Meus Irmãos, há momentos na história em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser conivência.
Não falamos aqui de partidos, ideologias ou preferências políticas.
Falamos de algo mais profundo e anterior a tudo isso: justiça.
Quando um homem, qualquer homem, é privado de garantias básicas, quando o devido processo é distorcido, quando a força substitui a imparcialidade, não é apenas um indivíduo que sofre.
É o próprio Estado de Direito que sangra.
A injustiça não precisa ser universal para ser grave.
Basta que seja aceita.
Meus Irmãos, a história não absolve os que "discordavam em silêncio".
Ela registra apenas dois grupos:
* Os que agiram
* Os que se omitiram.
O juramento que nos une não foi feito para tempos confortáveis.
Ele não serve apenas para cerimônias, símbolos ou discursos elevados.
Ele existe precisamente para os momentos em que calar é mais fácil do que agir.
Aquele que possui voz e não a usa, aquele que possui influência e não a exerce, aquele que possui meios e se refugia na neutralidade conveniente, já escolheu um lado, ainda que se recuse a admiti-lo.
Não nos enganemos, a omissão também é uma ação.
E ela produz consequências.
Nenhum Irmão deve acreditar que "isso não lhe diz respeito".
A injustiça tolerada hoje contra um é a norma aplicada amanhã contra todos.
Se há entre nós algum irmãos que pode agir, pela palavra, pelo cargo, pela influência, pela responsabilidade institucional,
que o faça.
Não pedimos temeridade.
Pedimos coragem responsável.
Não pedimos revolta.
Pedimos fidelidade ao juramento.
Aquele que escolhe se esconder quando a justiça é afrontada, não pode esperar ser reconhecido como justo.
E aquele que se cala por conveniência, não será lembrado como prudente, mas como ausente.
Que cada Irmão examine sua consciência.
E que aquele que puder fazer algo, faça.
Pois há momentos em que não agir, é negar tudo aquilo que afirmamos defender.
E nós não reconhecemos a omissão, como VIRTUDE.
Fonte: Facebook_Aprendiz de Cavaleiro
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