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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O “Perguntas & Respostas” que durante anos foi publicado no JB News e aqui reproduzido, está agora no “Blog do Pedro Juk” . Para visita-lo ou tirar suas dúvidas clique http://pedro-juk.webnode.com/ ou http://pedro-juk.blogspot.com.br

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

FRASES ILUSTRADAS

 

AS INCRÍVEIS "FÉRIAS MAÇÔNICAS"


AS INCRÍVEIS "FÉRIAS MAÇÔNICAS"
José Castellani

"Férias maçônicas" é uma invenção brasileira deste século e que vem sendo cada vez mais "esticada", para satisfação daqueles que creem que trabalho maçônico é estafante. No Grande Oriente do Brasil temos, ultimamente, o alentado período de 30 dias --- 20 de dezembro a 20 de janeiro --- para que "cansados" maçons repousem de seu pesado trabalho ... simbólico de operário. Isso, todavia, nem sempre aconteceu.

Consultando antigos livros de atas, pode-se constatar que as Lojas não paravam seus trabalhos nem no Natal, ou na passagem de ano. Tomemos, para exemplo, alguns casos:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

TRAJE, INDUMENTÁRIA E PARAMENTOS

TRAJE, INDUMENTÁRIA E PARAMENTOS
(republicação)

Em 21/12/2016 o Respeitável Irmão Dalmir Dias Laport, Loja Universitária Prof. José de Souza Herdy, 3.304, Rito Moderno ou Francês, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos.

TRAJE MAÇÔNICO E PARAMENTOS MAÇÔNICOS

O Irmão poderia informar qual a diferença entre "indumentária maçônica", "traje maçônico" (principalmente quando a este se referem como "rigor maçônico") e "paramentos maçônicos"? Seria grato se pudesse me orientar neste sentido.

CONSIDERAÇÕES:

Indumentária - substantivo feminino; é a arte do vestuário. Classifica-se também como a história do vestuário em relação às épocas ou povo. É o traje, o indumento, o vestuário, nesse caso, aquele usado pelos maçons nas sessões maçônicas.

Traje - substantivo masculino; é a vestidura habitual. É o vestuário próprio que, no caso da Maçonaria, veste cada um dos seus membros de acordo com a legislação maçônica determinada pela Obediência. É o traje usado pelo maçom nas suas reuniões que, dependendo da situação, pode ser o vestuário chamado terno ou parelha, bem como, admitido em alguns ritos, também o balandrau negro e talar. Em se tratando do terno ou da parelha, compõe o traje a camisa branca, gravata preta e sapatos e meias pretas. A cor da gravata pode variar de acordo com o rito praticado. Admite-se também a cor azul escuro para ternos e parelhas. O traje a rigor (não deveria ser "rigor maçônico") é justamente o terno ou a parelha. Na verdade, por definição um traje a rigor masculino é a roupa de cerimônia que se usa à noite em reuniões de gala, bailes e banquetes e inclui casaca, smoking, dentre outros. Por extensão, o traje a rigor usado na Maçonaria é aquele previsto para as Sessões Magnas, tanto públicas como aquelas restritas somente aos maçons. Esclareça-se que o termo "terno" (três) é o traje composto por três peças de vestuário - o paletó, o colete e a calça. Já a parelha (par) é o traje composto por duas peças de vestuário - o paletó e a calça. Em alguns países latinos, como o Brasil, o uso do terno pela Maçonaria está diretamente ligado à Igreja e o traje de missa. Em outros pelo mundo é haurido dos costumes e tradições de cada país - não é universal o uso do terno ou da parelha preta na maçonaria - universal é o uso do avental.

Paramento - substantivo masculino; é dentre outros o enfeite, o ornato o atavio. Designa em arquitetura a face polida de uma pedra ou madeira destinada às construções. Menciona também que são as roupas pomposas com que os sacerdotes celebram as cerimônias do culto. Os maçons, tanto nos três graus simbólicos como nos altos graus, para os ritos que os possuem, devem estar revestidos com seus paramentos por sobre os seus trajes durante as sessões, não sendo permitido delas se participar sem que se esteja devidamente paramentado. Os principais paramentos pessoais de um maçom são: aventais, faixas ou fitões, colares, punhos, luvas, tiaras, chapéus.

T.F.A.
PEDRO JUK
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

MINUTO MAÇÔNICO

SÍMBOLOS - 1º

1º - É a representação gráfica ou pictórica de uma idéia ou princípio. Este método tem a vantagem de não se encerrar nos limites de uma definição, sempre mais ou menos arbitrária e contestável.

2º - A semelhança do símbolo com coisas facilmente compreensíveis por sua materialidade, desperta no homem idéias abstratas de ordem superior às representações mentais que geralmente faz, permitindo-lhe aproximações com o mundo espiritual.

