, essas recebem as críticas necessárias à formação dos mesmos, na medida em que tal seja necessário.

E tal como a construção mais simples é fruto de uma intensa pesquisa e enorme trabalho no seu desenvolvimento, também as pranchas dos pedreiros, agora “livres”, são executadas com o mesmo sentido de responsabilidade e labor. Sendo que a prancha a realizar, independentemente do seu tema, dever acima de tudo conter as três grandes qualidades maçónicas, “Força, Sabedoria e Beleza”.

“Força”, porque deve ser forte o suficiente para ficar impregnada na alma do maçom; “Sabedoria”, porque uma prancha deve conter informação relevante que ensine os demais; e “Beleza”, porque neste mundo nada pode ser forte e sapiente, se não encerrar em si algo de belo.

Agora se esta prancha que eu “tracei” engloba as qualidades maçónicas, só os leitores o poderão afirmar…

Fonte: http://a-partir-pedra.blogspot.com.br

domingo, 21 de maio de 2023

INCORPORAÇÃO DE LOJAS

Em 14.02.2023 o Poderoso Irmão Jairo Amaral Messias da Silva, Assessor do Gão-Mestre Estadual, Loja Estrela de São Gabriel, 1987, REAA, GOB-ES, Oriente de São Gabriel da Palha, Estado do Espírito Santo, apresenta o que segue:

LOJAS INCORPORADAS

Estamos para realizar uma “Sessão Conjunta” (abro aspas, pois, não há essa descrição no ritual na página 71 - REAA) com quatro Lojas. Sendo a anfitriã do REAA, mais duas do
mesmo rito e uma quarta do Rito Adonhiramita. Minhas dúvidas seriam:

a) A entrada das Lojas, todas em família? Ou a de rito distinto entra depois de aberta a sessão, somente?

b) A direção dos trabalhos (pode ser dividido entre os veneráveis)?

c) Leitura das Atas? Dispensa-se?

d) Saco de PProp∴ e IInf∴? Dispensa-se?

e) Ordem do Dia cabe? Visto que ordem do Dia é para assuntos de votação? Se sim, pode-se colocar como pauta tema sobre as Eleições do Grão Mestre?

f) Ata única? Sendo copiada para todas as Lojas?

Tenho o entendimento de como é normalmente realizado aqui em nossa região, porém, devido ao ritual deixar estes pontos em aberto, gostaria de validar com o irmão essa compreensão, para podermos estar no padrão GOB e ter maior brilhantismo ritualístico na sessão também.

I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Primeiramente alguns tópicos baseados no que consta no Ritual de Aprendiz em vigência do REAA no GOB: Não existe “sessão conjunta”, porém Lojas Incorporadas (vide ritual de Aprendiz, página 71).

Uma Loja pode se incorporar a outra se ela for da mesma Obediência e do mesmo rito (vide página 71 do mesmo ritual).

Incorporação com ritos diferentes não é possível porque os rituais se diferem. Nesse sentido, as Lojas incorporadas devem ser do mesmo rito.

Caso uma Loja se apresente em visita e não atue nos trabalhos, ou não seja do mesmo rito, ela será considerada como Loja visitante (vide página 71 do ritual);

Lojas visitantes ingressam após a Ordem do Dia e serão recebidas conforme previsto no Ritual de Aprendiz, dele à página 71.

Os obreiros de uma Loja visitante podem entrar individualmente como obreiros visitantes em família, isto é, junto com o préstito de entrada. Aí não será ais uma Loja visitante, mas obreiros de uma determinada Loja em visita a outra.

II. RESPOSTAS ÀS SUAS QUESTÕES SOBRE LOJA INCORPORADA:

Letra “a” – Respostas no nº 5 e 6 das considerações iniciais;
Letra “b” - De forma nenhuma haverá duplicidade de cargos. Uma Loja não pode trabalhar com dois titulares nos cargos. Em Loja Incorporada um único titular deve ser escolhido em comum acordo pelos interessados;

Letra “c” - Recomenda-se que havendo Loja incorporada, antes do encerramento ritualístico a ata da sessão deva ser lida e aprovada. A prática de incorporar Lojas não é algo corriqueiro. Nesse sentido é melhor aprovar essa ata da sessão no mesmo dia do que aguardar uma nova incorporação para que ela possa ser lida e aprovada (o ato de aprovação deve ser conjunto e não dividido por Loja).

Letra “d” – Para não ferir a liturgia do rito do Rito, recomenda-se a sua circulação. Contudo, sugere-se que nesse caso, antes de iniciar os trabalhos, o Venerável avise que a circulação será apenas simbólica dado a característica da sessão.

Letra “e” - A Ordem do Dia deve ser aberta normalmente, cabendo às Lojas que trabalham incorporadas definirem a sua agenda para discussão. Não havendo o que se discutir e votar, encerra-se a Ordem do Dia. Como Secretário Geral de Orientação Ritualística eu não tenho como analisar se esse ou aquele assunto pode ou não; se deve ou não; etc. A minha conduta e atuação é sobre o andamento litúrgico e ritualístico dos trabalhos conforme o ritual. Ao que me consta, expediente eleitoral deve obedecer às resoluções do Poder Eleitoral competente.
Letra “f” - Sem dúvida, a Ata é uma só pertinente à sessão em que estiveram Lojas incorporadas. Depois de aprovada ata, cada Loja que participou da incorporação terá a sua cópia. Reitera-se que o recomendável é ler e aprovar essa ata ainda na mesma sessão - antes do encerramento. Sugere-se que quando do período de leitura da ata previsto no ritual (página 52), o Venerável Mestre então deve avisar que a sua leitura será feita em momento adequado antes do encerramento ritualístico.