3º - O símbolo deve constar de elementos concisos e que resumam múltiplos conhecimentos. Assim sendo, o número é o símbolo mais singelo, mais geral, mas também o menos limitado e, portanto, o mais perfeito.

4º - Um símbolo pode ser considerado desde infinitos pontos de vista, e todo pensador está autorizado a descobrir-lhe um sentido segundo a lógica de suas próprias concepções.

5º - Os símbolos, efetivamente, são destinados a despertar as idéias que dormitam em nosso entendimento. Estimulam o pensamento por meio da sugestão e nos fazem descobrir as verdades enterradas nas profundezas de nosso espírito.

Fonte: http://www.cavaleirosdaluz18.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A LINHA DO EQUADOR

A LINHA DO EQUADOR
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Aristides Prado, Loja Dario Veloso, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná.

Caro Irmão Pedro Juk. Ao cumprimentá-lo pelas sábias respostas que muito nos ensina, gostaria de saber o que representa a Linha do Equador na Maçonaria?

CONSIDERAÇÕES:

Em linhas gerais o espaço delimitado para os trabalhos cobertos na Maçonaria, alegoria essa herdada dos canteiros de trabalho operativo medieval compreende em termos especulativos uma relação simbólica de que a Loja representa um segmento retangular de parte da face da terra, sobre a linha do equador, cujo comprimento é de Leste – Oeste e a sua largura Norte – Sul. Nesse sentido as dimensões topográficas do Templo são orientadas pelos quadrantes terrestres em cuja entrada se faz pelo Ocidente.

Nos parâmetros simbólicos da evolução iniciática, normalmente relacionados aos ciclos da Natureza e a sua relação à posição no Sol, o costume maçônico determina esses quadrantes como Oriente, Ocidente, Norte e Sul, ou Meio-Dia.

O equador é uma linha imaginária que tem a função de dividir geograficamente o globo terrestre em duas meias esferas (hemisférios) e assim, na Maçonaria, também representa a divisão da Loja em dois espaços distintos que são rotulados como as Colunas do Norte e do Sul (Meio-Dia).

Da mesma forma que no planeta Terra, na Loja ela é uma linha abstrata, ou imaginária e está situada, partindo do meio da porta de entrada do Templo até o Oriente.

Nesse conjunto emblemático, particularmente no escocesismo, aparecem também as doze Colunas Zodiacais que representam, em primeira análise, os ciclos da Natureza.

Destas, seis se localizam no Topo da Coluna do Norte e as outras seis no Topo da Coluna do Sul. As seis do Norte, em dois grupos de três, partindo do Ocidente até a grade do Oriente, representam as estações da Primavera e do Verão, enquanto que as outras seis, no Sul, partindo da grade do Oriente em direção ao Ocidente, do mesmo modo em grupos de três, representam o Outono e o Inverno.

É importante salientar que essa alegoria da Natureza é entendida simbolicamente sob o ponto de vista do hemisfério Norte (onde nasceu a Maçonaria).

De maneira orientativa para o aprendizado, essas etapas representam o movimento aparente do Sol sob a observação da terra, muito embora se saiba cientificamente que é a terra que se movimenta (translação) em torno do astro rei e a sua inclinação, em relação ao plano de órbita, pelo maior ou menor afastamento do Sol, produzem as estações do ano.

Ainda em relação a esse movimento simbólico na Maçonaria, existem as duas Colunas Vestibulares que, dentre outras, simbolizam, conforme o rito, a passagem dos trópicos de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul, cuja revolução anual aparente do Sol acontece dentro desse espaço e determina os períodos solsticiais como maior afastamento do equador terrestre e os equinociais como distância eqüidistante ou a passagem do astro rei sobre o equador.

Os períodos solsticiais (entre 21 e 24 de junho e 24 a 27 de dezembro) dariam, por influência da Igreja, a denominação dos Santos padroeiros da Maçonaria – João, o Batista e João, o Evangelista.

Toda essa alegoria simbólica, em Maçonaria, está relacionada ao renascimento e a morte da Natureza,
conjugada assim ao aprimoramento do Homem que, na Moderna Maçonaria, representa a matéria prima da construção. 

Do ponto de vista iniciático, como a Natureza, o iniciado morre para renascer, o que produz um sentido de renovação e que tem por parâmetro de passagem uma linha imaginária que, tal como a Lei Natural, produz os ciclos de renovação agregado as lições de filosofia, de ética e de moral.

Assim, de forma sistemática e simbólica, o equador marca as fazes de iluminação dos quadrantes do canteiro, norteando a cada espaço um ciclo de aprimoramento (ver as janelas no painel do grau de Aprendiz e Companheiro no Rito Escocês Antigo e Aceito – a marcha aparente do Sol).

Finalizando, devo alertar que esse sistema alegórico e emblemático não é uma constante em todo o arcabouço doutrinário maçônico dado a pluralidade de ritos que compõem a Maçonaria. 

Embora o objetivo seja um só, o de se aprimorar o Homem, muitos sistemas estão ligados a influências culturais pela universalidade da Ordem.

Entretanto, a despeito de existência ou não das Colunas Zodiacais, da grade do Oriente, ou da posição da porta de entrada, da inversão das Colunas Vestibulares, etc., todo o espaço de trabalho (a Loja) é sempre orientado pelos quadrantes terrestres, daí, a presença abstrata do equador ser inquestionável em todos os Templos, independente do rito, ou do trabalho praticado.

Melhores esclarecimentos sobre o tema serão também encontrados no livro “Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom” de minha autoria, Editora A Trolha, Londrina, dezembro de 2.007; “INBRAPEM, Vol. 4”, p|gina 77 – E o Topo da Coluna do Norte, Conclusões? Autor Pedro Juk, Editora A Trolha, Londrina, Novembro de 2007; “A Trolha – Coletânea 6”, p|gina 97 – Abóbada do Templo Maçônico – Rito Escocês Antigo e Aceito, de minha autoria, Editora A Trolha, Londrina, setembro de 2.003; “Rito Escocês Antigo e Aceito – História Doutrina e Prática”, autor José Castellani, Editora A Trolha, Londrina, várias edições. Nessas obras e artigos, não só pelo tema em si, será encontrada uma vasta bibliografia para pesquisa.

T.F.A.
Pedro Juk
jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 389 Florianópolis (SC) – 24 de setembro de 2011

A ORIGEM DA PALAVRA IRMÃO

A ORIGEM DA PALAVRA IRMÃO 
Ir.: Edson Gersco Prestes (*) 

“O maior cargo em maçonaria é o de verdadeiro Irmão.” 

Curioso, no entanto, é que ao sermos reconhecidos como Irmãos, o outro abre o sorriso e os braços, como se fosse um velho conhecido. 

Esse é um sentimento de irmandade, é muitas vezes, mais forte que entre Irmãos de sangue. 

Meu Irmão, se eu me esquecer de você, nunca se esqueça de mim! Conte comigo. Eu conto consigo. 

Fraterno é aquilo que se refere ou pertence ao irmão, frater, em latim... Fraterno: do latim fraternu, declinação de fraternus, fraterno, relativo ou pertencente a irmão, frater, em latim, com o significado adicional de afetuoso, ou cordial, amigável, como se supõe que seja o convívio entre irmãos. Frater veio do grego phrater, ambos radicados no sânscrito bhratar, origem também do gótico brothar, do inglês brother e do alemão Bruder. Em português, irmã formou-se de irmão, mas em outras línguas a palavra está radicada também no sânscrito svásar, que deu sister, em inglês, Schwester, em alemão, syster, no sueco, sestrá, no russo, éor, no grego, hermano no espanhol, soror no latim. No português, sóror é título para irmãs, freiras professas, madres, cujo masculino pode ser irmão, embora o mais usado seja frei. Quando os falantes da gíria atual dizem bróder, do inglês brother, sem o saberem pronunciam uma palavra semelhante ao sânscrito bhratar, mãe de todas estas formas para irmão. ...Por associação de idéias, passou a significar afetuoso, como tende a ser o relacionamento entre irmãos. 

Os membros da Maçonaria, unidos pelo Amor Fraternal, qualquer que seja o seu grau, dão–se o tratamento de “Irmão”.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

COM A PALAVRA ENTRE COLUNAS

COM A PALAVRA ENTRE COLUNAS
(republicação)

Em 11/12/2016 o Respeitável Irmão Leonardo Pavani, Loja Perseverança e Fidelidade, 2.968, REAA, GOB-SC, Oriente de Araranguá, Estado de Santa Catarina, formula a questão abaixo.

COM A PALAVRA ENTRE COLUNAS

Sei dos seus afazeres e as várias respostas que deves estar formulando. Vou lhe questionar mais uma vez, porém, não há necessidade de publicação desta resposta. Quando um Irmão se posiciona "entre colunas" para apresentação de uma prancha, este faz a saudação as 3 Luzes, neste momento da saudação, é necessário que a cada saudação, pronuncie o "nome" de cada "Luz"? Por exemplo: Faz a saudação, pronuncia: V∴M∴, faz a saudação, pronuncia: "Irmão 1º Vig∴", faz a saudação, pronuncia: "Irmão 2º Vig∴", ou apenas, faz-se a saudação?