III. CONCLUSÃO

Vale mencionar que incorporação de Lojas não é ato corriqueiro. Alguns procedimentos devem ser adequados conforme as circunstâncias e os porquês da incorporação. Entendo que as informações que constam na página 71 do ritual dão o rumo, enquanto que as Lojas que se propõem a trabalhar incorporadas é que devem resolver os contratempos que porventura venham surgir no andamento da sessão. Seria desgastante e inapropriado o GOB ter que editar um ritual para incorporação de Lojas prevendo entre elas uniformidade de trabalhos.

Eram essas as informações.

T.F.A.
PEDRO JUK – SGOR/GOB
jukirm@hotmail.com
Fonte: http://pedro-juk.blogspot.com.br

REFLEXÕES DE UM MAÇOM

José Antônio Ribeiro - C∴ M∴ (Brasília – DF)

O mundo atual com todos os seus paradigmas, todas as suas incoerências requer uma profunda reflexão sobre o nosso destino, o destino da humanidade.

Nós Maçons, tidos como pessoas escolhidas, mesmo sendo uma minoria em termos quantitativos, temos o dever de rever nossas posições frente ao mundo atual que ora enfrentamos, não dentro das lojas, mas na vida profana.

Queiramos ou não fazemos parte de um mundo em constante mudanças, extremamente rico em desenvolvimento tecnológico e globalizado que nos mostra cada vez mais injusto e cruel com a grande maioria da população. Somos também, como Maçons, responsáveis pelos rumos que a nossa civilização está tomando, por fazermos parte de uma elite: Política, Cultural e Científica.

Não é à toa que contamos em nosso quadro médicos, engenheiros, políticos, empresários, advogados etc. Por isso, não podemos nos enclausurar em nossas lojas em busca dos conhecimentos teóricos que a ordem nos proporciona, enquanto “do lado de fora” as drogas destroem nosso jovens, a corrupção política desfaz os ideais das pessoas honestas, levando o povo em sua grande maioria a sofrer as agruras da fome, da cegueira intelectual, da discriminação racial e cultural e das guerras: é a violência oficializada, que nos apresenta.

A essência de nossas instruções diz para “pormos em prática” os conhecimentos adquiridos; e eu me pergunto: estamos pondo em prática esses conhecimentos? Em outras palavras, estamos de fato exercendo a nossa função social? Estamos realmente exercendo a práxis de construção dos templos à virtude e cavando masmorras aos vícios...? É nosso dever contribuir de alguma forma para as mudanças necessárias que o presente momento exige; não só na forma de exemplos, de atitudes no interior das lojas e de nosso lar, mas no mundo profano. Posicionando-se, atuando, contribuindo de alguma forma para amenizar a fome dos nossos irmãos, intercedendo em prol dos injustiçados, não sendo agentes passivos das mudanças. Devemos nos colocar estrategicamente nos pontos vulneráveis da sociedade e proteger os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade.

Quando afirmamos ter vislumbrado a Estrela Flamejante queremos dizer que adquirimos a autoconsciência através dos conhecimentos transmitidos, mas o que vemos são irmãos munidos de postos hierárquicos e movidos pela ganância fugir do ideário Maçônico, apavoneando-se de sua posição social e esquecendo-se do compromisso assumido.

De que nos adianta o significado da Letra ”G”, se não os vivemos realmente? Saber do significado simbólico da geometria através do cubo lapidado ou da perfeição tridimensional da pirâmide? O mesmo que a gravidade, o que nos interessa é a atração do amor fraterno, que é o princípio vital da ordem, da harmonia e da estabilidade, comparada à gravitação dos corpos celestes ou do microcosmos.

A consciência do Maçom é fundamentada na razão e a razão é a capacidade mental de perceber ou discernir o certo do errado, o justo do injusto, o bem do mal. Somente quando evoluímos através do exercício da imaginação e da sensibilidade, é que passamos a raciocinar e agir corretamente, daí que estamos aptos a receber o CONHECIMENTO. Passamos a entender as causas dos fenômenos nos planos físico, social e espiritual.

Não sei realmente se a minha pedra bruta já se tornou cúbica, muito menos consigo vislumbrar a decantada inflexibilidade da lei moral que se diz imutável; não vejo com muita clareza o uso das ferramentas como instrumentos simbólicos que traçam ou determinam os nossos limites, o direito inflexível e a lei moral no que ela tem de mais rigorosa e imutável, rumo ao infinito.

Certa vez um irmão me falou que o grande segredo da Maçonaria é que nela não existem segredos; enquanto que um profano me falou que na realidade existem duas Maçonarias: uma que a gente vê e outra que não vemos: Se assim é, qual é a verdadeira?

Um Maçom tem como princípio amar os seus irmãos em toda sua plenitude, reafirmando diariamente a sinceridade desse sentimento, porém acredito ser necessário acender a luz através do cultivo da razão e da imaginação para que possamos agir com inteligência e compreensão. Assim sendo, podemos ver nossos irmãos e semelhantes como iguais e nos colocar acima de todas as coisas mesquinhas de que são exemplos o egoísmo, inveja, sede de poder e orgulho. Este é nosso quinhão, nosso salário que se multiplique como a semente de trigo que morre no inverno sob a terra, para renascer na primavera sob a forma de uma nova planta.

Portanto, para captar o princípio ou as causas dos fenômenos que nos cercam, devemos lapidar nossos sentidos ampliando a ponte que liga nosso mundo interior com o exterior.

Fonte: JBNews - Informativo nº 206 - 21/03/2011