CONSIDERAÇÕES:

Eu já escrevi bastante sobre isso. O que tem causado mistifório é o fato de que nem sempre quem estiver compondo um Sinal esteja propriamente saudando alguém, já que em Maçonaria a saudação sempre é feita pelo Sinal Penal do Grau.

No caso do uso da palavra, entre Colunas ou nas Colunas, ou ainda no Oriente em alguns casos, quando alguém é autorizado a falar, pela regra ele fala em pé, portanto à Ordem (isso não é saudação).

No momento do uso da palavra existe o protocolo de que o Obreiro inicia a fala mencionando as Luzes da Loja, autoridades (como um todo) e os demais (como um todo). Entretanto isso não é saudação pelo Sinal, é apenas um protocolo consuetudinário adotado por alguns ritos. Assim, terminada a fala, antes de tomar assento novamente, o protagonista desfaz o Sinal pela pena simbólica. Isso também não é saudação, é regra.

Ao fazer o uso da palavra ninguém faz saudações individuais como à mencionada na sua questão. Quem usar dessa prática estará simplesmente cometendo um equívoco.

Reforçando as minhas ponderações, no caso do GOB, está o ritual que é claro quando prevê que saudações em Loja somente são feitas ao Venerável Mestre quando da entrada e saída do Oriente ou às Luzes quando da entrada em Loja aberta (logo após a Marcha) ou saída definitiva antes do encerramento (não considerar as entradas e saídas formais das autoridades ou detentores de títulos de recompensa previstos no RGF).

Concluindo minhas considerações ratifico que no momento de usar a palavra o protagonista fica à Ordem, se dirige à assembleia mencionando as Luzes e os demais presentes na forma de costume sem desfazer o Sinal em nenhuma hipótese. A seguir faz o seu pronunciamento e, ao encerrá-lo, desfaz o Sinal antes de tomar assento. Lembro que em se tratando de se estar à Ordem, subentende-se que o Sinal já estará composto. Enfim, não existe a prática de se fazer Sinal individualmente a cada uma das Luzes ao mencioná-las protocolarmente.

T.F.A.
PEDRO JUK jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

ESTÁ TUDO JUSTO E PERFEITO?

ESTÁ TUDO JUSTO E PERFEITO?
Ir∴ José Robson Gouveia Freire (D. Federal)

“A ponte entre o humano e o divino: – o justo e perfeito.” “... há um encontro entre o divino e o humano. Assim como em A criação de Adão, os dedos dos homens tocam os dedos de Deus...”

Em referencia “que a expressão tem origem nas associações de artesãos construtores, hoje englobadas sob o título de Maçonaria de Ofício, ou Maçonaria Operativa, para distingui-la da Maçonaria dos Aceitos, associação maçônica, sem laços profissionais de união”.

“Desde remotos tempos, os construtores sempre verificaram a exatidão das construções com o prumo, ou Perpendicular, e com o Nível, proclamando, ao constatar essa exatidão, que “tudo está justo e perfeito”.

domingo, 17 de janeiro de 2021

FOTO MAÇÔNICA DE DOMINGO

Por Géplu

Foi Jean-Stephen quem nos enviou esta foto:

Estou enviando a você uma fotografia tirada em uma viagem à Escócia há alguns anos, o Templo de Lairg.

Lairg é uma vila com menos de mil habitantes no extremo norte da Escócia, no condado de Sutherland, no extremo sudeste de Loch Shin.

Se você também estiver perto de sua casa ou em viagem e observar um prédio, objeto ou decoração maçônica ou alvenaria, envie-nos fotos com algumas explicações.

Esses "depoimentos" são muito populares entre os leitores do Blog. (tradução livre)

Fonte: Blog hiram.be

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ
(republicação)

Em 15/10/2016 o Respeitável Irmão Carlos Alberto C. Silva, Loja Lautaro, 2.642, REAA, GOSP-GOB, Oriente de São Paulo, Capital, mencionando uma resposta enviada, deixa um apontamento que merece consideração:

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ

Quero agradecer sua resposta. Como sempre, direto ao ponto e com alguns esclarecimentos adicionais que os servem como ensinamentos. Sua explicação sobre a aclamação Huzzé foi novíssima para mim e claro, já está devidamente incorporada. Confesso que não a tinha visto posta sob essa perspectiva antes. Sempre li que esta aclamação era algo relativo à alegria. Vi inclusive, análises etimológicas do termo e suas origens. Daí minha premissa para a ausência dela do Ritual de Grau 3.

CONSIDERAÇÕES:

Principalmente o maçom latino é dado a essas especulações e cogitações tão próprias de autores fantasistas e mesmo aqueles que querem impor a sua crença pessoal nos nossos mistérios.

Essa "estória" de associar Huzzé à chacras, epigástrio e outras ilações do gênero não fazem parte de uma Instituição como a pura Maçonaria que visa aperfeiçoar o homem e lutar pelo progresso da humanidade.

Infelizmente muitos escritores nada pesquisam e ficam difamando a nossa história publicando certos pasquins que não tem nenhum compromisso com a verdade - bem dizem que imaginar é fácil, difícil e pesquisar na procura da veridicidade.

Todo o arcabouço doutrinário da Moderna Maçonaria, fora as lendas bíblicas que nos servem como alicerce alegórico para o aperfeiçoamento moral, está embasado nas Leis da Natureza, seja ela pela feição deísta ou pela teísta. Precisamos aprender que a Maçonaria não é religião e nem é palco para proselitismos religiosos ou de crenças pessoais.

Não existe nada de novo embaixo do Sol. A Grande Obra está na arte da convivência entre os homens, seja qual for a sua crença, desde que ela, a crença, não seja contrária aos sãos costumes.

Para tudo existe uma explicação. Ideias ocultistas e práticas pessoais de credo não cabem na nossa Sublime Instituição. Para a Maçonaria em relação à religião, é suficiente que o homem a pratique e acredite em Deus que, de modo conciliatório, ela, Maçonaria prefere "O" definir como Aquele que É, que Foi e que Será, o Criador, o Grande Arquiteto do Universo, o que geometrizou a ordem e o equilíbrio.

Como Obra de Luz, a Maçonaria também destaca a saudação à volta da Luz e um novo ciclo que se inicia. Afinal essa é a essência iniciática, e não conceitos próprios de crenças suposições. Assim, Huzzé é a saudação simbólica pelo retorno da Luz no solstício de inverno no Hemisfério Norte - é a volta da Luz, é o renascimento do Mestre tido como a Luz do Mundo. Como se pode ver não precisamos de conceitos anacrônicos do ocultismo medieval para explicar o óbvio, pois afinal buscamos as Luzes do esclarecimento e não concepções hauridas das trevas da ignorância.

T.F.A.
PEDRO JUK jukirm@hotmail.com  
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br 

PÍLULAS MAÇÔNICAS

ESCULTURA DE MOISÉS, FLORENÇA(*)

Em Florença existe uma escultura de “Moisés”, feita por Michelangelo Buonarotti, o maior escultor em mármore até hoje conhecido.

Buonarotti era um gênio nas artes e essa escultura nos deixa curioso, pois a figura de Moisés ali representada mostra duas saliências na parte superior/posterior da cabeça, como se fossem dois chifres ou cornos.

Impossível Buonarotti ter errado!

Muitas explicações foram dadas para tal fato, mas a mais plausível é dada abaixo.

Quando São Jerônimo, a pedido do Papa Damaso, fez a tradução da Bíblia para o Latim (Vulgata), na passagem de um trecho do “Exôdo”, o mesmo cometeu um erro na tradução de uma palavra. O correto seria: “a face irradiada de Luz” foi traduzida como “a face tinha dois chifres (cornos)”.

Tudo indica que uma das palavras em hebraico tinha dois significados. Aparentemente, São Jerônimo pegou o significado errado para tal tradução.

Como na época, ninguém estava a “altura” para questionar São Jerônimo, ou seja, questionar a própria igreja Católica, o Moisés ganhou, nessa escultura, feita de acordo com a Sagrada Escritura, um par de chifres na cabeça.

M∴I∴ Alfério Di Giaimo Neto
CIM 196017 

Fonte: pilulasmaconicas.blogspot.com

(*) A escultura está na basílica de San Pietro in Vincoli, Roma. Clique aqui para mais informações

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA – UMA VISÃO MAÇÔNICA

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA – UMA VISÃO MAÇÔNICA

Ir∴ Marcio Ailto Barbieri Homem
A∴R∴L∴S∴ Jose Carlos Bergman no 175 (GLMERGS)

A maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas modalidades; é uma escola mútua que impõe este programa: (...) trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano...

Reza o ritual do Aprendiz Maçom do REAA adotado pela Grande Loja do Estado Do Rio Grande Do Sul, que a "maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas modalidades; é uma escola mútua que impõe este programa: (...) trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano (...)".

sábado, 16 de janeiro de 2021

DISPENSA DE SINAL E ADULTÉRIO

DISPENSA DE SINAL E ADULTÉRIO
(republicação)

Em 12/12/2016 o Respeitável Irmão José Aparecido, Loja Justiça, nº 12, REAA, Grande Oriente do Paraná (COMAB), Oriente de Maringá, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos para o seguinte:

DISPENSA DE SINAL E ADULTÉRIO

O considero um grande pai da matéria da Maçonaria e se puder analisar o meu solicitado abaixo e nos dar um retorno, ficarei muito agradecido.

Tiver alguma matéria a respeito da dispensa do uso do sinal nas sessões por Irmãos que estão em idade avançada ficarei muito grato. Preciso também de alguma matéria ou princípios que fale a respeito da conduta do maçom em relação ao adultério, cometido por sem antes tomar a iniciativa de divorciar-se.

CONSIDERAÇÕES:

Matéria específica a respeito eu não tenho em nenhum dos casos, todavia existe o costume e a ponderação pela situação que vou tentar lhe passar como minha opinião.

No primeiro caso existe uma regra universal para alguns ritos maçônicos, como é o caso do REAA que, em Loja aberta, o Obreiro em pé e parado fica à Ordem. Obviamente que isso é claro e cristalino pelo costume consuetudinário - sem que isso precise propriamente estar escrito ao gosto dos carimbos e convenções peripatéticas da Maçonaria francesa.

A questão é a situação e o momento aplicado pela prática de se estar à Ordem levando-se em consideração o esforço necessário dispendido pelo gesto quando se tratar de um Irmão com idade avançada. Sabe-se perfeitamente que as posturas assumidas pelo Sinal, dependendo do tempo em que nela se permaneça, são realmente incômodas, acentuando-se esse desconforto no caso de obreiros sexagenários.

Assim, entendo que o Venerável deve ter desenvoltura suficiente para observar cada caso, situação e momento, podendo, nesse sentido, até dispensar o Sinal, desde que o mínimo necessário para a sua composição e cumprimento ritualístico seja cumprido - não é o caso de se dispensar pura e simplesmente alguém de compor e fazer o Sinal, entretanto se, a sua composição requerer muito tempo, então o Venerável toma a providência cabível.

Disso tudo, em se tratando de Irmãos de idade avançada, não se dispensa simplesmente a composição do Sinal, aliás, ninguém é dispensado, apenas o tempo da sua composição é que merece atenção em certos casos. Obviamente que isso não poderia estar escrito tal a complexidade de situações e nem mesmo poderia ser previsto um limite de idade para um Obreiro ficar à Ordem.

É oportuno salientar que alguns Veneráveis abusam dessa condição e ficam dispensando aleatoriamente qualquer obreiro de fazer o Sinal - isso é completamente irregular.

O segundo caso é uma questão de moral e costumes de acordo com o que se prevê principalmente na sociedade humana ocidental.

Em um caso desses há que se consultar o Código Penal Maçônico da Obediência, já que uma situação dessas se caracteriza em adultério e, em uma escola de aperfeiçoamento moral é um ato simplesmente inadmissível e abominável que deve ser denunciado na forma das nossas Leis.

Creio que matérias a respeito são mencionadas nos Códigos Penais em cujos artigos e parágrafos devem estar previstas as penalidades.

Sinceramente, é uma situação que não deve sequer seja admitida, pois isso afetaria toda a Instituição tal a sua gravidade. Um caso desses cabe denúncia à Loja ou diretamente ao Ministério Público Maçônico por parte de qualquer Mestre Maçom, se porventura quem de direito pense em acobertar uma barbaridade dessas.

Em síntese os códigos e promotores de justiça da Obediência devem possuir diploma legal para estancar e punir o envolvido na situação mencionada.

A propósito, as Antigas Obrigações das Associações de Ofício do passado já tratavam da questão da moralidade e da família. Vários desses manuscritos, a exemplo do Poema Régius (1.390) mencionavam essas regras conforme a sua época existencial.

Uma análise bem apurada nas primeiras sessões realizadas no Grande Oriente Brasílico no século XIX já indicavam a rejeição de candidatos por ordem moral - embora o Irmão Guatimozim tivesse deixado muito a desejar nesse sentido.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

PAINÉIS E TAPETES

 

O BALANDRAU

O BALANDRAU

O balandrau tem uma história ligada às organizações de ofício --- que nós chamamos de Maçonaria Operativa --- pois já era usado pelos collegiati, membros dos Collegia Fabrorum romanos, quando se deslocavam pela Europa e norte da África, acompanhando as conquistadoras legiões romanas, para reconstruir o que fosse sendo destruído pela atividade bélica. Também os membros dos Ofícios Francos, dos séculos XIV e XV, costumavam usar um balandrau negro, em seus deslocamentos pela Europa ocidental. Não é, portanto, estranhável a sua presença nos trabalhos maçônicos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

INGRESSO DE RETARDATÁRIO

INGRESSO DE RETARDATÁRIO
(republicação)

Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Otávio Foss Neto, Mestre Maçom da Loja Estrela de Morretes, 3.159, Rito Escocês Antigo e Aceito – GOB/PR, Oriente de Morretes, Estado do Paraná.

1 – Qual procedimento adotado por um Irmão atrasado para entrar em Loja?

CONSIDERAÇÕES:

Antes das questões propriamente ditas eu diria que o primeiro procedimento é não chegar atrasado para os Trabalhos. Agora, como a boca entorta conforme o hábito do cachimbo, vamos lá:

Estando a Loja aberta no Rito em questão e não sendo visitante que aguarda o momento propício para entrada conforme exara o Ritual este, se chegar atrasado e tiver acesso ao Átrio e ainda, não estiver presente o Guarda Externo, então ele dá na porta da Sala da Loja (Templo) a bateria maçônica universal que é a de Aprendiz.

Se no momento ele não puder ser atendido por um processo em andamento, por exemplo, o Cobridor Interno, sem qualquer anúncio (para também não atrapalhar o procedimento em andamento) responde pelo lado de dentro com bateria universal maçônica.

O que estiver pedindo ingresso então aguarda o momento propício sem repetir bateria, ou pior, proceder à bateria de outro Grau.

Em sendo possível dar o andamento para o processo de entrada do Obreiro que aguarda, o Cobridor, na forma de costume anuncia ao 1° Vigilante que por sua vez comunica o Venerável.

Este então fala diretamente para o Cobridor fazer a verificação de quem bate, salientando que se for um Irmão do Quadro que lhe seja dada a entrada na forma de costume.

Obviamente o que pede entrada já estará devidamente paramentado e sendo conhecido o próprio Cobridor observa se ele tem qualidade suficiente para participar dos Trabalhos caso a Loja esteja trabalhando em outro Grau.

Se ele por ventura não possuir a qualidade necessária, o Cobridor comunica ao Venerável que toma providência para que seja informado àquele que pede ingresso.

Normalmente quem vai ao Átrio para fazer tal comunicação é o Segundo Experto, já que o Cobridor deve sempre permanecer no seu lugar (guardando a porta).

No caso de ser um Irmão desconhecido, o ato carece do telhamento na forma de costume (Sinal, Toque e Palavra). Esse procedimento é realizado no Átrio, normalmente pelo Segundo Experto que inclusive após o reconhecimento da qualidade maçônica, solicita se necessário documentos para análise que serão direcionados ao Orador para verificar a autenticidade e os exames de praxe.

Estando tudo nos conformes, o Venerável autoriza o ingresso do visitante que executará a Marcha do Grau de acordo com os trabalhos abertos e ainda se submete ao telhamento a que se referem às questões emanadas do Venerável (De onde vindes? Etc.).

O que não é permitido é que quando o visitante ouve a resposta do Cobridor pela bateria universal para aguardar, imediatamente retruca com a bateria do Grau subsequente. Isso é um procedimento equivocado de interpretação, pois a resposta do Cobridor é para que o solicitante aguarde e não informando que a Oficina está trabalhando em Grau acima do de Aprendiz.

An passant, isso normalmente não está formalizado nos rituais para que se evite e não se institucionalize o atraso.

Enfim, pedido de ingresso em Loja aberta, não importando o Grau que ela esteja trabalhando, só se faz pela bateria universal – a de Aprendiz. Da mesma forma, responde o Cobridor.

Além dessa bateria, para esse momento, não existem quaisquer outras. As baterias dos outros dois Graus somente serão executadas na porta de entrada do Templo quando o ritual assim determinar.

E ainda, a única bateria profana dada na porta é aquela que está presente na cerimônia de Iniciação quando o Candidato (profano) pede ingresso nos augustos mistérios da Maçonaria.

T.F.A.
Ir.´. Pedro Juk - jukirm@hotmail.com
Fonte: JB News – Informativo nr. 399 Florianópolis (SC) 04 de outubro de 2011

LISBOA: PERCURSO INICIÁTICO

LISBOA: PERCURSO INICIÁTICO 

O que têm Roma, Jerusalém e Lisboa em comum? Para além das sete colinas, partilham outra característica: o facto de serem consideradas cidades “sagradas”. E não apenas pelo lado religioso, mas sobretudo pelo seu lado esotérico e simbólico. Maçónico. Nas três podemos encontrar símbolos a cada esquina, “escondidos bem à vista de todos”. Em Lisboa, há quem garanta que a orientação e as proporções da reconstrução da Baixa Pombalina têm uma simbologia própria, ou seja, não são assim por “acaso”. Há locais considerados templos maçónicos e edifícios com detalhes decorativos que retratam objetos da maçonaria. Quer saber quais são? Venha daí. Clique aqui

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

CIRCULAÇÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS E HOSPITALEIRO - ESTRELA DE SEIS PONTAS

CIRCULAÇÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS E HOSPITALEIRO - ESTRELA DE SEIS PONTAS
(republicação)

Em 09/12/2016 o Respeitável Irmão Paulo Fernandes, Loja Sebastião Vasconcelos dos Santos, 3.759, REAA, GOB-RN, Oriente de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, formula a questão seguinte:

CIRCULAÇÃO MESTRE DE CERIMÔNIAS E HOSPITALEIRO.
Há discussões no que diz respeito à circulação em Loja promovida tanto pelo Irmão Mestre de Cerimônias como pelo Irmão Hospitaleiro no sentido de que, respectivas circulações formam uma figura entrelaçada de dois triângulos equiláteros, representando uma estrela de 6 (seis) pontas, tendo um de seus vértices voltado para cima, e o outro voltado para baixo. Achei, com sinceridade, uma comparação, no mínimo, imperfeita, vez que, no momento em que os Irmãos deixam o Quadrante Oriental em busca do Primeiro Vigilante, no Ocidente, na volta, em direção ao Segundo Vigilante, os Irmãos descrevem um movimento circular, em meia lua, o que descaracteriza, de imediato, a comparação acima, isto é a figura de um triângulo equilátero.

Assim é que estimaria, com todo respeito, que referida dúvida nos fosse esclarecida. Agradecemos.

CONSIDERAÇÕES:

Sem dúvida meu Irmão a sua observação está corretíssima. Essa "estória" de estrela de seis pontas e ainda por cima mencionar que o trajeto dos oficias se dá por triângulos equiláteros é realmente coisa da pura imaginação. Na verdade uma bobagem, principalmente em se tratando de Rito Escocês Antigo e Aceito que, como filho espiritual da França, portanto deísta por excelência, nem possui no seu arcabouço simbólico a Estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, Blazing Star na vertente inglesa de Maçonaria.

Em se tratando de estrela, o REAA detém apenas a hominal. De origem pitagórica, a estrela de cinco pontas, conhecida na Maçonaria como Estrela Flamejante ou Flamígera, é objeto de estudo do Segundo Grau no simbolismo escocês.

Na verdade, a circulação dos oficiais por ocasião da Bolsa de Propostas e do Tronco simplesmente obedece à hierarquia entre as cinco Dignidades da Loja somada ao importantíssimo cargo de Cobridor.

Cabe então mencionar que as Dignidades verdadeiras da Loja no escocesismo são apenas cinco (não sete como equivocadamente prevê o GOB) - as Luzes da Loja (o Venerável e os Vigilantes) mais o Orador e o Secretário. Na sequência de abordagem entra também o Cobridor que é o guarda da cobertura interna durante a realização dos trabalhos (o Sigilo é um Landmark maçônico).

É dessa assertiva que o Mestre de Cerimônias e o Hospitaleiro abordam cada um desses respectivos cargos começando pelo Venerável indo até o Cobridor Interno como o primeiro ciclo da circulação.

Infelizmente algum inventor viu nisso uma representação de uma estrela de seis pontas, não obstante ainda no GOB, para entornar ainda mais o caldo, estar prevista a abordagem "dos Cobridores" (veja no ritual).

Na verdade isso é coisa de místicos e ocultistas que, no afã de divulgar as suas crenças enxertaram ideias que nada tem a ver com a racionalidade maçônica.

De fato precisamos extirpar essa bobagem que nada mais é do que uma daquelas carcaças de dinossauro oriundas do passado, mas que embora exaustivamente desmascarada por ritualistas autênticos, ainda encantam uma parcela dos quadros das nossas Lojas.

T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com
Fonte: pedro-juk.blogspot.com.br

FRASES ILUSTRADAS

 

REFLEXÕES SOBRE A MORTE

REFLEXÕES SOBRE A MORTE
Ir∴ Ademar Valsechi

“Como a morte é o verdadeiro objetivo da existência, travei durante estespoucos últimos anos, relações tão íntimas com esta melhor e mais fiel das amigas da humanidade, que sua imagem não me parece terrível, mas sim, suave e consoladora." (Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791 - Carta ao seu pai Leopold, no seu leito de morte em 1787.

Diz-se que um ser é racional, quando a sua inteligência é desenvolvida a tal ponto, que permite conceber a idéia de existência, com um início e fim, isto é, raciocinar que existe morte. Todos os seres vivos convivem naturalmente com o seu ciclo vital: Nascimento, Reprodução e Morte, mas apenas os seres humanos, pelo enorme número de neurônios que possuem (aproximadamente 10 bilhões), apresentam a capacidade cognitiva de finitude, que um dia vai morrer. E com isso convive com o medo da morte.